Mostrar mensagens com a etiqueta troika. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta troika. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Vão cortar à bruta...

No dia em que a troika regressa a Portugal para terminar a sétima avaliação do programa de ajustamento português, Silva Lopes disse à Rádio Renascença, que os responsáveis internacionais “vêm cá dizer que nós temos de arranjar maneira de pôr o défice dentro do nível” que estava a acordado, “ou seja, que temos de cortar despesas em grande quantidade para compensar a perda que resultou da decisão do Tribunal Constitucional.”
“Vai ser complicado. Vão cortar à bruta”, salientou Silva Lopes. “Acho que a decisão do Tribunal Constitucional vai custar-nos muito, muito caro”, acrescentou Silva Lopes

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Gato escaldado…


A entrada no Banif de 1.100 milhões de euros de dinheiro do Estado suscitou uma inquietação: vamos ter um novo BPN? A resposta é “não”.
...
 
O Banif é outra história. O dinheiro que o Estado lá coloca vem da parte do dinheiro da troika, expressamente destinada à recapitalização dos bancos. O BPI e o BCP já receberam fundos dessa fonte.
O objectivo é dar tempo ao Banif para se capitalizar com fundos privados. Até lá (2017), o Banif paga juros de 9 a 10% ao Estado – um bom negócio para os contribuintes. E aplica parte do dinheiro recebido na compra de dívida pública.
Esta “nacionalização” temporária do Banif parece, assim, blindada contra imprevistos.
Mas percebe-se o receio: gato escaldado de água fria tem medo.  por Francisco Sarsfi eld Cabral no Página 1

sábado, 3 de novembro de 2012

A nossa "troika" refundada


O Governo PSD/CDS está obrigado a cumprir o programa de ajustamento negociado pelo anterior Governo PS que, no íntimo, já sabia que não iria executá-lo.

Tal bastaria para que a "troika" dos 3 partidos funcionasse no essencial, apesar da coreografia inerente a ser governo ou estar na oposição.

Se, no início, tudo pareceu andar bem, a deterioração veio-se acentuando.

Por um lado, no respeito pela memória. Não era o então PM Sócrates que, há pouco mais de um ano, ainda falava em TGV, Aeroportos, auto-estradas e outras megalomanias de betão? Ou que, em anteriores vésperas eleitorais, aumentou os funcionários em 2,9% com a inflação negativa e o défice a atingir os dois dígitos? Ou que, entre 2005 e 2010, duplicou o valor da dívida pública?

Mas, o Governo também tem contribuído pelo estilo, método e medidas para pulverizar o capital da lusa "troika". Tudo começou na abortada TSU e continuou em medidas pré, durante e pós-orçamentais anunciadas fragmentariamente. Assim foram oferecidos argumentos ao PS para o distanciamento e desresponsabilização. E assim se vêm branqueando as causas e demonizando as consequências da crise. Ao mesmo tempo enfraqueceu-se a UGT e lançou-se o protesto sindical nos braços da CGTP.

Face à severa situação do País, o certo é que não se pode desbaratar uma base alargada de entendimento político e social.

Por isso, apreciei os apelos dos líderes da maioria para uma maior articulação com o PS na reforma das reformas - a redução estrutural da despesa pública - e no benefício que pode advir de uma maior abertura dos credores.

Mas, por favor, não percam tempo com a semântica da "refundação". Com o País em estado de necessidade, dispensam-se jogos florais na discussão parlamentar do OE e pede-se mais responsabilidade a todos. António Bagão Felix no Jornal de Negócios aos 01 Novembro 2012 | 23:30

domingo, 7 de outubro de 2012

Denunciar o memorando é o caminho da esquerda? Para onde?


 
O Congresso das Alternativas fechou-se em torno da denúncia do Memorando de Entendimento, em vez de admitir a sua renegociação. Há quem ache o que aconteceu um avanço. Eu acho que é um misto de populismo de esquerda a tentar capitalizar o descontentamento com incapacidade de aceitar que o melhor destino de Portugal é a Europa. E que o caminho não é por aí. por Paulo Pedroso no Banco Corrido

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Tóxicos e imbecis!...

A Troika considerou que Portugal está a cumprir o programa de ajustamento e aprovou a nova entrada de fundos aí prevista. Programa negociado e assinado pelo PS, com o beneplácito do PSD que, agora no Governo, tem a estrita obrigação de executar.
Pois a generalidade dos “analistas” que a rádio especialmente convidou para comentar o assunto (com relevo para os da área socialista), e que esta manhã, em viagem, tive a pachorra de ouvir, gastaram o tempo todo a zurzir no Governo. Numa argumentação que roçou a completa imbecilidade.
Imbecilidade, ignorância profunda, se não mesmo má-fé e vontade de enganar. Argumentação ao nível da pior conversa de café. Ou de tasca manhosa.
Coisa que uma informação rigorosa e pluralista deveria banir, por simples questão de higiene pública. Mas rigor é coisa que os critérios editoriais nem sabem nem sonham o que seja. Produtos tóxicos bem mais perigosos do que os da Banca. Mas que continuam a inundar o “mercado”, pelo menos a cada meia-hora. por Pinho Cardão no Quarta Republica

sábado, 3 de dezembro de 2011

Miguel “тройка” Relvas vaiado pelos Presidentes de Junta

"Vamos ser claros. Esta reforma da Administração Local é uma exigência geracional e o Governo está determinado na sua concretização". A reforma "decorre do memorando de entendimento assinado pelo anterior Governo, num momento particularmente difícil, provocado pelo facto de não termos sido capazes de mudar no momento certo", disse Relvas referindo o que foi negociado pelo governo de minoria PS com a тройка.

