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terça-feira, 1 de novembro de 2011

o que o povo quiser

na minha opinião, o anúncio de ontem representa a vitória da Democracia com ‘D’ grande. Em particular, a vitória daqueles que, como eu, deixaram de acreditar na legitimidade democrática de muitas decisões que se têm tomado, por esse mundo fora, através dos órgãos emanados da chamada democracia representativa. Assim, ao entregar a decisão final sobre os destinos do seu país aos seus concidadãos gregos, Papandreou fez o que a (boa) consciência de qualquer político na sua situação obrigaria a fazer. Venceu, portanto, a noção de “government of the people, by the people, for the people”. E ainda bem.
Agora, há uma coisa que convém salientar: ao contrário do que as sondagens indicam, é importante que os gregos entendam acerca da impossibilidade de, por um lado, conciliar o perdão da dívida e as condições de austeridade que lhe estão associadas e, por outro lado, de assegurar a sua permanência na zona euro. Querer o melhor dos dois mundos, simplesmente, não é possível. Se votarem “Sim”, pelo novo acordo, a austeridade manter-se-á, bem como a exigência de reformas estruturais que, a prazo, curem o problema da falta de competitividade e o défice externo da economia grega (portuguesa). Se, pelo contrário, votarem “Não”, condicionarão a Grécia (Portugal) à saída do euro, sendo quase certo que, antes do regresso a alguma prosperidade, afundarão mais do que aquilo que já afundaram porquanto o défice na balança de pagamentos terá de se ajustar à bruta e instantaneamente. por Ricardo Arroja no Portugal Contemporaneo

 post completo AQUI

sexta-feira, 18 de março de 2011

processo de divórcio

«A comunicação feita pelo ministro das Finanças [dia 11 de Março] foi a mais desastrada e desastrosa comunicação política que já foi feita em todo o hemisfério norte. (...) É incompreensível o amadorismo que revela aquela comunicaçãoAntónio Costa, ontem, na Quadratura do Círculo (SIC N)

O processo de ebulição interna no PS já começou. E o núcleo duro do Querido Líder já decidiu: o primeiro a ir para a fogueira é Teixeira dos Santos. A cobardia, a fuga às responsabilidades, é latente. E mostra o quão subjugado está o partido.
De resto, eu pergunto: será que o PS ainda não percebeu que, neste clima de crise política e perante o expectro de eleições antecipadas, tem tudo a perder com a manutenção da actual liderança? Se, pelo contrário, o partido nomeasse um novo líder e uma nova equipa ministerial, alguém que pudesse fazer regressar o PSD à mesa das conversações, poderia, eventualmente, permanecer como Governo, sem cair na travessia do deserto que atravessará se Sócrates se mantiver lá e sem lançar o país para um estado ainda mais calamitoso. É que, depois da manifestação de sábado e depois de aberta a crise política, Portugal, quer na sociedade civil quer na política, divorciou-se do actual Primeiro ministro e dos seus principais ministros. Contudo, isso não quer dizer que Portugal se tenha divorciado do PS... publicada por Ricardo Arroja em
portugal contemporâneo



segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

canalizador



Os portugueses não têm hábitos de estudo. É uma característica reservada à elite, não ao povo. A elite estuda e medita e proclama o saber ao povo. A transmissão do saber é feita de forma oral, não de forma escrita. E é feita em género de proclamação, não de diálogo. ...
As opiniões do português típico reflectem geralmente as opiniões faladas de alguém próximo, a quem ele reconhece autoridade, que pode ser o vizinho do lado, nunca são o fruto da leitura e da meditação, daquilo que noutros países se chama investigação. Estudar não é com ele. Deixou sempre isso para a elite, os especialistas, que foram tradicionalmente os padres. O clero estudava o Livro e comunicava-o oralmente aos outros, que aceitavam passivamente a sua autoridade.
Os debates são muito engraçados em Portugal e desvalorizam sempre quem estudou. Recentemente, no programa Prós-e-Contras discutia-se a situação económica da europa e o euro. Estavam vários economistas, jornalistas e políticos. Para comentar o tema a partir da Grécia estava o treinador de futebol Fernando Santos. A mensagem colateral era clara: "Para comentar essas questões da economia e do euro, até um treinador de futebol é capaz. Portanto, eu, que sou canalizador, também sou capaz". A falta de julgamento é total. A depreciação dos economistas presentes não podia ser maior. Publicada por Pedro Arroja em
portugal contemporâneo

