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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

MEMORIAL DO SONOLENTO

Alegre não descobre os cheques,
Lelo não faz ideia do que é comunhão de bens,
Santos Silva não sabe o que tem na carteira.
O Ricardote não acha os gravadores,
o fax de Macau evaporou-se,
Cravinho perdeu-se nas scut's.
Navegam beatos no acto de fé de Matosinhos com Seguro a nunca mais aprender a ler, escrever e contar.
E no retiro da mixórdia ninguém repara na farta herança de Sócrates. por João E. Severino Pau Para Toda A Obra

domingo, 29 de janeiro de 2012

A praga das fontes anónimas e o jornalismo de vão de escada ou CAVAQUISTAS PASSARAM À HISTÓRIA


Será difícil aos cavaquistas perceberem de uma vez por todas que o seu tempo político já passou à história. Já tiveram os seus "cinco" minutos de fama quando andaram a construir auto-estradas por tudo o que era montes e vales para ficar mais dispendioso. Será que os cavaquistas ainda não se convenceram que o BPN, o maior cancro do país, é obra sua? O povo foi a eleições e escolheu Passos Coelho. Nas próximas eleições, se o governo for mau, logo levam com o castigo respectivo, mas andar a aturar os cavaquistas com uma guerra subversiva é que parece fobia de macaco por banana. por João E. Severino no pau para toda a obra



QUANDO os jornais se questionam por que razão têm cada vez menos leitores, talvez fosse boa ideia deixarem de fazer artigos como este, onde fontes anónimas dizem o que lhes apetece e criticam quem querem, como se no jornalismo sério as fontes não identificadas pudessem ter opinião…por António Granado no Ponto Media

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

os outros que cortem

Não gosto de hipócritas. E condeno-os quando dão nas vistas. É o caso de Assunção Esteves, a nova presidente da Assembleia da República que contratou mais um motorista [da sua confiança] para o seu gabinete quando já possuia oito (8), repita.se, oito motoristas para o gabinete da senhora que simplesmente deve dirigir trabalhos num parlamento.
No entanto, a mesma senhora farta-se de anunciar que é preciso reduzir despesas e quer efectuar cortes na despesa da AR entre 3 e 5%. por joão e. Severino no pau para toda a obra

domingo, 7 de agosto de 2011

a preocupação

O Governo resulta de uma eleição popular. Tem de governar e para isso tem de nomear as suas pessoas de confiança para o efeito. Em qualquer parte do mundo é assim. No anterior governo as nomeações dos "boys" para "jobs" inexistentes ou que não faziam falta nenhuma foram vergonhosamente demasiadas. Se querem um exemplo, dou-vos já: um ministro tinha quatro, repito, quatro assessores de imprensa. Mas, o que está em causa é que nunca vimos o 'DN' preocupado com os "boys" do anterior governo. Hoje, deu-se à pouca vergonha de chamar a manchete (pobres que não arranjam outro assunto mais importante) as nomeações que este governo já efectuou, as quais são três vezes menos que as do anterior. Já me disseram que esta vontade voraz de morder se deve à inveja de alguém que não foi nomeado... Das 450 nomeações feitas 73 foram para 'boys', diz o 'DN'. por João Severino no pau para toda a obra

domingo, 10 de julho de 2011

uma "entrevista" com o ex-primeiro-ministro socialista

adeus Sócrates
José Sócrates está de abalada. Vai para Paris. Já pediu licença sem vencimento na Covilhã . No momento da despedida imaginámos uma entrevista com o ex-primeiro-ministro socialista.

