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domingo, 29 de janeiro de 2012

A praga das fontes anónimas e o jornalismo de vão de escada ou CAVAQUISTAS PASSARAM À HISTÓRIA


Será difícil aos cavaquistas perceberem de uma vez por todas que o seu tempo político já passou à história. Já tiveram os seus "cinco" minutos de fama quando andaram a construir auto-estradas por tudo o que era montes e vales para ficar mais dispendioso. Será que os cavaquistas ainda não se convenceram que o BPN, o maior cancro do país, é obra sua? O povo foi a eleições e escolheu Passos Coelho. Nas próximas eleições, se o governo for mau, logo levam com o castigo respectivo, mas andar a aturar os cavaquistas com uma guerra subversiva é que parece fobia de macaco por banana. por João E. Severino no pau para toda a obra



QUANDO os jornais se questionam por que razão têm cada vez menos leitores, talvez fosse boa ideia deixarem de fazer artigos como este, onde fontes anónimas dizem o que lhes apetece e criticam quem querem, como se no jornalismo sério as fontes não identificadas pudessem ter opinião…por António Granado no Ponto Media

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

os outros que cortem

Não gosto de hipócritas. E condeno-os quando dão nas vistas. É o caso de Assunção Esteves, a nova presidente da Assembleia da República que contratou mais um motorista [da sua confiança] para o seu gabinete quando já possuia oito (8), repita.se, oito motoristas para o gabinete da senhora que simplesmente deve dirigir trabalhos num parlamento.
No entanto, a mesma senhora farta-se de anunciar que é preciso reduzir despesas e quer efectuar cortes na despesa da AR entre 3 e 5%. por joão e. Severino no pau para toda a obra

domingo, 7 de agosto de 2011

a preocupação

O Governo resulta de uma eleição popular. Tem de governar e para isso tem de nomear as suas pessoas de confiança para o efeito. Em qualquer parte do mundo é assim. No anterior governo as nomeações dos "boys" para "jobs" inexistentes ou que não faziam falta nenhuma foram vergonhosamente demasiadas. Se querem um exemplo, dou-vos já: um ministro tinha quatro, repito, quatro assessores de imprensa. Mas, o que está em causa é que nunca vimos o 'DN' preocupado com os "boys" do anterior governo. Hoje, deu-se à pouca vergonha de chamar a manchete (pobres que não arranjam outro assunto mais importante) as nomeações que este governo já efectuou, as quais são três vezes menos que as do anterior. Já me disseram que esta vontade voraz de morder se deve à inveja de alguém que não foi nomeado... Das 450 nomeações feitas 73 foram para 'boys', diz o 'DN'. por João Severino no pau para toda a obra

domingo, 10 de julho de 2011

uma "entrevista" com o ex-primeiro-ministro socialista

adeus Sócrates
José Sócrates está de abalada. Vai para Paris. Já pediu licença sem vencimento na Covilhã . No momento da despedida imaginámos uma entrevista com o ex-primeiro-ministro socialista.

