domingo, 9 de janeiro de 2011

Alegre e Pyongyang


Em 1969 Manuel Alegre fez uma visita a Pyongyang para declarar o apoio à Coreia do Norte contra o imperialismo americano.

Pergunto-me o que aconteceria se uma notícia semelhante aparecesse sobre uma visita pessoal de um político de centro-direita a uma ditadura como o Chile de Pinochet na década de 70. Qual o escândalo que não haveria no panorama mediático? E será que a Coreia do Norte não é uma das ditaduras mais horríveis das últimas décadas? Claro que a resposta é simples: os critérios duplos que determinam o nível de indignação e choque na sociedade portuguesa. Se um político de esquerda tiver sido apoiante activo no passado de um regime totalitário não há problema. Se um político de direita comete o erro de dizer, sequer, uma palavra simpática para um regime ditatorial de direita, é imediatamente crucificado.
Para que não fiquem dúvidas, a minha opinião é, neste caso, a mesma que seria em situações semelhantes com outros políticos: Manuel Alegre foi a Pyongyang em 1969 apoiar o Grande Líder Kim Il Sung e clamar contra o imperialismo americano. Felizmente evoluiu para uma posição ideológica diferente e afastou-se de ideologias totalitárias. Não tem relevância para a campanha eleitoral em curso. Publicada por Nuno Gouveia em
O Cachimbo de Magritte

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E o PSD?


O Presidente do CDS, Paulo Portas, disse este Sábado que os jovens trabalhadores a recibo verde são dos mais prejudicados pelo Código Contributivo, o que motiva uma petição nacional que o partido vai promover contra as novas regras.
"De que é que vale trabalhar num país onde um jovem que começa a sua vida laboral é sacrificado por impostos, contribuições e taxas que já não são imposto, são confisco", afirmou o presidente do CDS, em Coimbra.
Segundo Paulo Portas, "um jovem que esteja a recibo verde, como tantos milhares estão, e que ganhe cerca de mil euros, pagava de contribuições cerca de 159 euros", mas este mês "passa a pagar 237 euros e para o ano cerca de 290 euros".
"Onde é que fica a mobilidade social, ou seja, o direito de um jovem, pelo seu trabalho e pelo seu mérito, subir legitimamente na vida?", perguntou.
Publicada por Alexandre Homem Cristo em
O Cachimbo de Magritte

nem bom vento...



JUST TO KNOW


A VERSÃO DE MANUEL ALEGRE, EM 1995
(in “Guerra de África (…)” de José Freire Antunes (Extractos).
“ (…) De facto (o comandante militar de Angola) mandou-me, sob prisão militar, de regresso a Lisboa, onde estive com residência fixa. Cheguei a Lisboa em Dezembro de 1963. Mais tarde, em Maio de 1964, fui informado de que iria ser preso e enviado para Angola, para ser julgado em tribunal militar. (…) passei á clandestinidade.”
“(…) Fui convidado para trabalhar na Rádio Argel e acabei por lá ficar. Quem dirigiu primeiro a rádio foi o Tito de Morais e depois passei a ser eu, durante dez anos, de 1964 a 1974. Entrevistei muita gente, e praticamente todos os líderes dos movimentos de libertação.”
“(…) A Argélia teve um grande papel no que respeita às ex-colónias portuguesas, porque a maior parte dos seus dirigentes, os primeiros quadros foi ali que receberam instrução militar, nomeadamente o Samora Machel.

VERSÃO DE MANUEL ALEGRE, EM MARÇO 2010
(in DN -27-3-2010)
“Eu não sou desertor, nem nunca fui. Eu estive na guerra; estive em Mafra, nos Açores e Angola. Sou até dos candidatos presidenciais o único que entrou em combate. Depois estive envolvido numa conspiração em Angola, pela qual fui preso e passado á disponibilidade (1). Fui-me embora para não ser preso pela PIDE por razões políticas.
Eu não tenho juízo moral nenhum sobre aqueles que desertaram, até porque, naquela altura, muita gente achava legítimo fazê-lo. Mas eu não desertei e não quis desertar; quis viver a experiência da guerra e vivi a situação de combate no pior momento da guerra em Angola, que foi em 1962-63, com as minas a rebentar em Nambuangongo e Quipedro, que era a capital da guerra. E não me arrependo dessa experiência (…)”. Publicada por Manel em
NRP CACINE

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

noticias do "paraiso"


A comparação impossível


...
Mas há algumas perguntas que se podem colocar:
E se Cavaco fosse realmente suspeito de ter cometido alguma ilegalidade?
E se o seu nome fosse uma constante num processo de corrupção sobre um mega-empreendimento de milhões?
E se aparecesse um vídeo na televisão com um dos envolvidos a chamar-lhe corrupto e a dizer que ele tinha aceite dinheiro sujo?
E o que diriam estes senhores se o nome de Cavaco fosse apanhado num processo de corrupção num país estrangeiro?
Ou se o nome de familiares directos fossem envolvidos em tramóias, como a compra de apartamentos a preços escandalosos?
E o que aconteceria se Cavaco fosse apanhado em escutas sobre negócios duvidosos?
E ai, e se Cavaco tivesse acabado o curso a um Domingo?
E se tivesse sido interveniente directo num processo duvidoso de construção de casinhas? Tantas questões que surgiram nos últimos anos, essas sim verdadeiramente perigosas, sobre um politico socialista, e todas estas “virgens ofendidas” estiveram caladinhas.
Estavam a dormir é? publicado por Nuno Gouveia no 31 da Armada

Pedro Passos Coelho anda distraído?


É uma notícia da maior relevância, no Público, assinada por Cristina Ferreira: «Fiscal das contas públicas certificou irregularidades no BPP». posted by RCP at MAIS ACTUAL

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

a propósito do BPN





PORQUE RAIO É QUE "ELES" NUNCA MUDAM?


















