quarta-feira, 30 de setembro de 2009

"MISÉRIA INSTINTUAL"


José Pacheco Pereira revela alguma beatitude quando, neste post, se refere a uma folha e a alguns dos que a preenchem como jornalistas, sem "aspas". Ou quando menciona blogues que não passam de janelas para as ratazanas que lá debitam poderem respirar entre duas flatulências. Ora a circunstância de as ratazanas continuarem a salivar revela duas coisas. A primeira, que Cavaco conta. E muito. A segunda, que a "central" está tanto ou mais activa do que na semana transacta.

Adenda: Ana Gomes, essa mulher politicamente pequenina e altamente improvável, veio a terreiro insultar o Presidente da República como se estivesse a falar com o marido. Por que é que não exportam esta ridícula personagem vicentina de novo para Timor ou para o raio que a parta?
in "MISÉRIA INSTINTUAL" in
portugal dos pequeninos

O clube das virgens púdicas


Há mais de 30 anos que sou jornalista e há mais de 30 anos que assisto a combinatas, para utilizar a curiosa palavra de José Junqueiro. Assisto, mas recuso-as. A última que recusei foi na semana passada.
Há mais de 30 anos que vejo o PSD, o PS, elementos ligados a este ou a outro partido, instituição ou empresa, fornecerem a jornais dossiês mais ou menos conspirativos, elementos sem qualquer prova, teorias mirabolantes com o intuito de prejudicar adversários, concorrentes ou potenciais ameaças. A maioria das vezes, quando se investiga, chega-se a becos sem saída, a não acontecimentos, a meras coincidências. Outras vezes há casos.
A novidade não está na conspirata. Os jornais viveram e vivem disso. A novidade, o que mudou e mudou muito, foi a confiança nas instituições. Alguém, há 20 anos, ousaria pensar que uma fonte do primeiro-ministro ou do Presidente estava a mentir deliberadamente? Nunca! Mas há que dizer que essas fontes não tinham, então, a tendência manipuladora de hoje e menos ainda a sofisticação.
O que também mudou foi o modo como se publicam rumores não confirmados, opiniões sem fontes atribuídas, teorias sem rosto. Jornais, rádios e TV fazem compromissos inaceitáveis: Sobre o que publicam, o modo como publicam e - até, pasme-se! - sobre a origem dos documentos que publicam, fingindo virem de onde não vêm. As agências ou os peritos em comunicação, de que nenhum partido ou empresa prescinde, vieram prejudicar ainda mais este estado de coisas.
O que mudou foi o critério - a falta dele - com que se publicam informações. Os que pensam que isto também é, em parte, uma autocrítica, têm razão.
Nos últimos tempos, os postos mais altos da política portuguesa têm vindo a tornar-se cada vez mais especialistas nestes truques. De tal modo que, perante jornais independentes como o nosso, condenam a ousadia de termos noticiado factos. Factos como a estranha licenciatura do primeiro-ministro ou as acções que Cavaco teve na SLN.
Quem perde é a autoridade e a representatividade do Estado. É a democracia. Tenho dito e repetido que estou preocupado com esta espécie de dissolução ética em que a verdade tem menos valor do que os dividendos políticos.
E ninguém desconhece isto. Muito menos Cavaco, Sócrates ou todos os que se movimentam na política. Escusam de se armar em virgens púdicas; a insistência nestes temas tem como condão afundar mais e mais o respeito dos cidadãos pelos seus líderes.
Fariam melhor em calar-se.
Henrique Monteiro in O clube das virgens púdicas - Expresso.pt

alteração da fórmula do aumento de pensões


Uma das primeiras iniciativas do CDS-PP no novo Parlamento será a apresentação de uma proposta de alteração do aumento das pensões, para corrigir a fórmula que liga a actualização à taxa de inflação, anunciou o líder parlamentar: “O CDS proporá como uma das primeiras iniciativas no novo Parlamento que se corrija a lei do aumento das pensões para que nos casos, pelo menos, das pensões mínimas, das sociais e do regime dos trabalhadores rurais se corrija a lei no sentido de não se permitir que haja um decréscimo do valor real das pensões dos portugueses”, afirmou Pedro Mota Soares.

Recordando que na actual lei o valor das pensões é igual ao valor do indexante de apoios sociais, Mota Soares classificou a fórmula em vigor como “muito injusta”. “Essa fórmula é muito injusta, muito especialmente para os pensionistas da pensão mínima, porque nunca lhes permite um aumento real do poder de compra, porque na melhor das hipóteses eles ficarão sempre ao nível da inflação, isto é algo injusto e que o CDS não aceita”, declarou.

Acima de tudo, acrescentou, trata-se de uma fórmula injusta em anos em que a inflação é negativa, porque a lei não contempla nenhuma salvaguarda para essas situações. Ou seja, segundo o líder parlamentar dos democratas-cristãos, cumprindo-se a lei como está e como ao longo de 2009 a inflação tem vindo a ser negativa, “em Janeiro de 2010 os pensionistas serão confrontados com uma diminuição do valor real das suas pensões”. Isto é, passarão “a receber a receber menos em Janeiro de 2010 do que receberam em Dezembro de 2009”, enfatizou.

Ainda de acordo com o líder da bancada parlamentar, o CDS-PP irá também propor a criação de um regime especial de actualização das pensões dos ex-combatentes, já que estes também poderão ver as suas pensões diminuírem se a inflação for negativa, ou terem aumentos zero se inflação for zero. PUBLICO.PT

há «malucos à solta» em Portugal


Alberto João Jardim, lamentou os resultados das legislativas, considerando que os eleitores «passaram a vida a manifestar-se contra o primeiro-ministro, passaram a vida a dizer que ele não prestava, era escândalo sobre escândalo em cima do primeiro-ministro e, depois, o que é que sucede? 40 por cento dos portugueses, mais que os votos que teve o partido mais votado, resolve nem sequer ir votar». «O que se passa na República portuguesa» é um cenário «de malucos à solta» Sol

nem o deixaram respirar!

"Paulo Portas nem respirou. Nem teve tempo de festejar a obtenção dos dois dígitos nas eleições. Nem deu ainda os abraços todos e já lhe estão a morder os pés. A Polícia Judiciária está hoje, por quê hoje?, nos escritórios de quatro advogados conhecidos, a fim de procurar provas de corrupção e financiamento de partidos, a partir da compra de dois submarinos para a Armada portuguesa, quando Paulo Portas foi ministro da Defesa.
Paulo Portas abriu a boca apenas para dizer que não fazia coligações e..." in
Jornal do Pau Para Toda A Obra

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

o caderno de encargos

Nem coligações, nem acordos parlamentares: o CDS diz-se preparado para uma "oposição construtiva" na Assembleia da República.
A meio da noite eleitoral, Pires de Lima, presidente do Conselho Nacional, dava o mote, afirmando que acordos com os socialistas estão fora de causa.
Nuno Melo, agora eurodeputado, disse o mesmo na SIC: "Quem votou no CDS não votou seguramente para que o CDS fosse coligar-se com o PS."
Mas, no meio da recusa geral, que Portas também deixou entender, há outra expressão comum aos dirigentes centristas: o "caderno de encargos" do partido. O mesmo é dizer que o CDS não fecha a porta a acordos em políticas concretas, desde que estas traduzam os compromissos eleitorais do partido.
Se o CDS sai destas eleições como o único dos pequenos partidos com deputados suficientes para constituir maioria absoluta com o PS, há outra consequência que não é despicienda - com o resultado de ontem, Paulo Portas ganha espaço na oposição à direita.
"Com o caderno de encargos em cima da mesa" in DN

"O homem certo no lugar errado"


“Domingo seremos muito mais”. O último cartaz eleitoral que o CDS colocou na rua, nos derradeiros dias de campanha eleitoral, era premonitório. A correria de Paulo Portas, com uma campanha inteligente, já não assente na lavoura como há quatro anos e meio, mas em todos os assuntos importantes da governação do País, deu resultados ontem à noite.
...
A vitória de Portas, que lhe permite continuar a cavalgar a onda anti-sondagens (que, apesar de lhe terem sido mais favoráveis na última sondagem, não se aproximaram do resultado final), é mais uma prova do que cada vez mais gente diz: Portas, este Portas, é o homem certo no lugar errado. Fosse ele líder do PSD e outro galo cantaria...
Nuno Azinheira (35 anos e actualmente é director do jornal 24horas)

sábado, 26 de setembro de 2009

o Diogo tinha 22 anos ...