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

suspensão dos direitos (dos) políticos


Concordo com a suspensão dos direitos políticos dos prevaricadores. Não do direito de voto dos estados membros da UE, mas dos direitos políticos dos cidadãos que, no desempenho de funções governamentais, tenham conduzido os respectivos países à bancarrota.José Sócrates, Teixeira dos Santos e toda a restante comitiva deveriam ser interditos, por esse motivo, de desempenhar quaisquer cargos públicos, em Portugal ou a nível da UE.
Aposto que com esta medida, que jamais será adoptada, acabariam os défices na UE. É necessário castigar os prevaricadores, não as vítimas.
PS: Esta ideia já é a Lei para o sector privado. Os gestores responsáveis por falências fraudulentas podem ficar interditos de assumir cargos de gestão noutras empresas. Publicada por Joaquim em
portugal contemporâneo

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

voltados para o passado


A elite de homens que um dia, se calhar não muito distante, vai ser chamada à governação de Portugal para o recuperar do fosso em que caíu outra vez (a útima tinha sido nos anos 20), não vai ser constituída por homens visionários, que imaginam um futuro reluzente para o país e se propõem atingi-lo fazendo as leis adequadas - não vai ser feita de homens como Obama, voltados para o futuro, e de slogans como "yes, we can".
Pelo contrário, vai ser feita de homens voltados para o passado, que conhecem bem a história de Portugal e as suas tradições. Vai ser feita de homens que interpretam perfeitamente as tradições do povo português, a maneira como os portugueses sempre foram e como gostam de viver, as suas qualidades e os seus defeitos. Foi este o segredo de Salazar. Ele conhecia perfeitamente o povo português e é aí que está grande parte da originalidade do seu pensamento político, económico e social. Por isso, ele foi tão popular (ainda é) e a sua governação foi tão eficaz. por Pedro Arroja no
portugal contemporâneo

domingo, 10 de outubro de 2010

e se Sócrates não se for embora


Um post Brilhante!

o que ele vai dizer no dia 29 de Outubro:
"Portugueses, o chumbo do OE para 2011 agravou significativamente a situação financeira do País. Estávamos mal e agora estamos péssimos.Obviamente o governo não pode governar sem um orçamento e cheguei a pensar em apresentar a minha demissão ao Sr. Presidente da República. Contudo, seria irresponsável da minha parte fazê-lo neste momento. À irresponsabilidade da oposição vamos responder com responsabilidade.
Continuaremos a governar. Vamos reunir com todos os partidos da oposição, recolher propostas e preparar um novo orçamento. É isso que esperam de nós e é isso que vamos fazer. Publicada por Joaquim em
portugal contemporâneo "

Realmente não vai ser fácil que ele saia.
Primeiro porque os compromissos com as centenas de boys que ele foi colocando em lugares público-dependentes minaram a sociedade e, principalmente, as redes de comunicação social, são um enorme obstáculo á saida do ainda primeiro.
Segundo, as indemnizações para afastar toda esta gente que nos tem empobrecido, iriam tornar-nos ainda mais pobres. Obviamente que uma legislação específica podia ser produzida e poderia fazer reverter para o Estado, indemnizações como impostos, mas dificilmente os políticos do centrão a farão e os que estão mais à esquerda e mais à direita, mesmo unidos, não possuem a força necessária para efectuar uma mudança que seria uma "revolução".
Percebo pouco de futebol, mas parece-me que a solução da federação poderia ser aplicada ao país.