Portugal sucederá à Grécia nas preocupações com a crise das dívidas soberanas na Europa, refere o Die Welt, reportando fontes não identificadas do governo de Berlim a prever que será necessário um segundo resgate ainda este ano, refere o Jornal i que ainda transcreve daquele jornal alemão a previsão de Clemens Fuest, um professor de economia da Universidade de Oxford, de que "Os Estados não conseguirão pagar as suas dívidas se não lograrem ter crescimento económico, e até agora não há sinais de retoma nenhuma nos países em crise". A restruturação da dívida grega, após o acordo alcançado com os credores privados, dá algum tempo à zona euro para respirar, mas no Outono o risco de bancarrota de países da moeda única em dificuldades financeiras, como a Grécia e Portugal, voltará a agudizar-se, remata Fuest, segundo os mesmos jornais.
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domingo, 11 de março de 2012
domingo, 8 de janeiro de 2012
democracia à alemã...do leste
Uma recente investigação divulgada pelo 'Wall Street Journal", que entrevistou dezenas de políticos e consultou grande número de documentos, revela que Agela Merkel, "disse ao Presidente Italiano, Giorgio Napolitano, 86 anos, que os esforços para reduzir o défice por parte de Itália eram 'apreciados', mas que a Europa queria realmente ver reformas mais agressivas para relançar o crescimento. E disse que estava preocupada com o facto de Berlusconi não ser suficientemente forte para o fazer". baseado em notícia do DN
Após as indicações da chancelerina, o idoso Napolitano, ex-PCI, iniciou as “consultas” com politicos e partidos com assento parlamentar, porventura para os informar da “conversa” com a alemã. Berlusconi acaba por perder, de forma humilhante, no dia 8 de Novembro, a maioria absoluta que detinha no Parlamento, tendo-se demitido, pouco tempo depois.
Foi assim que o Governo, mal ou bem, mas democraticamente eleito, de Berlusconni, foi substituído pela equipa "tecnocrata" de Mario Monti, um ex-Goldmam Sachs e ex-comissário Europeu, que já anunciou um violento plano de austeridade para Itália.
Curiosamente a chamada esquerda italiana, com pouca expressão no Parlamento Italiano aplaudiu!
Afinal é uma nova “democracia à Merkel” que pretende dar outra forma à conhecida expressão de Churchill: "A democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos"...
Este novo formato de democracia à alemã, com nomeações sem eleições, eventualmente, também foi aplicado à Republica Helénica com a equipa Papademos, um ex-Goldman Sachs, tecnocratas e extrema-direita, que tem conseguido ainda piores resultados que os de Monti em Itália .
Neste caso a com a direita e a esquerda, minoritárias no Parlamento, a aplaudir e a extrema-direita aliada a Papademos...
Não se sabe se a Angela Merlkel já falou com Cavaco Silva mas a manutenção da campanha eleitoral pelas esquerdas pode augurarar-nos proximamente um Primeiro-Ministro ex-Goldman Sachs...
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José Costa-Deitado
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domingo, 6 de novembro de 2011
há cada vez mais “gregos”…
O Governo grego excluiu a demissão de George Papandreou como primeiro-ministro antes de ser conseguido um acordo entre os partidos para a formação de uma nova equipa governativa.
"Devemos concluir esta noite um acordo para a formação de um Governo de 'cooperação' nacional, é possível se todos demonstrarem a coragem necessária. Também seria útil termos esta noite o nome do primeiro-ministro", afirmou, Ilias Mosialos, o ainda porta-voz do Governo Helénico.
Isto fez-me lembrar o tempo em que o agora desaparecido Paulo Portas sugeriu ao PS que indicasse para primeiro-ministro, um substituto "moderado" e "com os pés assentes na terra". E que, sob essa nova liderança socialista, se celebrasse uma coligação para, nos três anos que restavam até ao final da legislatura em 2013, "tirar Portugal deste atoleiro". Pinto de Sousa fez-lhe o seu melhor sorriso amarelo, avançou com mais um PEC, e celebrou o acordo com os “donos” da UE.
