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domingo, 4 de junho de 2023

TAP “…nas mãos duma comissão de finalistas.”

A desresponsabilização tornou-se uma forma de manter o poder.
Seja na TAP, em que ninguém sabia das circunstâncias de saída de Alexandra Reis, ou se sabia apenas sabia informalmente, seja também no Governo, ninguém sabe quem chamou o SIS, ou sabendo sabe que não pode saber ou, parafraseando o PM, estamos a fazer um mistério de uma coisa que não tem mistério: chamar o SIS seria grave se Portugal tivesse um Governo.
Não é acaso estarmos nas mãos duma comissão de finalistas. De ciclo político, obviamente.

Bernardo Blanco, deputado da IL: “Quem é que lhe disse para contactar o SIS?”
João Galamba, ministro das Infraestruturas: “O gabinete do primeiro-ministro”,” O secretário de Estado Adjunto Mendonça Mendes”.
António Costa, primeiro-ministro: “Ninguém deu instruções ao SIS. Já toda a gente sabe a história. Eu não percebo porque querem fazer mistérios de coisas que não têm mistério”.

Uma nova divisão separa os portugueses. Não, não é a riqueza. Ou de certa forma é, se por riqueza se entender o ter direito à irresponsabilidade. Uns de nós, a esmagadora maioria vê quotidianamente crescer a lista daquilo que tem de se lembrar e cumprir, já outros quando confrontados com as suas decisões (ou falta delas) declaram, como fez esta semana o secretário de Estado das Finanças, a propósito dos 55 milhões pagos a David Neeleman, “Não consigo elucidar“. (Se o secretário de Estado das Finanças então em funções não consegue elucidar quem conseguirá?)

Só na semana que agora acabou passámos a ter de nos lembrar que já começou mais uma greve por trinta dias da CP (sim, caro leitor, a CP chegou a acordo com 14 dos seus sindicatos mas não com o Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante – SFRCI, logo vamos ter nova greve e quando o SFRCI tiver assinado um acordo de imediato os outros catorze sindicatos voltarão à luta). Também ficamos a saber que temos de salvar o planeta e, por isso, não só a PSP esclarece que não vale a pena apresentar queixa contra quem esvazia os pneus dos carros alheios, como temos de pagar mais uma taxinha por usar sacos de plástico quando compramos legumes frescos (oferecem-se alvíssaras a quem conseguir transportar ervilhas descascadas nos saquinhos de rede alegadamente amigos do ambiente e, já agora, também uns carapauzinhos frescos!) Também não podemos esquecer que não devemos usar indevidamente as urgências hospitalares e consequentemente temos de nos lembrar de despertar de madrugada para ir para a fila do centro de saúde… A nossa vida é um rol crescente do que somos obrigados a lembrar: impostos a pagar, declarações a preencher e licenças a obter. Simultaneamente, ministros, CEO, CFO, COO e secretários de Estado desfilam diante de nós, a propósito da TAP, declarando nada saberem, não se lembrarem ou ambas as coisas. E, como se isso fosse pouco, consideram ainda que a ignorância ou a amnésia são sinónimas de desresponsabilização.

Primeiro era Pedro Nuno Santos que não se lembrava de ter aprovado a indemnização a Alexandra Reis, depois lembrou-se e miraculosamente lembrou-se não só ele mas também aquele que fora seu secretário de Estado, Hugo Mendes, que consequentemente teve corrigir o depoimento que dera à IGF.

Já Miguel Cruz, secretário de Estado do Tesouro, que teve a tutela financeira da TAP e que estava no cargo quando a ex-administradora Alexandra Reis saiu da companhia, declarou que desconhecia o acordo com Alexandra Reis, as divergências entre esta e Christine Ourmière-Widener e, por fim mas não por último, as objecções que o Ministério das Infraestruturas colocava ao contacto directo entre a TAP e o Ministério das Finanças ou qualquer outro.

Se do lado do Governo o esquecimento e a ignorância causam dúvidas, do lado dos altos responsáveis pela TAP já nada surpreende: “Não conhecia, não participei, não negociei e não elaborei o acordo de Alexandra Reis” – declarou Gonçalo Pires, administrador financeiro da TAP, ou, como se tornou moda dizer, CFO da companhia aérea. O mais espantoso nem é que Gonçalo Pires não soubesse, é que não tenha achado isso estranho! Já o Inspetor-Geral de Finanças, António Ferreira dos Santos, não sabe se o administrador financeiro da TAP, Gonçalo Pires, teve conhecimento ou não do montante pago a Alexandra Reis mas ficou-se pela ignorância. Nesta sucessão de explicações improváveis, a minha preferência vai para o ex-administrador financeiro da TAP, João Weber Gameiro, que não sabe explicar porque a comissão executiva da companhia teve de aprovar um contrato no valor de 625 mil euros para a compra de copos de papel enquanto a indemnização de meio milhão de euros a Alexandra Reis não foi à mesma comissão… Mas agora tudo isto já é passado porque outros esquecimentos maiores se sobrepuseram: o ministro João Galamba às vezes lembra-se, outras esquece-se sobre com quais membros do Governo falou e sobre o que falou na noite em que seu assessor foi trancado no ministério. A sua chefe de gabinete não se lembra de quem veio a ordem para fechar Frederico Pinheiro no ministério mas assume ter sido ela a chamar o SIS, o que já é uma lembrança em segunda mão pois inicialmente o ministro João Galamba declarou ter sido ele a articular com a sua chefe de gabinete a chamada para o SIS e não ter sido ela a chamar por iniciativa própria o SIS. O ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, diz que não pode dizer o que lhe disse Galamba naquela noite porque “o que se passou está nos autos e está, portanto, no Ministério Público” . À procura do seu lugar neste universo de desresponsabilização anda agora o secretário de Estado António Mendonça Mendes. E, sejamos honestos, porque não há-de o senhor secretário de Estado adjunto ter direito ao seu esquecimentozinho?

