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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Seguro e a politica que lhe acontece


António José Seguro nunca se destacou pelo excesso de firmeza. Quando foi secretário-geral do PS, hesitou até perder a autoridade e o lugar para António Costa após um famoso debate televisivo. Deixemos de lado o argumento morno de quem pede um socialista em Belém para “equilibrar” a direita no governo e no Parlamento. Seguro não resistiu às pressões internas do PS. Agora, perante a notória transformação política e do sistema partidário, dizem-nos que vai resistir a pressões mais brutais na Presidência da República. Em que mundo isto é plausível?

O núcleo desta insegurança está na dúvida que ocupa o debate público sobre a probabilidade de António José Seguro se ver obrigado por resultados eleitorais a dar posse a um governo de André Ventura. Como conseguirá o regime evitar semelhante catástrofe? Esperemos que não consiga. Preparemo-nos para o pior.

Se as coisas seguirem o curso prosaico, há probabilidade séria do Chega ficar em primeiro lugar nas próximas legislativas. Nesta eleição presidencial, André Ventura já conquistou votos suficientes para tirar a vitória à AD – com certeza não foi buscá-los à esquerda. Mas daí não segue que o deixem governar. Seguro pode até convidá-lo a formar governo e dar-lhe posse como primeiro-ministro. Mas PSD e PS farão uma geringonça como fez António Costa e vão derrubá-lo na Assembleia da República assim que apresentar o Programa.

O guião está escrito. Em primeiro lugar, porque o PS já derrubou um governo eleito: abriu o precedente, perdeu as inibições e vai voltar a derrubar uma segunda vez, perante o aplauso do regime por livrar a Pátria de um governo que o regime vê como “anti-democrático”. Em segundo lugar, porque o PSD resmungou quando isso lhe aconteceu em 2015, mas dessa data em diante perdeu uma liderança forte e acumulou erros em cima de fraquezas, escândalos e sarilhos com a justiça. Este PSD que restou depois de Pedro Passos Coelho vai negociar um entendimento com o PS impondo uma única condição: submeter-se à liderança do PS.

Os “consensos” nacionais mudam no pormenor e à superfície, mas os termos do “consenso” são da esquerda e quem manda é o PS. Como, de resto, se repetiu agora nas eleições presidenciais: os actuais líderes da direita tradicional preferem aliar-se à esquerda, para manter o status quo, em vez de arriscar a mudança. Como um bicho da conta, o regime protege-se dobrando as costas sobre si mesmo.

Qual será o papel de Seguro neste processo? Nenhum. Quando o regime, em nome da democracia, lançar novo ataque, Seguro não o viu formar-se nem o protagonizou: o ataque foi mais um episódio que lhe aconteceu.”

sexta-feira, 30 de maio de 2014

para mais tarde recordar...Seguro

António José Martins Seguro, o secretário-geral do Partido Socialista, chega à alta roda da política nacional pela mão de António Guterres. Em 1992, António José Seguro desempenhou um papel importante na mobilização do eleitorado da Juventude Socialista em torno da campanha de Guterres contra Jorge Sampaio. 
Seguro era visto então como um dos ‘anjinhos’ (aos olhos do Independente de Paulo Portas) do candidato socialista, a par de José Sócrates – que aprendeu a fazer política enquanto Guterres liderava a bancada parlamentar do PS – ou de Edite Estrela, reabilitada para a direcção do grupo parlamentar por Guterres, depois de afastada por Jorge Sampaio.

Na época, a tradição dizia que os aspirantes ao grande palco da política passavam pelo Expresso, numa rubrica light que mostrava como viviam as figuras públicas. A vez de Seguro foi publicada a 12 de Outubro de 1991, um ano depois de ter sido eleito secretário-geral da JS. Tinha 29 anos. Era dirigente político e estudava. Indicava Cavaco Silva como o membro do Governo que mais o irritava. Dizia ter um urso de peluche. Também tinha um Opel Corsa, destruído numa campanha eleitoral. E um desejo secreto: contracenar com Julia Roberts no filme ‘Nove Semanas e Meia’. Erotismo…só no cinema. Na televisão tinha uma mania: o Hino Nacional era o seu programa favorito. (por ricardo.rego@sol.pt )

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Portugal primeiro - a escolha infeliz de um título nacionalista para selar a unidade do PS


O problema com a escolha da designação "Portugal primeiro" para o documento da unidade interna do PS não está no facto de um lapso ter levado António José Seguro a adoptar um título recentemente utilizado pelo PSD. São coisas que acontecem.

