Agora vou citar-vos o que preocupa a
reportagem de Anabela Neves, da Sic, em Bogotá, Colômbia: diz Anabela Neves que
este presidente da República, que tanto aconselhou convergência e diálogo
político no ataque à crise, poderia querer comentar um convite de Passos Coelho
a Seguro, mas que não, Cavaco Silva nada respondeu sobre isto às inquirições da
repórter. Ou seja, a repórter inculca que Cavaco deveria pronunciar-se durante
uma visita a Bogotá sobre uma minudência acontecida em Lisboa, uma convicção
absurda; Cavaco não cai no absurdo de pronunciar-se; e a notícia acaba por ser
o facto de o presidente não ter agido como só poderia imaginar a pobre
cabecinha da repórter. E é assim: quando o nosso mundo é muito pequenino, a
gente nunca viaja realmente. por José Mendonça da Cruz no Corta Fitas
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quarta-feira, 17 de abril de 2013
ana bela da sic...
domingo, 25 de março de 2012
Têm medo, têm muito medo
Notem como vários comentadores, alegados jornalistas e membros do antigo governo se mostram incomodados e receiam a perspectiva de que o governo Sócrates e a forma como arruinou o país venham a ser pomenorizadamente escrutinados. Reconhecerão esse incómodo e esse medo nas afirmações de que «não é oportuno», «os juízos fazem-se em eleições», «é uma campanha», «é a justicialização da política».
Segundo se depreende, participam nessa inoportunidade, nesse juízo, nessa campanha, o Tribunal de Contas, os revisores oficiais de contas, os juízes, o governo, os cidadãos, alguns jornais, os factos, a realidade e a vida. por José Mendonça da Cruz no Corta Fitas
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Braz Carneiro
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o que “ele” não disse…
«Sim, mas o que ele não disse foi (inserir aqui)» ou novo contributo para a cartilha da desinformação
Uma das formas mais comuns que a comunicação social socialista tem de apresentar como irrelevante qualquer notícia do actual governo é juntar a essa notícia um parágrafo final dizendo que há outra coisa qualquer que o governo não disse. A tal coisa «que ele não disse» pode ser até descabida, despropositada, essa omissão pode até ser mentira. Não interessa. O que interessa é deixar a ideia de que o governo não faz o seu trabalho ou só o faz com graves lacunas.
Podemos praticar com alguns exemplos.
…
Ontem, após o discurso de abertura de Passos Coelho, no Congresso do PSD, Teresa de Sousa gabou o empenho europeu do primeiro-ministro, mas logo acrescentou que pena é que não se ouça uma palavra nem se veja um gesto de aposta na nossa opção atlântica. Pouco interessa que evidências recentes e repetidas desmintam ululantemente Teresa de Sousa (acaso se farão através do Pacífico os investimentos portugueses no Brasil, os investimentos brasileiros em Portugal, as crescentes relações económicas com Angola, as visitas oficiais?). O que interessa é que Teresa de Sousa diz que não há Atlântico.
Ontem ainda, na TVi - e vejam como o zelo pró-socialista pode ser engraçado - Constança Cunha e Sá dizia o exacto contrário de Teresa de Sousa, e encrespava-se (está, hoje em dia, permanentemente encrespada) porque ao primeiro-ministro Passos Coelho não se tinha ouvido uma palavra sobre a Europa. Não são vapores de distracção. É mesmo como a cartilha manda. É verdade que, minutos depois, Constança disse que o Congresso também não tratara do país, do desemprego, da economia, dos problemas, dos portugueses. Mas para isso já tem a desculpa da hora tardia.
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