domingo, 28 de fevereiro de 2010

efeitos da tempestade Xynthia

Cerca de 50 pessoas perderam a vida em França. A região mais afectada foi a de Vendee, onde morreram cerca de três dezenas de pessoas, tendo na vizinha região de Charente-Maritime perdido a vida seis pessoas.
Para além de atingir Portugal, 1 morto, esta tempestade atingiu também Espanha, onde pelo menos três pessoas morreram no norte do país e a Alemanha, onde os ventos chegaram a soprar a 110 km/h em particular no Oeste do país, morreram também três pessoas. TSF

Rebelo de Sousa fala do Funchal


"É um fim original, por ser fora de Lisboa, mas é um fim sem grandes emoções, tranquilo, emitido dos estúdios da RTP no Funchal", revela ao CM o professor Marcelo Rebelo de Sousa, que hoje faz os últimos comentários no seu programa ‘As Escolhas de Marcelo’, moderado por Flor Pedroso. Correio da Manhã

Um dos mais violentos sismos dos últimos cem anos


O sismo de magnitude 8,8 que abalou o Chile ontem de madrugada – considerado um dos mais violentos abalos dos últimos cem anos – causou pelo menos 300 mortos e afectou cerca de dois milhões de pessoas. O sismo provocou uma série de alertas de tsunami nos países banhados pelo Oceano Pacífico, nomeadamente na Rússia e no Japão que ontem e hoje decidiram deslocar da costa milhares de pessoas. PUBLICO.PT

A Presidente chilena Michelle Bachelet informou hoje que o balanço de vítimas do violento sismo de sábado aponta agora para 708 mortos. A cidade costeira de Constitución, perto do epicentro do abalo, foi arrasada pelo tsunami gerado pelo sismo. mais»»

Ventos de 140 km/hora causaram caos


Um morto, vários feridos, 21 pessoas desalojadas e um milhão de pessoas sem luz é o balanço de um dia marcado por ventos que, em vários pontos do país, atingiram os 140 km/hora. Por todo o lado, caíram árvores e voaram telhas. Ao todo, até hoje, houve 4644 ocorrências. JN

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Internet será la única forma de hacer política en el futuro ?


El vicesecretario general de Comunicación del PP, Esteban González Pons, ha afirmado, durante la clausura de la primera jornada Campus 2.0 sobre nuevas tecnologías y redes sociales que se ha celebrado hoy en Valencia, que Internet "será la única forma de hacer política en el futuro".
El dirigente popular ha participado en la clausura de esta jornada, organizada por el Partido Popular de la Comunidad Valenciana y profesionales del sector, junto al president de la Generalitat, Francisco Camps.
González Pons ha explicado que "al otro lado de la web están los votantes más participativos y activos", y que Internet será "la única forma de hacer política del futuro", cuando "no habrá mítines, sino interactividad y discusión de ideas", pero "no delante de un atril".
Público.es

...espero que não!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

mau tempo...ou a "tempestade perfeita"


1- A Protecção Civil apelou às pessoas que vivem nas regiões do Norte e do Centro Litoral para não saírem de casa esta tarde, para evitarem eventuais danos provocados pelo mau tempo.
2- Uma criança de nove anos morreu em Paredes, distrito do Porto, quando uma árvore lhe caiu em cima, adianta a edição online do Jornal de Notícias.
3- A subida das águas do Tejo obrigou ao corte da Linha do Norte, na zona da Alhandra, vários comboios estão retidos por causa da inundação na linha.
4- Um morto, um ferido, 40 mil sem luz e 60 voos cancelados é o balanço provisório do efeito do temporal que está a assolar Espanha, com chuva intensa e ventos que, num local da Galiza chegaram aos 197 km/hora. jn
5- Mais de uma centena de árvores caíram hoje no distrito de Beja, em consequência do forte vento que fustiga a região, deixando algumas estradas cortadas temporariamente, disse fonte dos bombeiros. jn
6- A situação de mau tempo agravou-se há cerca de uma hora, pelas 16.00, no distrito de Leiria, informou José Manuel Moura, comandante do Comando Distrital de Operações e Socorro (CDOS).
"A situação piorou nesta última hora, temos queda de 107 árvores e de 23 estruturas", adiantou à agência Lusa.
jn

Há mais de cem anos que o melhor CV é o cartão de militante


“Portugal é para todos, mas o Estado é para os republicanos”. Este dito, que durante a I República tantas vezes foi repetido entre militantes do PRP, relembra-nos como a nossa forma de compreender a política evoluiu tão pouco. O significado que os militantes do PRP lhe davam era diferente (exclusão dos adversários políticos dos cargos públicos), mas a ideia de apropriação dos cargos públicos por quem governa mantém-se: cem anos depois, basta substituir no dito ‘os republicanos’ pelo nome do partido no poder (seja PS ou PSD) para obter um fiel retrato do Portugal dos últimos 35 anos. Um sinal grave e preocupante que, por perdurar, corre o sério risco de se tornar num traço de personalidade; e, portanto, irresolúvel. Alexandre Homem Cristo em O Cachimbo de Magritte

Manuela proíbe PSD de propor alterações ao Orçamento


O PSD decidiu que não vai apresentar qualquer proposta de alteração ao PIDDAC e, mesmo relativamente ao próprio Orçamento de Estado, o PSD só entregou três propostas. Uma sobre os notários e duas sobre a Madeira. Miguel Frasquilho tinha recolhido as propostas de alteração ao PIDDAC que os vários deputados do PSD queriam fazer. E eram 370 (!), essas propostas. Mas os deputados ficaram a saber que a direcção do partido não os deixará apresentá-las. E pela boca da própria presidente do partido.
A presidente do partido pediu aos deputados a sua compreensão para a decisão que tomara e encorajou-os a explicarem nos seus círculos o motivo pelo qual não tinham entregue as suas propostas de alteração.

Alguns deputados ficaram perplexos com a decisão da direcção do PSD. Por um lado, porque não faz sentido a insistência na Lei das Finanças Regionais se, de facto, o partido não pretende apresentar qualquer proposta que aumente a despesa do Estado. Por outro lado, inevitavelmente, porque o PSD simultaneamente desistiu da suspensão dos Pagamentos Especiais por Conta (PEC), uma das medidas que tinham sido a sua bandeira na defesa das Pequenas e Médias Empresas. mais aqui»»

Inimigos do povo...


A saloiada nativa não gosta que digam mal da Pátria. Parece que o ‘estrangeiro’ está atento à paróquia e a melhor forma de velar pelos interesses dela é pelo silêncio ou pela fantasia, não pela crítica ou pela verdade.
Há uns tempos, em discurso no Parlamento Europeu, Paulo Rangel avisava que o Estado de Direito estava em risco em Portugal. O discurso era ligeiramente histérico (no conteúdo e no tom), mas a saloiada não perdeu tempo com as palavras do homem; apenas com a atitude dele em levar para fora as nossas misérias internas.
Nesta semana, novo capítulo. Com Manuela Ferreira Leite. A economia portuguesa está a caminho do abismo grego? Não existe economista sério que não contemple essa possibilidade. Mas ter a líder da oposição a verbalizá-la em público é um crime contra a nossa imagem e, no limite, um crime contra Portugal.
Cinco anos de socratismo, no fundo, deram nisto: transformar qualquer crítico do governo em ‘inimigo do povo’, uma categoria célebre que, depois das desgraças do século XX, eu julgava definitivamente enterrada.
João Pereira Coutinho em
Opinião no Correio da Manhã

As ondas de choque resultantes da divulgação das escutas do caso ‘Face Oculta’ estão longe de dissipar-se. Já rolaram cabeças na PT e sabe-se lá o que mais acontecerá. Os depoimentos, na Comissão de Ética, de dois dos protagonistas de muitos dos telefonemas interceptados revelaram-se confrangedores no que respeita ao seu nível, bem como quanto a inteligência, competência e carácter.
Rui Pedro Soares e Paulo Penedos não se limitaram a ser patéticos. Foram também exemplos claros da incompetência que por aí grassa, em organismos públicos e em empresas onde o Estado tem influência directa. Perante todo o País, demonstraram aquilo de que é feito o clientelismo político-partidário e os efeitos nefastos que vem acarretando. Gente que só por subscrever cartão partidário ascende a posições de relevo no mundo empresarial e nas estruturas estatais só fragiliza a sociedade e corrompe valores que lhe são fundamentais. Os ‘boys’ que pululam por todo o lado não são mais do que correias de transmissão e paus-mandados de quem lhes deu os ‘jobs’.
José Eduardo Moniz em Cheiro a podridão em Opinião no Correio da Manhã

