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sábado, 5 de dezembro de 2009

PERCEBEM O TRUQUE?

Lança-se pela internet e na blogosfera uma série de textos indicativos de serem transcrições das escutas a Armando Vara ao telefone com José Sócrates. De seguida, espalha-se por tudo o que é jornal, rádio e canal de televisão que as transcrições das escutas são falsas. OPS!!! A opinião pública já ficou na dúvida sobre a eventual divulgação, num qualquer dia, de transcrições de escutas. Serão verdadeiras? Não, devem ser falsas. Serão falsas? Não, devem ser verdadeiras. Obviamente que a dúvida não dá credibilidade, mesmo à veracidade. in Jornal do Pau Para Toda A Obra
já agora leiam o post HOMEM-LATA DO ANO

Adensa-se o clima de crise política iminente.

Atingiu uma temperatura anormalmente quente o primeiro debate quinzenal da legislatura.
Sócrates recomendou "juizinho" a Portas, disse que Ferreira Leite promove uma política de "lama" e "coscuvilhice" e foi acusado por esta de ataques "indignos" à justiça.
Tudo acusações e contra-acusações em torno da 'Face Oculta' ou da nacionalização do BPN. Pelo meio, discutiu-se economia.
O primeiro-ministro começou já a preparar o terreno para a discussão do próximo Orçamento do Estado (OE) de 2010, dizendo que será "inaceitável" ser forçado a governar com uma proposta subvertida pela oposição.
Adensa-se o clima de crise política iminente.
Mas, até Abril, o Presidente da República estará impedido de convocar novas eleições. Ontem, de resto, Carlos César avisou que num cenário de instabilidade, o PS deve provocar eleições antecipadas
...
Nestes dias que um membro da direcção socialista admite como sendo de "sufoco" em termos de agenda parlamentar, o essencial do esforço da bancada e do Governo centra-se em evitar projectos da oposição que impliquem redefinição nas prioridades orçamentais.
...
No Governo ganha-se tempo. O mês-chave é Abril. Até lá o Presidente da República está impedido de convocar novas eleições.
Economia - DN
Que venha Abril, mas que não volte a ser necessário Novembro.

sábado, 21 de novembro de 2009

INSULTOS A CAVACO NO 'FACE OCULTA'?


Esta manhã, os portugueses que ouviram a Antena 1 devem ter ficado tão perplexos quanto chocados. O ex-bastonário da Ordem dos Advogados, Pires de Lima, referia com todas as letras que nas escutas relacionadas com o caso 'Face Oculta' ouvem-se graves insultos e obscenidades contra o Presidente da República a partir, subentendeu-se, da conversa entre Armando Vara e José Sócrates. Será isto possível? Ao que chegámos... in Jornal do Pau Para Toda A Obra
nunca fui apoiante de Anibal Cavaco Silva e tenho discordado de quase todas as intervenções do actual Chefe de Estado.
sempre fui contra qualquer tipo de escuta telefónica e, principalmente, contra o seu uso, embora compreenda que, no limite, terá que ser feita e usada (algo que não tem sido feito na justiça nacional).
mas fui educado a aceitar a instituição Presidente da Républica apesar de, desde que conheço, que algum tenha sido do meu agrado.
claro que andámos a instruir sem educar e, por isso, temos os politicos escutados que merecemos.

sábado, 14 de novembro de 2009

tomates...


O procurador-geral da República terá vontade de divulgar o teor das escutas do processo Face Oculta admitindo ser impossível evitar as fugas de informação: «Se depender de mim, e se for possível, divulgo as escutas para isto acalmar», escreve-se no Expresso e no Sol

mas, se mais vale tê-los que parecê-los... e porque o futuro ao GADU pertence, o PGR não deverá querer "perdê-los".

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

conhecimento antecipado de acórdão

Três juízes do Tribunal da Relação do Porto que participaram no acórdão que absolveu a empresa O2 - Tratamento e Limpezas Ambientais, SA de pagar 105 mil euros à Refer - Rede Ferroviária Nacional estranham que Manuel José Godinho, preso preventivamente no âmbito da operação Face Oculta, tenha sido apanhado numa escuta telefónica com Armando Vara a dizer que ganhou o caso, quatro dias antes da decisão ter sido assina-da por aqueles juízes. E não conseguem explicar a eventual fuga de informação. mais»»

"Com clientes assim tínhamos mesmo que ser líderes."

