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terça-feira, 26 de março de 2013

Desinformação sobre Chipre


A qualidade da informação em Portugal é tão fraquinha ao ponto de as pessoas debaterem incessantemente Chipre sem saberem quase nada sobre Chipre, o que obviamente só pode levar a conclusões erradas ou absurdas. Os pontos seguintes são essenciais para perceber as opções da União Europeia em relação a Chipre, mas raramente são mencionados nos debates ou nas notícias:
1. Chipre não tem capacidade de se financiar nos mercados e precisa de ajuda externa.
2. Os maiores bancos cipriotas estão falidos. Falidos mesmo. Não é um problema de liquidez como o Banif ou o BCP, é falidos como o BPN (algumas pessoas também não percebem esta diferença, mas pronto).
3. Só seria possível salvar os bancos cipriotas com injecções de dinheiro a fundo perdido, coisa que a UE não pode fazer porque as regras não o permitem. Nem a UE quer porque isso beneficiaria os infractores que não cumprem as regras do euro.
4. Chipre poderia salvar os bancos assumindo as dívidas destes, como fez a Irlanda. Mas essa opção não é viável. Chipre não teria capacidade para pagar a dívida e a União Europeia não aceita essa opção porque não empresta dinheiro que sabe não poder nunca recuperar. O FMI idem.
Porque é que esta informação é omitida? Porque facilita a narrativa infantil de que a UE e a Alemanha só querem fazer maldades a Chipre e ao Sul da Europa. É isso que as pessoas querem ouvir. Os factos são irrelevantes. por JoaoMiranda no Blasfémias

sábado, 8 de dezembro de 2012

o caso "Medina Carreira": Um baile de máscaras

Um baile de máscaras
O que se passou com Henrique Medina Carreira é revelador. E só é revelador porque se tratou de Medina Carreira e não de um "john doe" qualquer. Essa nuance permitiu trazer à superfície o pior da nossa sociedade - ela mesma, a sua "justiça" e a sua trituradora mediática. Um "nome de código" chegou para montar um número de circo e enxovalhar uma pessoa. A quantos anónimos não acontecerá o mesmo sem que jamais venhamos a saber o que realmente lhes aconteceu? Uma comunidade não pode ser capturada pelo medo, pela bufaria, pelos cobardes ou pela complacência néscia ou dolosa das "instituições". Porque se assim for deixa de ser uma comunidade e não passará nunca de um miserável ajuntamento de biltres. por João Gonçalves no Portugal dos Pequeninos 
 
O caso Medina Carreira
«O processo "Monte Branco", que detectou fugas aos fisco e branqueamento de capitais, é demasiado sério e importante para ficar manchado por qualquer tipo de suspeita de reacção corporativa contra um opinion maker que duvida da organização da justiça portuguesa». por Rui Costa Pinto  no Mais Actual

quarta-feira, 9 de maio de 2012

desinformação ou ignorância

"Antonis Samaras, do partido Nova Democracia, não conseguiu encontrar parceiros suficientes para governar. Próximo passo pode ser entregar a governação à coligação de esquerda". rr  

"O  líder da coligação da esquerda radical grega Syriza, Alexis Tsipras, anunciou que renuncia a formar um governo de coligação, por não ser possível encontrar uma maioria "para um governo de esquerda" contra a austeridade". TQ

No pós eleições, em que o partido mais votado “recebe” um bónus de 50 deputados, o Presidente da Republica Helénica nomeia o líder deste partido para formar um governo maioritário. São-lhe concedidos 3 dias para o fazer.
Não lhe sendo possível criar uma maioria, será chamado o segundo mais votado, que terá os mesmos três dias, para o mesmo efeito.
Se mais uma vez, a maioria parlamentar não for possível, o presidente “grego” chamará o terceiro partido mais votado para o mesmo efeito e nas mesmas condições dos anteriores.
Verificando que com aqueles partidos, e naqueles nove dias, não se conseguiu uma maioria parlamentar o Presidente convocará novas eleições...e tudo voltará á “primeira forma”.
...tem sido triste verificar a ignorância daqueles que nos deviam informar!
Ou a desinformação que nos deram terá sido propositada?

sexta-feira, 13 de abril de 2012

submarina...

