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domingo, 14 de março de 2010

600 professores pediram ajuda


Desde 2006, ano de abertura do SOS Professores, que cerca de 600 docentes se queixaram à linha por serem vítimas de actos de violência. Às agressões físicas e verbais, juntam-se situações de indisciplina como aquelas que terão estado na origem do suicídio de um professor de Música de uma escola de Fitares.
Os alunos são a principal razão de queixa (58,4%), mas também os encarregados de educação agridem os docentes (25,5%). Da análise aos dados da linha - uma iniciativa da Associação Nacional de Professores (ANP) -, constata-se ainda que são sobretudo as mulheres que procuraram apoio. As faixas etárias dos 40 aos 49 anos e dos 50 aos 59 representam quase metade das chamadas efectuadas.
Os dados da linha demonstram também que são os alunos do terceiro ciclo - precisamente o nível de escolaridade da turma que alegadamente agredia o professor de Fitares -, com 50 queixas, e do secundário (46) que motivam mais problemas. Desde 11 de Setembro de 2006 até 19 de Junho de 2009, a linha recebeu 353 contactos, dos quais 184 foram efectuados durante o ano lectivo de 2006/2007, 136 em 2007/2008 e 33 em 2008/ /2009. A estes 353 contactos juntam-se mais dez efectuados entre 10 de Setembro de 2009 e 10 de Janeiro de 2010. Houve ainda o acompanhamento de 228 situações, o que perfaz um total de 581 serviços prestados.
DN
vale a pena ler o livro de José Gil...

sexta-feira, 12 de março de 2010

profissão de alto risco e desgaste rápido: professor


Segundo os jornais Publico e i, o professor, com 51 anos e licenciado em Sociologia, vivia com os pais em Oeiras e foi colocado nesta escola no início deste ano lectivo.
A 9 de Fevereiro, o professor parou o carro na Ponte 25 de Abril, em Lisboa, no sentido Lisboa/Almada, e atirou-se ao Tejo.
No seu computador pessoal, noticiam os dois diários, deixou um texto que afirmava: «Se o meu destino é sofrer, dando aulas a alunos que não me respeitam e me põem fora de mim, não tendo outras fontes de rendimento, a única solução apaziguadora será o suicídio».
De acordo com o i, os problemas do professor ocorreram com «um grupo de alunos do 9º ano», que o insultavam na aula, e que motivaram «pelo menos sete» participações do professor à direcção da escola, «alertando para o comportamento de um aluno em particular».
«Colegas e familiares do professor asseguram que a direcção não instaurou nenhum processo disciplinar», escreve ainda o i.
Sol

começa a ser habitual o silencio da ministra... e dos "outros"