O que verdadeiramente preocupa é que nem António José Seguro nem a sua entourage nem António Costa (se este teve acesso ao título) tenham valorizado a conotação nacionalista e maurrasiana da expressão. É difícil de imaginar algo mais fora dos cânones socialistas para baptizar a unidade do PS.

O PS deve agradecer ao PSD ter-se apropriado primeiro da expressão. Assim, o "documento de Coimbra" ficou descontaminado e apropriadamente neutro, o que é melhor do que usar um rótulo de um adversário histórico do socialismo por muito que se queira dizer aos portugueses que o PS é um catch-all party. por Paulo Pedroso no Banco Corrido

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Die hard

Ao contrário do que afiançam pequenos, médios e grandes comentadores, que entraram numa verdadeira orgia de análises do problema, nunca me apercebi de qualquer diferença de substância entre o que diz e pensa António José Seguro e o que diz e pensa António Costa. Claro que António José Seguro é tosco a dizer aquelas vacuidades e é possível que os seus correlegionários achem que com uma caricatura daquelas não chegam a lado nenhum. Já António Costa tem pose. Restam as vacuidades. É certo que este exercício ortopédico forçado a que nos condenou o termos de recorrer à troika, como prémio por décadas de irresponsabilidade, roubou aos partidos, a todos, margem para os seus dirigentes «pensarem» coisas. Mas comentadores e contendores deram durante a semana que passou, perante a estupefacção do país que não pertence às hostes quezilentas do PS, um exemplo do que é viver para a mais descarada das irrelevâncias. Ninguém que não se anime naqueles ódios privados e para aqueles ódios privados percebe o que pôs o principal partido da oposição em movimento convulsivo para a auto-anulação. Eu, que, apesar das aparências, me vinha a dar à dúvida de poder existir qualquer coisa secreta que divida, de facto, o PS de António Costa do PS de Seguro, qualquer coisa, digamos, com significado para mim e para si, para nós que não estamos naquela família em guerra, qualquer coisa que talvez estivesse a escapar ao meu poder de discriminação fina, fiquei ilustrado com a notícia do Expresso, que reza assim: «O secretário-geral do PS vai dar ao seu quase-adversário a “unidade” que este lhe pediu em troca da paz no próximo Congresso. As “bases programáticas” comuns que estão a ser trabalhadas incluem uma reabilitação dos anos de governação de José Sócrates.» E pronto. O futuro é isto. por Jorge Costa n’ O Insurgente

domingo, 18 de março de 2012

fds antes da semi-greve...

a greve geral comunista...
O secretário-geral comunista apelou hoje à participação na greve geral, em que vai ser preciso ir "além do medo", porque "mais vale perder um dia de salário" do que "muitos dias", dado o que o Governo tem "em mente".
Para o secretário-geral comunista, na greve geral convocada pela CGTP-IN para quinta-feira "vai ser preciso ir para além das ameaças, do silenciamento, das atitudes repressivas, para além do medo".
...
Para o líder comunista, esta é uma "greve geral que dá expressão a um forte sentimento de indignação e descontentamento com o atual rumo do país, com as medidas de ataque aos direitos dos trabalhadores e do povo que está em curso, mas também uma exigência de mudança de política e um outro rumo para o país". ...  ACL / Lusa 

ah, se fosse primeiro-ministro...
O secretário-geral do Partido Socialista (PS) disse hoje em Leiria que a proposta de Reforma Administrativa do Poder Local apresentada pelo Governo é "uma 'leizinha' de extinção das freguesias".
António José Seguro sustentou que "o atual Governo e a maioria de direita quiseram passar a ideia de que tinham entregado na Assembleia da República uma proposta de Reforma do Poder Local, mas o que fizeram depois de nove meses foi entregar uma lei de extinção de freguesias".
...
Seguro admite que se fosse primeiro-ministro "também teria que tomar medidas de austeridade", mas criticou "o ritmo e a dose" de sacrifícios impostos pelo Governo liderado por Pedro Passos Coelho.
"Só olha para os números e para o memorando da 'troika', mas a responsabilidade de um político é garantir que não se deixa nenhum português para trás, nos cuidados de saúde, na justiça ou no emprego", enfatizou. ... JYMC. / Lusa

a tratar a saúde do SNS...