Diogo tinha 22 anos mas nunca passou de caloiro na tuna. Na noite de 8 de Outubro de 2001, saiu de casa para resolver os problemas com os colegas. Estes, ouvidos pela justiça, alegam ter havido ensaio, mas garantem nunca o ter chegado a ver - apesar de, durante horas, terem ouvido o ruído da sua pandeireta.
O estudante apareceu horas depois com uma alegada indigestão, acabando por morrer no Hospital de São João, no Porto.
As primeiras dúvidas foram levantadas por um médico que cruzou informações e desconfiou que teria morrido na praxe. O funeral, onde tocava a tuna e no qual a sua namorada vestiu pela primeira vez o traje, foi interrompido.
O médico, que apresentou queixa ao Ministério Público exigindo medidas e garantindo que não ia desistir de provar a verdade dos factos, acabou por se suicidar dias depois, em circunstâncias suspeitas.

O Tribunal de Famalicão considera que a Universidade Lusíada foi responsável pela morte de um aluno na praxe, em Outubro de 2001. Diogo morreu com 22 anos depois de ser repetidamente agredido durante um ensaio da tuna. Os rituais ditaram a morte, mas o processo-crime foi arquivado, morrendo com ele a culpa dos agressores. A instituição, pertencente à Fundação Minerva, foi agora condenada - no processo cível - ao pagamento de uma indemnização de 90 mil euros à mãe, Maria Macedo, por omissão de acção.
O tribunal sublinha que a Universidade Lusíada de Famalicão (ULF) podia ter feito mais para evitar a morte de Diogo. Na sentença o juiz não tem dúvidas: "Se tivesse controlado as práticas de agressividade física e psicológica, tinha contribuído para que a morte não tivesse ocorrido." A ULF sempre alegou não ter responsabilidade sobre a tuna, por esta ser autónoma. Contudo, o juiz considera que a Lusíada "tinha o dever de controlar as actividades de praxe e os estudantes"
" i"

aumento de impostos e corte nas deduções

Aumento do IVA, subida dos impostos sobre o capital e redução dos impostos das PME são três elementos centrais do Orçamento de Estado para 2010 aprovado este sábado pelo Governo espanhol. É um orçamento «austero, realista e rigoroso» Sol

é fácil tirar ilações...

a primeira vitima da gripe A é do CDS



O candidato do CDS-PP à Câmara Municipal de Ourém morreu, este sábado, após ter sido internado no Hospital Curry Cabral, com gripe A. A confirmação da morte do advogado Diogo Castelino e Alvim foi dada por fonte da sua candidatura à agência Lusa. TSF

sou "à antiga" e ainda me choca...


sexta-feira, 25 de setembro de 2009

"Once Upon a Brand" trabalhou na campanha do CDS-PP


O CDS- PP contratou os serviços da agência Once Upon a Brand para a concepção dos outdoors de campanha, confirmou ao briefing fonte do partido. Trata-se de uma PME, que está no mercado há cerca de um ano, e tem Miguel Moreira e Rodrigo Rodrigues como sócios fundadores. A opção por uma empresa de pequena dimensão vai ao encontro das limitações financeiras com as quais o partido se apresentou nestas legislativas, uma vez que o CDS prevê gastar 850 mil euros na campanha (sendo o partido que irá gastar menos). Por outro lado, refere a mesma fonte, o facto de terem apostado numa PME reforça a importância que o partido tem dado, durante este período de campanha, à questão da sobrevivência das pequenas e médias empresas. in briefing - Once Upon a Brand
...fico a aguardar que os outros partidos revelem quem lhes desenhou as campanhas.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Nada a acrescentar; resta aplaudir. - Estado Sentido


"As eleições mais deprimentes de sempre"
A campanha eleitoral não o tem sido, em larga medida. Não se tenta convencer ninguém: luta-se pelo poder.

Numa batalha de lama, PS e PSD comportam-se como duas prostitutas velhas à bulha pela posse de uma esquina onde já ninguém pára.

O CDS tem o mérito de ter colocado as PMEs na agenda e de ser o único partido com preocupações com a agricultura; mas não chega ao ponto de propor medidas concretas neste sector para além de dar os subsídios em falta.

O BE, que dantes se proclamava a ovelha negra da política portuguesa, o anti-partido contra o sistema, apresenta-se hoje como uma alternativa de coligação para um governo do sistema, apesar das embaraçosas burrices que incluiu no seu programa.

O PCP afunda-se no seu ridículo.
...

Já não cheira a Lisboa…


António Costa organizou ontem uma estranhíssima acção de campanha.
Numa corrida entre o Metro, uma bicicleta, um táxi e um carro de alta cilindrada ganhou a bicicleta, seguiu-se o Metro, depois o táxi e finalmente o carro de alta cilindrada.
A velocidade dos dois primeiros não depende das políticas da câmara.
A velocidade dos dois últimos depende.
O que é que António Costa pretendia provar? in
Fracasso de António Costa na regulação do trânsito « BLASFÉMIAS


Costa usou o Metro, o Táxi, o Porsche e a bicicleta e esqueceu os burros.
O ridículo da situação pode ser lido em
Costa venceu Porsche mas foi derrotado por uma bicicleta e reflecte o que o ainda presidente pensa dos verdadeiros alfacinhas. Daqueles que sempre aqui viveram e que, ao longo dos anos e de presidentes, sabem que cada vez que vem "um novo" que se julga mais esperto que o anterior, apenas lhes vai complicar ainda mais a vida.
O lisboeta típico sempre andou em transporte público, porque aprendeu o seu uso desde a Instrução Primária ao Ensino Superior. Depois começaram os “presidentes” a facilitar-lhe a vida, mataram o “velho eléctrico” que perturbava o trânsito dos milhares de suburbanos que diariamente violam as ruas da cidade… e lixaram-no com as Emeis e outras tretas.
Não precisamos de presidentes-mais-espertos que, vindos dos arrabaldes, desconhecem uma cidade que “tinha cheiro”. Um cheiro diferente daquele que tem… cheirava a Lisboa e não tinha burros.

na estrada com… o Expresso

"Queremos mentiras novas"
Teixeira dos Santos põe fim à teoria do acordo PS/BE
Salazarenta? "É preciso o PS estar muito desesperado"
Portas jura que "não faz fretes" ao PS
Bombeiros salvam comício da CDU