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SONDAGENS PINÓQUIO


A última vez que aqui falámos de sondagens foi para estranhar o resultado que a empresa de Rui Oliveira Costa apresentou ao público. A 'Eurosondagem' dava o governo a subir de popularidade, o primeio-ministro José Sócrates a subir, o PGR a subir...
Para que tenham uma ideia da veracidade das tais sondagens, vejam isto:
A Sondagem da Marktest para o Económico/TSF retrata uma queda abrupta de José Sócrates desde o 'Face Oculta'
É preciso recuar a Maio de 2009, logo após a derrota do PS nas eleições europeias, para se encontrar um saldo tão negativo na imagem do primeiro-ministro. O barómetro da Marktest do mês de Fevereiro para o Diário Económico e TSF, com o trabalho de campo realizado em pleno "furacão político" do caso Face Oculta, retrata uma derrapagem significativa na percentagem de portugueses que tem de José Sócrates uma imagem positiva: de 40,3 em Janeiro para apenas 29,4 em Fevereiro. A acompanhar o mau momento do primeiro-ministro está também uma queda nas intenções de voto no Partido Socialista (de 40,5 pontos percentuais em Janeiro para 35,9 p.p. em Fevereiro) e uma subida robusta do Bloco de Esquerda que, praticamente, duplica a sua força eleitoral de 5,5 p.p. para 10,6 p.p. (ver texto ao lado). "Um efeito esperado" é a avaliação do politólogo Manuel Meirinho dado que "o principal efeito das últimas notícias em torno do caso Face Oculta aponta para um descrédito da figura do primeiro-ministro". Meirinho diz mesmo que é Sócrates, e não o PS ou "os boys", quem "paga a factura" desta crise política.
Também o Presidente da República, que tem evitado pronunciar-se sobre a tensão política e judicial que o caso Face Oculta está a provocar, vê a sua imagem afectada com o pior resultado dos últimos 30 meses: a popularidade de Cavaco caiu novamente abaixo dos 60 pontos percentuais (55,5) para o pior ‘score' desde Setembro de 2007 (início do histórico disponível para o Diário Económico e TSF). André Freire diz que "talvez possa haver uma expectativa nos eleitores de que o Presidente pode resolver" o clima de crise política em que o país mergulhou.
Apesar do mau momento dos socialistas, a braços com as suspeitas públicas de um alegado plano desenhado por ex-administradores da Portugal Telecom com o consentimento do Governo para controlar a comunicação social incómoda, o PSD passa praticamente ao lado de qualquer benefício. Não só Manuela Ferreira Leite se mantém como a mais impopular líder política (apenas com 14,9 p.p. de opiniões positivas), como o PSD sobe, apenas, dois pontos percentuais.
por
joão eduardo em Pau Para Toda A Obra

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

mudam discurso após reuniões na PGR e no PS


Uma fuga de informação no processo Face Oculta terá permitido aos suspeitos saberem que estavam a ser escutados. A maioria trocou de telemóvel e as conversas sobre o plano da Portugal Telecom para comprar a TVI mudaram radicalmente: primeiro indiciavam que JS Pinto de Sousa incentivava o negócio, depois passaram a afirmar que o primeiro-ministro não tinha sido informado. Estas mudanças ocorreram depois de reuniões na Procuradoria-Geral da República e de um encontro na sede do Partido Socialista.

Pinto Monteiro, garante que nunca saiu qualquer informação da Procuradoria relativamente ao processo Face Oculta, considerando a notícia do Sol de hoje "completamente falsa".
"Nunca da Procuradoria Geral da República (PGR) saiu alguma informação. Essa é uma manobra concertada, não tem o mínimo de fundamento e têm de se apurar as responsabilidades. Os tribunais têm de apurar e sancionar isto", afirmou Pinto Monteiro, à margem de uma reunião de trabalho com os magistrados de Portimão.
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poupar 540 Milhões de Euros e reduzir défice


São 15 medidas que o CDS quer ver incluídas no OE 2010 e que vão ajudar o Estado a conseguir «poupar ao contribuinte cerca de 540 milhões de euros».
«Um esforço de contenção e de rigor no Estado, especialmente nas suas empresas e nas suas consultorias, permitiram um valor mais moderado do défice», defendeu o líder do CDS-PP.
Por isso, Paulo Portas propõe um melhor rigor do Estado na aquisição de bens e serviços e novas regras para os gestores das empresas públicas, como não existir «bónus e prémios de gestão em 2010 nas empresas publicas».
Além disso, defendeu que os conselhos de administração e os conselhos de gerência das empresas públicas sejam mais reduzidos e que haja «um princípio de transparência de publicidade nas remunerações dos gestores públicos».
O CDS-PP propõe também que Portugal avance com a dispensa de medicamentos unidose e que as pessoas que ocupem cargos no Estado politico e económico prescindam de um mês de salário, dando um exemplo de «contenção e humildade».
Para Paulo Portas, estas medidas são a única forma de Portugal recuperar credibilidade junto dos mercados internacionais.
TSF

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

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Fui pressionado pelo primeiro ministro...

Na segunda semana de audições na Comissão de Ética da Assembleia da República sobre a liberdade de expressão em Portugal, o director do Expresso foi ouvido ao início da tarde de hoje. Na audição, revelou ter sido já pressionado por José Sócrates.
"Tudo o que vou dizer já escrevi", começou por dizer Henrique Monteiro recorrendo a crónicas e editoriais da sua autoria já editados para interpretar factos e dar opinião sobre a relação do Governo e os órgãos de comunicação social.
Mas, convidado pelo deputado socialista João Serrano a revelar "algum facto objectivo que possa concluir ter havido interferência do Primeiro-ministro, ou influência, ou eventuais pressões - não faladas - para alterar ou impedir a publicação de notícias", Henrique Monteiro ironizou: "Na verdade nunca ninguém me bateu".
E, foi na sequência desta pergunta que o director do Expresso revelou ter recebido um telefonema do primeiro-ministro com o intuito de impedir o jornal de publicar uma notícia sobre a licenciatura de José Sócrates, concluindo: "Se isto não é pressão ilegítima então não há pressões ilegítimas".
Henrique Monteiro esclareceu ainda que o facto de não ter cedido à "pressão" de José Sócrates "teve consequências", designadamente, a dificuldade que o jornal, a partir daquele momento, passou a ter, de obter informações por parte do Governo.
Expresso.pt
quando é que esta treta passa a Comissão de Inquérito ou a quem é interessa manter isto?

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

condicionar a opinião pública

um
"Hoje em dia haverá 2.500 a três mil pessoas cuja função, no aparelho de Estado, é organizar a informação e fazer a agenda política. Na televisão, nos jornais, na rádio, há uma verdadeira agenda política feita à volta do Governo, pelas agências e gabinetes de comunicação. Isto chama-se condicionar a opinião pública".
...
No entanto, na opinião de António Barreto, a liberdade de expressão em Portugal não está em causa, " vivemos num país em que reina a liberdade de expressão".
António Barreto em entrevista à agência Lusa.
mais»»
dois
Assistimos a um grande embate entre Governo e imprensa, onde os políticos estão a perder em toda a linha. Mas se as irregularidades governamentais são muito graves, é bom não perder de vista também as culpas do outro lado. Os políticos corromperam os valores, mas é verdade que as escutas e o jornalismo de buraco de fechadura são péssimos. Os jornais apresentam-se como juízes nacionais e garantes da moral pública, mas acabam envolvidos na sujidade que dizem limpar. Um caricato exemplo recente, alheio à controvérsia, mostra-o bem.