- Senhor engenheiro, confirma que vai estudar Filosofia para Paris?
- Não confirmo nem desminto.
- Mas o embaixador Seixas da Costa já lhe arranjou um apartamento?
- Não confirmo nem desminto, mas parece-me que anda muito bem informado sobre a minha vida.
- Tem sido uma vida difícil?
- Depende do ponto de vista. Como governante foi. Como cidadão, tirando alguns apupos da extrema-esquerda e uns assobios dos contratados pelo PCP, tenho tido uma vida agradável...
- Mesmo com as namoradas?
- Bem, não vá por aí. Realmente, tem havido algumas ingratidões e especialmente quando têm a mania que são jornalistas de topo e não passam de umas aprendizes...
- Refere-se à última?
- Não sei se você sabe o que eu sei sobre saber-se quem foi a última.
- O senhor engenheiro sentia no governo que tinha muitos amigos?
- Sentia.
- E sente?
- Nem pensar. A maioria foi uma falsidade. Alguns dos que mais me bajulavam foram os primeiros a desaparecer...
- Mas nem lhe telefonam?
- Olhe, sei de alguns que até retiraram o meu número da lista privada dos números de telefones.
- Enganado?
- Desiludido... desiludido com tanta ingratidão e sobre alguns o choque até é emocional.
- Por quê, emocional?
- Ora, porque os vi inscreverem-se no PS sem casa, sem carro, sem fatos, sem casa no Algarve, sem empregadas domésticas, sem saberem onde era a Europa e foram esses os que mais... bem, deixemos isso.
- Refere-se ao que Mário Soares salientou recentemente? Ao facto de alguns se terem abotoado com muito dinheiro?
- Não quero entrar por aí senão muito tinha para contar. Efectivamente... você veja, realmente, das duas uma, ou estavam para servir o país e o partido ou estavam ao meu lado para ganhar muito dinheiro e terem muitas mulheres...
- Mulheres?
- Quero dizer, muitas secretárias nos gabinetes e essas foram o antro da má-língua...
- Contra si?
- Sim, contra mim e com os maiores despautérios na boca dizendo que eu era isto, era aquilo, era aqueloutro...
- E era?
- Está a brincar comigo ou continuamos uma entrevista séria?
- O senhor engenheiro teve ou não teve boas relações com o Presidente da República?
- Não tive. Os sorrisos eram uma hipocrisia. Como é que queria que tivesse uma boa relação se durante todo o tempo foi ele que criou a minha queda?!
- E aleijou-se?
- Muito. Posso dizer-lhe que estou absolutamente convencido que não voltarei a endireitar-me... a queda deixou-me com fracturas irrecuperáveis, penso eu.
- O senhor engenheiro, afinal, é ou não engenheiro?
- Depende de como se quiser interpretar?
- ...?
- Sim, não fique admirado. Há engenheiros da velha guarda e há outros como eu de uma era moderna, cujos cursos não foram obrigatoriamente obtidos no Instituto Superior Técnico...
- Portanto, tem um diploma?
- Quero dizer, ter tenho e passado por uma universidade de prestígio.
- Mas essa universidade encerrou...
- Espere! Encerrou porque foi alvo de uma cabala... mas, adiante, não falemos de coisas encerradas!
- O senhor engenheiro vai ter namorada em Paris? Poderá vir a ser uma filósofa para facilitar a aprendizagem?
- Lá está você com brincadeiras. Eu em Paris limitar-me-ei a ser francês.
- Como? Vai renunciar à nacionalidade portuguesa?
- Calma, calma! Não vá escrever isso porque eu nego, eu nego, continuarei a ser português, só que à moda francesa.
- A servir à mesa ou a limpar escadas?
- Essa é uma ideia muito retrógrada do emigrante português, desculpe mas tenho a maior consideração pelos emigrantes...
- Nunca mais vai voltar? Já se fala que poderá um dia candidatar-se a Presidente da República, está no seu horizonte?
- Bem, se o António José Seguro se candidatar... ah!... nesse caso eu volto!
por joão e. severino no Jornal do Pau.

o humor nacional deve ser uma das poucas coisas que se mantém intacta, AAA+++, como agora se classifica!

terça-feira, 17 de maio de 2011

mesma janela, diferente paisagem?

Parece-me que Louçã ganhou o debate a Passos Coelho. O líder do PSD, se quer ganhar as eleições e ter uma carreira política de sucesso, tem que pôr os olhos em Louçã, Sócrates e Portas e começar a fazer melhor o trabalho de casa e ser mais agressivo. Deveria saber que não tem conhecimentos de economia para bater Louçã nessa área, pelo que não o deveria ter deixado guiar o debate para aí. Devia ter-se agarrado às diferenças ideológicas e à utópica concepção de sociedade bloquista, começando ao ataque e não à defesa como esteve sempre. por Samuel de Paiva Pires no  Estado Sentido
Esta noite, na TVI, Pedro Passos Coelho apareceu bem preparado e conseguiu fazer passar uma mensagem de seriedade e de realismo. O debate com Francisco Louçã, um dos melhores economistas portugueses, não era fácil, mas o líder do PSD rebateu todas as questões de Louçã tomando por base o programa eleitoral social-democrata, pois, de eleições se trata. Passos Coelho ainda marcou mais pontos ao saber explicar as incongruências do actual primeiro-ministro (um bom treino para sexta-feira) quando Louçã mais parecia um Sócrates a defender a "barracada" das Novas Oportunidades. O "novato" Passos Celho deu uma bofetada sem mão aos seus detractores porque ainda conseguiu debater com o radical Louçã com toda a cordialidade. por joão eduardo severino no pau para toda a obra