Editorial do Público: O caso das suspeitas de Belém não acabou ontem

este é mesmo um texto para mais tarde recordar...se o mais tarde de liberdade ainda existir.
Uma vez que este editorial – sobre o afastamento de Fernando Lima da chefia do gabinete de assessoria para a comunicação social do Palácio de Belém – será lido com mil lupas e, se se mantiver o registo dos últimos dias, facilmente treslido, comecemos por relembrar os factos essenciais.Primeiro facto: há 17 meses um editor do PÚBLICO enviou uma mensagem a um jornalista pedindo-lhe para apurar um conjunto de factos. Esse jornalista não apurou nenhum elemento que fosse susceptível de ser noticiado, e nada foi noticiado. Dados fornecidos por uma só fonte que se quer manter anónima não são notícia no PÚBLICO.Segundo facto: a 18 de Agosto o PÚBLICO editou uma notícia, baseada numa fonte identificada como “membro da Casa Civil do Presidente da República” em que esta assumia que esta se interrogava: “Será que em Belém passámos à condição de vigiados?” Uma tal suspeição, assumida por uma fonte do Palácio de Belém, é notícia em qualquer parte do mundo. No dia seguinte essa notícia não só não foi desmentida, como foi confirmada por outros órgãos de informação. Escrevi então em editorial: “Se a Presidência da República quis que se soubesse das suas suspeitas sobre o não cumprimento das regras do jogo por alguns actores políticos é porque sente que pode ficar no olho da tempestade depois das eleições de 27 de Setembro”.Terceiro facto: quase um mês depois desta notícia, parte do conteúdo de uma troca de mensagens entre a direcção editorial do PÚBLICO, um editor e um jornalista, trocadas exclusivamente no interior do jornal, é entregue a um jornalista da secção política do Expresso. Essa entrega, feita em papel, não foi realizada por ninguém do PÚBLICO, como já explicou o director daquele semanário. O mesmo material terá sido poucas horas depois encaminhado para o Diário de Notícias, uma vez que o Expresso informou a sua fonte que primeiro teria de investigar o significado dessas mensagens. Já o Diário de Notícias optou por revelar correspondência privada com o objectivo de expor a fonte da notícia de 18 de Agosto. Não se sabe como esse conjunto de mensagens saiu para fora do PÚBLICO nem o DN esclareceu como as recebeu. Estes são os factos essenciais. Sobre o comportamento dos vários órgãos de informação envolvidos já muito foi escrito. É matéria de opinião que envolve directamente o PÚBLICO sobre a qual não nos pronunciaremos nem hoje, nem aqui. Relevante é analisar os factos políticos, não os factos mediáticos.A primeira questão que se coloca é a de saber se o afastamento de Fernando Lima corresponde ao assumir pela Presidência da República de que as notícias sobre as suas suspeitas de estar a ser vigiada eram falsas ou, então, exageradas. As declarações feitas ainda em Agosto pelo Presidente, assim como o que disse na sexta-feira passada, já depois das notícias sobre Fernando Lima, não permitem concluir que essas suspeitas não existem. Mais: se o Presidente as quisesse por fim desmentir teria ontem podido fazê-lo ao afastar o seu assessor das suas anteriores responsabilidades. De novo isso não aconteceu. Só aconteceu o que não podia deixar de acontecer: Fernando Lima deixou de ter condições pessoais e políticas para falar aos jornalistas, logo foi afastado das relações com a comunicação social. A segunda questão a discutir, e a mais importante, é o comportamento da Presidência da República. Na verdade, ao permitir que esta questão assumisse a dimensão que assumiu, Cavaco Silva, que já iria estar no olho da tempestade depois das eleições, colocou-se no olho de outra tempestade antes delas. Por isso, das duas, uma: ou a seguir a 27 de Setembro fundamenta as suas suspeitas, e age em conformidade, ou se se limitar a iniciativas pífias terá enfraquecido a sua autoridade como Chefe de Estado, porventura de forma irremediável. Sendo que este processo não se resolve com uma simples queixa à Procuradoria-Geral da República ou o rastreamento do Palácio de Belém para descobrir eventuais aparelhos de escuta. E ninguém perdoará se se perceber que as suspeitas ou não existiam, ou não tinham fundamento, ou eram simplesmente paranóicas.Há porém uma terceira questão que não pode ser esquecida: a forma como este tema “rebentou” num jornal, isto é, as condições em que correspondência interna do PÚBLICO saiu deste jornal e quem a levou a um jornal que não quis fazer investigação própria, ao contrário do Expresso. PS. Este jornal deve um esclarecimento de facto aos seus leitores: ao contrário do que afirmou o Provedor do Leitor, ninguém nesta empresa lhe “vasculhou” a correspondência electrónica. O PÚBLICO continua sim a ser o espaço de liberdade que lhe permitiu fazer as críticas que fez. 22.09.2009 - 01h12 José Manuel Fernandes in PUBLICO.PT
vale a pena juntar os comentários de alguns "leitores":
23.09.2009 - 00h49 - maria Moura, Lisboa
Pensa JMf que somos todos parvos? Começa ele por dizer que não publicou os resultados da averiguação porque foi inconclusiva.Mas, então, porque foi tão pressuroso a publicar a suspeita antes de averiguar se ela tinha, ou não, fundamento? ? E, uma vez que nada foi confirmado, por que razão, então não publicou essa conclusão' Quais são, afinal, os seus critérios jornalísticos? Só publicar o que lhe interessa, como fiel lacaio do seu patrão e do seu partido? Foi portais critérios que eu, antiga leitora diária do Público, há muito deixar de comprar e de ler esse pasquim. Tenha vergonha. Demita-se.
23.09.2009 - 00h04 - PEDIR DESCULPAS, Gaia
Apesar das explicações pouco conseguidas há uma muito importante que JMF se esqueceu, porque que é disse que tinham sido os SERVIÇOS SECRETOS A FAZER AS ESCUTAS NO JORNAL PUBLICO. Ficava-lhe bem como cidadão PEDIR DESCULPAS AOS PORTUGUESES.
22.09.2009 - 20h50 - JD Censurado, porto
O seguinte texto, ja esteve aqui, e foi retirado por censura pelo Público. Foi o JMF que me afastou de leitor diário deste jornal. Mesmo respeitando em absoluto a diversidade de opiniões, e saudando o que dessa atitude ainda se salvou no público, a falta de honestidade intelectual do JMF na direcção da politica editorial do jornal, é demasiado evidente para que me seja indiferente. Deixei de ser leitor. E mesmo enquanto cliente que investe em publicidade no jornal, vou mudar de suporte. Ser consequente é um acto de responsabilidade cívica. Quero ler um jornal, que além de cultivar a liberdade, cultive também a responsabilidade. E estes dois valores, não rimam com FAVORES. Jornalismo sério, não faz FRETES. Se o Público se quer comprometer com um partido ou linha ideológica, que o faça de peito aberto. Essa seriedade, dar-lhe-ia respeito. Agora FAVORES do director, isso nunca. Os meus anúncios vão mudar de casa, e as minhas leituras também. O JMF, que vá substituir o Fernando Lima. O lugar está em aberto, e ele até tem jeito.
22.09.2009 - 19h15 - francisco, Corroios
Toda a gente sabe , que o BELMIRO , depois de perder a tão falada OPA, deu instruções ao J M Fernandes, para fazer este trabalho, mas que diabo , onde está a sua deontologia jornalistica, o bom jornalista , muitas vezes contra a sua vontade , mas tem que informar com independencia, e não é por não gostar de certa pessoa , que vai abusar do instrumento que dispôe. Mas o Belmiro vai resolver o problema , vai buscar a M M Guedes, para a quele lugar , o JMF , vai para caixa de um supermercado SONAE...
22.09.2009 - 19h09 - Anónimo, Lisboa, Portugal, Cotenente
Exº JMF, voce nao consegue perceber que tudo isto e um "equivoco"? Ate esse jornal, se tornou um "equivoco" com uma mudança do tipo de noticias apos uma certa OPA... Ou sera que sou eu que estou equivocado? Melhores dias virao e, espero eu, um melhor jornal tambem com tudo o que isso implica...
ler O sufoco democrático in Instante Fatal

terça-feira, 22 de setembro de 2009

a melhor colheita do CDS...