O principal mal dos escândalos nacionais é que desmoralizam o País. Quando os líderes são arrastados na lama os cidadãos sentem-se mergulhados em maldade. O exemplo público da corrupção propaga a mediocridade em todas as actividades. Até naquela que o denuncia.
João César das Neves in
destak

A estratégia de José Sócrates - Opinião no DN -


A entrevista de José Sócrates a Miguel Sousa Tavares ontem na SIC, a primeira depois do caso do alegado esquema para controlo dos media, não esclareceu nada em relação à polémica. Apesar de as perguntas lhe terem sido feitas, o primeiro-ministro refugiou-se na defesa que elaborou desde o início e que já antes usara para o Freeport: além da indignação pelas fugas ao segredo de justiça, repetiu que o seu nome foi usado indevidamente.
Ou seja, Sócrates decidiu que não tem de dar mais explicações. Nem justificar porque não responsabilizou de imediato quem abusou do seu nome e da sua amizade, quer nas escutas em que é citado no falhado negócio PT/TVI, quer no apoio que Luís Figo lhe deu em plena campanha eleitoral.
A intenção é óbvia: o primeiro-ministro quer que quem o acusa apresente provas. Se tal não acontecer, da sua boca não sairá mais nenhuma justificação, nem se o assunto o levar a sede de comissão parlamentar. Porque acredita que o tempo e as falhas da investigação jogam a ser favor. E ele está empenhado nessa corrida de fundo, que percorre entre dois obstáculos paralelos: as investigações da justiça e a recuperação da crise.
Se as investigações judiciais provarem o seu envolvimento directo nas polémicas que vieram a público (o primeiro a fechar será o Freeport), ficará sem condições para se manter no Governo ainda antes do Verão. Caso contrário, evitará o confronto e colar-se-á à forma positiva como Portugal parece estar a sair da crise: se a sociedade civil, os empresários e os investidores o apoiarem, levará o debate até às presidenciais e aí os números da economia falarão por si.
É uma estratégia. Mas a divulgação de contradições sucessivas não está só a provocar um visível desgaste político a este Governo. Está a deixar o País mergulhado num ambiente cada vez mais inviável. E se isso continuar, Cavaco Silva poderá ver--se forçado a avaliar e decidir sem fazer cálculos políticos. in
A estratégia de José Sócrates - Opinião - DN

primeiras páginas


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Entrevista á Sócrates


(ponto prévio) Sócrates está hoje numa situação desconfortável, talvez a mais difícil desde 2005, vendo-se envolvido no Face Oculta, acusado de ‘contratar’ Figo para a campanha eleitoral, envolto numa crise nacional crescente e sob a vigilância das instituições internacionais. Depois de no PS se falar da sua substituição, o primeiro-ministro reuniu o partido para juntar forças e fez um esclarecimento público sobre o seu (não) envolvimento na conspiração de controlo dos media. Não correu bem: o seu comportamento no partido foi interpretado como sinal de fraqueza e/ou nervosismo, e o seu esclarecimento nada esclareceu, caindo no vazio. Esta entrevista de hoje era, por isso, da maior importância para José Sócrates, que tinha aqui uma oportunidade para limpar a sua imagem política e convencer os portugueses que existe de facto um rumo na sua governação. Ou seja, convencer-nos que ainda faz parte da solução e não do problema.
Madeira. Decretou-se o luto nacional e mobilização de estruturas para dar apoio ao Governo Regional, quer-se accionar o fundo de solidariedade europeu, e auxiliar ao comércio do Funchal. Afirmou solidariedade para com os madeirenses, garantindo que o Governo estará ao lado do Governo Regional da Madeira, com cooperação total. Mostrou-se firme e informado. Sobre a construção em leitos de cheia: Sócrates nega que o Governo tenha construído em leitos de cheia, e afasta a discussão (pareceu apanhado de surpresa).
Figo. Sócrates recusa a interpretação de que o apoio de Figo foi comprado. Remete para a entrevista que Figo deu ao DE, quando o Governo soube de que Figo o apoiava. Sócrates nega todas as acusações peremptoriamente. Não é, contudo, capaz de explicar a ‘coincidência’ de tudo ter acontecido no mesmo dia, nem o facto de Penedos e Perestrello se terem referido antecipadamente ao assunto. Não responde porque recusa falar sobre as escutas: opta por afastar a realidade, defendendo que se tratam de ‘conversas privadas’.
PT e a compra da TVI. Sócrates reitera que não teve qualquer envolvimento. Defende-se com a mais recente violação ao segredo de justiça, onde o PGR declara que não está envolvido (na questão anterior, recusou-se a comentar violações de segredo de justiça, mas aqui já o faz). Confrontado com as transcrições das escutas relativas ao caso, Sócrates recusa-se novamente a comentar o seu conteúdo (diz que não comenta resultados de violações ao segredo de justiça). Distingue as transcrições pelo ‘facto’ das primeiras serem ‘conversas privadas’, e afirma que se nessas o seu nome foi referido, tal foi feito abusivamente.
Rui Pedro Soares e a sucessão de casos que o envolvem. Jobs for the boys? Sócrates nega qualquer envolvimento na subida de carreira de Rui Pedro Soares na PT, e diz que Miguel Sousa Tavares está a ser injusto nos seus ‘julgamentos apressados’. Afirma que sempre prestou todos os esclarecimentos (o que não é verdade, de todo). Tentou ridicularizar a sucessão de casos, e argumentou a sua legitimidade com base no acto eleitoral (o que não faz sentido).
Justiça. Ataque à Oposição que, segundo ele, aproveitou os ‘crimes’ para o ferir politicamente. Considera necessário reformar a lei do ‘segredo de justiça’. Adopta um tom moralista, questionando o ‘interesse público’ nas recentes polémicas, e argumenta sempre com base na preservação das ‘liberdades individuais’. Um argumento falacioso, pois o enfraquecimento do Estado de Direito afecta directamente as liberdades individuais.
Economia. Sócrates defende que Portugal está a sofrer as mesmas dificuldades que os restantes países da UE. Munido de números, relativizou a nossa situação, como que pretendendo explicar-nos que estamos melhor que todos os outros. Confunde a crise nacional com a internacional. É o pior discurso possível, pois opta por afastar a realidade. Meteu a cassete do investimento público como resposta à crise, desvalorizando o relatório da SEDES. Cita Krugman para legitimar as suas opções políticas. Evita falar do PEC.
Conclusão. Foi uma entrevista que não trouxe nada de novo nas áreas da Economia e da Justiça. Sócrates não esclareceu nada quanto aos casos em que o seu nome foi referido, utilizando as violações ao segredo de justiça como mais lhe convinha, para não ter de comentar as escutas. Continuam a faltar esclarecimentos, até porque as explicações sobre o caso 'Figo' são extremamente frágeis, e ninguém engole que um negócio estratégico na PT fosse feito sem conhecimento do Estado. Por isso, não esclareceu ninguém nem limpou a sua imagem.
(Miguel Sousa Tavares, em boa forma, a fazer as perguntas certas e a questionar as respostas do primeiro-ministro. Esteve bem.) por Alexandre Homem Cristo em
O Cachimbo de Magritte

Os aspirantes



domingo, 21 de fevereiro de 2010

Assis demarca-se das "teorias de conspiração"


Francisco Assis desafinou e demarcou-se das "teorias da conspiração" de dirigentes socialistas que, à entrada para a comissão nacional do PS, falaram numa “estratégia” e “operação” contra o secretário-geral do partido e primeiro-ministro, como Almeida Santos, Edite Estrela ou José Junqueiro.
“Nunca cultivei a ideia das teorias conspirativas e acho que não é a melhor maneira de encarar os problemas”, afirmou reconhecendo que o PS e a vida política enfrentam hoje um “momento de grande adversidade” com o caso da escutas e o alegado plano do Governo de controlo dos media. “É preciso acabar com estes casos folhetinescos” das escutas, dos alegados pagamentos ao futebolista Figo, afirmou apelando a que os partidos se concentrem nas “questões essenciais”, na discussão dos problemas do país e do Orçamento do Estado na Assembleia da República.
“Em Portugal há excesso de folhetim no debate político”, acrescentou, acusando a oposição de contribuir “para a degradação do sistema político”.
PUBLICO.PT

descubra as diferenças...



El presidente del Gobierno, José Luis Rodríguez Zapatero, pidió hoy al líder del Partido Popular, Mariano Rajoy, que presente sus propuestas para salir de la crisis económica y deje de "descalificar" las del PSOE. "La unión hace la fuerza", ha asegurado.
En un mitin en Málaga organizado por el PSOE-A para conmemorar el Día de Andalucía, al que han asistido unas 16.000 personas, Zapatero ha emplazado a Rajoy a que presente sus propuestas y a que no se limite a descalificar las de los socialistas.
"La unión hace la fuerza y necesitamos fuerza para salir cuanto antes de la crisis y volver a crear empleo", ha subrayado Zapatero, persuadido de que "el desafío es grande" y exige la mayor cooperación y la mayor unión de todos.
Público.es

mais um: PGR mentiu ao Parlamento

Nos últimos meses, o procurador-geral da República recusou, até ao grupo parlamentar do PSD, o acesso aos despacho de arquivamento ao crime de atentado contra o Estado de Direito, alegando que os documentos continham escutas entre Armando Vara e José Sócrates, mandadas destruir pelo presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha do Nascimento. E, caso as revelasse, estaria a violar a decisão de destruição.
Porém, num dos despachos em causa, a que o DN teve acesso, em lado algum aparecem as conversas entre Sócrates e Vara.
Este dado novo, que consta do despacho do procurador-geral de 18 de Novembro de 2009, contraria frontalmente as informações por si prestadas nos últimos meses, quer em notas à comunicação social quer em resposta aos deputados do PSD.
A divulgação das decisões tomadas por Pinto Monteiro, sobre a certidão do Ministério Público de Aveiro que imputava ao primeiro-ministro o crime de atentado contra o Estado de Direito, também foi reclamada pelos Sindicatos dos Juízes e dos Procuradores do Ministério Público. Aquele, em editorial publicado em Novembro de 2009 no seu site da Internet (
http://www.asjp.pt/), considerou que "os deveres de transparência e de informação" são "essenciais para a normal e saudável fiscalização social sobre a actuação das autoridades judiciárias". De igual modo o Sindicato dos Magistrados do MP defendeu a publicação das decisões do PGR. DN