Quando Noronha do Nascimento decidiu ser o primeiro presidente do Supremo Tribunal de Justiça a contratar uma agência de comunicação, escolheu a LPM, de Luís Paixão Martins. Questionado sobre esta escolha pela revista Visão em Janeiro de 2007 recusou explicar os seus motivos. Mas é relativamente fácil perceber. Afinal, a LPM é uma das maiores empresas de comunicação do País.

Acontece, porém, que a LPM é mais do que isso - é a agência de comunicação que trabalha há anos com o PS. Em 2005, Luís Paixão Martins fez a campanha socialista. Em 2009, foi consultor. No site da LPM há mesmo uma notícia com uma foto de José Sócrates a celebrar uma vitória eleitoral com o seguinte título: "Com clientes assim tínhamos mesmo que ser líderes."
Esta proximidade entre a LPM e o PS devia impedir a agência de comunicação de trabalhar para o Supremo Tribunal de Justiça? Pela lei, não. Pelo bom senso, sim. Esta semana, soube-se que o presidente do STJ decidiu que as escutas feitas a telefonemas entre Vara e Sócrates deviam ser declaradas nulas - e essa decisão tornou-se notícia. Como existe uma equipa da LPM a trabalhar directamente com o STJ, e a prestar assessoria de comunicação, é natural que se discuta o valor desta informação, se ela deve ou não ser divulgada, de que forma, com que impacto e através de quem. Essas decisões, como é evidente, não devem ser influenciadas por uma empresa que trabalha há anos com o primeiro-ministro, uma vez que se trata de um caso grave que o envolve directamente.

O problema não é da LPM, não é de José Sócrates e não é do Governo - é do Supremo Tribunal de Justiça. Pela sua importância, o STJ tem de estar blindado contra todas as dúvidas e suspeitas. E, neste momento, não está. “O Supremo e as Agências de comunicação” in Semanário Sábado.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

as escutas são nulas... claro!

O Supremo Tribunal de Justiça, órgão máximo da magistratura judicial em Portugal, já decidiu decretar a nulidade da certidão envolvendo escutas telefónicas em que aparece o primeiro-ministro José Sócrates.
Segundo apurou o Expresso, a decisão do Supremo Tribunal de Justiça, presidido por Noronha do Nascimento, baseia-se no facto de as escutas envolvendo o primeiro-ministro terem de ser previamente validadas por um tribunal superior.
...
As certidões extraídas do processo e em que aparece José Sócrates foram enviadas para o Supremo Tribunal pela Procuradoria Geral da República.
De acordo com o noticiado, José Sócrates e Armando Vara teriam conversado sobre negócios da área da comunicação social, nomeadamente a venda da TVI por parte da Prisa.
Expresso.pt

Justiça e Lei... a diferença que nós os leigos não entendemos...


In extremis, mas salvo. Apesar alívio destrutor no anúncio do SJT, as cinquenta cassetes não precisam ser sacrificadas a bem da impunidade vigente e a mal da nossa vida pública. E não pelo simples facto de as escutas terem sido, na verdade, a Vara, com Sócrates dentro, mas apenas por casualidade. Mais que isto só se for o costumeiro pulverizar de areia sobre as nossas estruturas oculares. Portanto, nunca houve escutas a Sócrates. Eram a Vara. Sócrates aparece colateralmente? Ok. A coisa melindra o PM? Azar! As escutas não podem ser anuladas porque não lhe eram dirigidas. A STJ e a PGR ou estão senis ou então com uma camada do da Bairrada, além de um medo que se pelam já se sabe de quem. Grande João Eduardo Severino! Resta-nos conhecer o respectivo recheio das cinquenta e esperar que a Vulgaridade em Vigor nos desampare a loja nacional. SÓCRATES SALVO DO LIXO in PALAVROSSAVRVS REX

terça-feira, 10 de novembro de 2009

jogo de ping pong no sucatagate


Carlos Pinto de Abreu, da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados esclarece que, a questão é «saber se os conhecimentos fortuitos resultantes de interceptações em processos da primeira instância podem ou não ser utilizados» como meio de prova contra qualquer daquelas individualidades e que essa decisão cabe ao presidente do Supremo. TSF
Noronha de Nascimento (STJ) diz que cabe à PGR esclarecer se escutas são nulas

Ó senhor presidente do STJ toda "a gente" sabe que qualquer actuação que envolva o senhor presidente do conselho forçosamente tem que ser nula.