Mostrar mensagens com a etiqueta antoniocosta. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta antoniocosta. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 19 de abril de 2022

Eu Lembro-me !

Há coisas que não se esquecem. E uma delas é a forma como o PS toma conta do Estado. O senhor engenheiro José Sócrates é apenas um produto dessa forma de exercício do poder.
[por isso “eu também me lembro”
“de e 2007 o então ministro da Administração Interna, António Costa, e o secretário de Estado, José Magalhães, terem iniciado um blogue na própria página do ministério da Administração Interna para responderem aos comentadores que estavam a quebrar o unanimismo sobre a infalibilidade governamental” e que, no meu caso responderam com arrogancia às largas centenas de entradas com a etiqueta “pintodesousa” no meu blog ReVisões. O pedido de resgate de 6 de Abril de 2011 veio dar-me razão!.
Mas o que mais me chateia é agora tentarem convencer-me que toda aquela gajada que esteve no governo com o corrupto Pinto de Sousa não “deu por nada!”. A estes também lhes junto os “inomináveis” que ainda os continuam a apoiar nas urnas e na imprensa a que temos direito.  história não lhes perdoará!.

Eu lembro-me desses dias em que a mentira passou a inverdade.
Eu lembro-me de em 2007, algumas semanas após a publicação pela imprensa das notícias sobre as irregularidades da licenciatura de José Sócrates, o actual ministro dos Negócios Estrangeiros e então ministro dos Assuntos Parlamentares, Santos Silva, denunciar o que classificava como “jornalismo de sarjeta”. Foi José Sócrates quem o obrigou?
Eu lembro-me de quando aqueles que questionavam os procedimentos do primeiro-ministro José Sócrates eram automaticamente tratados pelo PS como reaccionários, antipatriotas, bota-abaixistas e tremendistas. Em 2021 o PS continua a praticar esses exercício.
Eu lembro-me de em 2007 o então ministro da Administração Interna, António Costa, e o secretário de Estado, José Magalhães, terem iniciado um blogue na própria página do ministério da Administração Interna para responderem aos comentadores que estavam a quebrar o unanimismo sobre a infalibilidade governamental. Foi José Sócrates quem os forçou a isso?
Eu lembro-me de o PS não se ter indignado com a suspensão de um funcionário da Direcção Regional de Educação do Norte por este ter feito um comentário jocoso sobre a licenciatura do primeiro-ministro. Estaria o PS com medo de Sócrates para não reagir?
Eu lembro-me de em 2007 terem passado quase dois meses para que os jornais quebrassem a cerca sanitária dessa época: aquela que mantinha restrita à blogosfera a informação sobre o processo académico de Sócrates. O PS ainda se lembra do que os seus históricos disseram sobre essas notícias?
Eu lembro-me de António Costa, enquanto ministro da Administração Interna do governo de Sócrates, defender a criação de um Conselho Superior de Investigação Criminal a ser presidido pelo primeiro-ministro,José Sócrates. O modo de funcionamento desse conselho colocaria numa posição subalterna o Procurador-Geral da República. O PS esqueceu-se deste episódio?
Eu lembro-me dos argumentos criados pelos socialistas para justificarem aqueles telefonemas de assessores do governo furibundos a quem assinava artigos críticos para com o Governo. Vão agora dizer que Sócrates os hipnotizava para produzirem esses argumentários?
Eu lembro-me de em 2007, após as notícias sobre a licenciatura de José Sócrates, Arons de Carvalho, no semanário Expresso, concluir que “a violação das regras deontológicas não pode continuar impune” e Vital Moreira falar em “décadas de impunidade deontológica”. O PS já esqueceu?
Eu lembro-me de o PS não mostrar o mínimo interesse pelas denúncias de corrupção que surgiam desde 1997 sobre o licenciamento da Estação de Resíduos Sólidos Urbanos da Cova da Beira assinado por José Sócrates, então secretário de Estado do Ambiente. Já era José Sócrates quem os impedia de perguntar?
Eu lembro-me de o director da PJ, Santos Cabral, ter sido afastado e enxovalhado em 2006 pelo ministro da Justiça, Alberto Costa, e pelo primeiro-ministro, José Sócrates. O PS não teve um pequeno sobressalto ao conhecer os contornos desse afastamento e as referências de Santos Cabral à intervenção do executivo na PJ? (Ah já me esquecia esse era o tempo em que o PS vivia indignado com o classificava como abuso das escutas telefónicas por parte da PJ!)