Situação ainda desconhecida em Curral de Freiras


Curral de Freiras é uma das zonas que mais preocupações está a causar às autoridades na sequência do forte temporal que se abateu sobre a Madeira e que matou pelo menos 40 pessoas.
Ouvido pela TSF, um dos vereadores da autarquia da Câmara de Lobos indicou que ainda pouco se sabe sobre a dimensão dos estragos nesta zona, pois ainda não houve contacto com a população local.
«Estão no terreno máquinas a tentar desimpedir a estrada que dá acesso ao Curral das Freiras. Parece ser uma situação desagradável a que temos. Há mortos e há pessoas desaparecidas», referiu Leonardo Figueira.
Este autarca adiantou ainda que talvez haja também casas destruídas e pessoas que estão desaparecidas e algumas talvez soterradas».
TSF às 13:32

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tormenta e tragédia na Madeira

relato de Ribeira Grande:

http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=1500122

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Madeira: um serviço publico de actualização de noticias em tempo real

Jorge V P Santos coloca á nossa disposição notas, em tempo-real, sobre o tragico temporal da Madeira.

PS: em busca da honra perdida


Ao longo das últimas semanas, tenho resistido à tentação de regressar à memória do meu percurso como deputado e (também) militante do PS entre 2002 e 2004. A razão dessa resistência é simples: não queria confundir uma experiência pessoal, marcada pelas circunstâncias do tempo e pela subjectividade das minhas expectativas, com as actuais perturbações internas do PS (na sequência das suspeitas de interferência do chefe do partido e do Governo no controlo de meios de comunicação social, reveladas nas últimas edições do SOL).
Dei-me conta, porém, que as opiniões que tenho publicado sobre o assunto não são de todo alheias a essa minha experiência. Por outras palavras: não posso fingir que aquilo que agora se vai tornando público é uma surpresa absoluta para mim, muito embora me confesse ultrapassado pela vertigem dos acontecimentos.
Deixei de ser militante do PS no Outono de 2004 e já anunciara ao então líder parlamentar, António José Seguro, o meu propósito de renunciar ao cargo de deputado, quando o Presidente Sampaio decidiu dissolver o Parlamento em Novembro desse ano. Antes disso, não concordara com a demissão de Ferro Rodrigues de secretário-geral do PS depois de Sampaio ter aceite a substituição de Durão Barroso por Santana Lopes como chefe do Governo e recusado, na altura, a antecipação das eleições. Mas, entretanto, já assistira ao frenesim conspirativo de José Sócrates e dos seus fiéis para preparar a sucessão de Ferro (na eventualidade de António Vitorino não se candidatar à liderança, o que viria a confirmar-se).
O caso Casa Pia tinha abalado profundamente o PS e chegou a pôr em causa a honorabilidade de Ferro Rodrigues e outros dirigentes socialistas, com base em testemunhos que nunca se confirmaram. Partilhei – e exprimi publicamente – a indignação que se vivia dentro do partido, mas pronunciei-me contra a tentação censória como forma de prevenir a histeria inquisitorial e irresponsável de alguns media.
Numa reunião entre o grupo parlamentar e a direcção do PS, na sede do Largo do Rato, argumentei, em abono dessa posição: «Sabe-se como começa a censura, mas não se sabe como acaba». Ferro, apesar de visado pessoalmente na campanha difamatória, concordou comigo, mas, logo que terminei a minha intervenção, um deputado saltou da cadeira de dedo em riste e advertiu--me severamente: «Não concordo nada com aquilo que você disse!». Era José Sócrates.
Retorqui que era a opinião dele, não a minha, e propus debatermos o assunto. Passámos longas horas a discutir pela noite dentro, num bar de Lisboa, esgrimindo as nossas razões, mas sem ser possível chegarmos a um acordo. Creio que foi aí que percebi definitivamente que o instinto autoritário de Sócrates e a sua desconfiança visceral em relação aos jornalistas – com excepção dos jornalistas alinhados e ‘amigos’– eram traços essenciais da sua personalidade.
Mal tinha eu arribado a São Bento, José Sócrates foi, entre os meus colegas de bancada, daqueles que manifestaram maior cordialidade e simpatia para comigo. Durante um período inicial, não fui insensível a essas atenções, presumindo que Sócrates estaria suficientemente informado sobre as minhas ‘idiossincrasias’ pouco ortodoxas ou domesticáveis e que não haveria nenhum comércio espúrio em perspectiva. Relacionava-me, aliás, de forma excelente com outras pessoas do círculo próximo de Sócrates, como Pedro Silva Pereira.
Mas, à medida que o tempo foi passando, os equívocos que pudessem existir sobre a minha hipotética adesão a esse círculo de incondicionais socráticos dissiparam-se por completo. E é hoje claro para mim que foi a iminência de Sócrates suceder a Ferro Rodrigues como líder socialista (eu cheguei a apostar em António Costa que, no entanto, rejeitava liminarmente essa hipótese) o pretexto final para encerrar uma experiência política que, certamente por imperdoável ingenuidade minha, eu encetara com genuína convicção, mas se viria a revelar verdadeiramente frustrante.
Sempre me senti socialista (ou, se quiserem, social-democrata à maneira nórdica), apesar do meu esquerdismo libertário juvenil. Foi, de resto, esse grão de irreverência anarquista que nunca consegui extirpar – talvez por uma vocação natural de rebeldia – o motivo maior da minha aversão às amarras do partidarismo ou do seguidismo tribal. Mas isso não impede que me reconheça na grande nebulosa da esquerda democrática. É essa a minha família política.
Embora tenha arriscado fazer uma parte do meu caminho político como militante e deputado do partido de que me sentia mais próximo – recordo, por exemplo, a alegria e o entusiasmo com que participei na campanha eleitoral de 2002 em Lisboa – nunca mantive grandes ilusões sobre as pequenas misérias e mentiras da vida partidária ou qualquer suposta ‘superioridade moral’ do PS.

Não atribuo exclusivamente a Sócrates a descaracterização daquilo que, em termos românticos, poderíamos chamar a ‘alma socialista’. Muito antes dele, o PS já passara por outras peripécias nada românticas ou edificantes. Mas também é verdade que nunca, como agora, vi essa alma tão perdida, penada e desonrada pelo carreirismo, pela vileza e pela falta de carácter (alguns mostram horror a que se fale disso, como se o carácter não fosse a essência da nobreza política).
Onde estão as vozes inconformadas que não se fazem ouvir ou se escondem cobardemente atrás do reposteiro das conveniências, pactuando com a mentira, o cinismo, os negócios escuros e a promiscuidade dos interesses?
Como é possível que aquilo que se mete pelos olhos dentro como punhais possa ser negado e mistificado em nome de embustes e hipocrisias formais? Como poderá a fidelidade servil ao chefe ser colocada acima dos ideais, princípios e convicções que inspiram a verdadeira fidelidade moral e política? Perdida a honra, que restará ao PS?
por
vicentejorgesilva