Portas alinha com agricultores em críticas a Jaime Silva
A melhor colheita que o líder do CDS-PP recebeu no Bombarral foi a declaração do proprietário da quinta do Sanguinhal, Carlos Fonseca, um homem ligado a organizações agrícolas.
«Quem define em Portugal como é que são aplicados os regulamentos é o Governo», que é também «quem distribui o dinheiro» e «quem fiscaliza», logo, como é que a culpa da falta de subsídios é dos agricultores, questionou o agricultor.
TSF
Ataques ao ministro da Agricultura na campanha do CDS
«Este é o pior ministro da Agricultura desde o 25 de Abril. Criou a ideia de que os agricultores vivem à custa dos subsídios, mas aos agricultores não chega nada. Parece que há quem tenha interesse em destruir a agricultura» . As palavras poderiam ser de Paulo Portas, mas não são. Foram ditas hoje de manhã por Agostinho Santos, um pequeno agricultor da zona do Bombarral, ao líder do CDS, durante a visita que Portas efectuou à sua pequena propriedade.
Sol

"Assuntos que o PS quer ver longe da campanha eleitoral"


1
O défice do Estado regista uma média diária próxima de 36 milhões de euros, o que significa que em cada hora que passa o buraco entre as receitas e as despesas é de 1,5 milhões de euros. O ritmo do défice aumentou este ano 153% face aos primeiros oito meses de 2008. No ano passado o saldo negativo do Estado registava 3,436 mil milhões, este ano já ascende a 8,712 mil milhões" (in
Correio da Manhã). O estado a que chegámos.
2
A dívida externa do país já representa 101% do PIB. Ao mesmo tempo que o Estado e a banca devem mais, o país está a produzir menos. A economia portuguesa já deve mais ao exterior do que aquilo que é capaz de produzir num ano. De acordo com os dados do Banco de Portugal divulgados ontem, a dívida ao exterior ultrapassou em Março o valor do produto interno bruto (PIB) estimado pelo Governo para o conjunto de 2009.
3
Leio no
“i” que Portugal tem dois milhões de pobres, o mesmo número que há 10 anos. Estes dados são incómodos e provam que o combate à pobreza não tem sido eficaz, desmontando assim a propaganda que José Sócrates tem vindo a imprimir. Portugal continua um país pobre e sem capacidade de gerar riqueza, mas o PS promete continuar no mesmo rumo. in Jamais

fé no homem comum


Gostaria que as próximas eleições fossem o necessário golpe de Estado sem efusão de sangue e que a próxima encruzilhada gerasse o urgente indisciplinador colectivo que pusesse fim a esta decadência neocabralista e neofontista, onde políticos honestísismos se deixaram rodear de gente com o perfil exactamente contrário. O Estado de Direito só resiste se as respectivas raízes se revivificarem na confiança pública e, consequentemente, na simples fé do homem comum, nos homens e mulheres de sangue, suor e sonho.
para ler o post completo aqui

mais uma história mal contada...


"O Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) informou esta segunda-feira que, quanto ao incidente de recusa dos magistrados do caso Freeport, decorre ainda o prazo para resposta dos visados, uma vez que estes tiveram de se deslocar a Londres."
...
A equipa de investigação do caso Freeport esteve em Londres a proceder a diligências de recolha de provas no âmbito do inquérito em curso ao licenciamento do centro comercial de Alcochete.
...
O processo relativo ao Freeport envolve alegadas suspeitas de corrupção e tráfico de influências no licenciamento daquele centro comercial, em 2002, quando o actual primeiro-ministro, José Sócrates, era ministro do Ambiente.
TSF

menos 906 milhoes na Segurança Social

O saldo orçamental da Segurança Social baixou 905,9 milhões de euros nos primeiros oito meses do ano, para 628,1 milhões de euros, devido ao aumento da despesa com prestações sociais, refere o relatório de execução orçamental de Agosto.Em igual período do ano passado, o saldo da segurança social era de 1.534,0 milhões de euros. PUBLICO.PT

sábado, 19 de setembro de 2009

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

criar receitas para enfrentar crises...

Num TGV, e após colocar a gravata que o transforma de Secretário-Geral em primeiro-ministro, "disse que os prémios recebidos por «muitos gestores» são «absolutamente exagerados, para não dizer escandalosos», que espera que a taxa Tobin sirva para que sistema financeiro crie receitas para enfrentar crises e que «Uma das lições que tiramos (da crise) é que é preciso mais regulação e mais apertada, no sentido que o sistema financeiro obedeça a critérios públicos que dêem mais confiança, mas também que se acabe com algumas práticas de gestão»"

é interessante relembrar "
Paulo Portas critica acção do BdP" in portugalmail 22 Julho de 2008 - 18:18
«Como é que é possível estar o país endividado como está, estarem as empresas e as famílias endividadas como estão, crescer todos os dias o número de famílias que não consegue pagar as suas prestações e, perante a total inacção do regulador que é o Banco de Portugal, saírem todos os dias na imprensa anúncios de crédito rápido, fácil ».

Na estrada com… o Expresso

Um autógrafo que vale 10 euros ou "Eu sou taxista"
No remoinho de Pinho
"Não vou perder tempo com casos condenáveis que desconheço"
o candidato do PS a Castelo Branco almoçou em Paris-França;
por onde anda hoje o afável Jerónimo.

uma história mal contada...


A Unidade de Trânsito da GNR desbloqueou de "forma rápida" as três carrinhas da caravana do PS que elementos desta corporação tinham retido à entrada do Barreiro, disse hoje à agência Lusa fonte do PS.
Elementos da Unidade de Trânsito da GNR mandaram parar as carrinhas do PS momentos antes de José Sócrates iniciar uma acção de campanha no Barreiro por terem películas coladas nos vidros.
Estes agentes da GNR terão aplicado a lei que regula a publicidade normal e não a referente à propaganda política e às campanhas eleitorais.
"Tratou-se de um mal entendido que foi resolvido de forma serena e muito rápida. A campanha tem decorrido de forma exemplar em termos cívicos", referiu à Lusa a mesma fonte da campanha dos socialistas.
“i”
A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária após aberto um processo, do qual resultou a absolvição, decidiu arquivar o processo das três carrinhas da caravana do PS que quarta-feira foram retidas pela GNR à entrada do Barreiro.A ANSR justifica a decisão porque "confrontada com autuações a veículos decorados com propaganda eleitoral, sem prejuízo da aplicação do Código da Estrada e legislação complementar, verificou que, em especial em período de campanha eleitoral, há necessidade de atender às prescrições da lei eleitoral, designadamente, em atenção ao exercício das liberdades de expressão e informação". 17Set09

JMDurão Barroso 2º mandato

Durão Barroso reeleito pela direita europeia
Durão Barroso foi hoje reeleito pelo Parlamento Europeu (PE) para um segundo mandato de presidente da Comissão Europeia, com uma maioria absoluta de 382 votos a favor, 219 contra e 117 abstenções.Apesar de largamente confortável, a maioria hoje conseguida de 53 por cento dos votantes, ficou aquém do resultado de 58 por cento obtido pelo presidente da Comissão há cinco anos, o que traduz a leitura crítica de parte do PE sobre o balanço do seu primeiro mandato. Isabel Arriaga e Cunha, Bruxelas para o
Público
Barroso, reelegido presidente de la Comisión Europea
Barroso, que partía antes del verano con una amplia oposición en el Parlamento, ha logrado convencer al grupo Liberal y a parte de los socialistas, entre ellos los portugueses y españoles, cuyos votos se sumaron a los del Partido Popular Europeo (PPE) y a los euroescépticos británicos, checos y polacos, grupos que defendieron en todo momento su candidatura. ANDREU MISSÉ, Estrasburgo para o
El Pais
Barroso réélu et conforté face aux Etats et au Parlement
Si les socialistes portugais, espagnols ont voté "oui", les socialistes français ont dit "non" à M. Barroso, car selon leur chef de file, Catherine Trautmann, il "nous a montrés qu'il manquait de courage dans des moments critiques".
LEMONDE.FR avec AFP et Reuters
Con Barroso sino al 2014
Il parlamento investe il portoghese alla guida della Commissione. E' l'uomo del minimo denominatore comune, ma questi sono i tempi. La sconfitta di Schulz, il patto fra destra e sinistra.
Perché ancora Barroso? Perché è il garante del minimo comune denominatore. Pragmatico, disposto a molto, bella presenza, sette lingue ben parlate, è l'uomo dei compromessi per eccellenza. Il che non ci piace in teoria, ma nel condominio europeo è un look che non tradisce. Ha delle visioni ma le tiene per se. Marco Zatterin,
La Stampa