Ex-ministro da Defesa da Grécia detido por corrupção nos submarinos

...
O processo dos submarinos nasceu a partir de duas escutas a conversas de Abel Pinheiro e Paulo Portas no âmbito do caso Portucale, cujo acordão foi conhecido nesta quinta-feira e em que todos os arguidos foram absolvidos.
Por Lurdes Ferreira no Público em 12.04.2012 - 21:04

domingo, 25 de março de 2012

o que “ele” não disse…

«Sim, mas o que ele não disse foi (inserir aqui)» ou novo contributo para a cartilha da desinformação
Uma das formas mais comuns que a comunicação social socialista tem de apresentar como irrelevante qualquer notícia do actual governo é juntar a essa notícia um parágrafo final dizendo que há outra coisa qualquer que o governo não disse. A tal coisa «que ele não disse» pode ser até descabida, despropositada, essa omissão pode até ser mentira. Não interessa. O que interessa é deixar a ideia de que o governo não faz o seu trabalho ou só o faz com graves lacunas.
Podemos praticar com alguns exemplos.
…
Ontem, após o discurso de abertura de Passos Coelho, no Congresso do PSD, Teresa de Sousa gabou o empenho europeu do primeiro-ministro, mas logo acrescentou que pena é que não se ouça uma palavra nem se veja um gesto de aposta na nossa opção atlântica. Pouco interessa que evidências recentes e repetidas desmintam ululantemente Teresa de Sousa (acaso se farão através do Pacífico os investimentos portugueses no Brasil, os investimentos brasileiros em Portugal, as crescentes relações económicas com Angola, as visitas oficiais?). O que interessa é que Teresa de Sousa diz que não há Atlântico.
Ontem ainda, na TVi - e vejam como o zelo pró-socialista pode ser engraçado - Constança Cunha e Sá dizia o exacto contrário de Teresa de Sousa, e encrespava-se (está, hoje em dia, permanentemente encrespada) porque ao primeiro-ministro Passos Coelho não se tinha ouvido uma palavra sobre a Europa. Não são vapores de distracção. É mesmo como a cartilha manda. É verdade que, minutos depois, Constança disse que o Congresso também não tratara do país, do desemprego, da economia, dos problemas, dos portugueses. Mas para isso já tem a desculpa da hora tardia.
… por José Mendonça da Cruz  no Corta Fitas

domingo, 12 de fevereiro de 2012

desinformação ou desconhecimento?

Na SIC Noticias (frente-a-frente Jornal das Nove), Rúben de Carvalho indignou-se contra o “servilismo português” e a “arrogância alemã”, isto porque o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, “se manteve sentado” a conversar com o seu homólogo ,Vítor Gaspar, enquanto o português estava debruçado. “Schäuble não teve a delicadeza (de se levantar)”. Há aqui um pequeníssimo detalhe: o ministro das Finanças alemão senta-se numa cadeira de rodas desde o atentado que sofreu em 1990. in Domadora de Camaleões 
mas o mais estranho é o deputado e ex-governante Nuno Magalhães e o pivot pseudo-culto Mário Crespo não saberem da paralesia parcial de Schäuble...
menos estranho são os comentários do Arménio Carlos, difundidas pela RTP...

Os números, sempre os números…

O Terreiro do Paço tem 36 mil metros quadrados (podem confirmar no Google Earth, como eu fiz). Num quadrado de um metro por um metro cabem umas três pessoas – talvez um pouco mais se for uma carruagem do metro em hora de ponto, talvez menos se pensarmos na dinâmica de uma amnifestação. Fiquemo-nos pelas três. Em média.
É pois difícil imaginar que, num Terreiro do Paço cheio de ponta a ponta coubessem muito mais de 100 mil pessoas.
Acontece que, ontem, o Terreiro do Paço não encheu. Basta atentar nestas imagens aéreas do Jornal de Notícias.
Por que foi então que a ideia de estariam lá 300 mil pessoas se espalhou acriticamente? Afinal estamos a falar de contas simples, daquelas que se aprendem no primeiro ciclo do ensino básico… por jmf1957 no Blasfemias

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

desinformação?