As vaias a Miguel Relvas começaram assim que o ministro entrou no espaço do congresso, com muitos dos 1300 delegados presentes a manifestarem de viva voz o seu desagrado pela reforma administrativa que o Governo pretende fazer e cerca de 300 delegados a saírem da sala, recusando-se a ouvi-lo.
Várias vezes interrompido por vaias e palavras de ordem de contestação, o ministro da Presidência afirmou que a reforma proposta pelo Governo no Documento Verde "será feita com os autarcas e não contra os autarcas" e que a redução de freguesias não significará o fim da tradição municipalista.

… a culpa é da тройка! Relvas é um simples funcionário do “memorando”!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Oposição Responsável

O Partido Socialista vai defender um ajustamento dos prazos de Portugal para o cumprimento do programa de assistência financeira, afirmou, A.J.Seguro, em entrevista à TVI.
O secretário-geral do PS referiu que o seu partido foi contactado pela troika, através do Governo, para uma reunião e que, “eventualmente”, também está disponível para defender junto da troika um alargamento do programa de consolidação orçamental até 2015 

Foi o governo minoritário do PS que assinou o memorando de entendimento com a troika que está a ser executado pelo actual governo de maioria do PPD/PSD – CDS/PP, por tal, esta tomada de posição de José Seguro, assumindo as responsabilidades do seu partido, é, mais que entendível, uma atitude de estado.
Isto é que é ser uma oposição responsável, algo a que já não estavamos habituados. noticias.pt

quinta-feira, 2 de junho de 2011

corte das pensões e o congelamento dos salários


"No seguimento da redução média em 5% dos salários do sector público neste ano, os salários e as pensões serão congelados até 2013, excepto no caso das pensões mais baixas. Além disso, será introduzida em 2012 uma contribuição especial com incidência sobre as pensões acima de €1.500, ficando isentas as pensões mais baixas. Através de uma política de substituição, apenas parcial, dos trabalhadores que saiam, reduziremos o número de funcionários públicos na administração central em 1% quer em 2012, quer em 2013. A racionalização da administração pública ao nível das administrações local e regional permitirá reduções adicionais de custos, incluindo a redução do emprego público em 2%/ano." por Alvaro Santos Pereira no DESMITOS

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Foi aqui que chegámos

A primeira versão foi assinada no dia 3 de Maio, às 13h40 minutos, pelo Governo socialista. Relativamente a este texto, o PSD e o CDS enviaram cartas à “troika” comprometendo-se a aplicar as medidas caso façam parte do novo governo saído das próximas eleições.
No entanto, o texto final do acordo, assinado entre a Republica portuguesa e a Comissão Europeia na cimeira de 17 de Maio, em Bruxelas, é diferente. Há várias alterações de prazos e de conteúdo.Por exemplo, na primeira versão as alterações ao regime de indemnizações por despedimentos teriam de estar prontas até Setembro de 2011. Na segunda versão, o prazo é encurtado dois meses, para o fim de Julho. Um prazo apertadíssimo para o novo Governo apresentar a proposta.
Outras diferenças substanciais dizem respeito ao sector da Justiça, nomeadamente ao Código do Processo Civil, e ao sector das Telecomunicações.

terça-feira, 3 de maio de 2011

as coisas boas da "troika"

Pinto de Sousa anuncia as coisas boas do acordo:
Não mexe no 13.º mês, nem no 14.º mês, nem os substitui por nenhum título de poupança;
Não mexe no 13.º mês, nem no 14.º mês dos reformados;
Não tem mais cortes nos salários da função pública;
Não prevê a redução do salário mínimo;
Corta nas pensões acima dos 1500 euros;
Não terá de haver nenhuma revisão constitucional;
Não haverá despedimentos na função pública;
Não haverá despedimentos sem justa causa;
Não haverá privatização da Caixa Geral de Depósitos;
Mantém-se a tendencial gratuitidade do Serviço Nacional de Saúde;
Mantém-se a escola pública;
Não haverá privatização da segurança social;
Nem alterações à idade legal de reforma.
O aumento de impostos, taxas e outros agravamentos serão outros a anunciar e "não há almoços gratis!"

domingo, 1 de maio de 2011

Politicamente incorrecto...

Paulo Portas, em "campanha" minhota, afirma que a intervenção do FMI em Portugal deve ser aproveitada para ter "um Estado mais decente", depois de um processo que vai tornar o país "transitoriamente num protectorado".
A "irresponsabilidade" socialista dos últimos seis anos, mais que duplicou a dívida externa, passando-a de 82 para 170 mil milhões de euros.
É a terceira vez em 30 anos, lembrou, que Portugal "teve de ser resgatado".

Blasfémia! Dirão os idotas úteis de serviço aos imbecis que os escutam...
mas:
«Nós não temos hoje à frente dos dois principais partidos pessoas que tenham capacidade e preparação para enfrentar a crise que temosPacheco Pereira, quinta-feira, na Quadratura do Círculo (SIC N)
e depois admirem-se!

Bem Vindo à Democracia!

O Bloco de Esquerda escreveu ontem ao Governo manifestando disponibilidade para se encontrar com o ministro da Presidência do Conselho de Ministros, a propósito do pedido de resgate internacional e antes de o Governo assumir qualquer compromisso com a troika.

O BE, depois do "encontro", deixa isolado o Partido Comunista (este sim, bem necessário ao futuro pós-troika).