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domingo, 13 de maio de 2012

De que é que se fazem as notícias?

Cada vez mais tenho a sensação de que o leitor necessita de ter à sua disposição uma espécie de “manual de instruções” para ler as notícias. Principalmente, os denominados “furos” ou as ”manchetes”.

Numa imprensa que faz das opções editoriais, em termos político-ideológicos, um tabu; num ambiente em que, naturalmente, se finge que se é imparcial e em que se joga a parcialidade, as sensibilidades e até mesmo os interesses próprios ou de outrém através do que se publica ou edita … mas sempre representando uma espécie de imparcialidade e independência que não existem (nem tem mal nenhum que não existam, desde que se assuma ao que se vem, directa e transparentemente!), em resumo, numa imprensa assim, começamos a compreender que o que se noticia e, principalmente, a forma como se noticia, dependem de uma agenda escondida.

É frequente insinuar-se muita coisa (nos títulos ou nas “manchetes”) que depois, lendo-se a notícia, se resume a muito pouco ou nada!Porquê uma concreta manchete ou especial destaque, porquê aquela determinada notícia - quando não há nada de relevante para se dizer ou acrescentar ao que já se conhece. Porquê esta forma de intoxicação de uma opinião pública que só lê, muitas vezes, manchetes (e mal).

Isso é muito notório (diria, mesmo, notório de uma forma básica) na imprensa desportiva. Mss na política, também, ainda que de uma forma mais sofisticada. por PMF no Blasfémias
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Faz um ano num jantar do Clube Português de Imprensa Francisco Pinto Balsemão afirmou que, actualmente, grande parte das notícias "são rumores perigosíssimos" "provenientes de pessoas que se acovardam".
“Actualmente as fontes jornalísticas cada vez mais não gostam de dar a cara e inventam factos", acentuou, sublinhando que os media estão cada vez mais "reféns do jornalisticamente correcto". dn

quarta-feira, 3 de março de 2010

plano para enfraquecer privados...


"É minha convicção que a PT não avançaria sem conhecimento do primeiro ministro", disse, acrescentando, no entanto, que José Sócrates afirmou não ter tido conhecimento e que, "neste momento, não temos provas do contrário", disse Pinto Balsemão ouvido pela comissão parlamentar sobre um alegado plano do Governo para controlar a comunicação social, nomeadamente através da compra da TVI pela Portugal Telecom a fim de afastar José Eduardo Moniz e Manuela Moura Guedes, tidos como contrários ao Governo.

"Penso que houve [um plano] por parte deste Governo para enfraquecer os [grupos] privados", disse Francisco Pinto Balsemão, que está a ser ouvido na comissão parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura sobre liberdade de expressão.
O plano começou "com a produção de legislação com vista a determinados efeitos", referiu, defendendo que existem alguns meios que podem combater a situação.
Desde logo, afirmou, é preciso "saber quem são os proprietários dos media" porque "é muito importante a transparência".
"Quantos projectos editoriais conhecemos que não têm possibilidade de sobrevivência e que são mantidos por investidores que, eventualmente, têm objectivos de exercer influência para ganharem dinheiro noutros mercados", questionou.
"Outro instrumento muito importante são os conselhos de redacção", defendeu, explicando que, quando nomeia um director editorial, "interessa-me ter um conselho de redacção" até porque "se vir que aquela redacção, não quer aquele director, ele não conseguirá dirigir".
Também "os códigos de conduta jornalística são muito importantes" porque "é algo que está publicado e que os nossos leitores, espectadores e leitores online podem brandir contra nós".
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