Ao contrário do que afiançam
pequenos, médios e grandes comentadores, que entraram numa verdadeira orgia de
análises do problema, nunca me apercebi de qualquer diferença de substância
entre o que diz e pensa António José Seguro e o que diz e pensa António Costa.
Claro que António José Seguro é tosco a dizer aquelas vacuidades e é possível
que os seus correlegionários achem que com uma caricatura daquelas não chegam a
lado nenhum. Já António Costa tem pose. Restam as vacuidades. É certo que este
exercício ortopédico forçado a que nos condenou o termos de recorrer à troika,
como prémio por décadas de irresponsabilidade, roubou aos partidos, a todos,
margem para os seus dirigentes «pensarem» coisas. Mas comentadores e
contendores deram durante a semana que passou, perante a estupefacção do país
que não pertence às hostes quezilentas do PS, um exemplo do que é viver para a
mais descarada das irrelevâncias. Ninguém que não se anime naqueles ódios
privados e para aqueles ódios privados percebe o que pôs o principal partido da
oposição em movimento convulsivo para a auto-anulação. Eu, que, apesar das
aparências, me vinha a dar à dúvida de poder existir qualquer coisa secreta que
divida, de facto, o PS de António Costa do PS de Seguro, qualquer coisa,
digamos, com significado para mim e para si, para nós que não estamos naquela
família em guerra, qualquer coisa que talvez estivesse a escapar ao meu poder
de discriminação fina, fiquei ilustrado com a notícia
do Expresso, que reza assim: «O secretário-geral do PS vai dar ao seu
quase-adversário a “unidade” que este lhe pediu em troca da paz no próximo
Congresso. As “bases programáticas” comuns que estão a ser trabalhadas incluem
uma reabilitação dos anos de governação de José Sócrates.» E pronto. O futuro é
isto. por Jorge Costa n’
O Insurgente
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domingo, 3 de fevereiro de 2013
Die hard
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José Costa-Deitado
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Artur Baptista Silva 2.0
Carlos Mulas-Granados, co-autor do
famoso
relatório do FMI foi demitido
por fraude da Fundação Ideas que é vinculada ao Partido Socialista Obrero Español.
Aparentemente, ”Mulas inventou Amy
Martin, uma pretensa especialista em assuntos globais que escrevia artigos para
o site da Fundação. Artigos pagos a peso de ouro – e esse dinheiro tem agora de
ser devolvido, cerca de 50 mil euros relativos a 2010 e 2011.“
As semelhanças com o Artur
Baptista Silva não se ficam por aqui, embora este deva ser esse o facto mais
explorado pela comunicação social e outros, sobretudo para tentarem
desacreditar o relatório do FMI referido acima. Também Carlos Mulas-Granados
veio defender que “a
austeridade não é o caminho” e que “a actual crise está a ser aproveitada
para fragilizar o Estado“. n’ O
Insurgente
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
A matilha noticiosa em Bloco
Não há noticiário algum nas tv´s que
não traga figuras do Bloco a comentar a situação político-económica. O Bloco e
as suas excelsas figuras fossilizadas num comunismo envergonhado é uma força
política que os directores de informação acham plenamente democrático.
Democrático
no sentido de admitirem pluralidade político-partidária que o Bloco nunca
admitiria se fosse maioria.
Democrático no sentido de permitirem liberdade de
expressão como temos, uma vez que o Bloco nunca aceitaria tal liberalidade
perante as ameaças à "democracia" que inventariam logo, logo se
fossem poder.
Democrático, finalmente no sentido
de permitirem a liberdade de reunião, como hoje existe, porque descobririam que
tal permissividade poria em perigo grave a "democracia" que defendem,
logo, logo se fossem poder.
O Bloco não é um chavismo disfarçado.
É o comunismo puro e duro na vertente trotskista que nunca foi experimentado em
lugar algum do mundo, mas consegue uma proeza, em Portugal: passar como se
fosse uma ala um pouco mais à esquerda do PS... no Porta
da Loja
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