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domingo, 8 de janeiro de 2012

democracia à alemã...do leste

Uma recente investigação divulgada pelo 'Wall Street Journal", que entrevistou dezenas de políticos e consultou grande número de documentos, revela que Agela Merkel,  "disse ao Presidente Italiano, Giorgio Napolitano,  86 anos, que os esforços para reduzir o défice por parte de Itália eram 'apreciados', mas que a Europa queria realmente ver reformas mais agressivas para relançar o crescimento. E disse que estava preocupada com o facto de Berlusconi não ser suficientemente forte para o fazer". baseado em notícia do DN
Após as indicações da chancelerina, o idoso Napolitano, ex-PCI, iniciou as “consultas” com politicos e partidos com assento parlamentar, porventura para os informar da “conversa” com a alemã. Berlusconi acaba por perder, de forma humilhante, no dia 8 de Novembro, a maioria absoluta que detinha no Parlamento, tendo-se demitido, pouco tempo depois.
Foi assim que o Governo, mal ou bem, mas democraticamente eleito, de Berlusconni, foi substituído pela equipa "tecnocrata" de Mario Monti, um ex-Goldmam Sachs e ex-comissário Europeu, que já anunciou um violento plano de austeridade para Itália.
Curiosamente a chamada esquerda italiana, com pouca expressão no Parlamento Italiano aplaudiu!
Afinal é uma nova “democracia à Merkel” que pretende dar outra forma à conhecida expressão de Churchill: "A democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos"...
Este novo formato de democracia à alemã, com nomeações sem eleições, eventualmente, também foi aplicado à Republica Helénica com a equipa Papademos, um ex-Goldman Sachs, tecnocratas e extrema-direita, que tem conseguido ainda piores resultados que os de Monti em Itália .
Neste caso a com a direita e a esquerda, minoritárias no Parlamento, a aplaudir e a extrema-direita aliada a Papademos...
Não se sabe se a Angela Merlkel já falou com Cavaco Silva mas a manutenção da campanha eleitoral pelas esquerdas pode augurarar-nos proximamente um Primeiro-Ministro ex-Goldman Sachs...

domingo, 13 de novembro de 2011

Hipocrisia Italiana, Hipocrisia Europeia

Berlusconi foi eleito pelos italianos. Eleito. E por mais do que uma vez. Há uma grande, grande onda de hipocrisia a perpassar toda a Itália nestas horas em que se celebra a saída de Berlusconi. Li no Facebook que Berlusconi era um jogador. Pois era e é mas está muito longe de ser o maior gambler ou o que mais determina, neste momento, o destino da União Europeia.
Esta onda anti-Berlusconi que se estende e se faz celebrar em tantos outros países da Europa lembra-me o quanto os europeus adoram odiar os políticos americanos [em especial os da direita (?)] ao mesmo tempo que poupam e protegem olimpicamente os líderes em que eles próprios votam e que elegem.
Neste momento, os big gamblers da Europa não são nem Berlusconi, nem os mercados, nem o Obama, nem os chineses (que já começam a ser uma espécie de novos judeus: não há dia em que não oiça um europeu criticá-los). Os verdadeiros big gamblers da Europa são Sarkozy e Merkel.
Soluções verdadeiras para a crise têm sido e continuarão a ser adiadas até depois das eleições na França e na Alemanha tudo porque aqueles dois têm medo de que, se implementarem agora as medidas necessárias para travar a crise, não consigam ser reeleitos.
Mas okay, em vez de se falar em Sarkozy e Merkel (e, já agora, Putin/Medvedev e Medvedev/Putin), embora lá continuar a dizer que o Berlusconi era um jogador e que o povo italiano nunca teve nada a ver com o assunto Berlusconi. por Ricardo Vicente no Forte Apache

mas ainda há ingénuos…a Santa Ingenuidade, AQUI, no mesmo blog.

sábado, 18 de dezembro de 2010

como ele gostava de se chamar Chávez

A lei que autoriza o presidente da República a editar decretos é adoptada”, disse a presidente do Parlamento, Cilia Flores, perante os aplausos dos deputados fiéis a Chávez, duas semanas antes do regresso da oposição ao Parlamento, após a votação que concede poderes excepcionais ao Presidente venezuelano, por 18 meses.
"Duas dezenas de leis estão quase prontas", declarou ontem à noite presidente da república venuzuelana.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Confiança na democracia bate no fundo

A satisfação dos portugueses com a democracia bateu no fundo. Eles que são tendencialmente de esquerda e não gostam de maiorias absolutas de um só partido. Têm reservas ao monopólio dos partidos e gostariam de participar mais. Em menos de 40 palavras é o que se pode concluir do estudo "Representação política - O caso português em perspectiva comparada", organizado pelos politólogos André Freire e José Manuel Leite Viegas, do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE.
André Freire confessa que não ficou surpreendido com os resultados: "Por exemplo, que o eleitorado é alinhado à esquerda". No capítulo da ideologia e representação política, algumas conclusões interessantes: PS e CDS têm níveis de congruência elevados entre eleitos e eleitores. Ou seja, o posicionamento dos eleitores coincide com o do partido, embora ligeiramente mais à direita do que os seus deputados. As maiores diferenças são no PSD. Os deputados "laranja" estão mais à esquerda do que o seu eleitorado. E quem vota CDU ou Bloco posiciona-se mais à direita do que os seus representantes no Parlamento.Mas há algo que é incontornável: os portugueses estão muito insatisfeitos com a democracia. "Não se sentem bem representados e esse sentimento tem vindo a aumentar." Desde 1985, a satisfação regista o seu nível mais baixo em 2008. Mas os eleitores não colocam em causa a legitimidade democrática dos eleitos. Ou seja, os portugueses são democratas insatisfeitos, mas democratas, apesar de tudo. Ainda assim gostariam de participar mais, apesar do papel preponderante dos partidos no sistema político. artigo completo no Público

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Não sabem governar em democracia ?


Ricardo Rodrigues, vice-presidente da bancada parlamentar do PS alertou hoje, em declarações à Rádio Renascença, para o facto da legislatura socialista correr perigo caso a oposição mantenha o actual comportamento:
“Se a oposição continuar a fazer o que está a fazer, não há forma de aguentar. Porque não estamos a falar de diplomas que não têm influência na governabilidade. (…) Estão a esticar a corda para que o Partido Socialista diga que não pode governar, não temos condições e o povo tem que esclarecer essa situação”.
PUBLICO.PT