Na estrada com... o Expresso

A luta de classes, segundo Jerónimo
"Eu sou taxista" e "Eutanásia social", diz Portas
Louçã na terra dos sovietes
Estado mínimo ou Estado total? Nem uma coisa nem outra
Líder da JSD chama licenciatura de Sócrates à campanha

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Sobre José Sócrates - O homem e o líder (Biografia não autorizada) de Rui Costa Pinto


“José Sócrates – o homem e o líder “ é um trabalho transparente, que identifica a origem de cada informação, sem quaisquer objectivos po­líticos, partidários ou agendas escondidas. É o resultado da afirmação de um trabalho independente, honrando a liberdade de expressão, opinião e informação. Também é um tributo ao espírito de missão dos políticos e governantes que, por força do exercício de altas funções, estão expostos a um redobrado escrutínio dos cidadãos e jornalistas, entre outros.
– «E tu acreditas?».
Foi a pergunta que José Sócrates me fez, insistentemente, durante uma longa e tardia conversa que se foi revelando tensa, muito tensa.
Na última semana de Janeiro de 1999, mais precisamente no dia28, uma quinta-feira, fui incumbido de telefonar ao então ministro adjunto do primeiro-ministro para o confrontar com o resultado de um pré-inquérito da Polícia Judiciária. (...) José Sócrates nunca deixou em mãos alheias a iniciativa de evitar a publicação de uma notícia. Os telefonemas, as ameaças e as pressões multiplicaram-se
até altas horas da madrugada seguinte, depois de lhe ter telefonado.
Há mais de dez anos, já era assim.
O resultado foi surpreendente: a notícia foi adiada, apesar de ter chegado a estar planeada e paginada para mais uma manchete. (...)»

A biografia – não autorizada – de José Sócrates revela a vida académica, profissional, partidária, política e governamental do “homem” e do “líder”.
É um caminho com 52 anos que começou em Vilar de Maçada, Alijó, e culminou no topo do poder Executivo, no palácio de São Bento, em Lisboa, depois de obter a primeira maioria absoluta do Partido Socialista, em 20 de Fevereiro de 2005.
Com sucessos e derrotas, sempre marcado pelas cartas anónimas e suspeições de envolvimento em casos de corrupção, tráfico de influências e paraísos offshore, por ora nunca comprovados na justiça, nem até ao momento cabalmente esclarecidos em termos de opinião pública.
Desde 1995, o desempenho de altas funções de Estado ficou ensombrado por dossiês polémicos – Cova da Beira e licenciamento do empreendimento comercial “Freeport” –, entre outros assuntos e negócios privados e de Estado.
Rui Costa Pinto revela novos factos sobre a investigação que envolve o nome próprio do primeiro-ministro de Portugal mais escrutinado de sempre.
RCP Edições - Sobre José Sócrates - O homem e o líder (Biografia não autorizada) de Rui Costões a Pinto

Na estrada com... o Expresso

Viaturas do PS apreendidas pela Brigada de Trânsito de Setúbal

A estranha simpatia de Sócrates. Será "quebranto"?

Manuela embala para comício em Lisboa

"Sinto-me preparado para ser primeiro-ministro"

Portugal perdeu cerca 17 mil empresas no espaço de um ano

A economia portuguesa perdeu cerca de 17 mil empresas entre Agosto de 2008 e o mesmo mês deste ano. Neste período foram criadas 33 mil empresas, mas houve 50 mil que foram à falência.
Dezembro foi o pior mês e Agosto inverteu a tendência, sendo o Norte a região onde mais empresas fecharam portas.
Mais de metade das empresas que iniciaram o processo de insolvência em Agosto, 54 por cento, estavam no Norte do país.
Ao todo, pelas contas da Informa DB, uma empresa especializada em informação para negócios, 76 empresas no Norte deram entrada a pedidos de insolvência no mês passado. No resto do país, foram 65.
Quer dizer que no total, houve em Agosto 141 empresas com processos de insolvência, menos de metade do que em Julho, quando o número era de 315.
A ligeira recuperação verifica-se também no número de empresas que foram dissolvidas.
Enquanto em Julho, desapareceram quase 1800 empresas; no mês passado, foram pouco mais de 1100.
Aqui, a região mais afectada é a de Lisboa e Vale do Tejo, onde foram dissolvidas 411 empresas, sendo os sectores mais atingidos o retalhista e de outros serviços.
Mas os números mostram que se muitas empresas desapareceram, mais de 1700 foram criadas em todo o país, sendo que duas em cada três nasceram no Norte ou na região de Lisboa e vale do Tejo.
Seja como for, pelas contas da Informa Db, desde Agosto do ano passado, o saldo é negativo. Foram criadas cerca de 33 mil e 600 empresas, mas pediram a insolvência e foram extintas, mais de 54 mil.
Cristina Lai Men para a
TSF

A vingança de Manuela Ferreira Leite ?


No princípio, o reino de Portugal começou por construir o caminho-de-ferro de Lisboa a Elvas, numa linha onde algures num ponto chamado Entroncamento partiria um ramal para o Porto. E assim foi. O comboio chegou primeiro a Badajoz em 1863, mas de Lisboa ao Porto só viria a haver comboios directos em 1877 com a inauguração da Ponte de Maria Pia.

A prioridade foi sempre a de ligar os portos a Espanha e por isso tudo se fez para romper as linhas em direcção à fronteira. Enquanto a Linha do Norte foi construída aos soluços, a da Beira Alta (1882), que ligaria Figueira da Foz a Vilar Formoso, foi feita em quatro anos (um tempo recorde para a época) e pôs o Porto em polvorosa a clamar por uma linha directa a Espanha pelo vale do Douro. Fez-se então a linha do Porto a Barca de Alva (1887), após um investimento brutal que levaria a praça financeira da Invicta à falência, ficando os seus bancos impedidos de cunhar moeda - um caso que ficou para a História como a "Salamancada".

Mais a sul, em 1880 era inaugurado o ramal de Cáceres (Torre das Vargens a Beirã/Marvão) que constituía um bom atalho para Madrid. O objectivo era chegar aos fosfatos da zona de Cáceres, que seriam escoados para o Porto de Lisboa, mas a nova linha revelou-se outro fiasco porque o filão esgotou rapidamente. Além das amortizações de um investimento inútil, a Real Companhia dos Caminhos-de-Ferro assumiu então encargos que a obrigaram a pagar as obras de conservação da estação madrilena de Delícias.

Enquanto isto, Espanha construía um eixo ferroviário desde Vigo até Ayamonte que contornava a fronteira portuguesa. Era a "cintura de ferro", como ficou conhecida. De resto, em Badajoz e em Vilar Formoso, durante vários anos, havia linha desde Lisboa, mas não havia continuação para Madrid porque os espanhóis tardaram em ligar-se às fronteiras.

Portugal construiu, pois, a sua rede ao sabor dos interesses espanhóis. E também foram eles os primeiros a fechar as poucas ligações à fronteira quando nos finais do século XX se tornou moda encerrar linhas de caminho-de-ferro: desmantelaram a linha de Huelva a Ayamonte e foram os primeiros a fechar La Fregeneda quando o comboio ainda apitava em Barca de Alva.