A desresponsabilização tornou-se uma forma de manter o poder. Seja na TAP, em que ninguém sabia das circunstâncias de saída de Alexandra Reis, ou se sabia apenas sabia informalmente, seja também no Governo, ninguém sabe quem chamou o SIS, ou sabendo sabe que não pode saber ou, parafraseando o PM, estamos a fazer um mistério de uma coisa que não tem mistério: chamar o SIS seria grave se Portugal tivesse um Governo. Não é o acaso estamos nas mãos duma comissão de finalistas. De ciclo político, obviamente.

domingo, 22 de julho de 2012

Take Another Plane!

O Presidente da República revelou hoje ter pedido ao presidente da TAP que lhe explicasse os motivos do fim dos voos da transportadora portuguesa para Joanesburgo,
Questionado sobre a suspensão dos voos TAP entre Lisboa e Joanesburgo (rota com 49 anos de existência), uma medida que criou mal-estar e incómodos à comunidade portuguesa, Cavaco Silva respondeu que, adivinhando que a questão lhe iria ser colocada, pediu ao Fernando Pinto uma explicação sobre as razões que levaram à decisão, em meados do ano passado, referindo que aceitou a justificação, sem que isso signifique ter ficado totalmente convencido…

O Presidente da República, regressou a Lisboa num voo da holandesa KLM, com escala em Amesterdão. AP. Lusa

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

TAP deixa passageiros em cuecas...

Mais de duas dezenas de pessoas, passageiras da transportadora portuguesa TAP, estão a manifestar-se neste momento junto aos escritórios da companhia, para exigir sobre o paradeiro das suas bagagens.
"Estou em Bissau há duas semanas, e ainda não tenho as minhas bagagens", queixa-se uma passageira. Outro, chegado de Timor, esta na mesma situação. Não e propriamente uma novidade o eterno 'esquecimento' a que a TAP vota as bagagens dos seus passageiros com destino a Bissau.
Desta vez, ao que parece - pois no voo desta madrugada voltou a acontecer o mesmo - a 'culpa' foi da comitiva do SL Benfica, com varias toneladas de equipamentos e toda a parafernália que normalmente acompanha uma equipa de futebol profissional.
Para já, ninguém desarma. "A TAP goza connosco, uma das mais rentáveis da companhia em África, e com preços incomportáveis para 4 horas de viajem", desabafou um cidadão português, que esta na mesma situação. "Ate cuecas já tive que comprar", diz, entre sorrisos. por António Aly Silva Ditadura do Consenso

sexta-feira, 3 de junho de 2011

rosas para os dinossauros do sindicato do pessoal de voo

A companhia aérea low cost Ryanair “agradeceu” hoje aos responsáveis do sindicato do pessoal de voo a marcação de dez dias de greve na TAP, enviando-lhes dez rosas, “em representação dos dez dias de greve dos tripulantes da TAP que irão causar muito incómodo aos passageiros da antiga companhia nacional”.
O gesto simpático foi acompanhado por uma reprimenda, já que a companhia irlandesa apelida os dirigentes sindicais de “dinossauros” e classifica a paralisação como “insensata”.
A Ryanair “convida os turistas portugueses a proteger as suas férias de Verão” e convoca-os a “evitar esta greve da TAP” voando nos seus aparelhos e aproveitando as suas tarifas.
“Claramente os tripulantes da TAP não têm consideração pelos passageiros e as suas famílias”, remata a companhia.
A Ryanair diz ter aumentado o “apreço” que já sentia pelos responsáveis sindicais, pelo facto de estes “aumentarem o nosso negócio”.
Com esta “greve insensata de dez dias, ainda mais passageiros vão preferir as tarifas baixas da Ryanair, sem greves, para viajar este Verão”.
“Colocámos estes no topo da nossa lista de envio de cartões de Natal pelos seus contínuos esforços em encorajar os passageiros da TAP a mudar para o serviço sem greve e de tarifas baixas da Ryanair. Pensamos que o SNPVAC é um sindicato tristemente equivocado e iludido”, concluiu Daniel de Carvalho, o responsável da Ryanair em Portugal.

ora bem, a Ryanair é IRLANDESA...

segunda-feira, 26 de julho de 2010

TAP AO FUNDO


Resistiu ao anterior regime, ao PREC, às crises dos anos 80, mas parece não ir resistir ao governo socialista.
Estamos a falar da TAP, companhia de aviação de bandeira e fundamental para um país de emigração e de coração de Lusofonia.
Se esta medida criminosa subsistir, pergunta-se: para quê construir-se um novo aeroporto, se a placa giratória passará a ser Madrid, Londres ou Frankfurt?
Com este governo não restará, definitivamente, em Portugal, pedra sobre pedra! Pedro Almeida Sande em
CAUSA VOSSA