sexta-feira, 30 de maio de 2014

para mais tarde recordar...Seguro

António José Martins Seguro, o secretário-geral do Partido Socialista, chega à alta roda da política nacional pela mão de António Guterres. Em 1992, António José Seguro desempenhou um papel importante na mobilização do eleitorado da Juventude Socialista em torno da campanha de Guterres contra Jorge Sampaio. 
Seguro era visto então como um dos ‘anjinhos’ (aos olhos do Independente de Paulo Portas) do candidato socialista, a par de José Sócrates – que aprendeu a fazer política enquanto Guterres liderava a bancada parlamentar do PS – ou de Edite Estrela, reabilitada para a direcção do grupo parlamentar por Guterres, depois de afastada por Jorge Sampaio.

Na época, a tradição dizia que os aspirantes ao grande palco da política passavam pelo Expresso, numa rubrica light que mostrava como viviam as figuras públicas. A vez de Seguro foi publicada a 12 de Outubro de 1991, um ano depois de ter sido eleito secretário-geral da JS. Tinha 29 anos. Era dirigente político e estudava. Indicava Cavaco Silva como o membro do Governo que mais o irritava. Dizia ter um urso de peluche. Também tinha um Opel Corsa, destruído numa campanha eleitoral. E um desejo secreto: contracenar com Julia Roberts no filme ‘Nove Semanas e Meia’. Erotismo…só no cinema. Na televisão tinha uma mania: o Hino Nacional era o seu programa favorito. (por ricardo.rego@sol.pt )

sexta-feira, 23 de maio de 2014

novo há 835 anos…

Já nesse tempo o julgavam impossível…

mas a 23 de Maio de 1179, o Papa Alexandre III emitiu a Bula "Manifestis Probatum", que declara independente o Condado Portucalense e Afonso Henriques o seu soberano.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

uma noção burguesa de Constituição

"É curioso notar como as forças revolucionárias que antes insistiam tanto na noção de processo político, tendo chegado a celebrizar a noção de processo revolucionário em curso, mais tarde trocaram completamente essa noção, dinâmica por excelência, pela noção burguesa de "Constituição", aliás interpretada rigidamente. É como se o processo político, antes infinitamente acelerado e desperto, tivesse parado de súbito, ainda por cima de maneira quase completa e definitiva.”  Francisco Lucas Pires in Comércio do Porto de 18 de Junho de 1980

Francisco Lucas Pires faleceu, aos 54 anos, faz hoje 16 anos

a Costa do Estoril em 1924

quinta-feira, 8 de maio de 2014

para não esquecer

O que é que o PS quer (ou diz que quer):
que Banco de Portugal também suspenda ...pagamento dos subsídios de férias e de Natal
saber porque ainda não foi criado regime jurídico de salvaguarda dos interesses nacionais nas privatizações

a ver vamos

sexta-feira, 4 de abril de 2014

na democracia de Abril havia presunção de culpa…

… à tarde fui, como os “mirones”, ver o que se estava a passar na Baixa. Lembro-me de um tanque a descer a Rua Garrett. E, depois, gente a partir as montras de um minimercado e a roubar as coisas. Democracia à portuguesa. Também achei curioso e vergonhoso ver os locutores da RTP que, na véspera, glorificavam Tomás e Caetana, a ler com renovado zelo e satisfação as notícias do dia…

quinta-feira, 3 de abril de 2014

É oficial: toda a França, governo socialista incluído, virou à direita

A
vantagem de Manuel Valls, o novo primeiro- -ministro francês, é que, ao
contrário de François Hollande, não engana ninguém. É o mais sincero dos
militantes do PS francês - há uns anos sugeriu a mudança de nome do partido
tendo em conta que havia pouco "socialismo" a difundir pelo PSF na
sociedade francesa e era preciso não assustar nem mercados nem capitalistas.
Martine Aubry, antiga presidente do PSF, respondeu-lhe que se não se sentisse
bem no partido o abandonasse, mas era impossível banir o socialismo do nome do
partido. Valls ficou e agora está a colher os frutos de ser o mais à direita
dos ministros de Hollande e de ter ocupado o topo das sondagens enquanto a
popularidade do presidente agonizava.
Manuel
Valls é filho de emigrantes - nasceu em Barcelona durante as férias dos pais,
que trabalhavam em França, porque o pai queria que o filho nascesse catalão -
mas tem uma linguagem contra os imigrantes mais dura que a de Sarkozy. Aliás,
enquanto ministro do Interior expulsou de França mais comunidades ciganas que
Sarkozy. Foi a este duro da direita do PSF - a quem a "Economist" já
chamou "o Sarkozy socialista" - que Hollande decidiu entregar o
governo depois do cataclismo de domingo passado, quando viu a direita ganhar as
eleições e a extrema-direita de Marine Le Pen obter um resultado histórico.
Querem a direita? Então tomem lá, decidiu Hollande. E desde segunda-feira é
oficial: toda a França, incluindo o governo socialista - de que já se
auto-excluíram os Verdes - virou totalmente à direita. Hollande e todo o seu
projecto de acabar com a austeridade, etc., suicidaram-se. Não existe nenhuma
aldeia gaulesa capaz de resistir ao consenso invasor de Bruxelas, Berlim e
Frankfurt, quando todos os partidos socialistas e social-democratas são
cúmplices da via única traçada que nos promete austeridade para o resto das
nossas vidas. Infelizmente, até agora também não surgiu uma alternativa
consistente vinda de outros lados.