O Governo actual olha para a saúde meramente como uma despesa, o Partido Socialista olha para a saúde como um investimento humano”, sustentou o líder do principal partido da oposição no Fórum que em Coimbra encerrou a semana “Em defesa da saúde” e que levou os dirigentes a percorrer unidades de saúde pelo país.
Mas, António Arnaut, socialista, maçon e ex-Ministro “criador” do Serviço Nacional de Saúde, afirmou naquele debate que "o nosso secretário geral ainda não se levantou para defender o SNS" e lamentou que “infelizmente, o PS não está isento deste desvio de regras de gestão dos dinheiros públicos e desta forma engenhosa de tentativa de privatização”.
Curiosamente, ou talvez não, Jerónimo de Sousa, lider do segundo maior partido da oposição, corresponsabilizou os socialistas pela "cruzada contra a saúde", considerando que Seguro não tem "sentido do ridículo" ao afirmar defender o serviço nacional de saúde, de que o PS diz ser "pai".

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

o projecto de tratado europeu


François Hollande, o candidato socialista às presidenciais francesas de 2012, anunciou esta segunda-feira que, caso seja eleito, vai “renegociar” o acordo sobre o projecto de tratado europeu alcançado sexta-feira em Bruxelas, “acrescentando-lhe o que faça falta”. público

Este veio atrasado! O nosso candidato (a primeiro-ministro) há muito que refere: a intervenção do BCE, os eurobonds e o fundo de socorro financeiro.
Apesar do atraso é bom saber que já são dois, no PSE, a querer um outro texto no Tratado Merkozy.
Parabéns António José!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Subscrevo, e os outros?

«A dívida não é boa ou má consoante a cor dos governos. A dívida quando é excessiva é sempre má porque hipoteca o presente e limita a margem de manobra das novas gerações no futuro.» Era bom ver todos os que criticam a política económica de Jardim na Madeira a concordar com isto, quer para não passarem por hipócritas, quer para colocarmos de uma vez por todas a hipótese de estímulos keynesianos à economia portuguesa na gaveta. É que sendo certo que fruto das circunstâncias a possibilidade de um estímulo keynesiano à economia portuguesa está-nos vedada, não é menos certo que há muita gente que continua a sonhar com um como suposta alternativa à austeridade a que estamos submetidos. Estes últimos deviam ter visto na Madeira a concretização do sonho, não o viram, ou a culpa é dos óculos que usam ou deixaram de sonhar. Aceitam-se explicações. por Mr. Brown no Os Comediantes

domingo, 2 de outubro de 2011

Maquilhagens

Se há governante que não maquilhou nada em relação à Madeira esse governante é o ministro das finanças, Vítor Gaspar, que recorde-se é independente e não se lhe conhece ligação anterior à vida partidária e ao PSD. Recorde-se igualmente que foi o primeiro a dar a situação na região autónoma como insustentável. Seguro, que compreensivelmente não quer largar o osso da Madeira, faz mal em ir por este caminho. Neste caso em concreto e até prova em contrário, o ministro não precisa, nem merece, que o ataquem, pelo contrário, precisa e merece ser apoiado, pelo menos por parte daqueles que querem fazer frente a Alberto João Jardim. Mas compreendo o líder do PS, para gente pequenina qualquer coisa serve para maquilhar as responsabilidades próprias na situação em que nos encontramos e Jardim preocupa-o pouco. Seguro tem como único objectivo desgastar o Governo nacional e as irresponsabilidades do Governo regional da Madeira são um meio para atingir esse fim. No fundo, lá bem no íntimo, Seguro até deve ver com bons olhos que Jardim permaneça no poder. por Mr. Brown no http://Os Comediantes