A
comunicação social fala da vigília dos militares e do sentimento de
insatisfação de milhares de militares. Vistas as imagens nem milhares e acho
que nem militares.por Rodrigo Moita de Deus no 31 da Armada
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quarta-feira, 28 de novembro de 2012
domingo, 28 de outubro de 2012
ELITES
por António Borges de Carvalho no Irritado
Não sei o que aconteceu ao
Regulamento de Disciplina Militar, aos Tribunais Militares e a outros produtos
que, de uma forma ou outra, vigoraram em Portugal até à III República. Presumo
que tudo tenha sido revisto, que os militares, como todos nós, tenham ganho em
cidadania e em benefícios do “Estado Social”. Como presumo que, como todos nós,
no caso dos benefícios, estejam a perder.
Na questão da cidadania
parece-me haver algumas confusões.
Quando se vê a tropa
reunida em “associações” que, evidentemente, são sindicatos como quaisquer
outros, tão reivindicativos e tão politicamente manobristas como os demais,
parece evidente que qualquer coisa está mal.
Quando ouvimos o topo da
hierarquia militar dizer, com evidente, demagógica e politiquíssima intenção,
que os militares têm alma, família, etc., parece evidente que qualquer coisa
está muito, muito mal.
E quando o mesmo senhor
vem, de forma sibilina e ameaçadora, dizer que os militares não são
“submissos”, então já não há palavras que cheguem.
Nem nos tempos da II
República se pedia aos militares que fossem “submissos”! Exigia-se-lhes
obediência hierárquica, que nada tem a ver com submissão. Vir, aqui e agora,
sublinhar o conceito, tem, como é evidente, a intenção de justificar a
insubmissão dos militares, ou seja, uma coisa a que, militarmente, se chamava,
e pode ser que ainda se chame, “insubordinação”.
O resultado está à vista.
Os militares passaram a ter os mesmos limites dos cidadãos comuns. Por isso
querem, por bem ou por mal, proceder como eles. Mas, se ser como eles
significar partilhar com eles os sacrifícios, então já são diferentes. É a
“condição militar”, coisa óptima para ter certas vantagens, mas improcedente
quando se tratar do contrário.
Pior do que o espectáculo
das reuniões reivindicativas, das manifestações de rua, da diária presença dos
amotinados na televisão pública, é o olhar benevolente como são toleradas, e
até incentivadas, pela hierarquia. Ao mesmo tempo que o cidadão comum se
prepara para ver reduzidas as mais diversas protecções estatais, saúde,
educação, reforma, desemprego, etc., vê também o orçamento militar ser não
pouco aumentado. Talvez seja explicável, talvez seja indispensável, talvez seja
justo, sério e inevitável. Mas é muito difícil de “engolir”. E, pelos vistos,
não tem efeitos "sociais".
Certas classes sociais e
profissionais não podem, ou não deviam poder, ter estatuto igual aos do cidadão
comum. Assim o escolheram, assim o aceitaram. Estão neste número os militares e
os magistrados. Uns e outros, desde sempre, constituiram elites que se
prestigiavam, pela função, é certo, mas muito mais pela forma como entendiam e
exerciam tal função.
Hoje, são tão elites como
os estivadores – fascistas e comunistas, a mesma luta! – os maquinistas da CP,
os privilegiados da Carris e tantas outras classes, tão impantes de “direitos”
e de exigências quanto indiferentes aos problemas dos demais.
Talvez este problema seja
tão grave como os da crise. Terá solução?
Posted by
José Costa-Deitado
domingo, 15 de julho de 2012
QUE FORÇAS ARMADAS?
Desde há muito que se conhece a expressão 'DIVIDIR PARA REINAR', que nunca tinha pensado um dia ter de a ver aplicada às Forças Armadas Portuguesas... ou ao que delas resta.
Quando os 'manda-chuva', que regem os destinos deste País por eles reduzido a cacos, começaram a delapidar as Armas das suas mais-valias, como sejam as Unidades mais prestigiadas, ou as Forças Especiais existentes em alguns dos Ramos, logo tive a premonição de que o caos estava a surgir e dentro em pouco a 'Tropa' estava à bofetada uma à outra, em sentido figurado, entenda-se, ou seria atirada contra as chamadas Forças de Segurança, com a concessão a estas de condições jamais concedidas às Forças Armadas... ainda que apenas no papel.