quarta-feira, 11 de maio de 2011

os inimigos de sócrates

É triste quando um homem que desejou ser alguém na política [e que depois de conseguir os seus objectivos] seja visto a arrastar-se pelos corredores da desgraça, da maledicência, do oportunismo, da incompetência, da vaidade, da arrogância e da corrupção dos seus verdadeiros inimigos. Inimigos que estão diariamente junto de José Sócrates como primeiro-ministro ou como secretário-geral do PS. Inimigos que lhe mentem. Inimigos que inventam que ele é o maior e que vai ganhar. Inimigos que só estão interessados nas comissões das adjudicações. Inimigis que querem dar nas vistas nas televisões para sua promoção pessoal. Inimigos que lhe dão conta do supérfluo e do artificial. Inimigos que não têm a coragem de ser sérios e dizerem-lhe frontalmente "É pá, chegou a tua hora, desiste, chegaste ao fim e não enterres mais o que conseguiste fazer mal ou bem". Os verdadeiros inimigos são aqueles "falinhas mansas" que aparecem a fingir que são muito amigos do chefe, mas que nas suas costas só sabem dizer que ele também é maricas. Uma cambada de gente que aparece sempre ao redor de quem chega ao poder e que são os tais que até não se importam de vender a mãe. por João Eduardo Severino no Pau Para Toda A Obra

sábado, 26 de março de 2011

apagão


Foi fartar vilanagem. Roubou-se e gastou-se o que se quis. Administraram-se as empresas públicas para se comprar uma ou mais vivendas no Algarve, um monte no Alentejo e um apartamento de luxo no sul de Espanha. Colocaram-se os amigos e amigas nos lugares mais inacreditáveis que nem sequer existiam. Criou-se um "buracão" de 17 mil milhões de euros, que se agora fossem contabilizados levaria o país à bancarrota imediata. No entanto, o senhor Presidente da República e os "interesses" que exploram Portugal, ordenaram um "apagão" ao "buracão".
Já fiquei de cara à banda por Cavaco Silva "obrigar" Passos Coelho a esquecer a auditoria às contas públicas, conforme o líder do PSD tina intenção de fazer. Quer dizer, quando os ladrões do fartar vilanagem [como aqueles que iam para o Hotel do Guincho almoçar com as secretárias e ficavam lá dois dias com uma conta paga por nós de 3.000 euros] se deliciaram a sacar o nosso dinheiro e se esperava que fossem parar com os costados a um calaboiço, não senhor, a ordem é para esquecer o assunto porque isso levaria o país à bancarrota imediata.Tem pai que é cego ou baixamos já as calças?
Se realmente tivessemos sangue árabe já estaríamos na rua com a metralhadora na mão... por joão eduardo severino no
Pau Para Toda A Obra

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

na psp a coisa está preta


A PSP, vai não vai, é notícia pelos piores motivos. Os agentes fartam-se de chamar à atenção dos responsáveis que não têm condições de trabalho, que arriscam a vida e depois eles é que sofrem as consequências, que a pressão é enorme devido ao salário baixo bem como outros lamentos. Os seus alertas têm sido passados para as calendas através dos orifícios de ouvidos surdos.
Factos tristes recentes a dar que pensar: ontem, um agente, na Musgueira-Lisboa, disparou e matou um ladrão [tudo indicando que tem a carreira e a vida arrumadas]. Hoje, outro agente, em Almada, pegou na pistola e suicidou-se.
Hum...
por joão eduardo severino no Pau Para Toda A Obra