Eu lembro-me do mutismo com que o PS reagiu em 2009 quando se soube que tinha sido ilegalmente destruído o processo da adjudicação e concessão da Estação de Resíduos Sólidos Urbanos da Cova da Beira. Vai o PS dizer que foi enganado?
Eu lembro-me de o ex-inspector da PJ que denunciou o caso Freeport ser condenado a oito meses de prisão e ao pagamento de uma multa. O PS estou certa que também se lembra.
Eu lembro-me de a Procuradoria Geral da República arquivar o inquérito à licenciatura de José Sócrates, embora não conseguisse explicar como um certificado com data de 1996 podia estar redigido num impresso só possível de existir depois de 1998. O PS já esqueceu o que disseram várias das suas mais destacadas figuras na altura? Foi Sócrates quem lhes pôs as palavras na boca?
Eu lembro-me de, no último dia de Junho de 2008, Dias Loureiro e António Vitorino terem apresentado a biografia de Sócrates, escrita pela jornalista Eduarda Maio. “O menino de ouro do PS”, título do livro, reproduz a expressão por que Sócrates era tratado por muitos socialistas, indiferentes a tudo o que já se sabia sobre José Sócrates desde o final dos anos 90. O PS continua a querer que acreditemos que havia um governo que nada sabia daquilo que José Sócrates fazia?
Eu lembro-me de o PS, na campanha eleitoral de 2009, apresentar como uma mentira nascida de motivações ocultas tudo o que questionasse José Sócrates. O PS ainda se lembra disto ou sofre de amnésia?
Eu lembro-me de a PT ser usada para entrar no capital da TVI de modo a alterar-se a linha editorial daquela estação e torná-la mais amigável para o Governo. E lembro-me de o PS achar isso normal.
Eu lembro-me de a administração da TVI dar ordens para ser cancelado o Jornal Nacional de Sexta, apresentado por Manuela Moura Guedes. E lembro-me muito bem de ouvir e ler socialistas e compagnons a declararem o seu apoio a este afastamento.
Eu lembro-me de em 2010 apenas o Correio da Manhã ter avisado os seus leitores de que o primeiro-ministro impusera como condição não ser confrontado com o caso Freeport no âmbito das entrevistas que ia dar a propósito da iniciativa “Governo Presente”. O PS sempre solidário com José Sócrates passou a usar depreciativamente a expressão “jornalismo à Correio da Manhã“.
Eu lembro-me de a PT ser usada para entrar no capital da TVI de modo a alterar-se a linha editorial daquela estação e torná-la mais amigável para o Governo. E lembro-me de o PS achar isso normal.
Eu lembro-me de a administração da TVI dar ordens para ser cancelado o Jornal Nacional de Sexta, apresentado por Manuela Moura Guedes. E lembro-me muito bem de ouvir e ler socialistas e compagnons a declararem o seu apoio a este afastamento.
Eu lembro-me de em 2010 apenas o Correio da Manhã ter avisado os seus leitores de que o primeiro-ministro impusera como condição não ser confrontado com o caso Freeport no âmbito das entrevistas que ia dar a propósito da iniciativa “Governo Presente”. O PS sempre solidário com José Sócrates passou a usar depreciativamente a expressão “jornalismo à Correio da Manhã“.
Eu lembro-me de ouvir os socialistas classificarem como aleivosias as notícias sobre as casas cujos projectos Sócrates terá assinado, embora os donos das mesmas casas não o confirmassem. O PS pretenderá agora que foi José Sócrates quem os convenceu a fazer tal figura?
Eu lembro-me de José Sócrates, na qualidade de primeiro-ministro (demissionário) ter contactado formalmente a troika, composta pelo FMI, BCE e Comissão Europeia, a 6 de Abril de 2011, a solicitar um empréstimo no valor de 78 mil milhões de euros. E lembro-me como pouco depois o PS começou a criticar não só a troika como o programa que negociara com ela e que o governo seguinte teve de aplicar.
Eu lembro-me de ver os socialistas acotovelando-se em torno de Sócrates em cada sessão de anúncio de mais um plano revolucionário para o país: o MIT, os PIN, TGV, os Magalhães, as Novas Oportunidades, o choque tecnológico… O PS também não esqueceu porque continua a apostar no anúncio do anúncio e na inauguração do inaugurado, sem perguntar sobre o como nem o porquê.
… Há coisas que não se esquecem. E uma delas é a forma como o PS toma conta do Estado. José Sócrates é um produto dessa forma de exercício do poder.(in “Eu lembro-me” por Helena Matos)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