Mais recentemente, em 1998, a Refer inaugura a electrificação da Linha da Beira Alta até Vilar Formoso. Mas a Espanha, apesar dos compromissos assumidos na cimeira da Figueira da Foz em 2003 e de já ter um projecto terminado, nunca avançou com as obras de electrificação até à fronteira lusa.

E quando nos alvores do século XXI se começa a falar no TGV, Portugal começou por querer fazer uma linha Lisboa-Porto-Madrid (T deitado) para se opor ao centralismo do país vizinho. Mas acabaria por se conformar com uma linha directa de Lisboa a Madrid. Com prioridade para a primeira, claro. Tal como no século XIX.

Ferreira Leite, se for eleita, diz que não senhor. Explica que as motivações são financeiras. Mas sabe-se lá se não quererá acertar contas com a História. Por Carlos Cipriano in
Público - A vingança de Manuela Ferreira Leite

terça-feira, 15 de setembro de 2009

"PS e PSD, estão a asfixiar o que nos resta de democracia"


Nestas eleições, até aqui, tudo se está a passar como se PS e PSD tivessem feito um pacto formal de não trazer à discussão pública questões do carácter de quem nos governa, tem governado e quer governar.
Tudo se está a passar como se as duas grandes superfícies políticas tivessem um Estado-Maior conjunto cuja missão fosse convencer os portugueses da inevitabilidade fatal de eleger um deles. E não tem que ser necessariamente assim.
Há ética para além do que Maquiavel diz, mais liberdade do que o politicamente correcto martelado à custa de censura e mais possibilidades do que escolher o voto meramente entre BPN e Freeport.
A coligação de interesses do Bloco Central já nos fez chegar à grande crise mundial com desvios nos indicadores de desenvolvimento que prenunciam um futuro sombrio.
Portugal precisa de revolucionar as escolhas políticas.
Não é a votar repetida e clubisticamente que nos assumimos como povo e como Estado.
Juntos, PS e PSD, estão a asfixiar o que nos resta de democracia e parece que já nem notamos que nos está a faltar o ar. por Mário Crespo em O grande silêncio no JN

Mário Crespo "atingiu a idade em que se pode começar a dizer tudo", aquela idade que não se mede por anos, mede-se por experiencia, por carreira feita.
O artigo de opinião que colocou no JN está feito de experiencia acumulada.
O Jornalista João Severino, em REVOLUÇÃO, comenta
desta maneira aquele artigo de opinião:
O jornalista Mário Crespo defendeu no 'Jornal de Notícias' que o PS e o PSD asfixiam o povo português. Sublinhou no seu artigo (...) que tem de haver uma revolução na escolha futura dos portugueses. No entanto, assim é fácil escrever. Crespo não apresentou uma única alternativa para votar...
Não estou de acordo. Não cabe a comentador indicar, a sua função é a de alertar, e a nossa é a de quebrar a preguiça do pensar e escolher em liberdade.
Claro que a "massificação" que nos deu a "preguiça" condicionou-nos a liberdade. Isto é, trinta e quatro anos depois estamos na mesma... até no votar!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

embargo comercial y financiero a Cuba


La llegada de Obama a la Casa Blanca ha despertado expectativas sobre un cambio en las relaciones entre ambos países. De hecho, el nuevo presidente estadounidense ha eliminado el veto impuesto por Bush en 2004 para viajar a Cuba, así como para el envío de remesas de los cubano-estadounidenses. La medida fue anunciada el pasado abril, aunque no entró en vigor hasta este mes.
Peró
Obama prolonga el embargo comercial y financiero a Cuba Mundo
El embargo fue intempuesto hace casi cinco décadas y, desde mediados de los años 70, ha sido prolongado de forma anual mediante una orden presidencial.
"La continuación durante un año de estas medidas referentes a Cuba conviene a los intereses nacionales de Estados Unidos", indica Obama en un memorándum a los secretarios de Estado, Hillary Clinton, y del Tesoro, Timothy Geithner.

contentores socialistas ?


"Há 360 escolas EB 2,3 e secundárias em obras. São obras que não se conseguem fazer numas férias e, portanto, é preciso deitar mãos a recursos";
"Agora que estamos a mudar é preciso alguma contenção no sentido de perceber porque é que os contentores estão a servir de salas de aula";
"A maior parte dos contentores que as câmaras colocaram no terreno são de altíssima qualidade".
PUBLICO.PT

Eventualmente o senhor Almeida terá razão: Os contentores que este ainda governo mandou colocar enquanto se fazem as obras são seguramente melhores que aqueles que anteriores governos usaram para o mesmo fim... e que o avô Albino criticou. Mas disto já ninguém se lembra.

domingo, 13 de setembro de 2009

mais que vento...querem casamento!

o ministro espanhol do Fomento, José Blanco, considera que o debate neste momento é preocupante, porque se trata de parar os corredores de alta velocidade entre Lisboa e Badajoz e Porto e Vigo. Os dois corredores, vincou Blanco, são particularmente importantes porque representam "integrar verdadeiramente a Península Ibérica".

Manuela Ferreira Leite referiu que Espanha só está interessada na ligação a Portugal porque, tratando-se de um comboio transfronteiriço, recebe mais fundos de Bruxelas.
Económico

emprenha pelos ouvidos ?


A directora-adjunta de Informação da RTP publicou um livro onde reflecte sobre a relação entre políticos e jornalistas.
"A Vida é um Minuto" fala dos protagonistas da vida política e não poupa críticas ao primeiro-ministro.
"Senti que foi agressivo, mal educado, arrogante", diz Judite de Sousa a propósito da forma como José Sócrates se comportou na entrevista que lhe concedeu em Abril.
"Como nunca aconteceu nada entre nós, sou levada a crer que Sócrates deve ser daquele tipo de pessoas que emprenha pelos ouvidos", afirmou em entrevista à Revista Única. A única razão que vê para este comportamento é o facto de ser casada com Fernando Seara.
"Há muito sectarismo e mesquinhice na política", reflete... Expresso.pt
... a abandonar o barco?

Portas, Louçã e Jerónimo não viram o debate

Paulo Portas assinalou que nem José Sócrates nem Manuela Ferreira Leite discutiram o problema da segurança: «O CDS não quer uma sociedade policial, quer uma sociedade segura»;
Francisco Louçã referiu que os líderes socialista e social-democrata só discutiram o passado e «responderam um ao outro com jogos de passa-culpas sempre, porque é sempre o governo anterior que tem responsabilidade» e rematou: «Quem decide não pode estar a olhar sempre para o passado»;
Jerónimo de Sousa explicou que não viu este debate porque acha que seria uma perda de tempo. «Em primeiro lugar, estou aqui melhor a falar com vocês e em segundo porque aquilo era um debate com resultado antecipado» e admitiu que "que até podem ter discutido as suas diferenças durante este frente-a-frente, mas «entre o pecado de uns e de outros quem pagou as favas foi o povo português».
TSF

sábado, 12 de setembro de 2009

e a conquista do voto dos jovens?