- Senhor engenheiro, confirma que vai estudar Filosofia para Paris?
- Não confirmo nem desminto.
- Mas o embaixador Seixas da Costa já lhe arranjou um apartamento?
- Não confirmo nem desminto, mas parece-me que anda muito bem informado sobre a minha vida.
- Tem sido uma vida difícil?
- Depende do ponto de vista. Como governante foi. Como cidadão, tirando alguns apupos da extrema-esquerda e uns assobios dos contratados pelo PCP, tenho tido uma vida agradável...
- Mesmo com as namoradas?
- Bem, não vá por aí. Realmente, tem havido algumas ingratidões e especialmente quando têm a mania que são jornalistas de topo e não passam de umas aprendizes...
- Refere-se à última?
- Não sei se você sabe o que eu sei sobre saber-se quem foi a última.
- O senhor engenheiro sentia no governo que tinha muitos amigos?
- Sentia.
- E sente?
- Nem pensar. A maioria foi uma falsidade. Alguns dos que mais me bajulavam foram os primeiros a desaparecer...
- Mas nem lhe telefonam?
- Olhe, sei de alguns que até retiraram o meu número da lista privada dos números de telefones.
- Enganado?
- Desiludido... desiludido com tanta ingratidão e sobre alguns o choque até é emocional.
- Por quê, emocional?
- Ora, porque os vi inscreverem-se no PS sem casa, sem carro, sem fatos, sem casa no Algarve, sem empregadas domésticas, sem saberem onde era a Europa e foram esses os que mais... bem, deixemos isso.
- Refere-se ao que Mário Soares salientou recentemente? Ao facto de alguns se terem abotoado com muito dinheiro?
- Não quero entrar por aí senão muito tinha para contar. Efectivamente... você veja, realmente, das duas uma, ou estavam para servir o país e o partido ou estavam ao meu lado para ganhar muito dinheiro e terem muitas mulheres...
- Mulheres?
- Quero dizer, muitas secretárias nos gabinetes e essas foram o antro da má-língua...
- Contra si?
- Sim, contra mim e com os maiores despautérios na boca dizendo que eu era isto, era aquilo, era aqueloutro...
- E era?
- Está a brincar comigo ou continuamos uma entrevista séria?
- O senhor engenheiro teve ou não teve boas relações com o Presidente da República?
- Não tive. Os sorrisos eram uma hipocrisia. Como é que queria que tivesse uma boa relação se durante todo o tempo foi ele que criou a minha queda?!
- E aleijou-se?
- Muito. Posso dizer-lhe que estou absolutamente convencido que não voltarei a endireitar-me... a queda deixou-me com fracturas irrecuperáveis, penso eu.
- O senhor engenheiro, afinal, é ou não engenheiro?
- Depende de como se quiser interpretar?
- ...?
- Sim, não fique admirado. Há engenheiros da velha guarda e há outros como eu de uma era moderna, cujos cursos não foram obrigatoriamente obtidos no Instituto Superior Técnico...
- Portanto, tem um diploma?
- Quero dizer, ter tenho e passado por uma universidade de prestígio.
- Mas essa universidade encerrou...
- Espere! Encerrou porque foi alvo de uma cabala... mas, adiante, não falemos de coisas encerradas!
- O senhor engenheiro vai ter namorada em Paris? Poderá vir a ser uma filósofa para facilitar a aprendizagem?
- Lá está você com brincadeiras. Eu em Paris limitar-me-ei a ser francês.
- Como? Vai renunciar à nacionalidade portuguesa?
- Calma, calma! Não vá escrever isso porque eu nego, eu nego, continuarei a ser português, só que à moda francesa.
- A servir à mesa ou a limpar escadas?
- Essa é uma ideia muito retrógrada do emigrante português, desculpe mas tenho a maior consideração pelos emigrantes...
- Nunca mais vai voltar? Já se fala que poderá um dia candidatar-se a Presidente da República, está no seu horizonte?
- Bem, se o António José Seguro se candidatar... ah!... nesse caso eu volto!
por joão e. severino no Jornal do Pau.

o humor nacional deve ser uma das poucas coisas que se mantém intacta, AAA+++, como agora se classifica!

terça-feira, 17 de maio de 2011

mesma janela, diferente paisagem?

Parece-me que Louçã ganhou o debate a Passos Coelho. O líder do PSD, se quer ganhar as eleições e ter uma carreira política de sucesso, tem que pôr os olhos em Louçã, Sócrates e Portas e começar a fazer melhor o trabalho de casa e ser mais agressivo. Deveria saber que não tem conhecimentos de economia para bater Louçã nessa área, pelo que não o deveria ter deixado guiar o debate para aí. Devia ter-se agarrado às diferenças ideológicas e à utópica concepção de sociedade bloquista, começando ao ataque e não à defesa como esteve sempre. por Samuel de Paiva Pires no  Estado Sentido
Esta noite, na TVI, Pedro Passos Coelho apareceu bem preparado e conseguiu fazer passar uma mensagem de seriedade e de realismo. O debate com Francisco Louçã, um dos melhores economistas portugueses, não era fácil, mas o líder do PSD rebateu todas as questões de Louçã tomando por base o programa eleitoral social-democrata, pois, de eleições se trata. Passos Coelho ainda marcou mais pontos ao saber explicar as incongruências do actual primeiro-ministro (um bom treino para sexta-feira) quando Louçã mais parecia um Sócrates a defender a "barracada" das Novas Oportunidades. O "novato" Passos Celho deu uma bofetada sem mão aos seus detractores porque ainda conseguiu debater com o radical Louçã com toda a cordialidade. por joão eduardo severino no pau para toda a obra