Nove mortos e 17 feridos na Madeira


situações dramáticas:
O temporal que desde a madrugada se abateu sobre a Madeira poderá ter causado pelo menos 20 mortos, de acordo com fonte hospitalar citada pela RTP/Madeira. O número de falecidos que já se fala na ilha ainda não foi oficialmente confirmado, mas o presidente da Câmara do Funchal, Miguel Albuquerque, disse à televisão estatal que há mais de sete vítimas mortais, vários desaparecidos e 17 feridos internados no Hospital Dr. Nélio Mendonça, dos quais dois politraumatizados.
“Os prejuízos são incalculáveis, de milhões e milhões de contos”, devido às dezenas de carros arrastados, inúmeras inundações em casas, lojas e grandes edifícios públicos, estradas e infraestruturas destruídas. A ilha da Madeira está totalmente isolada do exterior.
"A situação é crítica em todo o concelho do Funchal”, disse o autarca, adiantando que “todos os bombeiros, membros da protecção civil e pessoal da câmara estão na rua a tentar dar abrigo às pessoas afectadas e afastá-las das zonas de perigo”.
Na baixa funchalense viveram-se momentos de pânico, com as águas das ribeiras a ultrapassarem os muros de protecção e a galgarem as principais pontes da cidade, como na Ponte do Bazar do Povo, a ponte do mercado (que desabou parcialmente) e a ponte junto ao edifício Dolce Vita, onde as águas ameaçam destruir uma rotunda ali construída recentemente.
Outras situações dramáticas ocorreram nas zonas altas, provocando derrocadas nos Moinhos, Três Paus, Trapiche (onde morreu uma senhora idosa alarmada com o desabar do telhado da sua casa provocado pela queda de uma grua).
Neste momento, a baixa da cidade está intransitável ao trânsito automóvel, com a Avenida do Mar e a zona velha da cidade completamente alagadas bem como a avenida Arriaga, a rua Fernão de Ornelas.
O centro comercial Dolce Vitta foi evacuado e o parque de estacionamento de vários andares está completamente inundado.
O mesmo ocorreu no Centro Comercial do Anadia, onde a água transbordou no estacionamento.
A via rápida Ribeira Brava - Machico está interrompida em variadíssimos pontos, pelo que a circulação está praticamente intransitável.
De acordo com uma fonte do Instituto Nacional de Meteorologia, “o pior já terá passado”, prevendo-se que a tarde não seja tão pluviosa como foi a manhã, designadamente entre o período compreendido entre as 09:00 e as 10:00 horas da manhã.
Nessa hora, choveu 52 milímetros no Funchal e 58 milímetros no Pico do Areeiro, segundo ponto mais alto da Região.
Para além da chuva, os ventos muito fortes, que têm atingido os 100 quilómetros das zonas altas e a forte ondulação marítima estão a contribuir para o agravamento da situação.
DN

há sempre alguém a aproveitar a tragédia em beneficio próprio, este comentário bem podia esperar:
O deputado socialista no Parlamento madeirense João Carlos Silva afirmou hoje que a grave situação vivida no Funchal devido às chuvas intensas registadas na Madeira não é estranha ao “caos urbanístico” que afecta a capital da Madeira.

mas estas declarações marcam a diferença:
O primeiro ministro afirmou-se hoje “absolutamente consternado” com a destruição e as vítimas mortais provocadas pelo temporal que assola a Madeira e adiantou que o Governo “tudo fará” para apoiar esta região autónoma.
“Estou absolutamente consternado e desolado com as imagens que pude observar sobre as consequências do temporal na Madeira”, declarou

O CDS-PP expressou hoje a sua “mais profunda solidariedade e disponibilidade” para com as vítimas do temporal na região autónoma da Madeira, solicitando ao Governo da República que providencie rapidamente “meios de socorro, protecção e ajuda às populações afectadas”.

O presidente do Governo Regional dos Açores enviou hoje uma carta a Alberto João Jardim a disponibilizar a sua colaboração e solidariedade pessoal e institucional para fazer face ao mau tempo na ilha da Madeira.
actualização ás 20.00h:
O temporal que assolou a Madeira, este sábado, provocou até ao momento 32 mortos, disse fonte do Governo Regional em declarações à agência Lusa.
Além destas vítimas, deram até ao momento 68 feridos nas urgências do Hospital Dr. Nelio Mendonça, no Funchal, sendo dois casos graves de ortopedia que estão a ser sujeitos a intervenções cirúrgicas.
tsf

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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

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Plano para controlar media é “ideia delirante”


O primeiro-ministro rejeitou hoje ás 20 horas, em São Bento, qualquer plano de controlo da comunicação social e sublinhou não ter nada a temer.
'Não temos nem tivemos um plano para controlar a Comunicação Social. É uma ideia infundada e até delirante”, disse em conferência de imprensa no início dos telejornais.
Numa breve declaração, sem direito a perguntas aos jornalistas, o chefe do Governo começou por enunciar aquilo que no seu entender são “três verdades”:
1- nunca deu orientação à PT ou a qualquer dos seus administradores para avançar com a compra da Media Capital, que detém a TVI;
2- o Governo não foi informado pela operadora da sua intenção de adquirir a empresa detida pelo grupo Prisa; e
3- nunca teve um plano para controlar os meios de comunicação social.
“Nenhuma especulação o poderá desmentir”, acrescentou.
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Ajustes directos para Administrador do "SIMPLEX"


O Deputado que liderou o blogue Simplex, de apoio a José Sócrates, recebeu do Governo verbas pagas através de contratos de serviços por ajuste directo. As verbas destinavam-se a serviços da Unidade de Missão para os Cuidados Continuados Integrados, entidade onde Galamba foi consultor externo.
Não se conhece o alvo nem os resultados destes serviços. O certo é que, durante o Verão, o consultor financeiro da UMCCI não terá estado muito ocupado com a gestão da Unidade. Além da produção de conteúdos para o Simplex, João Galamba ainda fez campanha eleitoral e gozou férias. Pelo meio ainda teve direito a mais de duas semanas de licença de casamento...
João Galamba confirmou, ao CM, as referidas adjudicações, mas não esclareceu quais os objectivos dos contratos. “O resultado desse trabalho, que muito me honra, foi vertido para um relatório enviado para o Ministério das Finanças, e integra o Orçamento do Estado de 2010″.

A notícia de ontem do CM, que dava conta de que o blogue Simplex, criado para apoiara campanha de José Sócrates, foi alimentado com os meios do Governo, criou verdadeiras reacções de desagrado na blogosfera. O blogue Câmara Corporativa foi um dos que deu eco do `desagrado’ dos cronistas do Simplex que, no essencial, não vêem qualquer problema no facto dos assessores do Governo enviarem através dos computadores do Governo informação para ser publicada na internet. Tudo isto aconteceu durante a campanha.
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

para mais tarde recordar: Campanha com meios públicos

Governo montou rede de apoio na Internet
Sócrates foi apoiado por blogues alimentados em informação e argumentários feitos por assessores.
O blogue Simplex criado em Junho de 2009 para apoiar a candidatura de José Sócrates a primeiro--ministro foi alimentado com meios públicos usados a partir do Governo. Os conteúdos eram fornecidos por um conjunto de assessores do primeiro-ministro, secretários de Estado e chefes de gabinete de alguns ministros, que usaram o seu tempo, pago pelo erário público, meios informáticos e informação privilegiada para produzir propaganda.
Os documentos, escritos no programa informático Word e com quadros de suporte em Excel, eram, em regra, dirigidos a João Galamba, agora deputado do PS, e José Reis Santos, dois dos principais animadores do Simplex. O mesmo tipo de argumentários era também difundido em outros blogues, como por exemplo o Câmara Corporativa, alimentado por assessores do Governo. O administrador chama-se Miguel Abrantes, mas o nome é fictício. Um dos membros do Simplex mostrou ao CM documentos enviados ao longo de meses por João Galamba. Aqueles chegaram-lhe sempre através de assessores governamentais e as propriedades dos documentos revelam que foram feitos na rede informática interna do Governo. Ainda segundo o CM apurou, João Galamba fazia mesmo questão de perguntar aos seus colaboradores se precisavam de informação. Cada tema colocado no blogue era tratado com um documento de retaguarda, onde a equipa de assessores respondia a todos os ' temas quentes da actualidade'.
Quanto ao Câmara Corporativa – um dos mais antigos blogues de apoio ao Governo envolvido em várias polémicas – a troca de e-mail a que o CM teve acesso prova que aquele também tinha o apoio do Governo. Hugo Mendes, assessor de Almeida Ribeiro (secretário de Estado e ex-chefe de gabinete de Sócrates) assume mesmo que o Câmara Corporativa é um ' projecto ' que conta com o apoio de muitas pessoas. ' Compreenderás que a real identidade da(s) pessoa(s) é protegida por motivos de segurança e da própria viabilidade do projecto. É, aliás, extraordinário que passado este tempo todo ainda não se saiba quem o Miguel Abrantes é, o que mostra que o cuidado que existe tem resultado ', diz mesmo Hugo Mendes, indo mais longe: 'O Câmara Corporativa é feito por várias pessoas que contribuem com regularidade variada. O Miguel Abrantes é o... Miguel Abrantes. E depois há outras pessoas. Tudo gente de bem ', conclui Hugo Mendes, num mail enviado já no início de 2010.


O ARGUMENTÁRIO FORNECIDO AOS BLOGUES
BPN: PERGUNTAS E RESPOSTAS
O caso BPN é um exemplo, sob a forma de perguntas e respostas, que a equipa do Governo forneceu, a partir do endereço map.gov.pt aos pivôs dos blogues, João Galamba e José Reis Santos. Nesse mail, estão também documentos que foram enviados para o Simplex, blogue da campanha.