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

portugal não percebe nada de chinesices


A salvação da economia de Portugal e de outros países europeus poderia estar na China. Poderia, mas não está, por enquanto. Expliquemo-nos porque o caso é muito sério e grave. Os bancos estão a precisar de dinheiro como pão para a boca. O governo podia ver a luz ao fundo do túnel se os bancos pudessem começar a conceder créditos para as mais diversas solicitações, incluindo para as grandes obras públicas. Estamos a falar numa grandeza de valores na ordem de milhares de milhões de euros. Qualquer banco português está a pagar através das agências de rating americanas entre 4,5 e 6,5 por cento. Ora, os americanos estão a conseguir esse mesmo dinheiro na China a uma percentagem entre 1,5 e 3 por cento. Vejam só o lucro que os americanos obtêm quando emprestam a 5,5 depois de adquirirem a 2,5. Para vos dar um exemplo, há bancos portugueses que, se pudessem, contraíam emprésrtimos imediatamente na ordem de 250 mil milhões de euros, se um qualquer banco da China emprestasse directamente mesmo a 3,5 por cento.
Neste sentido, temos assistido à maior burrice jamais levada a efeito nas relações entre Portugal e a China. Como Macau não ensinou nada a esta gente, porque simplesmente estiveram preocupados em sacar a qualquer preço, tem-se assistido à tentativa"oficial" de pedir quase de joelhos às autoridades chinesas que estas concedam luz verde aos empréstimos directos. Bancos chineses como o 'Bank of China' ou o 'Bank of Communications' têm os seus cofres a abarrotar e poderiam ser os "salvadores" de Portugal, Espanha e outros países europeus. Contudo, enquanto outros países têm sabido fazer o trabalho de casa e estão quase a conseguir obter êxito nas pretensões de financiamento, Portugal só faz asneiras. Primeiramente foi o ministro Vieira da Silva que se deslocou a Xangai, com o pretexto de visitar a Expo, depois foi o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, que apareceu em Macau sem se explicar ao que ia. Dois governantes que foram pedir por tudo às autoridades chinesas que concedessem os tais empréstimos que representariam o pão para a boca.
Com a presença do Presidente da RPC, Hu Jintao, em Portugal, os governantes lá irão mais uma vez pedir a tal luz verde e não contentes com a "asneira", o primeiro-ministro José Sócrates segue no dia 13 para Macau na tentativa, em desespero de causa, de conseguir o que há meses não se vislumbra. E onde está a asneira? No procedimento. Haja quem ensine os nossos governantes que tudo se consegue dos chineses mas... por portas e travessas. Há os canais próprios para estes assuntos. Nunca podem ser os políticos a realizar as abordagens em assuntos desta natureza. Os Estados apenas têm de dar o aval às transacções de grande envergadura, mas os emissários do assunto têm de ser sempre os "civis" e nunca os "militares"... por joão eduardo severino no
Pau Para Toda A Obra (com os meus sublinhados)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

sondagem pptao


Como já é habitual, os leitores do PPTAO são imediatamente informados assim que os nossos amigos que trabalham em empresas de sondagens nos informam dos últimos e verídicos resultados recolhidos. Neste sentido, se as eleições legislativas se realizassem agora, o povo votava:
PSD - 44%
PS - 27%
CDS - 8,5%
BE - 8%
PCP - 7%
por joãoeduardoseverino no
pau para toda a obra

em regra os numeros do PPTAO são mais próximos da realidade porque não "sofrem tratamento para satisfazer cliente".
julgo que as inquirições foram feitas antes do inicio e fim(?) das negociações para a abstenção do PPD/PSD/PPC na votação do Orçamento.
estão para sair umas "sondagens" da UCatólica para a RTP, se poderem reparem nas diferenças...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

ANDA POR AÍ


O ministro das Finanças proferiu, ontem na AR, a frase mais vergonhosa da semana. A propósito da compra de um submarino, cuja aquisição foi assumida pelo governo português há muito, Teixeira dos Santos assim a modos "que chatice ainda temos a porcaria do submarino que vai encarecer o défice", virou-se para os deputados e lamentou a existência do "Tridente" recentemente entregue a Portugal, com o dislate: "esse submarino que já anda por aí...".Lamentável. por joãoeduardoseverino em PAU PARA TODA A OBRA