Como é que é possivel que depois de se ouvir isto:

num jornal se "transcreva" isto:
"CDS sugere que consumidores penalizem Pingo Doce
João Almeida, vice-presidente da bancada do CDS e porta-voz do partido, sugeriu esta tarde no Parlamento que os consumidores podem tirar consequências da deslocalização do principal accionista da Jerónimo Martins para a Holanda, grupo detentor dos supermercados Pingo Doce, adaptando "o seu comportamento". por Sofia Rodrigues no Publico



Sobre esta jornalista será interessante ler o que José Queiroz, Provedor do Leitor do Jornal Público escreveu a proposito disto: Quando se anuncia que não vai acontecer o que já aconteceu 

Claro que ainda temos bons Jornalistas: AQUI 
...aquilo ou é um óbvio trabalho  de contra-informação ou apenas incapacidade pequeno-jornalistica em ler a linguagem gestual?

terça-feira, 20 de setembro de 2011

o culto da desinformação no “politicamente correcto”...

Tresler
Jornalisticamente falando, «perde eleições» quem está no poder. Não era o caso. Logo, a notícia correcta seria «SPD renova vitória em Berlim». Ou ainda mais factual: «Coligação de esquerda vence em Berlim mas perde maioria».
É que os factos podem ser chatos chatos, mas não há volta a dar-lhes.
1. O governo estadual de Berlim era formado pela coligação entre SPD e a extrema-esquerda do Die Lieken.
2. Os partidos da coligação perderam votos e deputados: 6 deputados o SPD e 4 o Die Liken.
3. «O Partido de Merkel» ganhou votos e deputados: +2% e + 2 deputados.
4. Os 2 partidos de esquerda que até agora governavam em maioria, perderam-na e provavelmente terão de chegar a um entendimento com o Verdes.
Aliás, é já uma tradição nacional qualquer leitor mais avisado ter de se socorrer de fontes não-portugueseas para saber verdadeiramente o que se passa na maior parte dos países. Veja-se também o caso das recentes eleições eleições na Dianamarca.
Pergunte-se a qualquer pessoa e todos dirão que os sociais-democratas ganharam as eleições naquele país. Errado.
Na verdade, foram o segundo partido mais votado. Perderam votos e um deputado. Tiveram o pior resultado eleitoral nos últimos 100 anos.
O partido do primeiro-ministro cessante subiu votos e teve mais um deputado.
Apesar disso, a líder social-democrata será primeira-ministro. Porque os partidos mais á esquerda aumentaram a sua votação e os parceiros conservadores do actual governo desceram muito. A esquerda formou uma coligação com maioria parlamentar. Normal. Já por cá ainda haveria um chiliques e desmaios de raiva se um segundo partido mais votado fosse chamado a governar em maioria. Mas é o que há….
Ainda um pormenor: os jornalistas portugueses, para além dessas omissões, ainda condimentaram as peças com referência a uma eventual penalização governamental por causa das restrititivas leis de imigração. Azar: a nova primeira-ministro e o seu partido são defensores intransigentes dessas mesmas leis e nem pensam sequer em as rever….por Gabriel Silva no Blasfémias

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Toda uma nova estratégia de marketing político

O anterior governo socialista, durante a negociação do acordo com a troika, plantou notícias sobre o apocalipse que nos ia atingir, para depois convocar uma conferência de imprensa onde José Sócrates trocou as voltas a todos e comunicou o que afinal não ia ser feito. O actual Ministro das Finanças segue a estratégia inversa, convocando uma conferência de imprensa para anunciar cortes na despesa, mas acabando a anunciar aumentos de impostos.
De salientar o apontamento de João Luís Pinto n’O Insurgente :
«Quando se convocam conferências de imprensa para apresentar colossais cortes na despesa e ao invés sai na rifa um novo aumento do IVA, e já se vão antecipando medidas e receitas acordadas para o ano de 2012 do lado da receita, sem qualquer vislumbre efectivo ao fim já de meses de governo de medidas substanciais de corte de despesa pública (muito menos ao nível dos aumentos de receita anunciados), parece que começamos a abandonar o domínio da boa-fé.
Começa sim a parecer que estão a querer gozar connosco.» por Samuel de Paiva Pires no Estado Sentido (a que apresento desculpas pelos meus sublinhados...)

domingo, 7 de agosto de 2011

a preocupação

O Governo resulta de uma eleição popular. Tem de governar e para isso tem de nomear as suas pessoas de confiança para o efeito. Em qualquer parte do mundo é assim. No anterior governo as nomeações dos "boys" para "jobs" inexistentes ou que não faziam falta nenhuma foram vergonhosamente demasiadas. Se querem um exemplo, dou-vos já: um ministro tinha quatro, repito, quatro assessores de imprensa. Mas, o que está em causa é que nunca vimos o 'DN' preocupado com os "boys" do anterior governo. Hoje, deu-se à pouca vergonha de chamar a manchete (pobres que não arranjam outro assunto mais importante) as nomeações que este governo já efectuou, as quais são três vezes menos que as do anterior. Já me disseram que esta vontade voraz de morder se deve à inveja de alguém que não foi nomeado... Das 450 nomeações feitas 73 foram para 'boys', diz o 'DN'. por João Severino no pau para toda a obra

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Os vices do PSD.