LIGAÇÃO CORPORATIVA
Um dos blogues que já era alimentado antes e depois da campanha pelo Governo é o Câmara Corporativa, que tem sido alvo das críticas de Pacheco Pereira. Um dos elementos do gabinete de Almeida Ribeiro, Hugo Mendes, é um dos mais activos na distribuição do material de propaganda.

INFORMAÇÃO PRIVILEGIADA DO GOVERNO
INSTRUÇÕES DADAS POR MÁRIO LINO
Guilherme Dray foi promovido a chefe de gabinete de José Sócrates, o mesmo cargo que ocupou antes com Mário Lino. É nesta função que Dray aparece referenciado no processo ‘Face Oculta’, como um dos contactos a fazer por Vara e Lopes Barreira para desbloquear os negócios do sucateiro Manuel Godinho, na Refer. Durante o processo eleitoral de 2009, Guilherme Dray enviava informação do Ministério das Obras Públicas para Fernando Medina, com destino ao Simplex, depois de tratadas na forma de pergunta e resposta.
MENSAGENS DO PARLAMENTO AO PS
Em meados de Julho de 2009 é enviado do gabinete do Ministério dos Assunto Parlamentares um e--mail através do endereço filipe.nunes@map.gov.pt. com o texto: ' Seguem em anexo mais argumentários e faqs sobre temas quentes da actualidade. Continuam a faltar duas áreas importantes: criminalidade e corrupção, para além de mais coisas sobre grandes investimentos. Precisava para o blog de apoio ao Sócrates de passwords do clipping '. São instruções para André Figueiredo, assessor do PS, para o Simplex.
SEGURANÇA SOCIAL E APOIO A IDOSOS
No gabinete do então ministro do Trabalho e da Segurança Social, Vieira da Silva, era o assessor João Manuel Caetano, que funcionava como interlocutor do grupo que alimentava os blogues amigos. Os documentos enviados relacionam-se sobretudo com a reforma da Segurança Social, as medidas de apoio a idosos – como o complemento solidário de reforma – entre outros. Foram distribuídos no Simplex, mas reenviados depois para a rede de blogues afectos ao Governo. Sempre pelos meios do domínio ‘gov.pt’ na Internet.
DEFENDER OBRAS PÚBLICAS DO PS
Fernando Medina foi secretário de Estado da Indústria e Desenvolvimento e agora é secretário de Estado do Emprego e da Formação Profissional. Durante a campanha eleitoral recebia informação do gabinete do ministro Mário Lino sobre os grandes investimentos públicos e privados. Enviava depois para João Galamba, na forma que o Correio da Manhã revela: ' João. Aqui vai informação dos maiores. Não está detalhada por fonte de financiamento, mas vou tentar ainda arranjar. Aguardo ainda inf. sobre os restantes(...). Abraço FMedina.'
VIA ABERTA EM SÃO BENTO
O essencial do argumentário sobre finanças públicas difundido na Internet foi produzido pelo então assessor económico de José Sócrates no Palácio de São Bento, Óscar Gaspar. Este quadro governamental, hoje integrado no Governo como secretário de Estado da Saúde, é citado em vários e-mails como sendo o autor dos documentos de política económica. Um deles, sobre finanças públicas, é comentado com satisfação por um dos receptores do argumentário: ' Este é bom para responder à conversa do descalabro orçamental. '
SECRETÁRIO DE ESTADO DESCONHECE SIMPLEX
José Almeida Ribeiro é um dos estrategas de José Sócrates e gestor de grande parte da informação importante que circula na blogosfera. Tiago Antunes e Hugo Mendes, pivôs da circulação de informação governamental entre blogues, trabalham com Almeida Ribeiro, actual secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro. Tiago Antunes é agora o seu chefe de gabinete.
Almeida Ribeiro foi assessor de Sócrates desde 2005. Com total discrição, trata de tudo o que rodeia e incomoda o primeiro-ministro, mesmo a nível de questões pessoais ou familiares. É formado em Filosofia e Marketing Político, esteve nos governos de António Guterres e passou também pelo Serviço de Informações de Segurança (SIS), seu lugar de origem.
Hugo Mendes, assessor de Almeida Ribeiro em tempo de campanha eleitoral, era um dos fornecedores de informação para o Simplex. Contactado pelo CM, Almeida Ribeiro escusou-se a falar sobre o assunto. ' Não faço ideia do que está a falar. Não sou grande apreciador de blogues. Por isso, esta conversa não faz qualquer sentido ', repetiu Almeida Ribeiro ao CM quando questionado sobre a sua colaboração com o Simplex.
O CM tentou ainda, sem êxito, falar com André Figueiredo, dirigente do PS e assessor de José Sócrates no partido.
NOTAS

TEMAS: 'MAGALHÃES' E TGV
O minicomputador escolar ‘Magalhães’ e o projecto do comboio TVG foram alguns dos temas debatidos no Simplex com muitas perguntas e respostas previamente elaboradas
BLOGUES: DEPOIS DO SIMPLEX
Os mesmos protagonistas do Simplex criaram outros blogues, onde os conteúdos são também muito favoráveis ao Governo. Entre eles, o País Relativo, Valor das Ideias e a Regra do Jogo
PSD: ATAQUE A FERREIRA LEITE
O Simplex servia também para atacar a campanha de Manuela Ferreira Leite. O que a líder do PSD criticava no Governo PS tinha direito a longas prosas favoráveis no blogue

Eduardo Dâmaso/Tânia Laranjo/ Manuela Teixeira num Exclusivo CM

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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

vice-presidente do Banco Central Europeu






a escolha não é feita "com base no mérito mas enquanto resultado de uma negociação entre os governos". Vítor Constâncio in Jornal Público

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Godinho pagou a Santana Lopes

A investigação às contas bancárias do sucateiro refere como movimentos suspeitos quatro cheques. Três deles estão em nome de Santana Lopes e um foi para o irmão do ex-líder do PSD.
Saiba todos os pormenores na edição em papel do jornal
'Correio da Manhã' lê-se no vespertino.
Mas não se preocupe porque, fruto da colaboração jornalistica, pode ler a noticia "á borla", aqui:
Diário de Noticias e aqui Público
amanhã poderá ler o "estranho caso dos submarinos" e "o preto no branco do ppd/psd.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

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mais de 1750 subsidios de desemprego...


Luis Figo terá recebido 750 mil euros da Portugal Telecom como contrapartida para aparecer num pequeno almoço em Belém, no último dia de campanha de José Sócrates, avança o Correio da Manhã.
O jornal conta que o “negócio” terá sido preparado pelo administrador da PT, Rui Pedro Soares, e que consta tudo das escutas retiradas do processo Face Oculta.
A conversa ter-se-á desenrolado entre Rui Pedro Soares e o seu assessor jurídico, Paulo Penedos. Soares terá pedido a Penedos que prepare minutas de contrato para pagar ao futebolista.
Segundo o jornal as autoridades conseguiram provar o pagamento feito em três tranches através de transferências feitas para a Fundação Luis Figo, como contrapartida para a instalação da escola de futebol no jogador no Tagus Park, controlado pela PT.
O CM diz ainda que há mais figuras públicas “aliciadas” para participar na campanha, entre eles José Mourinho que terá negado o apoio.O jornal esclarece que não está a violar o segredo de justiça por estas escutas constarem de certidões consideradas “irrelevantes” pelo Procurador-Geral da República. i online
apenas o valor de mais de 1750 subsidios de desemprego... ou o emprego de 125 trabalhadores durante um ano

Escutas falsas? João Carlos Silva diz que sim, Paulo Penedos não confirma

A dúvida é lançada por João Carlos Silva, citado no "Sol" como interlocutor de Paulo Penedos - assessor jurídico da PT - em conversas sobre Henrique Granadeiro, chairman da empresa.
"A alegada escuta não existe, não pode existir porque a conversa telefónica que relata nunca existiu. O que vem no jornal é falso", afirma o advogado num email enviado a Granadeiro. Paulo Penedos, ao "i", não confirma nem desmente, justificando ter de respeitar o segredo de justiça. Em declarações à "Visão", Granadeiro diz, rindo-se, que se sente "encornado" com a descoberta de que a PT fazia parte de um alegado plano do governo para controlar os media. Assegura que não desconfiava dele, mas admite que possa ter acontecido. "À minha revelia", acrescenta.