quarta-feira, 11 de maio de 2011

os inimigos de sócrates

É triste quando um homem que desejou ser alguém na política [e que depois de conseguir os seus objectivos] seja visto a arrastar-se pelos corredores da desgraça, da maledicência, do oportunismo, da incompetência, da vaidade, da arrogância e da corrupção dos seus verdadeiros inimigos. Inimigos que estão diariamente junto de José Sócrates como primeiro-ministro ou como secretário-geral do PS. Inimigos que lhe mentem. Inimigos que inventam que ele é o maior e que vai ganhar. Inimigos que só estão interessados nas comissões das adjudicações. Inimigis que querem dar nas vistas nas televisões para sua promoção pessoal. Inimigos que lhe dão conta do supérfluo e do artificial. Inimigos que não têm a coragem de ser sérios e dizerem-lhe frontalmente "É pá, chegou a tua hora, desiste, chegaste ao fim e não enterres mais o que conseguiste fazer mal ou bem". Os verdadeiros inimigos são aqueles "falinhas mansas" que aparecem a fingir que são muito amigos do chefe, mas que nas suas costas só sabem dizer que ele também é maricas. Uma cambada de gente que aparece sempre ao redor de quem chega ao poder e que são os tais que até não se importam de vender a mãe. por João Eduardo Severino no Pau Para Toda A Obra

sexta-feira, 29 de abril de 2011

aparelho desaparelhado

No interior do Partido Socialista as coisas estão muito quentes. Há brasas que estão mesmo a arder e podem fogachar (este verbo existe?) para a cara do próprio líder. Dizem-me personalidades socialistas que me merecem todo o respeito, porque as conheço há mais de vinte anos, que a coisa está muito feia. José Sócrates apoderou-se totalmente do aparelho do partido e tem controlado tudo ao seu prazer. De uma forma hostil e até malcriada para quem o critica no interior do partido. Sócrates já chegou a pedir desculpas a quem ofendeu, nomeadamente, a uma grande senhora, seriíssima e com muitos sacrifícios dedicados ao partido.
A lista de deputados para as próximas eleições foi algo de prepotente, formada à base de uma maioria de bajuladores do chefe, a quem tudo pedem e a quem tudo fingem dar. Serão os mesmos que irão tentar apanhar o comboio dos oposicionistas à actual liderança, caso o PS venha a perder as próximas eleições e assim que o partido obrigar Sócrates a demitir-se da liderança. por joãoeduardoseverino no Pau Para Toda A Obra

sábado, 26 de março de 2011

apagão


Foi fartar vilanagem. Roubou-se e gastou-se o que se quis. Administraram-se as empresas públicas para se comprar uma ou mais vivendas no Algarve, um monte no Alentejo e um apartamento de luxo no sul de Espanha. Colocaram-se os amigos e amigas nos lugares mais inacreditáveis que nem sequer existiam. Criou-se um "buracão" de 17 mil milhões de euros, que se agora fossem contabilizados levaria o país à bancarrota imediata. No entanto, o senhor Presidente da República e os "interesses" que exploram Portugal, ordenaram um "apagão" ao "buracão".
Já fiquei de cara à banda por Cavaco Silva "obrigar" Passos Coelho a esquecer a auditoria às contas públicas, conforme o líder do PSD tina intenção de fazer. Quer dizer, quando os ladrões do fartar vilanagem [como aqueles que iam para o Hotel do Guincho almoçar com as secretárias e ficavam lá dois dias com uma conta paga por nós de 3.000 euros] se deliciaram a sacar o nosso dinheiro e se esperava que fossem parar com os costados a um calaboiço, não senhor, a ordem é para esquecer o assunto porque isso levaria o país à bancarrota imediata.Tem pai que é cego ou baixamos já as calças?
Se realmente tivessemos sangue árabe já estaríamos na rua com a metralhadora na mão... por joão eduardo severino no
Pau Para Toda A Obra