MALANGATANA (1936-2011)



Malangatana deixou de me acompanhar no Alfa Pendular mas
vai estar presente na Casa da Cerca - Centro de Arte Contemporânea - em Almada, até 9 de Janeiro de 2011, com a sua exposição Desenhos e Esculturas.

big brother...


Os EUA querem,
o governo português reflecte,
o pedido será satisfeito.
O FBI quer consultar os dados constantes dos bilhetes de identidade de todos os portugueses, os do registo civil português, sublinhe-se.
E para os que tiverem sido condenados, quer o registo criminal e os dados biométricos. Tudo para incluir numa super-mega-hiper base de dados que lhes permita combater «o terrorismo».
Na Assembleia da República já está o acordo bilateral, prontinho para ratificar.
Pois é! O tragico é que as poucas pessoas que leram o 1984 pensam que aquilo só acontece aos outros e a maioria que não leu pensa, no seu inglês tecnico, que big brother é apenas o irmão mais alto.

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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

despesismo na Saúde


Foram distribuídas 25 viaturas a administradores e colaboradores para fins que não exclusivamente profissionais, com valores de renting mensais que podem chegar aos 1150 euros. Foram pagas despesas de representação 14 vezes por ano, o que contraria a lei.
No documento do Tribunal de Contas pode ainda ler-se que situações destas contribuíram para a deterioração da situação económico-financeira do Serviço de Utilização Comum dos Hospitais que apresentou resultados líquidos negativos de 4,4 milhões de euros em 2008 e de 5 milhões em 2009 e ainda, vamos ver, quanto é que despesaram em 2010...
Este serviço foi criado pelo Estado Novo em 1966 para obter o melhor rendimento económico dos hospitais... e, velho de 45 anos, está a precisar de maiores cuidados de saúde!

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domingo, 2 de janeiro de 2011

Falharam a vida, meninos


" Nas fotografias que gostam de mostrar têm o cabelo revolto e um ar de quem tem a certeza de tudo. São a chamada geração de 60, definição imprecisa mas prática por essa imprecisão que permite englobar nela muitos daqueles que foram jovens um pouco antes ou depois dessa década ícone para a geração que não só nos tem governado como também construiu o mundo imaginário onde vivemos.

Contudo creio que a geração de 60 nunca admitirá que falhou. Está-lhes na génese culpar os outros por tudo o que acontece: primeiro culparam os pais porque tinham perpetuado um modelo de família que achavam caduco e baseado na mentira. E quando eles mesmos amaram, odiaram, traíram e fizeram compromissos, como acontece a todo o Sapiens sapiens desde que o mundo é mundo, culparam o pai e sobretudo a mãe porque muitos anos antes não lhes tinham dito as palavras que eles achavam certas. Depois culparam o sistema das guerras e o capitalismo da pobreza. Enfim, no quotidiano, fosse ele o sexo ou a economia, havia sempre uma culpa que tudo explicava. Quanto ao mundo, havia essa culpa original do homem branco que estava sempre por trás dos massacres e das fomes. E ela, a tal geração de 60, assumiu-se como a apontadora de culpas
." O texto completo de
helenafmatos pode ser lido aqui em Falharam a vida, meninos

Engana-se a autora. Assumo que falhei!
De Direita lamento ter perdoado no 25 de Novembro. Católico, bato no peito em penitencia. Porque, demasiado velho, já não sei fazer revoluções, mesmo aquelas que “á portuguesa” saiem da ponta do voto.
Acredite! Tive uma vida difícil mas boa e, dia a dia, lamento não a poder passar a filhos e netos.

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sábado, 1 de janeiro de 2011

O gato da minha vizinha.


Uma das minhas vizinhas, tem um gato.
O raio do bicho dá pelo nome de Engenhêro, não faço ideia porque raio, a Dª. Xica, o chama assim, mas pronto! Lá deve ter as suas razões!...
Nada me move contra os felinos, mas o estupor do Engenhêro irrita-me. O sacaninha, entra-me pela garagem adentro, mija nos armários que lá tenho, tenta comer os pássaros que por aqui andam, já me deu cabo do selim da bicicleta, mia como um desalmado nas épocas do cio e até já me roubou comida da cozinha.
Já tentei explicar ao raio da vizinha, que o gato dela passa o tempo a lixar-me a vida, e que a bem de todos se devia ver livre da porcaria do bicho. Mas a parvalhona, continua a acarinhar o maldito animal. Faz-lhe festinhas, alimenta-o, leva-o ao veterinário e até lhe arranjou um caixote (que pôs mesmo ao lado da minha janela), onde o estupor do bicho caga e mija comodamente, tendo eu que aturar o fedor.
Bem que lhe atiro uns paus!! Mas parece que estou amaldiçoado. Sai-me sempre a cantilena: “Atirei um pau ao gato, mas o gato não morreu, ...!!!”.
Acho que vou comprar veneno. Atirar-lhe com paus não resolve o problema e como o estafermo, não resiste a um bom naco de carne!!!!........ no
ahbruto

Estudantes portugueses têm dificuldade em escrever e raciocinar


Poucas semanas depois do sucesso revelado pelo estudo do PISA, um relatório de um gabinete do Ministério da Educação traça um retrato menos brilhante dos alunos portugueses.
Analisadas 1700 escolas, o gabinete de avaliação educacional concluiu que os alunos entre o 8º e o 12º ano têm ainda muitas fragilidades, por exemplo em resolver problemas complexos ou explicar um raciocínio com lógica.
Os adolescentes só conseguem completar correctamente exercícios quando o desafio passa por resolver cálculos elementares.