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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O Inimputável



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O CDS precisa de definir muito claramente a sua missão. Ou não acredita que poderá ser no futuro uma força natural de governo em situação de maioria, e aí opta por estratégias de “piscar de olhos” ao PSD. Este é o CDS de Paulo Portas. Isso já aconteceu e está de novo na calha. Paulo Portas até se comportou bem na aliança com o PSD no passado, ao invés do PSD que teve um comportamento político deplorável ao fornecer um Primeiro Ministro que fugiu e ao escolher um substituto com um perfil inacreditável.
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Não é esta liderança a melhor para enfrentar os novos tempos que aí vêm. Esses tempos exigem uma resposta totalmente não-socialista. Tem que ser outra liderança que acredite nessa visão. Para isso há que pensar como no futuro se deverão construir governos, como construir um núcleo duro no partido pensante numa lógica diferente da actual, produzir uma liderança, e elaborar programa de governo independente e baseado em soluções concretas para Portugal assentes num modelo liberal de responsabilidade individual e colectiva.
Publicada por Pedro Bazaliza n' O Inimputável

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O ano da viragem política?


Será 2011 o ano da viragem? Não o creio. Se por um lado os Portugueses irão começar a sentir na pele a nossa crise, por outro lado o modelo em que acreditam continua intacto. As crises valem pelos seus ensinamentos, e mal de quem com elas não aprende. E este é o maior problema que enfrentamos, o da aprendizagem. Ainda não interiorizarmos que uma mudança radical de atitude sobre a vida tem que ser adoptada.

Ao nível político o CDS continuará no intervalo entre os 8% e os 12%. 12% já significariam uma mudança, mas de expressão reduzidíssima.

O Bloco Central continua intacto, ou seja, a população continua a acreditar que a via socialista é o modelo que lhes pode trazer alguma coisa. Tudo o que implique meritocracia, liberdade individual, discriminação positiva e diferenciação, continua a não fazer parte da crença da grande maioria da população. Este é o desiderato que falta ultrapassar. Os efeitos nefastos do sistema socialista em que acreditamos e vivemos só agora começam a ser sentidos. Pagar a nossa dívida externa e interna vai demorar muitos anos e vai doer muito. Quando o sentirmos bem na pele e repararmos que a outra parte do mundo que connosco compete, e que se passou a sentar à mesa como resultado do seu sucesso e do modelo capitalista que adoptou, então aí a outra parte dos Portugueses tratará de querer mudar de atitude.

O mal de toda a bebedeira de dívida que abraçámos desde 1995, e de fundos da CEE decorrentes da adesão em 1986, é que cegou essa parte de Portugal que continua a dormir. Foram muitos anos a dormir.

A alvorada não se vai dar ainda em 2011. Em 2011 continuaremos a fechar os olhos à realidade. O mesmo faremos em 2012 e provavelmente também em 2013, apesar da intervenção do FMI já em 2011. Somente em 2014, e depois de vermos bem o que se passará em Espanha, com o consequente susto, iremos perceber que algo de muito profundo terá de mudar.

Até lá desejo que os mais destemidos e empreededores não vacilem perante a podridão de uma maioria que ainda vive noutro mundo.

Ao CDS espera-se que cumpra o seu dever. Que não ceda à tentação de ir para um governo com o PSD. A sua missão está guardada para mais tarde. Para o momento em que resolvermos mudar de atitude. Aí será convocado para governar Portugal.
Publicada por Pedro Bazaliza em
O Inimputável

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A nossa probreza é moral.


Esta democracia e este sistema vivem das agências de comunicação.
O poder dos partidos e a sua eternização está aí e no controlo dos media.
Creio que nunca se viu um jornalismo tão dominado, tão subserviente e agachado.
Não é o voto, nem as ideias, nem os debates, que não existem.
E o mais patético é que parece que era mesmo isto que as pessoas queriam.
A velha pecha nacional da cegueira aviltante do povo e das oligarquias dominantes ou para-dominantes.
Tudo por alguns patacos.
A nossa pobreza, afinal, não é a endémica material.
É moral.
E conta centenas de anos.
Ainda dizem mal do Salazar? Publicada por Miguel Alvim O Inimputável