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Plano de Sócrates para controlar a comunicação social ia além da TVI - Sol


Com a manchete “O polvo”, o semanário Sol dá conta hoje de que o executivo de José Sócrates tinha um plano para controlar a comunicação social através de um novo grupo de media controlado pela Portugal Telecom. Segundo o Ministério Público de Aveiro, a compra da TVI pela PT era apenas o pontapé de saída para possibilitar a emergência de um grupo de comunicação social favorável ao governo. Avança o jornal que os magistrados consideram que existem “indícios fortes” de que estava “directamente envolvido o governo, nomeadamente o primeiro-ministro.”O jornal revela que os investigadores acreditam que existem um “esquema” – expressão utilizada pelo banqueiro Armando Vara – que resultasse na “interferência editorial de órgãos de comunicação social, visando claramente a obtenção e benefícios eleitorais.” O plano para controlar a comunicação social começava por comprar um grupo de media que fosse parceiro. As hipóteses começaram pela Cofina (dona do Correio da Manhã) ou a Impresa de Pinto Balsemão. Como última hipótese surge a Controlinveste, detentora do Diário de Notícias, o Jornal de Notícias e a TSF. O jornal refere que a operação seria feita em conjugação com a PT, a Ongoing, liderada por Nuno Vasconcelos e Rafael Mora.O procurador João Marques Vidal é citado por afirmar que a concretizar-se o negócio “poderiam resultar prejuízos económicos para a PT que previsivelmente seriam ‘pagos’ com favores do Estado ou no mínimo colocariam decisores políticos na dependência dos decisores políticos” no despacho que fundamenta as primeiras certidões extraídas do processo “Face Oculta” e acrescenta: tudo somado seria uma “corrupção dos fundamentos do Estado de Direito democrático.” Apesar da providência cautelar interposta pelo administrador da PT, Rui Pedro Soares, que impedia a publicação das escutas, a direcção do Sol fez sair o jornal esta manhã com novas escutas, retiradas do processo Face Oculta, de conversas entre Armando Vara , Rui Pedro Soares e Fernando Soares Carneiro, também administrador da PT. A direcção diz não ter sido oficialmente notificada da providência cautelar.Em declarações ao i, o administrador da PT comenta a decisão do semanário. Rui Pedro Soares diz que "O facto de alguém fugir a notificações dos tribunais diz muito sobre o seu respeito pela justiça."Num documento publicado no site do jornal, a direcção faz saber que “tomou conhecimento através da comunicação social de uma providência cautelar interposta por uma figura citada nas notícias, não tendo sido notificado, porém, nenhum membro da administração da empresa ou da direcção do jornal.”O comunicado da direcção surge no seguimento da entrega de uma cópia da notificação a um segurança na redacção do jornal. uma providência contra o semanário mas visa apenas impedir a “publicação no jornal, em papel e ou formato informático, da transcrição de comunicações que envolvam o requerente.” Sol

nota interessante:
O presidente do sindicato dos Funcionários Judiciais diz que a providência cautelar não podia ser entregue ao segurança, já que ele não tem qualquer vínculo ao jornal.
O sindicato sublinha que este é mais um efeito da «privatização da Justiça», esclarecendo que não foi um oficial de Justiça que tentou entregar a ordem judicial, porque se tivesse sido não tinham acontecido tantas irregularidades.
A providência cautelar foi interposta pelo administrador da PT Rui Pedro Soares e visava a não publicação de notícias sobre escutas feitas no âmbito do processo Face Oculta que o envolvam.
tsf.

tri - encornado!


Henrique Granadeiro, presidente não executivo da Portugal Telecom, diz sentir-se "encornado" com a notícia, avançada pelo semanário Sol, de que a PT fazia parte de um alegado plano do Governo de José Sócrates para controlar a Comunicação Social, revela em declarações à Visão.

Henrique Granadeiro, presidente não executivo da Portugal Telecom garantiu que "não sabia nem desconfiava" do envolvimento da PT no esquema. No entanto reconhece: "Pode ter acontecido, à minha revelia". Quando questionado pela VISÃO online sobre o que sentiu depois de ter sido confrontado com os factos divulgados pelo "Sol", respondeu: "Encornado!".

Granadeiro disse já que falou com Zeinal Bava, presidente executivo da PT, sobre o assunto, mas não quis avançar com pormenores. Limitou-se a assegurar que "ninguém se demitiu, mas também ninguém é arguido”.

O presidente não executivo da PT sublinhou também que sempre se mostrou contra o envolvimento da PT na compra da TVI, por não concordar com o regresso da empresa ao negócio dos conteúdos. Granadeiro referiu ainda um email em resposta ao advogado e ex-presidente da RTP, João Carlos Silva, na manhã de hoje, onde este garante ao chairman da PT que a parte das escutas que envolve ambos os nomes é "falsa". “A alegada escuta não existe, não pode existir porque a conversa telefónica que relata nunca existiu. […] Como ambos sabemos, eu nunca tive o prazer de estabelecer qualquer contacto telefónico com V. Exa., como nunca disse a ninguém que o tinha feito (afirmação que só poderia fazer se eu estivesse a mentir - o que não ocorreu) ”, argumenta João Carlos Silva no email enviado a Granadeiro.
eu diria mais: tri-encornado!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

do fim da linha


Enfraqueceu a Justiça, desautorizou a Escola, secundarizou a Política, enfraqueceu a Sociedade Civil, caçou liberdades e garantias, balcanizou os partidos e a política. Um Primeiro Ministro e um Secretário Geral de um Partido Socialista que pulverizou a luta interna e estigmatizou os adversários internos…Reduziu a política e a participação dos sociaslistas a uma espécie de teleponto político. Onde o vazio e a banalidade das ideias era alimentada pela máquina da propaganda e dos comícios à Americana...

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Sócrates, os crimes e a verdade