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

NABO


Murteira Nabo só é nabo de nome. Esperteza não lhe faltou enquanto esteve em comissão de serviço em Macau a ocupar cargos bem remunerados de várias formas. A árvore das patacas concedeu-lhe uma fortuna, estatuto e chegou a "financiador-senador" do PS, ou seja, em Portugal é um milionário. É fácil para um indivíduo sem problemas financeiros, com uma reforma choruda, vir agora propôr que se retire o 13º mês a quem trabalha ou trabalhou durante décadas para a administração do seu país. Murteira Nabo teve o desplante de aconselhar que se corte o 13º mês e já. E por que não especificou que esse corte deveria ser apenas a quem receba mais de 2.500 euros e a todos aqueles que recebem várias reformas chorudas, possivelmente como o próprio economista Nabo?
Será que Murteira Nabo não tem a consciência do que propõe? Será que não sabe que a maioria das pessoas com rendimentos mínimos já está endividada até aos cabelos e aguarda pelo 13º mês para pagar as dívidas contraídas ao longo do ano? Será que é justo retirar o 13º mês a quantos tenham um rendimento mensal até 1.300 euros?

Murteira Nabo perdeu uma boa oportunidade de estar calado e, já agora, de oferecer os seus décimos terceiros meses de salários a uma instituição de caridade... por joãoeduardoseverino em PAU PARA TODA A OBRA

quinta-feira, 11 de março de 2010

um dia na via de JES e de Portugal: o 11 de Março de 1975



Na manhã de 11 de Março de 1975 recebi ordens superiores para me deslocar com uma equipa de operadores de imagem e de som para o Regimento de Artilharia Nº 1 (RAL 1), Sacavém, às portas de Lisboa. O chefe de redacção José Manuel Marques disse-me que "parece-me que há para lá sarilhos dos grandes. Tem cuidado contigo. Nada de heroísmos".Partimos para a minha unidade militar porque o RAL 1 foi o quartel onde eu passei à disponibilidade do Exército como artilheiro. Um quartel que conhecia como as minhas mãos. E conhecia também o "manda-chuva" que na altura comandava os militares revolucionários que se opunham aos spinolistas. Anos antes, o capitão Dinis de Almeida cruzara-se comigo na Escola Prática de Artilharia, em Vendas Novas.Quando chegámos ao local, o operador de imagem chamou-me a atenção que o ambiente era grave. Aviões sobrevoavam o quartel, um morteiro tinha sido disparado e atingiu uma das camaratas. Um soldado morreu. Filmámos o sangue junto à sua cama. Viemos para o portão do quartel e Dinis de Almeida estava desvairado. Tudo poderia acontecer. As chaimites foram estacionadas na parada e muitos civis tentaram entrar no quartel para recolherem armas. O "inimigo" eram os pára-quedistas que se encontravam a umas centenas de metros posicionados de forma a poder atacar quando recebessem ordens possivelmente enquadradas em mais disparos aéreos.Com o passar do tempo, iniciaram-se negociações entre as partes, mas sempre com os gritos das vozes revolucionárias pelo meio a ouvirem-se continuamente e com Dinis de Almeida sem saber bem o que decidir.O operador de imagem volta a dizer-me: "Puto Jones, isto está muito quente! Muito perigoso! Temos de estar preparados para levar com algum balázio em cima". Na força dos meus 25 anos e com o entusiasmo da "revolução" nem sequer me lembrei dos dois bebés que tinha em casa, um já nascido e o outro que viria ao mundo no Maio seguinte.A reportagem foi realizada pela nossa equipa da RTP em plenitude, com esforço, dedicação, inteligência, experiência militar e coragem. A equipa durante todo o dia não tinha ingerido qualquer alimento e telemóveis não existiam. Cerca das 17.00 horas, chegou uma outra equipa de reportagem chefiada por Adelino Gomes, para que a nossa pudesse regressar à Alameda das Linhas de Torres e para que o material recolhido fosse sendo montado para posterior transmissão no telejornal.Cheguei à redacção e o director Álvaro Guerra passou a ter conhecimento de todo o material exclusivo que eu possuía. Um manancial de gritos, de correrias, de apelos à guerra, à luta, à morte. Conversas acesas entre militares. Políticos e militantes de forças de extrema-esquerda à porta do RAL 1. Pára-quedistas quase na boca do lobo, enfim, um vasto espólio histórico que haveria de deixar marca. Em quem? Em mim.Quando me apercebi do que se passava na redacção já era tarde para agir. Adelino Gomes que tinha regressado à base com umas meras imagens de aviões a sobrevoarem o quartel RAL 1, dirigiu-se à sala de montagem com indicações de Álvaro Guerra, a fim de juntar todo o material e apresentar uma peça global. Com o meu trabalho, Adelino Gomes passava a ser o jornalista-herói. Desde esse dia, nunca mais parou na ribalta. Desde esse dia que eu compreendi que o jornalismo também é uma máfia.© jes Jornal do Pau Para Toda A Obra