Paulo Portas pertencerá, evidentemente, ao Conselho de Estado por designação do PSD e a notícia de que os Vice-Presidentes desse partido se esqueceram do seu nome não tem nenhuma consequência no convite que Passos Coelho inevitavelmente lhe fará.
A notícia, contudo, é relevante. Alguém quis que o "esquecimento" fosse público e esse alguém só pode ser um dos que se "esqueceram", a menos que o DN tenha aderido às técnicas dos súbditos de Murdoch. Logo, ou quiseram dizer em público a Portas que não é muito amado pela direcção do PSD ou a Passos Coelho que as necessidades institucionais óbvias da solidez da coligação não estão no topo das preocupações dos seus vices. São nuvens cinzentas na São Caetano. Ou se dissolvem ou, caso continuem a adensar-se acabarão por dar borrasca. Barroso nunca permitiu estas liberdades aos vices. por Paulo Pedroso no Banco Corrido

uma brilhante analise politica de Paulo Pedroso que marca a diferença para quantos por aí botam palpites!
mas,
parece que Paulo Portas não irá para o Conselho de Estado e por isso Paulo Pedroso avança com um novo "post": AQUI (a não perder).

se acrescentarmos o facto de o número dois do governo de "coligação" ser "um independente" e os negócios estrangeiros terem ficado sem a diplomacia económica, devemos começar a preparar-nos para um novo governo de minoria... porque este não vai muito longe!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

um problema dos média...

Para ver se nos entendemos: o documento e as declarações da troika são um atestado de incompetência para o governo. A troika criticou os adiamentos de Sócrates ao nível do pedido de ajuda. Ou seja, a troika colocou em causa o teatrinho de Sócrates dos últimos meses. Um teatrinho que nos vai custar milhões e que nos colocou numa posição mais frágil para esta negociação. Não, não se pensou em cortar no 13.º, 14.º (foi esta a base da declaração de Sócrates). A troika diz que o PEC IV não era suficiente, tal como Passos sempre disse. O PEC IV mexia nas pensões mais baixas; este acordo evita isso, seguindo assim Portas e Passos. Para evitar mexer nas pensões mais baixas, a troika aumenta o IVA, tal como Passos deu a entender que seria necessário. A troika diz que é preciso fazer uma auditoria clara, tal como o PSD pedia. A troika bloqueia o TGV e o aeroporto, tal como Portas, Passos (e Ferreira Leite) pediam. A troika dá mais um ano para a correcção do défice, tal como Passos pedia há uns meses. A troika mexe na lei laboral, tal como CDS e PSD (cada um à sua maneira) têm defendido. A troika mexe a gordura da CGD (os seguros), tal como Passos defende. Etc, etc, etc. Seja qual for o lado da análise, o governo perde em toda a linha. Agora, os reis do spin e os jornalistas amigos vão encontrar ângulos impossíveis para dizer "não, senhor, o PS é genial". Problema deles. E um problema dos média que se prestam a esse serviço. por Henrique Raposo no Clube das Repúblicas Mortas

sexta-feira, 15 de abril de 2011

AINDA O CONGRESSO LENI RIEFENSTAHL DE MATOSINHOS

«Muitos chamaram a atenção para as bandeiras de Portugal no congresso Leni Riefenstahl do PS em Matosinhos. Nas cenas de apoteose de Sócrates, a televisão obteve no pavilhão planos fantásticos, com força plástica, boa encenação, cheios de figurantes agitando bandeiras nacionais. Como imagem política em televisão, é do melhor que se tem visto em construção ideológica, encenação e efeito estético. Há vários anos que venho analisando situações como essa, que juntam a multidão, como símbolo de um colectivo maior, à bandeira, símbolo do que une esse colectivo. Num artigo de 2008 para a revista online Observatório Journal analisei a ligação visual entre a multidão e a bandeira enquanto símbolos nacionais (http://obs.obercom.pt/index.php/obs/article/view/168/137).