Sócrates, os 'crimes' e a verdade
Vera Jardim, João Cravinho, António José Seguro e Ana Gomes são apenas quatro dos militantes socialistas que vieram dizer que é necessário esclarecer a participação de José Sócrates no negócio da TVI.
Têm razão. Há muito que esse esclarecimento é necessário.
Quando o Expresso noticiou, em Junho do ano passado, que ao contrário do que o primeiro-ministro dissera no Parlamento, a possibilidade de a PT comprar a TVI era conhecida de José Sócrates desde Janeiro (foi manchete neste jornal), acusámos o chefe do Governo de ter mentido à Assembleia da República. Na mesma ocasião, dissemos que Sócrates discutira o assunto com Zapatero numa cimeira em Zamora, em Janeiro de 2009.
A mentira, que em qualquer latitude democrática seria considerada uma falta grave, ficou, por cá, sem consequências. Ainda havia maioria absoluta no Parlamento e qualquer inquérito seria vetado. Um pouco depois, Manuela Ferreira Leite chamaria, com todas a letras, 'mentiroso' a José Sócrates, numa entrevista à televisão, mas ninguém pareceu incomodado com isso.
Concorrência desleal. O negócio da PT foi desfeito, mas uns accionistas daquela empresa, especialistas em compras na Comunicação Social, a Ongoing, avançou para a compra da TVI (depois de beneficiar de um financiamento polémico do Fundo de Pensões da PT) e cumpriu à risca o plano que havia sido delineado: puseram José Eduardo Moniz numa prateleira dourada, retiraram Manuela Moura Guedes do ar e alteraram o perfil do canal.
Entretanto, nos meios da finança e da Comunicação Social afirmava-se que a Cofina não conseguira obter o financiamento necessário para comprar a estação de Queluz de Baixo. O mistério adensava-se: como era possível que a Ongoing, cujo endividamento é enorme e cujos activos na Comunicação Social se resumem ao pequeno e deficitário 'Diário Económico' e a 23 por cento do Grupo Impresa (proprietário do Expresso), conseguisse um financiamento que é recusado à Cofina que detém o maior e mais lucrativo diário do país, o 'Correio da Manhã' e ainda a revista 'Sábado' e o jornal 'Record' entre os seus principais activos?
Ou seja, o que se passa neste mundo de jornais, rádios e televisões não é claro, nada claro. Neste momento, o grupo Impresa e o Grupo Cofina estão no mercado a lutar por audiências e por lucros gerados por essas audiências, defrontando-se com outros grupos para os quais o lucro não interessa, pois os objectivos sociais das empresas não está na comunicação, mas sim na influência que pode gerar essa comunicação. A Entidade Reguladora, sempre tão preocupada com pequenas coisas, bem se podia preocupar com isto. Se há concorrência desleal, é aqui.
Interferências políticas. Se a situação já era suficientemente má sem existirem interferências políticas, imaginem como fica quando elas são sentidas de modo claro. O gabinete do primeiro-ministro teve sempre por estratégia secar completamente a informação aos grupos e jornais que não domina, privilegiando descaradamente os jornais 'amigos'. Recordo, para aqueles que acham isto 'normal' que a informação disponível do Estado deve ser prestada em condições de igualdade e que o direito a ser informado é um imperativo constitucional.
Aqui no Expresso qualquer passo para saber algo sobre iniciativas do Governo foi, em muitos momentos, penoso. Depois do caso da licenciatura do primeiro-ministro, assistimos a um boicote claro na informação a este jornal e, em particular, a uma hostilidade total do primeiro-ministro. Mais: José Sócrates chegou a mentir sobre títulos que teriam sido feitos neste jornal, dando-os publicamente como exemplo de mau jornalismo. Mas, quando lhe foi demonstrado que esses títulos que ele publicamente citara eram mentira, jamais se dispôs a corrigir. À má vontade, juntou-se a má fé.
A actuação do núcleo duro do Governo em relação a jornais independentes, tem sido a de tentar colocá-los em locais em que eles não devem estar: há uma séria tentativa de identificar certos jornais com a Oposição ao PS e ao Governo. Essa estratégia, dada a ausência ou fraqueza da Oposição política teve os seus frutos. Infelizmente, nalguns casos os objectivos do centro de decisão do Governo foram conseguidos, uma vez que jornais e jornalistas mostraram (a meu ver) hostilidade excessiva e falta de frieza em relação ao Governo. Porém, em casos que conheço de perto, foram reflexos da brutalidade com que, por vezes, o poder os tratou.
A tentativa de colocar os jornais num lado ou de outro do sistema partidário, a exemplo do que se passa com os jornais desportivos, que todos sabem ser, cada um deles, ligados a um dos três grandes clubes, foi uma das grandes apostas de quem esteve com o Governo nesta guerra. Assim, aqueles que não eram controlados, eram tidos por estar ao serviço de forças políticas hostis - nada que Chávez não tivesse feito...
Em notícias como as da licenciatura, Cova da Beira, Freeport, ou agora Face Oculta as pressões foram sempre muitas. Ainda que isso possa ser considerado 'ossos do ofício', Sócrates chegou a pontos inéditos, como aqui já referi. Mais: em jornais debilitados economicamente a mão do Governo faz-se sentir e/ou houve tentativas para os domesticar. Não sei que credibilidade merecem as declarações de directores do 'Sol', mas seguramente merecem investigação.
O legado do PS. Confundir a actuação do núcleo político do Governo, ou seja de José Sócrates, Augusto Santos Silva, Pedro Silva Pereira e seus assessores e amigos, como aquele solícito e jovem administrador da PT referido nas escutas que o 'Sol' publicou, com o conjunto do Governo ou com o PS, é um erro. Neste e no Governo anterior há ministros e secretários de Estado com actuações perfeitamente salutares e democráticas; o PS tem um património de defesa da liberdade de expressão inesquecível.
Mas doravante, todos - ministros, deputados, dirigentes do PS - devem estar mais atentos ao que fazem alguns dos seus dirigentes. Se não actuam, compactuam. E não vale a pena fixarem-se no crime de divulgação das escutas ou em minudências do género, como fez José Sócrates: a verdade vale mais do que a formalidade e, embora os fins não justifiquem os meios, convenhamos que o valor público do que veio a lume releva largamente o valor privado a proteger.
Por isso, volto ao modo como iniciei - Vera Jardim, João Cravinho, António José Seguro, Ana Gomes e outros destacados membros do PS querem esclarecer o assunto. Fazem bem. Todos devem contribuir para esclarecer o que deve ser esclarecido.
Por mim, contei o que sei. Henrique Monteiro in
Sócrates, os crimes e a verdade - Expresso.pt

notável... para mais tarde recordar.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Suposto plano para controlar os media fragiliza JS Pinto de Sousa


Há um clamor crescente na sociedade e na política a reclamar explicações do primeiro-ministro sobre o alegado plano para controlar os media. Dirigentes partidários de primeira linha, conselheiros de Estado, bloguistas e até o bispo do Porto sublinharam ontem que José Sócrates deve esclarecer publicamente o seu alegado envolvimento no plano referido pelo magistrado de Aveiro no âmbito do processo Face Oculta, divulgado pelo semanário Sol na sexta-feira.
No plano partidário, ficou ontem claro que a oposição quer analisar até que ponto há liberdade de expressão, seja através de audições avulsas, seja através de uma comissão de inquérito. No plano social, mais de um milhar de pessoas já subscreveu uma petição lançada na Internet pela liberdade de expressão, num movimento que se vai manifestar esta semana junto ao Parlamento. E dois conselheiros de Estado nomeados por Cavaco Silva, Anacoreta Correia e Marcelo Rebelo de Sousa, defendem que o eventual plano para controlar os media deve ser cabalmente esclarecido, tendo Marcelo criticado o procurador-geral da República por não ter aberto um inquérito para averiguar a fundamentação dos indícios referidos pelo juiz.
Até no interior do PS o ambiente de tensão é notório. São poucos os socialistas que ousam criticar abertamente Sócrates. Mas são também poucos aqueles que manifestam a sua solidariedade com o líder socialista. Mesmo António Vitorino, autor do programa do PS, assumiu ontem à noite na RTP que o Governo "dá-se mal com algum tipo de crítica da comunicação social". E sublinhou que Sócrates "deu uma resposta incorrecta quando disse que não sabia" do negócio da PT/TVI.
Mas há socialistas que já reivindicam uma "nova liderança" para o partido. É o caso do ex-deputado Ventura Leite, que, não sendo uma voz solitária no PS, é o único que defende publicamente que Sócrates deveria abandonar o Governo, "para bem do país" e da si- tuação económica nacional. "Temos uma liderança extremamente debilitada, que faz todos os esforços, no plano mediático, para mostrar dinamismo. Mas está muito fragilizada e não dá qualquer confiança ao país", disse ao PÚBLICO.
Mais cauteloso mas igualmente preocupado está o dirigente socialista Vítor Ramalho, conotado como soarista, que nota que o pedido de Cavaco Silva, na reunião do Conselho de Estado, não foi ouvido pelas lideranças partidárias. "O pedido de calma pedido pelo Presidente foi a posição mais sensata. Mas os líderes não foram sensíveis a esse apelo", disse, referindo-se ao PS e ao PSD.
Público

Juízes querem explicações


Num editorial hoje divulgado, a ASJP refere que a opinião pública recebeu «com indignação e incompreensão» os últimos factos divulgados sobre as certidões do processo Face Oculta, extraídas para apurar se terá havido pressões sobre a comunicação social.
«O silêncio, ou os escassos esclarecimentos, a que se remeteram de novo as autoridades judiciárias que fizeram a avaliação final dos indícios não contribuiu, em nada, para a credibilidade da Justiça», criticam os juízes.
Segundo a ASJP, os cidadãos «não compreendem as razões que levaram aquelas autoridades judiciárias a desvalorizar os indícios recolhidos no inquérito», sendo benéfico que expliquem «de forma cabal e definitiva, para que, de uma vez por todas, não fique qualquer dúvida sobre os seus procedimentos e decisões».
Os juízes consideram «indispensável que a confiança na independência dos tribunais não resulte minimamente comprometida aos olhos dos cidadãos».
Por isso, «apelam ao Procurador-Geral da República e ao presidente do Supremo Tribunal de Justiça para que assegurem aos portugueses que têm razões para confiar na autonomia do Ministério Público e na independência do poder judicial».
Na sexta-feira, o SOL transcreveu extractos do despacho do juiz de Aveiro responsável pelo caso Face Oculta em que este considera haver «indícios muito fortes da existência de um plano», envolvendo o primeiro-ministro, José Sócrates, para controlar a TVI.
Do despacho constam transcrições de escutas telefónicas envolvendo Armando Vara, então administrador do BCP, Paulo Penedos, assessor jurídico da PT, e Rui Pedro Soares, administrador executivo da PT.
O processo Face Oculta investiga alegados casos de corrupção e outros crimes económicos relacionados com empresas do sector empresarial do Estado e empresas privadas.
No âmbito deste processo, foram constituídos 18 arguidos, incluindo Armando Vara, José Penedos, presidente da REN - Redes Eléctricas Nacionais, suspenso de funções pelo tribunal, e o seu filho Paulo Penedos
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Sol

O primeiro-ministro mantém "tudo o que disse no Parlamento" sobre o desconhecimento do Governo da intenção da Portugal Telecom (PT) em comprar uma posição na TVI.
"Mantenho tudo o que disse no Parlamento e todos aqueles que referem uma ligação entre o Governo e a PT (no negócio da TVI) estão a faltar à verdade", afirmou.
economico


importante ler o Editorial de Editorial de Henrique Monteiro no Expresso Sócrates, os 'crimes' e a verdade