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sábado, 7 de julho de 2012

RESUMO DO REGIME, DOS PARTIDOS E DO SEU LIXO

«O que a CGTP, PCP, BE e PS fingem não saber é o simples facto de não haver dinheiro para pagar tudo como se pagava até aqui. O PS deu um golpe absolutamente mortal à sustentabilidade do país endividando-o para lá de toda a sensatez. E isso aconteceu sabendo das taxas de crescimento anémicas que tínhamos durante uma década. Não é sequer preciso um economista para perceber que esse caminho tinha um desfecho terrível. O PS e Sócrates não quiseram saber. Usavam paliativos ridículos com os sucessivos PEC cuja receita desbaratavam logo de seguida. Com este tipo de actuação à vista de todos nunca as críticas da esquerda tiveram o tom que têm hoje. Sabiam o caminho que se estava a trilhar e entretinham-se a discutir idiotices. Foi o PCP que se manifestou a favor do TGV numa altura em que era óbvio para todos que era um projecto que não podíamos fazer. Não só pelo seu elevado custo inicial como pelo projectado prejuízo operacional.» Groink
por joshua no PALAVROSSAVRVS REX

sábado, 30 de junho de 2012

mais Santos Pereira...

O editorial do PÚBLICO de hoje intitula-se “A inútil desventura do ministro Álvaro” e estabelece o paralelo entre as agressões a Mário Soares e a Álvaro Santos Pereira. Para o editorialista Mário Soares “Foi, como se sabe, agredido por sindicalistas e manifestantes ligados ao PCP” enquanto Álvaro Santos Pereira «experimentou os efeitos da ira popular». No fim Álvaro Santos Pereira além de ter experimentado a “ira popular” e de segundo quem assina o editorial ter ouvido um militante do PSD a elogiar Vasco Gonçalves (a ironia da frase escapa ao editorialista) ainda acaba protagonista duma desventura inútil. Em resumo os socialistas são agredidos. Os outros têm desventuras. E inúteis ainda por cima. Mas o melhor é ler:
«A inútil desventura do ministro Álvaro. Foi já há um quarto de século, mas muitos reterão ainda na memória as imagens da conturbada viagem de Mário Soares, então candidato à Presidência, à Marinha Grande. Foi, como se sabe, agredido por sindicalistas e manifestantes ligados ao PCP. Resultado: em lugar de descer nas sondagens, subiu. E tornou-se Presidente da República. Ontem, na Covilhã, o ministro da Economia, Álvaro dos Santos Pereira, experimentou os efeitos da ira popular e teve que ouvir, inclusive, da boca do autarca local (por sinal, do PSD) que, “para algumas pessoas, o único Governo que se preocupou com os trabalhadores foi, em 1975, o Governo de Vasco Gonçalves”. O ministro ainda tentou dialogar, sem êxito: foi insultado e um dos manifestantes atirou-se para cima do carro onde seguia. Isto garantiu-lhe escolta da GNR, desistindo da cerimónia. Mas foi, na verdade, uma desventura inútil: quer para os manifestantes, quer para o Governo, que não subirá nas sondagens por causa disso
Obs. A propósito da “ira popular” veja-se este video com Carlos Bicho que será o mais irado popular desta desventura inútil: Saltei para cima do capot para me defender» por helenafmatos no Blasfémias 
e, de entre muitos, os melhores são:

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Os números, sempre os números…

O Terreiro do Paço tem 36 mil metros quadrados (podem confirmar no Google Earth, como eu fiz). Num quadrado de um metro por um metro cabem umas três pessoas – talvez um pouco mais se for uma carruagem do metro em hora de ponto, talvez menos se pensarmos na dinâmica de uma amnifestação. Fiquemo-nos pelas três. Em média.
É pois difícil imaginar que, num Terreiro do Paço cheio de ponta a ponta coubessem muito mais de 100 mil pessoas.
Acontece que, ontem, o Terreiro do Paço não encheu. Basta atentar nestas imagens aéreas do Jornal de Notícias.
Por que foi então que a ideia de estariam lá 300 mil pessoas se espalhou acriticamente? Afinal estamos a falar de contas simples, daquelas que se aprendem no primeiro ciclo do ensino básico… por jmf1957 no Blasfemias