Ao substituir as bandeiras partidárias pelas bandeiras nacionais, a central de propaganda de Sócrates deu o passo lógico, final, da ideologia socratista. Primeiro, inculcou a identificação do partido com o seu meneur ou líder. As duas perguntas de Sócrates aos congressistas e figurantes — “Está comigo este Partido Socialista? Vocês estão comigo?” — ficarão para a história política desta época. Depois, sugeriu pelas bandeiras nacionais a identificação do chefe e do partido com a Pátria (com exclusão dos outros). Nunca, desde Salazar, se processara esta identificação do país com o chefe indiscutível. O final frenético do congresso, por entre bandeiras, ruído da multidão e máquinas de filmar, recordou-me as últimas linhas da História de Portugal para Meninos Preguiçosos (1943), de Olavo d’Eça Leal:
“- Paulo Guilherme!, quem vive? E o rapaz, a rir, respondeu:
- PORTUGAL!
- Paulo Guilherme!, quem manda?
E ele, meio surdo com o silvo da máquina, gritou:
- SALAZAR!”

O mito de Salazar “casado com a Pátria” era o corolário desta estratégia de propaganda. O congresso de Sócrates sugeriu visualmente o mesmo casamento. A bandeira nacional acrescenta o símbolo visual à propaganda e à ideologia autoritária encenada em Matosinhos, a mesma que Salazar definiu no discurso de Braga em 1936: “Não discutimos a Pátria e a sua História; não discutimos a autoridade e o seu prestígio”. No congresso de Sócrates também não se discutiu. A bandeira nacional de Matosinhos sugerem o partido como o único que desfralda a bandeira de todos. Nos últimos anos, a publicidade usou-a em anúncios de bancos, telecomunicações, bebidas alcoólicas ou supermercados. Trata-se de propaganda pura, e é isso que se pode esperar de Sócrates até 5 de Junho. Ele não tem nada para propor e muito menos tem passado para invocar. Resta-lhe a desinformação e a propaganda pela propaganda. A desinformação e a propaganda surreal, afastando os eleitores da realidade, são as suas tábuas de salvação.» Eduardo Cintra Torres no Público via portugal dos pequeninos

domingo, 10 de abril de 2011

"Há um guião que se repete..."

Manuel Maria Carrilho, no comentário habitual do Jornal Nacional da TVI, diz que os dois primeiros dias do Congresso do PS, em Matosinhos, foram muito repetitivos. «Há a vítima, o culpado interno que é o chumbo do PEC4 e o culpado externo que é o FMI. Temos até o 23 de Março como o dia ou a noite do milagre dos milhões. Porque estava tudo bem e, de repente, Portugal passa a ter 80 mil milhões para pagar», ironizou.
Carrilho diz que foi criada «uma boa história», onde Pinto de Sousa é a vítima. «Eu tenho insistido que ele tem uma excelente história. Os seus conselheiros inventaram uma boa história da vítima que foi rasteirada, no momento em que tinha a solução para Portugal».

segunda-feira, 4 de abril de 2011

LAMBISGOIISMO OPINATIVO e ESTRATAGEMAS

LAMBISGOIISMO OPINATIVO
Até Junho, o PS socratista procederá à mais despudorada lavagem de imagem alguma vez vista em Portugal. Será cara? Será. Todos os dias seremos martelados com a irresponsabilidade das oposições e com a sofreguidão do PSD. Untada e bem untada, a imprensa escrita opinativa, radiofónica, televisiva encarniçar-se-á contra Passos Coelho, sob o mesmo tipo de desgaste insidioso de que MFL foi alvo, ainda que somente suspire. Sócrates surge como a suprema hiena a atacar qualquer suspiro coelheano: o programa do PS é sufocar quem quer que denuncie os factos da uma governação criminosa.