"Costa, Ferro e a Casa Pia" O branqueamento!

Grande foi o escândalo porque Ventura tocou numa tecla à qual eu sou sensível, 
se houvesse exigência cívica em Portugal, Costa e Ferro Rodrigues, apanhados a procurar interferir na investigação de um caso de alegada pedofilia, não teriam condições para continuar na vida política. 
(Miguel Alçada Baptista no feicebuque)

sábado, 25 de setembro de 2021

eu lembro-me de te ter lembrado!

Justiça, Costa, Sousa e
um “cheirinho” à chancelerina que é casmurra, mas não é burra nem “lhes compra cautelas premiadas”
uma crónica dirigida à santa ingenuidade ou à casmurrice 
(e eventualmente a ti! Asno!)

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Um elogio funebre: 17 de Setembro de 2020. Como se fez um dos piores dias na vida política de Costa


Na sua longa vida política de mais de 40 anos, António Costa, de 59, já viveu dias bastante complicados - para não dizer profundamente dolorosos. 

Ninguém esquece - começando pelo próprio - aquele 17 de Junho de 2017, quando um incêndio em Pedrógão, que alastrou a vários concelhos vizinhos, matou 65 pessoas, a maior parte das quais (47) apanhadas dentro de carros a fugir na Estrada Nacional 236.

Ou depois, no mesmo ano, na madrugada de 16 de Outubro, o drama de ver a tragédia de Pedrógão a repetir-se ponto por ponto - incêndios ciclópicos e caos na Protecção Civil - com 45 pessoas a morrerem vítimas de dezenas de incêndios em 27 concelhos da região centro (sobretudo os distritos de Viseu, Guarda, Castelo Branco, Aveiro e Leiria)

Costa também não se esquece daquele 22 de Maio de 2003, uma quinta-feira, em que um jovem juiz de instrução, Rui Teixeira, foi ao Parlamento para interrogar, e depois prender preventivamente, um deputado do PS, sob a horrorosa suspeita de pedofilia - coisa nunca vista na democracia e incomparavelmente pior do que uma suspeita de corrupção ou outra do género. 

Na altura líder parlamentar do PS, Costa já há dias que sabia que a tempestade vinha a caminho e tentou por todos os meios, junto dos seus amigos do sector da justiça, livrar Pedroso da prisão - mas em vão. (Pedroso esteve preso preventivamente durante quatro meses e depois foi libertado. Nunca foi acusado de nada.) 

Igualmente inesquecível, no pior sentido, foi aquele 9 de Junho de 2004, uma quarta-feira, quando, sendo número dois na lista do PS ao Parlamento Europeu, viu o número um da lista, António Sousa Franco, morrer vítima de ataque cardíaco, depois de uma muitíssimo agitada acção de campanha na lota de Matosinhos, onde o cabeça-de-lista serviu de arma de arremesso numa guerra de facções que estalara no PS-Porto. 

