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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Evitar a promiscuidade

É sabido que a promiscuidade entre política e negócios tem aumentado entre nós. Passo Coelho teve a coragem de chamar vários independentes para o seu Governo, o que deve ter desiludido parte da sua clientela partidária (embora colocar como ministro o até então secretário-geral do seu partido não tivesse sido uma boa ideia). Vieram entretanto a lume outros factos, ou indícios de factos, que não permitem grande optimismo.
A nova administração da Caixa Geral de Depósitos parece mostrar que a época dos “jobs for the boys” ainda não foi ultrapassada.
Por outro lado, as suspeitas de ligações de elementos dos serviços secretos a empresas privadas não nos deixam descansados. Não é, aliás, saudável que o ex-director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa seja hoje assessor do conselho de administração da Ongoing. Acresce que esta empresa se mostra empenhada em adquirir um canal da RTP a privatizar, dando a ideia de que poderá ter havido uma combinação prévia com gente do futuro governo, o actual.
É urgente purificar este clima, que está turvo e não cheira bem. Por Francisco Sarsfield Cabral no Pagina 1

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A austeridade a sério vai ser sentida este ano.


Não serão apenas os cortes nos apoios sociais e nos salários da função pública, bem como a subida de impostos directos e indirectos. É também a alta de preços (em parte resultante da subida do IVA) a tirar poder de compra às famílias.
Em 2009 a economia portuguesa sofreu uma recessão, com o PIB a cair 2,6%. Para este ano o Banco de Portugal prevê uma recessão menos acentuada, com o PIB a descer 1,3%, mas as coisas serão bem mais duras para as famílias.
É que em 2009 a infl ação foi negativa – os preços caíram, em média, 0,8%, o que aumentou o poder de compra das famílias. E como era ano de eleições, o Governo não carregou nos impostos nem reduziu despesas. Por isso a crise passou ao lado de muitos portugueses.
Agora é diferente. Em Dezembro os preços estavam 2,5% acima do nível de um ano antes. Depois disso subiu o IVA. Assim, as previsões do Banco de Portugal apontam para uma quebra de 2,7% no consumo privado, uma vez que o rendimento médio das famílias deverá baixar 2,4% ao longo de 2011.
Chegou a austeridade a sério.

por Francisco Sarsfield Cabral