ESTRATAGEMAS
Para que a peçonha socratista-socialista nos desgrace e condene ainda mais, é preciso que averbe um resultado impensável e tóxico nas próximas eleições. É por isso que circula a cassete do medo, rumores e chantagem, mensagem viral em qualquer blogue situacionista, nos comentários em jornais online, intervenções nos Fora das rádios e das TVs: basta repetir milhares de vezes que o PSD é um partido sem programa, que o PSD não tem um líder carismático nem um lema nem um rumo nem hostes unidas à sua volta. Assim se manobra Portugal para longe do que está em causa. Assim se degrada tudo ainda mais na verborreia insidiosa. Pelo caos levantado se esconderá o maligno dano causado ao País ao longo de seis anos. São estratagemas. É o socialismo-socratismo na farsa de sempre.



dois avisos de joshua em PALAVROSSAVRVS REX 

Os Métodos Usados para Mantê-lo na Escuridão

O PLANO FALHADO E A ESTRATÉGIA PARA O ÚLTIMO "ROUND"
Na véspera de apresentar o PEC4 aos portugueses, o gabinete do PM tinha gizado à risca um plano para o dia em que a UE ia finalmente decidir a flexibilização do fundo de emergência europeu (FEEF):
Às 9 da manhã, Teixeira dos Santos divulgaria o novo plano de austeridade;
A meio da manhã, Oli Rehn, comissário europeu das finanças, elogiava as medidas do governo português;
No final da cimeira, Barroso e Trichet faziam uma comunicado conjunto na mesma linha.
O plano era quase perfeito. Se a Europa aplaudia o novo PEC, o PSD não tinha alternativa. Foi aqui que tudo correu mal. Aqui e em Belém, porque desprezar Cavaco Silva é um erro.

Sócrates devia saber isso. Assessorado por uma das maiores empresas de relações públicas do mundo*, a Kreab & Gavin Anderson, Sócrates, ao contrário de 2005 e 2009, já não tem programa: a narrativa é construída ao ritmo dos outros, sobretudo dos erros dos outros. É por isso que, na cartilha de Sócrates, as últimas semanas se explicam em quatro frases:
o FMI é mau;
eu estava a fazer tudo para que Portugal não recorresse ao FMI;
a oposição deitou tudo a perder; o FMI vem aí e tudo será pior. no ex-DGEMN

domingo, 3 de abril de 2011

Compensa assinar o Público?


Segundo Rita Brandão Guerra, no Público, "as duas sondagens mais recentes (Intercampus e Eurosondagem), ambas divulgadas após a demissão de José Sócrates, mostram que o PSD entra em queda relativamente aos resultados que obtinha antes do chumbo do PEC IV, por um lado, e ao anúncio da demissão de Sócrates, por outro."

Ora vejamos:
Evolução PSD na Eurosondagem: +0,4
Evolução PSD na Intercampus: +5,4 se compararmos com Janeiro (presencial) e +0,6 se compararmos com Dezembro (telefónica)
Compensa assinar o Público? por Pedro Magalhães no Margens de Erro

não sei se compensa, ou não, assinar o Jornal Público mas sei que alguns leitores, ainda poucos, já começaram a perceber que os "pequenos médios e micro jornalistas" (pmj) existem e estão na "bicha" para um lugarzito de assessor de ministro!
sei que os aturo vai para seis anos (e antes já os adivinhava!) a servir-nos não noticias ou informação, mas propaganda... sabe-se lá se paga!
Já agora, veja como António Larguesa (alarguesa@negocios.pt) manipula a informação no Jornal de Negocios.

segunda-feira, 7 de março de 2011

O SHOW POLÍTICO CONTINUA

...
Da parte dos governantes são pedidos sacrifícios mas, no dia-a-dia, assistimos a comportamentos que contrariam o que é pedido aos cidadão.
Veja-se o percurso realizado, no passado sábado, pelo Primeiro Ministro.
Esteve em Amarante, em Lamego e na Guarda para visitar as obras de hospitais. Pela imagens passadas nas televisões, por enquanto só se vêem os tijolos.
Quanto terão custado ao país estas visitas relâmpago?
Em tempo de contenção de despesas justificavam-se estas visitas?
Normalmente o Primeiro Ministro não viaja sozinho. Arrasta uma longa comitiva. Ao nível regional há sempre Entidades que, obrigatoriamente têm que marcar presença. São os Governadores Civil, mais os adjuntos; os Directores Regionais, mais os sub-Directores; os Presidentes de Câmara, mais os vereadores; os Presidentes das CCR, mais os Vice-Presidentes; etc.
Nos últimos tempos tem sido assim. Visitas, mais visitas ... e, claro, oportunidades para aparecer nos tele-jornais.
Será esta a forma mais adequada para ajudar os portugueses a resolverem os seus problemas? por Lobo da Gardunha n'
O ANDARILHO