" Os 700 mil novos eleitores face às legislativas de 2005 correspondem a 400 mil que entram por terem entretanto alcançado a idade mínima para votar (18 anos) e mais 300 mil que foram recenseados automaticamente (um mecanismo associado ao novo cartão do cidadão), de acordo com a lei aprovada em Outubro do ano passado - destes, 288 mil têm menos de 24 anos. "O eleitorado mais jovem é mais propenso à abstenção e com o recenseamento automático muitos nem sequer sabem que podem votar", refere sobre o assunto Oliveira e Costa (Eurosondagem).
Os números apurados em 2008 para o estudo "Os jovens e a política", encomendado pela Presidência da República ilustram que as gerações mais novas lideram a insatisfação geral da sociedade com a política. Mais de 23% das pessoas abaixo dos 24 anos não se interessam "nada" pela política (e nunca votam) e 49, 2% respondem que o entusiasmo é "pouco"
"i"

en campagne au milieu des «affaires»

Le gouvernement, déjà ébranlé par un vote sanction aux europé­ennes du 7 juin, a perdu de sa su­perbe.
Il a marqué quelques points durant l'été, mais, sauf coup de théâtre, il ne retrouvera pas les 45 % de suffrages qui lui ont permis de dominer l'unique chambre du Parlement depuis 2005.
José Socrates continue de faire face à des soupçons de corruption, auxquels s'ajoute désormais un parfum de censure. La charge porte, dans un pays où la dictature n'est pas si lointaine.
Le Figaro

Um desafio enorme para Obama

interessante post lido em Marcas de Água apesar não podermos julgar os EUA e os norte-americanos por conceitos culturais europeus.
Os gastos da Saúde dos EUA foram de $2.24 biliões em 2007, isto é, 16.2% do PIB e $7,421 per capita.
Um aumento de 30 M de utentes no sistema de saúde americano irá aumentar, no mínimo cerca $784, a contribuição anual de cada contribuinte, bastante mais que o pagamento anual de um seguro de saúde quase ilimitado...em hotel-clínica de cinco estrelas.

mesmo assim prefiro ser europeu e português com o nosso SNS de inspiração maçónica.

"ESPECIALIDADES SOCIALISTAS"

Há muito que o poder quando tem a cor socialista se comporta ao estilo do compadrio e pontapé para a frente, que o árbitro é cegueta. O que interessa é que os amigos ganhem dinheiro, que a propaganda surta o efeito pretendido e o resto que se lixe, por que a lei é só para ser cumprida pelos outros. Um dos últimos exemplos deste tipo de actuação ficou patente no Parque Mayer e foi assim: O Instituto do Turismo de Portugal pagou o festival "Lisboa ao Parque", que está a decorrer até 11 de Outubro com verbas das contrapartidas do Casino de Lisboa (Será também campanha eleitoral?). Ao todo, foram gastos 1,9 milhões de euros. No espaço de um mês tudo ficou decidido entre a ATL-Turismo de Lisboa (promotora), Câmara Municipal de Lisboa e secretaria de Estado do Turismo: a 13 de Julho, a ATL faz a proposta à autarquia. O presidente da Câmara, António Costa, reencaminha o pedido para a Secretaria de Estado do Turismo. O documento dá aqui entrada a 30 de Julho e é despachado, no dia seguinte, para o Instituto do Turismo. E, olé! Toca o pasodoble e dança-se o tango... porque de uma "espanholada" parece que se trata.Dois milhões de euros retirados de contrapartidas do Casino Lisboa sem que ainda seja claro se a operação é legal.
Dois milhões de euros que poderiam muito mais servir para a recuperação dos teatros do Parque Mayer que estão a cair de podres.
Mas, a preferência foi para (votem, que as eleições estão à porta):
- Para incremento da cultura.
- Para propaganda da candidatura de António Costa.
- Para distracção dos clientes do Hotel Tivoli.
- Para divertimento das prostitutas e travestis da Avenida da Liberdade.
- Para Lisboa ficar no mapa dos cambalachos.

lido e relido aqui

"O Senhor Ninguém e a Dona Incompetência, em regime de união de facto"

...
As regras do jogo do ensino, incluindo do superior, estão totalmente viciadas pelos frustrados da educacionologia, da avaliologia e do planeamentismo. Os quadros publicados na madrugada de hoje são a melhor prova da nossa decadência humanista. O "big brother" dos tecnocratas falhados, que se apoderou da máquina decretina do ministerialismo, afastou-nos esquizofrenicamente da realidade do presente e do futuro emprego. Deixámos de ter os pés no chão e de olhar as estrelas do sonho, permitindo, em nome de uma manipulação da ilusão, que nos metam a pata na poça. A Dona Incompetência e o Senhor Ninguém já não tomam chá com a Ti Culpa. Já perceberam que o Sócrates e a Manela, a quem enredaram, já foram desta para os anjinhos. Eles passam, os educacionálogos, os avaliógos e os planemanetistas ficam e mandam. Não tarda que voltem os inquisidores para continuarmos a ser jangada de pedra. in Sobre o Tempo que passa

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

resultados? depende...

Jerónimo de Sousa desvalorizou os resultados das sondagens conhecidas esta sexta-feira, que colocam a CDU em quarto lugar, atrás do BE:
«Têm uma pontaria especial em relação à CDU. Nunca apresentam o resultado que depois se verifica nas eleições. É uma coincidência exagerada», afirmou, sublinhando que «as sondagens não votam» e que «será a CDU a construir o seu resultado, e não as sondagens».
TSF
«São sondagens muito incentivadoras e muito promissoras, porque se eu comparar estas sondagens com aquelas que havia antes das eleições europeias, exactamente com a mesma antecedência, tiraria as conclusões que qualquer pessoa tira quando olha para as sondagens», afirmou, Manuela Ferreira Leite, a presidente do PSD. TSF

Militares alertam para risco de ruptura nos quartéis em carta dirigida aos portugueses - TSF


Três associações militares assinaram uma carta aberta dirigida aos portugueses, onde avaliam o que foi feito pelo Governo e onde fazem sugestões para a próxima legislatura. Os militares consideram que a reorganização das Forças Armadas foi um fracasso e avisam que se mantém o risco de ruptura entre os militares.
...
Na carta, os militares apelam também aos partidos políticos para que se pronunciem «sobre estas matérias, sobre como é que vão conduzir o diálogo social, em particular com estas associações que estão fora da concertação social» e desafiam ainda os políticos para uma «discussão sobre a Defesa Nacional e sobre a valorização das Forças Armadas».
Tendo em conta que os militares não podem participar activamente numa campanha eleitoral, as três associações pedem também aos cidadãos em geral que participem nesses debates, lembrando que se acentua o risco de ruptura e de quebra de coesão entre os militares das Forças Armadas.
TSF

"o" alternativa ao «negativismo da direita» e ao «aventureirismo extremista»

O secretário-geral do PS defendeu, num discurso em que se colocou como reformista em alternativa ao «negativismo da direita» e ao «aventureirismo extremista», que para dar oportunidades às empresas e às pessoas é necessário o Estado,
«Não há mais ninguém além do Estado para agir. Se queremos dar mais oportunidades às empresas, aos desempregados e às pessoas, este é o momento para o Estado português fazer o seu dever».
TSF
lembrei-me do BPN que "eles" nacionalizaram e "nós" vamos pagar... são só 2,5MM de euros

o melhor do Governo foi nunca ceder a interesses particulares

"Quero dizer-vos camaradas que o melhor que o PS fez foi nunca ceder a nenhum interesse particular ou corporativo, defendendo antes o interesse geral". PUBLICO.PT
“As coisas estão a melhorar”, disse e repetiu o secretário-geral socialista perante quase três mil pessoas na Sala Tejo do pavilhão multiusos de Lisboa. Público

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

e assim se vai de campanha...