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

na psp a coisa está preta


A PSP, vai não vai, é notícia pelos piores motivos. Os agentes fartam-se de chamar à atenção dos responsáveis que não têm condições de trabalho, que arriscam a vida e depois eles é que sofrem as consequências, que a pressão é enorme devido ao salário baixo bem como outros lamentos. Os seus alertas têm sido passados para as calendas através dos orifícios de ouvidos surdos.
Factos tristes recentes a dar que pensar: ontem, um agente, na Musgueira-Lisboa, disparou e matou um ladrão [tudo indicando que tem a carreira e a vida arrumadas]. Hoje, outro agente, em Almada, pegou na pistola e suicidou-se.
Hum...
por joão eduardo severino no Pau Para Toda A Obra

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

topicos para uma CRÓNICA NOTÁVEL (a melhor do pós eleições)


novidades eleitorais
 Na sede de Manuel Alegre, no hotel Altis, houve mau perder. Reinou o silêncio e a sala vazia.
 Cavaco venceu na terra de Alegre, Aveiro.
 No bastião comunista de Beja Cavaco ganhou.
 Alegre não ganhou no Círculo de Sócrates, Castelo Branco.
 Na cidade da cultura - Coimbra -, Alegre ficou muito triste por perder para Cavaco.
 Évora socialista votou Cavaco.
 Fernando Nobre consegue três segundos lugares em concelhos algarvios.
 Nobre perde para Alegre em Leiria por apenas 240 votos.
 Em Lisboa foi onde houve mais dispersão de votos.
 Cavaco voltou a perder em Avis e Campo Maior (Alentejo)
 Nobre surpreende no Porto com 15%.
 Em Santarém só Alpiarça derrotou Cavaco.
 O comunistão Setúbal virou cavaquistão.
 Defensor Moura nem em casa (Viana do Castelo) conseguiu melhor que o terceiro.
 Cavaco obteve o melhor resultado (65,4%) em Vila Real.
 Viseu continua fielíssimo a Cavaco com 64,9%.
 Carlos César foi dos mais derrotados com Cavaco a obter nos Açores mais do dobro de Alegre.
 Coelho derrota Jardim tirando a maioria absoluta a Cavaco.
 O Cartão do Cidadão mandou muita gente para casa sem votar.
por joão eduardo severino
Pau Para Toda A Obra

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

aos micro, pequenos e médios jornalistas


grande informação
A informação está doente. Desculpem dizer-vos isto, mas constato que algo vai muito mal no reino da informação. Ontem, José Sócrates deslocou-se a Castelo Branco (sua terra adoptiva) para apoiar Manuel Alegre. Jornais, rádios, televisões, em nenhum deles se leu ou ouviu falar que uma manifestação de protesto aguardava o líder socialista na cidade beirã. Hoje, concluo ao ler o 'i' que, afinal, o controlo da informação é muito maior do que eu poderia imaginar:
Manifestação Esperava Socrates em Castelo Branco por João Eduardo Severino no Pau Para Toda A Obra

Auxiliar de memória para os jornalistas
O Carlos já aqui
referiu isto, o que é muito grave. Manuel Alegre garantiu que impedirá a revisão da Constituição, se essa for contra as suas ideias. Ora, como Manuel Alegre devia saber, visto que é candidato ao cargo, o Presidente não pode recusar a promulgação da lei de revisão. A minha pergunta: não há nenhum jornalista que lhe faça uma questão sobre isto? publicado por Nuno Gouveia no 31 da Armada

