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domingo, 13 de novembro de 2011

O vírus da ópera-bufa alastra


Ontem (…) surpreendi-me com multidões a festejar a partida de Berlusconi: "Festa frente ao Palácio do Quirinal [onde o primeiro-ministro apresentou a demissão]", titulavam os sites dos jornais italianos. Um vídeo mostrava Antonio Di Pietro, o célebre juiz que lutou contra a corrupção, eufórico: "Para casa! Para casa", gritava ele a Berlusconi. Mas Berlusconi caiu porque o povo o quis? Caiu com o que o juiz investigou? Não, caiu porque uns extraterrestres deram má nota a Itália. E isso celebra-se? por FERREIRA FERNANDES no dn

terça-feira, 19 de abril de 2011

...e o único que é certo no Governo é o CDS/PP

HÁ UM ÚNICO partido a ter como garantido que estará a governar daqui a dois meses. Falo, claro, do CDS. Não haverá vencedor único e o que for mais votado terá de se socorrer dele: PS-CDS ou PSD-CDS, pois. E, caso haja dupla PS-PSD, esta vai querer alargar-se, e ficará PS-PSD-CDS.
O partido de Paulo Portas, é disso que essencialmente se trata, está bem artilhado para preencher o papel que o Governo vai ter de cumprir.
Está bem artilhado como? Já o disse, tem Paulo Portas. O homem é de fórmulas, leia-se ideias sintéticas, virtude que lhe vem do seu tempo do jornalismo - hoje já não se fazem títulos como em O Independente.
O essencial da governação, as linhas com que nos coseremos (e cozeremos), ficará a cargo de instituições e técnicos estrangeiros. Mas a aplicação dessas linhas será do tal Governo, aos olhos de todos diminuídos. Será essencial que alguém saiba dizer claramente o que os políticos (e ofícios correlativos) vão apertar de cinto para pedir aos restantes portugueses que façam muito mais.
Já noto sorrisos dubitativos sobre a sinceridade de Portas... Mas eu pergunto: têm políticos sinceros para a troca?
Paulo Portas tem a vantagem das frases claras e curtas, capazes de serem entendidas em Cascais e na feira de Espinho. E se ainda há quem pense que as austeridades populares vão ser aceites sem similares sacrifícios dos governantes não sabe que tempos vêm aí. por Ferreira Fernandes no DN de 18 Abr 11 (via sorumbático)
Um "estranho elogio" que me deu que pensar! Bolas! Ferreira Fernandes é capaz de ter razão! Interessante é também o que o Dr. Mário Soares escreve em artigo de opinião no Diário de Noticias

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Opinaram ao Domingo...


um ponto é tudo
Tempestade perfeita
Se ser grande estadista inclui capacidade para transmitir ideias-chave, Hillary Clinton deu ontem mais um passo para a imortalidade. Em Munique, virou-se para a audiência de especialistas sobre segurança mundial, e definiu o que pode vir a sair das revoltas do Norte de África: "Tempestade Perfeita." Ninguém se deixou iludir pela palavra final gentil. Perfeita junto a tempestade é aterrador, ponto final. Mesmo aqueles que ignoram o que seja cientificamente a conjugação de vários fenómenos meteorológicos, todos a trabalhar para o mal, têm Hollywood para ajudá-los a imaginar o que nos pode esperar: em Tempestade Perfeita (filme de 1991), George Clooney combatia ondas de dez andares. Estão a ver uma coisa assim a vir pelo mar fora, humm, deixa-me ver, pelo Mediterrâneo... Um que percebeu o sentido da fórmula de Clinton foi David Cameron, também presente em Munique. Pediu desculpa pelas ligações ao Reino Unido dos recentes ataques terroristas islâmicos na Suécia e Dinamarca: "Os nossos governos têm sido demasiado condescendentes com quem não dá valor à democracia e igualdade de direitos", disse o primeiro-ministro britânico. Que acrescentou: "A Europa precisa de despertar para o que está a ocorrer nos nossos países." Repararam? O Egipto, a ferro e fogo, e Cameron a falar do que "ocorre nos nossos países..." Não é egoísmo a mais? Não, é acordar para a realidade. por FERREIRA FERNANDES
no DN

dias contados
Fascismo nunca menos
Acompanhar a erupção da "rua árabe" no site do Bloco de Esquerda é uma experiência extraordinária. Nem os esforços do BE em prol da legalização da cannabis justificam o ar que por ali se respira. Além disso, o site tem a vantagem de esclarecer os indecisos sobre o partido a tomar face à dita "rua", visto ser mais fácil a um cidadão sensato ficar contra aquelas revoltas populares depois de perceber que o BE está a favor.
A favor é favor. Um destes dias, entre diversas apologias da luta pela "liberdade", o esquerda.net publicou e, supõe-se, subscreveu um texto de Slavoj Zi?zek. Zizek, filósofo "pop" especializado em pregar a pasmados o evangelho da liberdade, do anticapitalismo, do anti-semitismo e da legitimação da violência, começa por atacar o receio que os acontecimentos na Tunísia e no Egipto inspiram ao Ocidente, ou à parcela do Ocidente que não fuma as mesmas substâncias usadas pelos discípulos do dr. Louçã. De seguida, classifica os acontecimentos: uma revolta "na melhor tradição democrática secular", em que "as pessoas simplesmente se revoltaram contra um regime opressivo, a sua corrupção e pobreza, e pediram liberdade e esperança económica"…
por ALBERTO GONÇALVES
mais no DN

…e como, democraticamente, se deve conceder o direito à asneira pode ler as cretinices d’
O princípio do fim?