Portugal sucederá à Grécia nas preocupações com a crise das dívidas soberanas na Europa, refere o Die Welt, reportando fontes não identificadas do governo de Berlim a prever que será necessário um segundo resgate ainda este ano, refere o Jornal i que ainda transcreve daquele jornal alemão a previsão de Clemens Fuest, um professor de economia da Universidade de Oxford, de que "Os Estados não conseguirão pagar as suas dívidas se não lograrem ter crescimento económico, e até agora não há sinais de retoma nenhuma nos países em crise". A restruturação da dívida grega, após o acordo alcançado com os credores privados, dá algum tempo à zona euro para respirar, mas no Outono o risco de bancarrota de países da moeda única em dificuldades financeiras, como a Grécia e Portugal, voltará a agudizar-se, remata Fuest, segundo os mesmos jornais.
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domingo, 11 de março de 2012
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
"Bancarrota Sócrates"

António Lobo Xavier acaba de chamar a este período que estamos a viver de "Bancarrota Sócrates". Quando os historiadores avaliarem o que se passou nestes últimos anos e a forma como chegamos até aqui, este será um título perfeitamente adequado. Não terá sido por falta de aviso que Portugal bateu no fundo. Além de Manuela Ferreira Leite, vários economistas e especialistas na área foram avisando ao longo dos últimos anos que era preciso parar: de gastar dinheiro, de desperdiçar fundos, de políticas eleitoralistas e de mentir aos portugueses. Mas José Sócrates nunca ouviu ninguém e continuou o seu caminho rumo ao abismo. Ficará na história, como sempre desejou. Mas não pelos bons motivos.
PS: o partido albanês que lidera também é co-responsável pela situação. Não esquecer o que eles foram dizendo ao longo do tempo, sempre prontos a mudar de opinião conforme as atitudes do líder. E relembrar, sempre, as mentiras que foram ditas na última campanha eleitoral. Basta visitar o blogue Simplex. Publicada por Nuno Gouveia em O Cachimbo de Magritte
PS: o partido albanês que lidera também é co-responsável pela situação. Não esquecer o que eles foram dizendo ao longo do tempo, sempre prontos a mudar de opinião conforme as atitudes do líder. E relembrar, sempre, as mentiras que foram ditas na última campanha eleitoral. Basta visitar o blogue Simplex. Publicada por Nuno Gouveia em O Cachimbo de Magritte
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Portugal não consegue financiar-se

Fernando Ulrich, presidente do BPI, não podia ter sido mais claro na sua intervenção no debate 'Do Défice ao Desenvolvimento' da Conferência Portugal em Exame: "Tirem já o C do PEC, o C é para esquecer". "O dia em que bateremos na parede não está muito longe. Talvez por semanas. Lamento, mas o país tem de saber".
O presidente do BPI foi especialmente crítico quanto à actual situação do país. "O principal problema de Portugal não é apenas de tesouraria, mas sim o facto de não nos conseguirmos financiar".
"Não se trata de um problema de preço, mas sim de acesso ao crédito. Um problema que não sabemos hoje quando se vai resolver. Por isso mesmo, sugiro ao Governo que não publique cenários macroeconómicos sem explicar como estes se vão financiar."
"Portugal tem dificuldade em financiar-se e não sabemos quando vai deixar de ter, ou se vai deixar ter (fuinanciamento), só saberemos se conseguimos financiamento quando o BCE deixar de comprar".
Ulrich aponta que até para as medidas de contenção anunciadas será complicado encontrar liquidez.
"A discussão sobre grandes projectos está neste momento ultrapassada", defendeu, referindo-se ao adiamento das obras públicas anunciadas. "Ou se discute a sério a economia portuguesa e o seu sistema financeiro, ou teremos graves problemas de futuro."
"É bom que o país saiba"
O responsável do BPI não tem dúvidas sobre a gravidade do que vai acontecer a curto prazo: "O dia em que bateremos na parede não está muito longe. Talvez por semanas. E bater na parede significa, por exemplo, a intervenção do FMI. Lamento, mas o país tem que saber". Expresso.pt
O presidente do BPI foi especialmente crítico quanto à actual situação do país. "O principal problema de Portugal não é apenas de tesouraria, mas sim o facto de não nos conseguirmos financiar".
"Não se trata de um problema de preço, mas sim de acesso ao crédito. Um problema que não sabemos hoje quando se vai resolver. Por isso mesmo, sugiro ao Governo que não publique cenários macroeconómicos sem explicar como estes se vão financiar."
"Portugal tem dificuldade em financiar-se e não sabemos quando vai deixar de ter, ou se vai deixar ter (fuinanciamento), só saberemos se conseguimos financiamento quando o BCE deixar de comprar".
Ulrich aponta que até para as medidas de contenção anunciadas será complicado encontrar liquidez.
"A discussão sobre grandes projectos está neste momento ultrapassada", defendeu, referindo-se ao adiamento das obras públicas anunciadas. "Ou se discute a sério a economia portuguesa e o seu sistema financeiro, ou teremos graves problemas de futuro."
"É bom que o país saiba"
O responsável do BPI não tem dúvidas sobre a gravidade do que vai acontecer a curto prazo: "O dia em que bateremos na parede não está muito longe. Talvez por semanas. E bater na parede significa, por exemplo, a intervenção do FMI. Lamento, mas o país tem que saber". Expresso.pt
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