A
nomeação de Valls - impossível de dissociar do choque provocado entre os
socialistas pela ascensão de Marine Le Pen - é a assunção desta tragédia. Claro
que Valls é mediático, é especialista em política de comunicação e tem aquilo a
que se chama "boa imprensa". Mas a entrega do Palácio de Matignon a
um duro da direita do partido que não gosta do nome "socialista"
simboliza o suicídio de François Hollande e, de certa maneira, a capitulação de
toda a social-democracia europeia. 

segunda-feira, 31 de março de 2014

uma "má noticia"

O défice orçamental fixou-se nos 4,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE), na primeira notificação do ano enviada a Bruxelas ao abrigo do Procedimento dos Défices Excessivos.

que xatice!

sábado, 29 de março de 2014

portadaloja: A fonte luminosa do Norte

Em 1974-75 quem combateu eficazmente o comunismo? A pergunta é logo considerada pestilenta pelos comunistas porque pressupõe a natureza maléfica daquilo em que acreditam.

Em Portugal, esta lógica tem sido sempre assim: o partido comunista e o comunismo esquerdista em geral, aqueles que o PCP apoda de doentes infantis ( e que por isso lhes trataria da saúde logo que pudesse...) foram sempre acaparados pelos media, logo nos primeiros dias a seguir a 25 de Abril de 1974.



Vale a pena continuar a ler aqui:

portadaloja: A fonte luminosa do Norte

terça-feira, 11 de março de 2014

quer queiram, quer não!

A fúria de reescrever a história é tanta que até parece que o "11 de Março" de 1975 não existiu, para a imprensa a que temos direito!
Nem uma palavra nos jornais de referencia.


Mas existiu, quer queiram, quer não!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

o empenhozito...

e sabes Manel, o meu puto acabou agora o curso e está pendurado lá em casa. As notas não foram grande coisa e ninguém o quer! Lá pelo jornal não lhe arranjas um qualquer lugarzinho?
O dr. Antunes, mais que habituado a idênticos pedidos, acena com a cabeça e avança com “Claro João, claro que se arranja, és meu amigo desde o tempo de faculdade e olha que o teu filho tem a que sair, meu cábula! Vou andando prá redacção. Tenho que acabar um artigo sobre “estes corruptos”!
Já agora, a minha acaba pró ano. Vai lá guardando um lugar de assessora!”
-Ó faz favor, venha lá a conta, eu também pago a do sr. dr. Manuel Antunes!”
-O sr. engenhero quer factura?
-Factura? Eu? Tenha juízo! Acha que eu ando aqui pra sustentar aqueles ladrões?

(podem não acreditar mas faz pouco tempo que ouvi esta conversa no restaurante! Os nomes estão trocados mas o “artigozito” saiu hoje num “jornal a que temos direito”. Não sei é se o “empenhozito” já teve efeito…)


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

os deuses devem estar loucos…

depois de ser expulso do PSD, Capucho diz que “o Governo melhorou depois da crise de Julho” e que “o CDS é que manda no Governo"  

(acho que ele não se apercebeu do "elogio"!)

domingo, 2 de junho de 2013

Centenas ou Milhares de manifestantes exigem a queda do Governo

Centenas de pessoas estavam, pelas 16:30, concentradas junto à rotunda de Entrecampos, em Lisboa, para pedir a demissão do Governo num protesto comum a várias cidades europeias.
A manifestação, que vai fazer o percurso entre Entrecampos e a Alameda com passagem pelo escritório do Fundo Monetário Internacional (FMI), é promovida em Portugal pelo movimento "Que se lixe a Troika".
 

Milhares de manifestantes contra a Troika e o Governo
Milhares de manifestantes desfilaram desde Entrecampos até à Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa, para mostrar com o protesto "um cartão vermelho à política 'troikista'", segundo um manifesto lido no final do protesto por um dos signatários do movimento 'Que se Lixe a Troika', que dinamizou em Portugal a manifestação europeia.