A longa vida política de Costa já incluiu dias muito difíceis - para não falar dos de derrota eleitoral, como a de 5 de Junho de 2011, face à coligação PSD-CDS liderada por Pedro Passos Coelho. E ontem, quinta-feira, foi mais um deles, um daqueles que o PM nunca esquecerá. 
Não ligar aos avisos 

Ignorando conselhos amigos, Costa aceitou, mais uma vez - como já fizera em 2016, sendo portanto já chefe do governo - integrar a comissão de honra de mais uma recandidatura de Luís Filipe Vieira à presidência do Benfica. A notícia, avançada pelo Expresso no sábado passado, transformou-o num saco de pancada durante toda a semana. 

Na cúpula do PS e do governo foram bem percebidos os sinais de ruptura na confiança do país no PM por causa desta decisão - só faltando agora saber se os efeitos serão de curto, médio ou longo prazo. Para isso contribuíram muito as críticas que ouviu do Presidente da República. 

Mas - mais uma vez ignorando conselhos de quem o rodeia - Costa insistiu em manter-se na comissão de honra, agarrando-se à palavra que dera a Vieira. Só que este decidiu "demitir" o PM da comissão de honra. A notícia soube-se nesta quinta-feira já perto das 14.00. Num comunicado, o presidente do Benfica anunciou: "Agradecendo a todos a disponibilidade manifestada, tomei a iniciativa de retirar da minha comissão de honra todos - todos - os titulares de cargos públicos, sejam autarcas, deputados ou membros do governo." 

A notícia caiu como uma bomba. Num comentário nas redes sociais, o comentador político do DN Pedro Marques Lopes - adepto, note-se, do FC Porto - sintetizou o tom geral das críticas: "A triste figura que Costa fez em aceitar estar na comissão de honra de Vieira só é excedida pela tristíssima de ser corrido pelo presidente do Benfica." 
O dano atingiu a própria base política de apoio ao primeiro-ministro. Francisco Seixas da Costa, embaixador aposentado próximo do PS (foi secretário de Estado dos Assuntos Europeus no tempo de Guterres), verbalizou, também nas redes sociais, a sua perplexidade. 

Algures durante a semana, para tentar atirar o "VieiraGate" para segundo plano mediático, Costa acelerou uma remodelação governamental de cinco secretários de Estado que já vinha a planear há algum tempo. 

A pedido expresso da ministra da Saúde, a remodelação incluiu a (até ontem) secretária de Estado adjunta e da Saúde, Jamila Madeira - ex-líder da JS e um nome de peso no aparelho do PS (no Algarve). As duas nunca se deram bem - e Temido foi cavalgando o facto de Jamila ter chegado ao ministério sem experiência no setor. 

Quem conhece bem Jamila Madeira já antecipava na quarta-feira que a ex-líder da JS, tendo saído contrariada, não se deixaria ficar. E assim foi. Numa declaração à Lusa pelas 13.30 - pouco antes, portanto, do comunicado de Vieira -, Jamila - agora de regresso ao Parlamento, confirmava que tinha sido empurrada borda fora. 

"Não pedi para sair e naturalmente fiquei muito surpreendida com a opção da senhora ministra da Saúde [Marta Temido]. Mas saio de consciência tranquila de missão cumprida com a certeza de que fiz tudo o que estava ao meu alcance num ano particularmente inédito", escreveu a (agora de novo) deputada. 

"Após este quase um ano de mandato nas funções de secretária de Estado adjunta e da Saúde, gostava de dizer que é com orgulho que saio num momento em que podemos dizer que terminou o mito de o SNS ser um buraco sem fundo." 

Jamila, porém, não se ficou por aqui. Foi à cerimónia a Belém onde se concretizou a sua substituição (pelo seu camarada de partido António Lacerda Sales, que agora passou de número 3 do Ministério da Saúde para n.º 2) e à saída fez uma declaração aos jornalistas - sem responder a perguntas - onde puxou para si os galões de um suposto saneamento financeiro do SNS.

"Após este 
quase um ano de mandato nas funções de secretária de Estado adjunta e da Saúde, gostava de dizer que é com orgulho que saio num momento em que podemos dizer que terminou o mito de o SNS ser um buraco sem fundo", afirmou. 