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

portugal não percebe nada de chinesices


A salvação da economia de Portugal e de outros países europeus poderia estar na China. Poderia, mas não está, por enquanto. Expliquemo-nos porque o caso é muito sério e grave. Os bancos estão a precisar de dinheiro como pão para a boca. O governo podia ver a luz ao fundo do túnel se os bancos pudessem começar a conceder créditos para as mais diversas solicitações, incluindo para as grandes obras públicas. Estamos a falar numa grandeza de valores na ordem de milhares de milhões de euros. Qualquer banco português está a pagar através das agências de rating americanas entre 4,5 e 6,5 por cento. Ora, os americanos estão a conseguir esse mesmo dinheiro na China a uma percentagem entre 1,5 e 3 por cento. Vejam só o lucro que os americanos obtêm quando emprestam a 5,5 depois de adquirirem a 2,5. Para vos dar um exemplo, há bancos portugueses que, se pudessem, contraíam emprésrtimos imediatamente na ordem de 250 mil milhões de euros, se um qualquer banco da China emprestasse directamente mesmo a 3,5 por cento.
Neste sentido, temos assistido à maior burrice jamais levada a efeito nas relações entre Portugal e a China. Como Macau não ensinou nada a esta gente, porque simplesmente estiveram preocupados em sacar a qualquer preço, tem-se assistido à tentativa"oficial" de pedir quase de joelhos às autoridades chinesas que estas concedam luz verde aos empréstimos directos. Bancos chineses como o 'Bank of China' ou o 'Bank of Communications' têm os seus cofres a abarrotar e poderiam ser os "salvadores" de Portugal, Espanha e outros países europeus. Contudo, enquanto outros países têm sabido fazer o trabalho de casa e estão quase a conseguir obter êxito nas pretensões de financiamento, Portugal só faz asneiras. Primeiramente foi o ministro Vieira da Silva que se deslocou a Xangai, com o pretexto de visitar a Expo, depois foi o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, que apareceu em Macau sem se explicar ao que ia. Dois governantes que foram pedir por tudo às autoridades chinesas que concedessem os tais empréstimos que representariam o pão para a boca.
Com a presença do Presidente da RPC, Hu Jintao, em Portugal, os governantes lá irão mais uma vez pedir a tal luz verde e não contentes com a "asneira", o primeiro-ministro José Sócrates segue no dia 13 para Macau na tentativa, em desespero de causa, de conseguir o que há meses não se vislumbra. E onde está a asneira? No procedimento. Haja quem ensine os nossos governantes que tudo se consegue dos chineses mas... por portas e travessas. Há os canais próprios para estes assuntos. Nunca podem ser os políticos a realizar as abordagens em assuntos desta natureza. Os Estados apenas têm de dar o aval às transacções de grande envergadura, mas os emissários do assunto têm de ser sempre os "civis" e nunca os "militares"... por joão eduardo severino no
Pau Para Toda A Obra (com os meus sublinhados)

quinta-feira, 6 de maio de 2010

ASSIS NÃO


Assim não vamos lá. Com um Assis, líder parlamentar, que afirma a confiança política num fulano que deveria ter o mínimo respeito por quem o elegeu, não vamos a lado nenhum para convencer os jovens a gostar de política. Eles, os jovens, já dizem à boca cheia que "a política é para os ladrões". E depois, vêem um deputado roubar dois gravadores, as ferramentas de trabalho, de jornalistas que o entrevistavam e que lhe colocaram perguntas pertinentes. Que pensam estes jovens de um partido político que em vez de obrigar o deputado a renunciar, ainda o promove dizendo que lhe dispensa toda a confiança política? Assis não...
por joãoeduardoseverino in
Pau Para Toda A Obra

terça-feira, 4 de maio de 2010

a importância das "petições" públicas


A importância das "petições" públicas é cada vez mais significativa. A indignação das pessoas simples do povo quando se manifesta em grande número tem um valor acrescido quanto ao objectivo. A deputada socialista Inês de Medeiros indignou muita gente em pretender que lhe fosse pago o transporte para Paris, onde reside, quando se candidatou à AR pelo círculo de Lisboa. De imediato, nasceu uma petição pública a exigir a demissão da deputada.Inês de Medeiros solicitou hoje ao presidente do parlamento, Jaime Gama, a dispensa do pagamento das viagens que tinha sido aprovado. por joãoeduardoseverino em Pau Para Toda A Obra

