Mostrar mensagens com a etiqueta sinais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta sinais. Mostrar todas as mensagens

sábado, 23 de maio de 2009

vaiados na António Arroio

Governo fascista é a morte do artista
Foi esta a palavra de ordem mais ouvida ontem na Escola Secundária Artística António Arroio, em Lisboa, onde o primeiro-ministro, José Sócrates, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, foram recebidos com uma manifestação de protesto.

Os alunos queixavam-se das condições de funcionamento da escola e pediam mais material de trabalho em vez das obras de requalificação previstas, no âmbito do contrato ontem assinado e que motivou a presença dos membros do Governo. Houve, contudo, alunos que acusaram os colegas de protestarem 'sem razão'.

No final, Sócrates teve de sair por uma porta traseira.
O presidente do conselho executivo, José Paiva, estava indignado com a contestação. 'Foram protestos próprios de jovens certamente mal informados. A escola nunca teve tão boas condições como tem e depois da remodelação vai ficar exemplar', disse ao CM, insinuando que a manifestação não foi espontânea:
'Houve aqui uma expressão juvenil eventualmente trabalhada, não se sabe bem em que termos.' Questionado se houve manipulação dos alunos por parte de forças políticas, retorquiu assim: 'Cabe-vos a vocês jornalistas investigar.'
Os contratos de empreitada ontem assinados dizem respeito à requalificação de mais 16 escolas, num investimento de 185,3 milhões"
Correio da Manhã: "23 Maio 2009 - 00h30

sábado, 9 de maio de 2009

Guerrilha urbana ataca na Bela Vista

Tiros de caçadeira, cocktails molotov, pedras e garrafas contra a esquadra, agentes e veículos policiais. "Parece um cenário retirado de um conflito armado de um país africano, mas é uma realidade em Setúbal", disse ao CM um alto responsável da Direcção Nacional da PSP, que admitiu: "O Grupo de Operações Especiais está de prevenção para entrar no bairro."
E não é para menos: ontem à tarde, quando os reforços do Corpo de Intervenção se tinham retirado, um grupo a bordo de um Honda Concerto disparou três vezes contra a esquadra. O sentinela e uma idosa que saía do prédio não foram atingidos por centímetros. E por pouco um dos cartuchos não entrava mesmo na esquadra. Já durante a madrugada, a PSP tinha sido alvo de um ataque coordenado com cocktails molotov e pedras (ver caixa).
"É o típico bate-e-foge de uma guerrilha", desabafou ao CM fonte oficial da esquadra da Bela Vista. "Neste caso urbana. São jovens que conhecem o bairro e que usam a arquitectura em seu favor. Como ontem [anteontem] à noite, quando atiraram cocktails molotov dos telhados e depois fugiram saltando de prédio em prédio", acrescentou a fonte.
A própria PSP já se apercebeu de que a Bela Vista pode ser o rastilho de uma bomba pronta a rebentar noutros bairros e, por isso, reforçou o trabalho do Departamento de Informações. Aliás, fontes policiais disseram ao CM que "por detrás dos ataques à PSP está um restrito grupo de cadastrados e jovens referenciados, em ligação com suspeitos detidos pela prática de inúmeros crimes violentos como carjacking e roubos de caixas ATM".
Agentes infiltrados na Bela Vista e noutros bairros problemáticos das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, e informadores nas mesmas zonas, estão em contacto com as polícias que enfrentam os desordeiros. "Esta informação está a ser fundamental na organização dos esquema de policiamento na Bela Vista e na prevenção de alterações de ordem pública noutros bairros", disse fonte da PSP.
Entretanto, a tensão na Bela Vista mantém-se "em níveis muito preocupantes". "Vamos manter o policiamento musculado enquanto o grau de ameaça se mantiver", concluiu a mesma fonte.

Depois de terem arremessado pelo menos cinco cocktails molotov contra o Corpo de Intervenção da PSP, os mesmos jovens dispersaram. Mas voltaram a reunir-se já de madrugada para, de novo, causarem o caos. Num verdadeiro jogo do gato e do rato com a polícia, que durou quase até de manhã, os desordeiros incendiaram diversos ecopontos e caixotes do lixo em diferentes pontos da cidade. A táctica usada era a mesma. Atear e fugir. Os bombeiros não tiveram mãos a medir, mas as autoridades policiais pouco mais puderam fazer do que tomar conta das sucessivas ocorrências. Tal como na Bela Vista, ninguém foi detido. O medo agora é que, com a presença da polícia no bairro, os actos de violência desçam até ao centro da cidade sadina. E se até agora o medo já obrigava ao fecho do comércio mais cedo do que o habitual, o crescimento da violência pode mesmo matar o pouco que ainda resta.
Correio da Manhã

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Setúbal: situação no Bairro da Bela Vista já regressou à normalidade

Dezenas de pessoas concentraram-se ontem no Bairro da Bela Vista.
Durante a tarde, apedrejaram a esquadra e a PSP acabou por disparar quatro tiros para o ar.
Os desacatos aconteceram pouco depois do funeral de um jovem morto a tiro pela GNR. O jovem, na casa dos 20 anos, natural da Bela Vista, foi atingido, na semana passada, com um tiro na nuca durante uma perseguição policial depois de ter participado no assalto à caixa multibanco do Hospital Particular do Algarve.
"A polícia esteve de prevenção no local durante toda a noite depois de ontem um grupo de pessoas ter lançado dois “cocktails molotov” contra as carrinhas do corpo de intervenção da unidade.
O incidente ocorreu pouco depois das 23h00 de ontem, tendo sido apreendidos mais quatro engenhos do mesmo tipo, noticiou a agência Lusa.

Tiros contra a esquadra da Bela Vista

Tiros contra a esquadra da Bela Vista
Os ocupantes de uma viatura Honda Civic dispararam três tiros contra a esquadra da PSP no Bairro da Bela Vista, em Setúbal, disse à agência Lusa fonte policial.Os disparos efectuados cerca das 17h45 atingiram a parede exterior da esquadra e uma viatura da Escola Segura, mas não provocaram vítimas. De acordo com elementos da esquadra da PSP da Bela Vista, no interior da viatura seguiam pelo menos três indivíduos. A PSP de Setúbal desencadeou de imediato uma operação policial para tentar localizar a viatura e os presumíveis autores dos disparos.
PUBLICO.PT