Acrescentando que, "pela primeira vez", a meio de Setembro, "os números da conta do SNS demonstram a sua sustentabilidade [financeira], algo tão importante para os portugueses".

"Esse resultado só é possível com o investimento colocado pelo governo liderado pelo primeiro-ministro [António Costa] e com uma gestão criteriosa que foi desenvolvida durante este mandato", concluiu. Deixando, pelo meio, um aviso: "Volto para a Assembleia da República. O meu papel na vida política e partidária continua." 

Pandemia a crescer

O pior de tudo, porém, para este verdadeiro dia horribilis do primeiro-ministro, foram os números da pandemia.

Foi o pior registo desde 10 de abril (quando o país estava todo em quarentena e subordinado às regras apertadas do estado de emergência): 770 novos infectados e mais dez mortos (passando assim o número de vítimas mortais para 1888). 

A possibilidade de já se estar verdadeiramente numa segunda vaga - que assola outros países europeus - levou o gabinete do PM a anunciar, pelas 17.15, a convocação de emergência para esta sexta-feira de uma reunião do gabinete de crise do governo que trata das questões da pandemia. 

Uma fonte do gabinete do PM disse à Lusa que a reunião, que se iniciará às 11.30, na residência oficial do chefe do governo, surge na sequência do "contínuo aumento" de novos casos diários de infecção e pela necessidade de "reforçar a sensibilização dos cidadãos para a adopção de medidas de prevenção e de segurança contra a covid-19".

Do gabinete de crise, que se reuniu pela última vez em 29 de Junho, em São Bento, fazem parte os ministros Pedro Siza Vieira (Economia e da Transição Digital), Augusto Santos Silva (Negócios Estrangeiros), Mariana Vieira da Silva (Presidência), João Leão (Finanças), João Gomes Cravinho (Defesa), Eduardo Cabrita (Administração Interna), Ana Mendes Godinho (Trabalho, Solidariedade e Segurança Social), Tiago Brandão Rodrigues (Educação), Marta Temido (Saúde) e Pedro Nuno Santos (Infraestruturas e Habitação).

O Presidente da República já tinha prometido que queria falar com o PM sobre a questão benfiquista. A reunião entre os dois começou pouco depois das 18.00 - logo a seguir à tomada de posse dos novos secretários de Estado. Prolongou-se durante mais de uma hora, terminando, como habitualmente, sem declarações no fim. Como é norma sempre que vai a Belém para estas reuniões semanais, Costa entrou e saiu do palácio por uma porta lateral, fora portanto dos olhares dos jornalistas. Durante o dia todo, aliás, não fez uma única declaração pública.

O facto, porém, é que quando Costa chegou a Belém já não era da comissão de honra de Vieira - este havia-o "despedido". Não se sabe se o assunto chegou ou não a ser abordado com o Presidente. O que se sabe é que a pandemia está a crescer e terão de ser decretadas novas medidas - por exemplo: uma delegada de saúde pediu que o próximo 13 de Outubro em Fátima se faça sem peregrinos, como foi o 13 de Maio. Dificilmente, portanto, deixou de ser o tema principal da conversa.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Portugal primeiro - a escolha infeliz de um título nacionalista para selar a unidade do PS


O problema com a escolha da designação "Portugal primeiro" para o documento da unidade interna do PS não está no facto de um lapso ter levado António José Seguro a adoptar um título recentemente utilizado pelo PSD. São coisas que acontecem.

O que verdadeiramente preocupa é que nem António José Seguro nem a sua entourage nem António Costa (se este teve acesso ao título) tenham valorizado a conotação nacionalista e maurrasiana da expressão. É difícil de imaginar algo mais fora dos cânones socialistas para baptizar a unidade do PS.