sexta-feira, 26 de março de 2010

o humor existe: CODEX VARAPAU/MARATONA


- Está lá, és tu Varapau?!
- Sim, estou! Sou eu, o Maratona!
- Já foste correr hoje?
- Não, não me apeteceu. Estou um bocado em baixo com aquela história da Leninha...
- Ah sim, parece que querem vender a aparelhagem toda lá da clínica incluindo as máquinas de escrever...
- Pois, pois! Sabes que os exames correram mal... tens de saber o que se passou... parece que o Ruizinho fala muito e depois estraga as radiografias e as análises...
- Fica descansado que eu vou tratar-lhe da saúde... olha lá, quem é esse Carlos brasileiro que atendeu o telefone?
- É um amigão... sabes como é, tenho de ter uma companhia que me disfarce bem de empresário brasileiro para que não pensem aqui na praia que eu sou o que sou...
- Ah!... estou a perceber, mas se a clínica não for comprada pelos teus médicos a doença pode piorar, não é Maratona?
- Claro, Varapau! Mas não te esqueças de dizer ao enfermeiro Ruizinho que não anda a dar bem as injecções e que há muitos doentes a queixarem-se!
- Está descansado, Maratona! Vou já chamar o Penedolas e o menino enfermeiro vai mudar de bata para outro Tagus... quando é que voltas aí da ilha Madalhorca?
- Ainda não sei porque estou à espera que o Kadafinhos dê um puxão de orelhas ao Chaves do Carro...
- Tá lá?... Como?... na Marta do Carmo? Quem é essa, que não faz parte do nosso codex?
- É pá, andas surdo ou quê, Varapau?!... Eu disse Chaves do Carro, o falsário que nos tramou o negócio com a Leninha, tás a perceber?!
- Ah, desculpa! Estava a ver que já andava aí alguém infiltrado do tipo da Pastel de Belém...
- Essa também, parece que nos anda a trair com o Alegrete e com os patrões dos Genéricos, não achas?
- Acho, Maratona!... Olha lá, e tu achas que este nosso codex passa mesmo ao lado dos pescadores de Aveiro?
- O quê, daqueles atrasados mentais de Aveiro?... Já nem me preocupo com eles... o chefezinho Pintainho Montanelas já tratou de tudo e as ligaduras sujas lá da clínica já foram para o lixo...
- (ruídos) Ó Maratona, estás o ouvir estes ruídos no telefone?
- Mau, Varapau! É melhor desligarmos não vá estar por aí a secreta da Manelinha à procura de mais um atentado contra o Estado de Direito...

por joãoeduardoseverino em
Pau Para Toda A Obra: CODEX VARAPAU/MARATONA

Parabéns JES! Sem dúvida herdeiro desse saudável humor d'outros tempos que aparecia em seu maior fulgor em tempos de crise...os Parodiantes de Lisboa.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

SONDAGENS PINÓQUIO


A última vez que aqui falámos de sondagens foi para estranhar o resultado que a empresa de Rui Oliveira Costa apresentou ao público. A 'Eurosondagem' dava o governo a subir de popularidade, o primeio-ministro José Sócrates a subir, o PGR a subir...
Para que tenham uma ideia da veracidade das tais sondagens, vejam isto:
A Sondagem da Marktest para o Económico/TSF retrata uma queda abrupta de José Sócrates desde o 'Face Oculta'
É preciso recuar a Maio de 2009, logo após a derrota do PS nas eleições europeias, para se encontrar um saldo tão negativo na imagem do primeiro-ministro. O barómetro da Marktest do mês de Fevereiro para o Diário Económico e TSF, com o trabalho de campo realizado em pleno "furacão político" do caso Face Oculta, retrata uma derrapagem significativa na percentagem de portugueses que tem de José Sócrates uma imagem positiva: de 40,3 em Janeiro para apenas 29,4 em Fevereiro. A acompanhar o mau momento do primeiro-ministro está também uma queda nas intenções de voto no Partido Socialista (de 40,5 pontos percentuais em Janeiro para 35,9 p.p. em Fevereiro) e uma subida robusta do Bloco de Esquerda que, praticamente, duplica a sua força eleitoral de 5,5 p.p. para 10,6 p.p. (ver texto ao lado). "Um efeito esperado" é a avaliação do politólogo Manuel Meirinho dado que "o principal efeito das últimas notícias em torno do caso Face Oculta aponta para um descrédito da figura do primeiro-ministro". Meirinho diz mesmo que é Sócrates, e não o PS ou "os boys", quem "paga a factura" desta crise política.
Também o Presidente da República, que tem evitado pronunciar-se sobre a tensão política e judicial que o caso Face Oculta está a provocar, vê a sua imagem afectada com o pior resultado dos últimos 30 meses: a popularidade de Cavaco caiu novamente abaixo dos 60 pontos percentuais (55,5) para o pior ‘score' desde Setembro de 2007 (início do histórico disponível para o Diário Económico e TSF). André Freire diz que "talvez possa haver uma expectativa nos eleitores de que o Presidente pode resolver" o clima de crise política em que o país mergulhou.
Apesar do mau momento dos socialistas, a braços com as suspeitas públicas de um alegado plano desenhado por ex-administradores da Portugal Telecom com o consentimento do Governo para controlar a comunicação social incómoda, o PSD passa praticamente ao lado de qualquer benefício. Não só Manuela Ferreira Leite se mantém como a mais impopular líder política (apenas com 14,9 p.p. de opiniões positivas), como o PSD sobe, apenas, dois pontos percentuais.
por
joão eduardo em Pau Para Toda A Obra