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

SÓ SUCATA


"O ministro das Obras Públicas já reconheceu que cinco empresas públicas mantiveram relações 'ocultas' com o sucateiro Manuel Godinho. Estradas de Portugal, Metropolitano de Lisboa, Rede Ferroviária Nacional, Transtejo e CP devem ter por lá muita sucata a necessitar de forno crematório. Mas, antes disso, seria bom que se investigasse quem é que nomeou os administradores dessas empresas. Em alguns casos, os felizardos já estão há muito tempo anexados a certos poderes vindos do Oriente... "

"anexados a certos poderes vindos do Oriente" .
Um dia, talvez nas suas memórias, JES, nos descreva as muitas "faces ocultas" que por lá conheceu, preferencialmente antes que "eles" vão para o Oriente Eterno.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

"PS e PSD, estão a asfixiar o que nos resta de democracia"

…
Nestas eleições, até aqui, tudo se está a passar como se PS e PSD tivessem feito um pacto formal de não trazer à discussão pública questões do carácter de quem nos governa, tem governado e quer governar.
Tudo se está a passar como se as duas grandes superfícies políticas tivessem um Estado-Maior conjunto cuja missão fosse convencer os portugueses da inevitabilidade fatal de eleger um deles. E não tem que ser necessariamente assim.
Há ética para além do que Maquiavel diz, mais liberdade do que o politicamente correcto martelado à custa de censura e mais possibilidades do que escolher o voto meramente entre BPN e Freeport.
A coligação de interesses do Bloco Central já nos fez chegar à grande crise mundial com desvios nos indicadores de desenvolvimento que prenunciam um futuro sombrio.
Portugal precisa de revolucionar as escolhas políticas.
Não é a votar repetida e clubisticamente que nos assumimos como povo e como Estado.
Juntos, PS e PSD, estão a asfixiar o que nos resta de democracia e parece que já nem notamos que nos está a faltar o ar. por Mário Crespo em O grande silêncio no JN

Mário Crespo "atingiu a idade em que se pode começar a dizer tudo", aquela idade que não se mede por anos, mede-se por experiencia, por carreira feita.
O artigo de opinião que colocou no JN está feito de experiencia acumulada.
O Jornalista João Severino, em REVOLUÇÃO, comenta
desta maneira aquele artigo de opinião:
O jornalista Mário Crespo defendeu no 'Jornal de Notícias' que o PS e o PSD asfixiam o povo português. Sublinhou no seu artigo (...) que tem de haver uma revolução na escolha futura dos portugueses. No entanto, assim é fácil escrever. Crespo não apresentou uma única alternativa para votar...
Não estou de acordo. Não cabe a comentador indicar, a sua função é a de alertar, e a nossa é a de quebrar a preguiça do pensar e escolher em liberdade.
Claro que a "massificação" que nos deu a "preguiça" condicionou-nos a liberdade. Isto é, trinta e quatro anos depois estamos na mesma... até no votar!