O PS deve agradecer ao PSD ter-se apropriado primeiro da expressão. Assim, o "documento de Coimbra" ficou descontaminado e apropriadamente neutro, o que é melhor do que usar um rótulo de um adversário histórico do socialismo por muito que se queira dizer aos portugueses que o PS é um catch-all party. por Paulo Pedroso no Banco Corrido

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Die hard

Ao contrário do que afiançam pequenos, médios e grandes comentadores, que entraram numa verdadeira orgia de análises do problema, nunca me apercebi de qualquer diferença de substância entre o que diz e pensa António José Seguro e o que diz e pensa António Costa. Claro que António José Seguro é tosco a dizer aquelas vacuidades e é possível que os seus correlegionários achem que com uma caricatura daquelas não chegam a lado nenhum. Já António Costa tem pose. Restam as vacuidades. É certo que este exercício ortopédico forçado a que nos condenou o termos de recorrer à troika, como prémio por décadas de irresponsabilidade, roubou aos partidos, a todos, margem para os seus dirigentes «pensarem» coisas. Mas comentadores e contendores deram durante a semana que passou, perante a estupefacção do país que não pertence às hostes quezilentas do PS, um exemplo do que é viver para a mais descarada das irrelevâncias. Ninguém que não se anime naqueles ódios privados e para aqueles ódios privados percebe o que pôs o principal partido da oposição em movimento convulsivo para a auto-anulação. Eu, que, apesar das aparências, me vinha a dar à dúvida de poder existir qualquer coisa secreta que divida, de facto, o PS de António Costa do PS de Seguro, qualquer coisa, digamos, com significado para mim e para si, para nós que não estamos naquela família em guerra, qualquer coisa que talvez estivesse a escapar ao meu poder de discriminação fina, fiquei ilustrado com a notícia do Expresso, que reza assim: «O secretário-geral do PS vai dar ao seu quase-adversário a “unidade” que este lhe pediu em troca da paz no próximo Congresso. As “bases programáticas” comuns que estão a ser trabalhadas incluem uma reabilitação dos anos de governação de José Sócrates.» E pronto. O futuro é isto. por Jorge Costa n’ O Insurgente

sábado, 9 de junho de 2012

com António Costa...

Chama-se Corrente de Opinião Mobilizadora de uma Alternativa e Construção, isto é, ‘Com AC’ – uma forma subtil de evocar o nome de António Costa.
O movimento não tem problemas em assumir que tem como objectivo substituir o António José Seguro pelo actual autarca de Lisboa.

...coitado do "TóZé das Feiras e Mercados"

sexta-feira, 18 de março de 2011

processo de divórcio

«A comunicação feita pelo ministro das Finanças [dia 11 de Março] foi a mais desastrada e desastrosa comunicação política que já foi feita em todo o hemisfério norte. (...) É incompreensível o amadorismo que revela aquela comunicaçãoAntónio Costa, ontem, na Quadratura do Círculo (SIC N)

O processo de ebulição interna no PS já começou. E o núcleo duro do Querido Líder já decidiu: o primeiro a ir para a fogueira é Teixeira dos Santos. A cobardia, a fuga às responsabilidades, é latente. E mostra o quão subjugado está o partido.
De resto, eu pergunto: será que o PS ainda não percebeu que, neste clima de crise política e perante o expectro de eleições antecipadas, tem tudo a perder com a manutenção da actual liderança? Se, pelo contrário, o partido nomeasse um novo líder e uma nova equipa ministerial, alguém que pudesse fazer regressar o PSD à mesa das conversações, poderia, eventualmente, permanecer como Governo, sem cair na travessia do deserto que atravessará se Sócrates se mantiver lá e sem lançar o país para um estado ainda mais calamitoso. É que, depois da manifestação de sábado e depois de aberta a crise política, Portugal, quer na sociedade civil quer na política, divorciou-se do actual Primeiro ministro e dos seus principais ministros. Contudo, isso não quer dizer que Portugal se tenha divorciado do PS... publicada por Ricardo Arroja em
portugal contemporâneo



sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

“PSD vai aprovar orçamento de Lisboa”!