"para poder baixar impostos"


«Enquanto não reduzirmos a carga fiscal com dificuldade Portugal vai crescer. E sem crescer não conseguiremos resolver nenhum dos problemas que nos afligem: nem o défice público, nem o endividamento externo, passando pelo desemprego e pela desigualdade da distribuição de rendimentos», «e a luta por este objectivo só pode passar por um combate tenaz à despesa pública».
«Afirmo que não farei aumento de impostos, porque considero maléfico para o nosso crescimento económico, mas que tudo farei para haver espaço a que haja uma redução de impostos, que eu considero neste momento absolutamente decisiva se queremos sair da situação de anemia económica em que nos encontramos», afirmou (prometeu?) Manuela Ferreira Leite Durante uma conferência organizada pela rádio TSF sobre «perspectivas fiscais e recuperação económica».
Sol

marcha-a-trás na Auto Estrada do Centro

"A Estradas de Portugal (EP) vai abrir um novo concurso para a adjudicação da concessão rodoviária da Auto-Estrada do Centro
A questão foi um dos temas centrais do debate televisivo da noite de terça-feira no âmbito da campanha eleitoral para as legislativas entre José Sócrates e Francisco Louçã. O bloquista insistia que a concessão teria sido adjudicada por um valor superior a 500 milhões relativamente ao preço-base, enquanto Sócrates negava. Ontem, o presidente das Estradas de Portugal, Almerindo Marques, confirmava a versão do líder socialista e surgiram as primeiras informações sobre o lançamento de um novo concurso. "
Oje
devemos a Francisco Louçã ter trazido o tema a público, se isso não tivesse acontecido teriamos hoje uma noticia bem diferente.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

freeport: mais do mesmo...


C.G. não é o único arguido do caso Freeport que vai ter de explicar os 200 mil euros depositados numa das suas contas. A investigação descobriu depósitos em várias contas abertas em paraísos fiscais britânicos que implicam outros suspeitos já constituídos arguidos e também mais três pessoas. O CM noticía que serão constituídos arguidos mais dois ou três suspeitos com intervenção no processo administrativo do centro comercial assim que a polícia inglesa envie a documentação bancária pretendida pela investigação portuguesa. CM

Segue-se mais um desmentido da Procuradora…

PCP considera que taxa sobre indemnizações fica aquém do eticamente desejado

"Confrontado com a decisão do Governo, de aplicar uma taxa de 42 por cento sobre as indemnizações, o deputado comunista, Honório Novo, considera que esta medida fica aquém do «eticamente desejado».
«Fica-se muito aquém do que são os padrões exigivéis de ética, face às injustiças clamorosas entre a existência destes prémios ou indemnizações e o desemprego que o país tem», sublinhou.
«Nós tinhamos proposto que este tipo de indemnizações, em sede de IRS, fossem alvo de uma taxa elevada, que se aproximasse por exemplo da que o presidente Obama criou nos EUA», concluiu o deputado comunista." TSF

...o pior é que ficaram esquecidos os "prémios", os da boa e os iguais da gestão,

os "inimigos do povo"


Jornalistas considerados "inimigos do povo"
Uma ofensiva do Estado contra a liberdade de expressão. É nestes termos que a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) - organismo que agrupa 1300 publicações na América Latina, classifica o actual panorama jornalístico na região, alertando contra ameças à liberdade de imprensa em vários países. Com destaque para quatro: Venezuela, Bolívia, Equador e Nicarágua. E até a Argentina está sob ameaça das arbitrariedades do poder que transforma os jornalistas em "inimigos do povo".
DN

cenário de crise com nova queda


Joseph Stiglitz, Prémio Nobel da Economia e antigo economista do Banco Mundial, é conhecido pelas suas críticas às medidas ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e ao Banco Mundial em relação às economias em crise, considerando que vão agravar a conjuntura económica e sobrecarregar as populações, declarou em jeito de alerta:
«É difícil saber se vai haver ou quando vai haver um “W”», destacando os vários riscos da economia global, sobretudo o esgotamento dos planos de apoio à economia que foram accionados um pouco por todo o mundo.
«Há um certo número de riscos económicos significativos à nossa frente. Um risco para o sector financeiro, para o imobiliário comercial, para o crédito imobiliário», além disso há «riscos para a economia real, devido à queda das receitas dos Estados e ao fim das medidas de apoio em 2011 será um choque negativo para a economia».
«Se os efeitos negativos e isso é muito provável, quando os “stocks” se esgotarem, a economia vai entrar numa segunda crise», alertou Stiglitz.
TSF
...lá se vai a teoria da recessão técnica do enginhero!

o debate em que se apresentaram propostas

Foi o melhor dos debates até agora realizado. Não porque Paulo Portas e Jerónimo de Sousa concordassem. Não o fizeram. Pelo contrário, assumiram a oposição dos seus projectos. Mas foi o melhor dos debates até agora realizado precisamente pela forma cristalina como foi possível perceber a oposição frontal entre o que o PCP e o CDS querem para a sociedade portuguesa.Transmitido pela SIC e bem moderado por Clara de Sousa, o debate decorreu de forma educada, com ambos os líderes melhor preparados que nos anteriores debates, se bem que Portas se tenha irritado quando foi abordado o tema da Saúde ou quando no final roubou a palavra a Jerónimo. Precisamente no tema que foi uma novidade – a agricultura.O líder do PCP sublinhou o atraso e os desequilíbrios da agricultura portuguesa, para defender a necessidade de investimento neste sector e criticar os sucessivos governos, afirmando: “Um dia vão ter de explicar” onde foram aplicados os fundos comunitários e o lucro das privatizações. E pediu uma distribuição “mais justa” dos fundos comunitários aos agricultores.Na resposta, Portas assumiu que o seu CDS e o PCP tinham sido os dois únicos partidos a falar de agricultura e pescas no Parlamento durante a legislatura. E disparou contra o Governo considerando que o ministro Jaime Silva é o “pior ministro” que a Agricultura já teve em democracia, acrescentando que ele foi responsável pela não aplicação de milhões de euros da União Europeia. E, concordando com Jerónimo de Sousa, questionou-se sobre como estaria a agricultura se tivesse sido feito investimento?Foi precisamente na réplica, quando o secretário-geral do PCP puxou para cima da mesa o Governo liderado por Durão Barroso e Paulo Portas, que este começou a falar por cima do líder do PCP acabando por lhe roubar a palavra, sob os protestos da moderadora que dizia: “Deixe ouvir.”O debate começou pelas questões económicas, tendo Jerónimo criticado o facto de quando se fala em cortes nos custos das empresas se falar só dos salários dos trabalhadores, quando estes representam só 22 por cento dos custos gerais. Insistiu na valorização dos salários.E afirmou o objectivo do pleno emprego. Não se esqueceu ainda de lembrar que quando o CDS foi Governo, em 2005, Portas não falava das pequenas e médias empresas. Portas aproveitou para criticar as medidas do Governo e defendeu a correcção do adiamento do direito ao subsídio de desemprego nos jovens e do adiamento da possibilidade de reforma aos desempregados de longa duração. E ainda o apoio aos casais desempregados. Assim como propôs que os lucros fossem parcialmente distribuídos pelos trabalhadores.Quanto à política fiscal, as discordâncias foram visíveis. Portas afirmou que “a pressão fiscal subiu de 34 para 38 por cento”. E Jerónimo na resposta considerou que os cerca de 770 milhões de euros que se perdem com a baixa de impostos são necessários, defendendo que os impostos devem é ser aumentados em relação à banca. “Ninguém compreende que a banca pague 15 por cento de IRC enquanto os pequenos e médios empresários pagam 20 por cento”, afirmou.Já sobre o financiamento das políticas sociais, o líder do PCP insistiu no lucro perdido com a privatização de empresas como a GALP. E Portas avançou com a proposta da revisão das SCUT.As divergências foram também transparentes em relação ao Serviço Nacional de Saúde. Portas defendeu que “80 por cento dos portugueses dependem do SNS” pelo que é “preciso contratualizar” serviços com o sector social, ou seja, os hospitais das Misericórdias, e depois com o sector privado. Jerónimo de Sousa defendeu que apenas como complemento se deve recorrer aos privados e que a aposta deve ser na recuperação do SNS que, garantiu, foi atacado pelo Governo do PS. PUBLICO.PT