Pegou-se no RDM e atirou-se com este para o WC mais próximo, 'fabricando-se' uma versão mais próxima dos desígnios que tinham sido estabelecidos para a 'Tropa'. Mas para vingar a ideia de destruição da Instituição Militar, havia que extinguir o Tribunal Militar, passando-se a sujeitar aqueles que até aí estavam 'nas mãos' de alguém que conhecia o meio castrense, à pseudo-Justiça ministrada pelos Tribunais comuns, onde uma juíza ou um juiz, que até nunca passaram uma Porta d'Armas nem sabem o que é a Disciplina Militar, o espírito de corpo, a camaradagem, a deontologia que rege as Forças Armadas em qualquer contingência em que se encontre...
Depois, continuando a destruição do 'sistema militar vigente', deu-se por findo o Serviço Militar Obrigatório... passando os candidatos às Forças de Segurança a ser admitidos directamente na PSP e GNR... porque também a Guarda-fiscal foi à vida, tal como a Polícia de Viação e Trânsito.
Acabou-se com o Corpo de Polícia Aérea, porque este estava a tomar algum ascendente nas forças especiais e os Páras tinham um Corpo de Tropas que precisava de ser defendido, tal como o Corpo de Fuzileiros.
Acabaram os Comandos, mas estes tornaram-se desejados pela opinião pública, graças à acção da sua Associação.
Fechou a Base Aérea nº. 3, em Tancos, que foi entregue ao Exército para aí ser lançada a tão desejada 'Cavalaria Aérea' do Exército Português. A antiga Base Aérea nº. 7, depois de ter passado a Aeródromo e Base de Tropas Paraquedistas.., também se viu transformado em Unidade do Exército... como quartel de Páras, que passaram a fazer parte dos quadros do Exército.
Entregou-se o Campo de Tiro de Alcochete à Força Aérea, que o modernizou... talvez para o voltar a entregar ao Exército ou até à GNR, porque não?
A 'Tropa' bateu no fundo! Um pseudo-Ministro da Defesa pretende criar mais um posto de Oficial - o Brigadeiro General - mas não define quem é quem nas Unidades. Será que os Soldados são para extinguir? Parece! Para tanto, mais uma redução nos efectivos, desta vez de cerca de 3 mil militares. Para quê? As Forças de Segurança continuam a aumentar os quadros... talvez porque sendo estas detentoras de efectivos superiores às Forças Armadas, a classe política pode dormir descansada, sem medo de um novo 25 de Abril. Será por isso? por Victor Elias no Asas nos Céus via NRP Cacine
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
"Paisanice" ou "Bandalheira "no Hospital de Marinha ?

...
Depois, já na consulta, as surpresas não tinham terminado... Então, não descobri a 1º tenente chefe do serviço, "mascarada" de médica com bata e galões nas passadeiras mas calçando umas inenarráveis, por muito coloridas, "romanas"? E admirava-me eu das juízas e procuradoras aparecerem nas audiências a mostrar as barrigas por cima das calças e debaixo da beca... post completo in A Voz da Abita
Depois, já na consulta, as surpresas não tinham terminado... Então, não descobri a 1º tenente chefe do serviço, "mascarada" de médica com bata e galões nas passadeiras mas calçando umas inenarráveis, por muito coloridas, "romanas"? E admirava-me eu das juízas e procuradoras aparecerem nas audiências a mostrar as barrigas por cima das calças e debaixo da beca... post completo in A Voz da Abita
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Militares alertam para risco de ruptura nos quartéis em carta dirigida aos portugueses - TSF

Três associações militares assinaram uma carta aberta dirigida aos portugueses, onde avaliam o que foi feito pelo Governo e onde fazem sugestões para a próxima legislatura. Os militares consideram que a reorganização das Forças Armadas foi um fracasso e avisam que se mantém o risco de ruptura entre os militares.
...
Na carta, os militares apelam também aos partidos políticos para que se pronunciem «sobre estas matérias, sobre como é que vão conduzir o diálogo social, em particular com estas associações que estão fora da concertação social» e desafiam ainda os políticos para uma «discussão sobre a Defesa Nacional e sobre a valorização das Forças Armadas».
Tendo em conta que os militares não podem participar activamente numa campanha eleitoral, as três associações pedem também aos cidadãos em geral que participem nesses debates, lembrando que se acentua o risco de ruptura e de quebra de coesão entre os militares das Forças Armadas. TSF
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Na carta, os militares apelam também aos partidos políticos para que se pronunciem «sobre estas matérias, sobre como é que vão conduzir o diálogo social, em particular com estas associações que estão fora da concertação social» e desafiam ainda os políticos para uma «discussão sobre a Defesa Nacional e sobre a valorização das Forças Armadas».
Tendo em conta que os militares não podem participar activamente numa campanha eleitoral, as três associações pedem também aos cidadãos em geral que participem nesses debates, lembrando que se acentua o risco de ruptura e de quebra de coesão entre os militares das Forças Armadas. TSF
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