Antes de ontem, o Presidente António Costa afirmou:
Lisboa pode viver mais um ano sem orçamento?
Pode, mas não é a mesma coisa

Hoje, ficámos a saber que o
PSD vai aprovar orçamento para Lisboa”!
Logo, tendo em conta que Lisboa vai viver com orçamento, podemos concluir, que Lisboa vai ser a mesma coisa... do costume... Ou seja, o mesmo de sempre. Publicada por
O Arquitecto da CML

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

privatizar, privatizar Lisboa


É um verdadeiro vendaval liberalista. António Costa quer privatizar os serviços de recolha de lixo e a manutenção dos espaços verdes. E está a fechar um acordo para ceder à EPAL os esgotos da cidade e com a EDP para a iluminação pública.
Depois do novo modelo de divisão administrativa de Lisboa apresentado publicamente - que acaba com 26 das 53 actuais Freguesias –, António Costa quer renovar a estrutura orgânica da Câmara Municipal de Lisboa, mantendo a descentralização para as Freguesias e criando “unidades desconcentradas dos serviços do Município” que assegurem apenas as chamadas funções transversais.
Em simultâneo, o presidente da Câmara quer privatizar a recolha de resíduos sólidos urbanos, leia-se os serviços de Higiene Urbana da Câmara Municipal, assim como a manutenção dos espaços verdes da capital, ou seja, empresarializar os respectivos serviços camarários, além da privatização dos esgotos, através da cedência das estruturas de saneamento da capital à EPAL por contrapartida de €100 milhões, cujo acordo está a ser ultimado devendo ser uma realidade a curto prazo. A iluminação pública também passa para o sector privado.
António Costa está a negociar um acordo com a EDP para que esta empresa fique com a iluminação pública da cidade. ...
in Jornal de Lisboa nº 34

terça-feira, 27 de outubro de 2009

A farsa na campanha para Lisboa

Às 9h45 do dia 7, a comitiva de António Costa começou a juntar-se à frente do café A Brasileira para mais uma acção de campanha. Cerca de cinco minutos depois, chegou o candidato. E 15 minutos mais tarde apareceu Carvalho da Silva. O secretário-geral da CGTP, militante do PCP, ia à Brasileira "tomar um café com um amigo" quando viu, por acaso, António Costa a "apanhar o metro para o Colégio Militar". No momento em que se cruzaram, lembrou-se de dizer, à frente dos jornalistas e das câmaras de TV que ali estavam, também por acaso, que "é muito importante para Lisboa que António Costa vença as eleições". Saiu-lhe, foi genuíno e, mais importante, foi espontâneo.
Costa fitou pasmado com o surpreendeste apoio comunista, sublinhou a coincidência do encontro e seguiu para a sua "Lisboa de Verdade". Cinco dias depois, ganhava as eleições com 15 mil votos de simpatizantes do PCP.


Esta semana, soube-se que afinal a coincidência foi encenada. Carvalho da Silva sugeriu o "encontro casual" à campanha de Costa. Combinaram o local, a hora, o enredo e o discurso da surpresa. A farsa ou a mentira, como preferirem - resultou.
Hoje, duas semanas depois das eleições, interessa saber se isto retira legitimidade à vitória de Costa. Claro que não.
Demonstra apenas quem ele é. Gonçalo Bordalo Pinheiro - Sábado nº 286

ainda a tempo?

A CDU detectou «irregularidades» no apuramento dos votos nas eleições para a Câmara de Lisboa de dia 11 de Outubro.
Os Erros encontrados em Juntas de Freguesia beneficiam PS e Bloco de Esquerda e já foram comunicados ao Tribunal Constitucional:
- na Ajuda «foram atribuídos oito mandatos ao PS, quando na realidade este partido apenas elege 5 candidatos»,
- em Alcântara, onde «a lista oficial de eleitos inclui uma candidata da CDU como se pertencesse ao PS»,
- na Freguesia do Coração de Jesus, «verifica-se na deliberação uma inversão do número de eleitos, com o BE a ‘receber’ 5 e o PS com 0» eleitos,
- nos Prazeres, «o Edital relativo à deliberação da Assembleia de Apuramento Geral inclui apenas 9 em vez de 13 eleitos». mais»»