O remédio Portas teria sido uma melhor solução que a que se seguiu, da tróica às eleições e àquilo que temos agora e ninguém aprendeu nada, pois parece que, se nós nos estamos a ver gregos, os helénicos querem parecer-se connosco.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
o que o povo quiser
…na minha opinião, o anúncio de ontem representa a vitória da Democracia com ‘D’ grande. Em particular, a vitória daqueles que, como eu, deixaram de acreditar na legitimidade democrática de muitas decisões que se têm tomado, por esse mundo fora, através dos órgãos emanados da chamada democracia representativa. Assim, ao entregar a decisão final sobre os destinos do seu país aos seus concidadãos gregos, Papandreou fez o que a (boa) consciência de qualquer político na sua situação obrigaria a fazer. Venceu, portanto, a noção de “government of the people, by the people, for the people”. E ainda bem.
Agora, há uma coisa que convém salientar: ao contrário do que as sondagens indicam, é importante que os gregos entendam acerca da impossibilidade de, por um lado, conciliar o perdão da dívida e as condições de austeridade que lhe estão associadas e, por outro lado, de assegurar a sua permanência na zona euro. Querer o melhor dos dois mundos, simplesmente, não é possível. Se votarem “Sim”, pelo novo acordo, a austeridade manter-se-á, bem como a exigência de reformas estruturais que, a prazo, curem o problema da falta de competitividade e o défice externo da economia grega (portuguesa). Se, pelo contrário, votarem “Não”, condicionarão a Grécia (Portugal) à saída do euro, sendo quase certo que, antes do regresso a alguma prosperidade, afundarão mais do que aquilo que já afundaram porquanto o défice na balança de pagamentos terá de se ajustar à bruta e instantaneamente. por Ricardo Arroja no Portugal Contemporaneo
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José Costa-Deitado
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Greece is done, I sink
… o caminho que descrevi é o único que tem o patrocínio da lógica mais elementar. Não deixa de ser irónico que a Grécia, berço da nossa civilização, tenha agora na mão o detonador que pode fazer implodir o braço mais avançado da construção europeia. Para já, a noite das bruxas de 31 de Outubro de 2011 contínua a produzir vítimas no day after. Os mercados afogam-se no vermelho. E não é ketchup. É sangue. Se o leitor aprecia histórias de terror, está no sítio certo. Tenha medo, tenha muito medo. Se a lógica se impuser, ninguém ficará incólume. Para Portugal será um desastre. por Rui Rocha no Delito de Opinião
post completo, a não perder, AQUI
sábado, 16 de julho de 2011
Embaixadores traduzem Presidente
O embaixador dos Estados Unidos em Portugal, Allan Katz, sublinhou hoje que o governo norte-americano "aplaude as medidas" que estão a ser tomadas pelo governo português face a uma "situação difícil".
O embaixador traduziu para português a declaração de Barack Hussein Obama, a propósito da dívida americana, de que os Estados Unidos “Contrary to what some folks say, we are not Greece. we are not Portugal”. O mesmo foi feito pelo embaixador americano na Grécia.
O que é que se passa com o “americanês” de Barack?
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José Costa-Deitado
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quinta-feira, 6 de maio de 2010
quinta-feira, 29 de abril de 2010
‘Alemães não confiam nos gregos por mentirem’

«Não se trata de um debate sobre o que fazer hoje para sair da crise mas trata-se bastante de um debate sobre ‘os gregos que mentiram para entrar no euro’, ‘que mentiram depois de entrar’, ‘não se pode confiar neles’, ‘vão mentir-nos de novo’, ‘não vão fazer os esforços que é preciso’, ‘desbarataram os fundos estruturais que lhes demos e agora pedem de novo ao contribuinte alemão que pague de novo por eles’», declarou Jean Pisani-Ferry, director do Instituto Bruegel de pesquisa económica, de Bruxelas, sobre a posição da Alemanha diante da crise orçamental grega. Sol
a Grécia foi invadida e ocupada pelos Nazis de 1941 a 1944... suponho que os alemães já o esqueceram, mas duvido que os gregos o tenham esquecido.
Um interessante artigo em Grécia e Europa - ecos do passado, tempestades futuras! que talvez faça entender as relações germano-gregas.
Um interessante artigo em Grécia e Europa - ecos do passado, tempestades futuras! que talvez faça entender as relações germano-gregas.
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José Costa-Deitado
quarta-feira, 28 de abril de 2010
L'Europe et le FMI manœuvrent pour éviter la contagion de la crise grecque

Car après le Portugal, l'Espagne a été fragilisée à son tour, mercredi, par la dégradation de la note de sa dette par l'agence financière Standard & Poor's. Si avec une note de "AA" l'Espagne reste un pays financièrement sûr, le risque de contagion de la crise grecque à l'ensemble de la zone euro, notamment aux pays très endettés comme le Portugal et l'Espagne, obsède les marchés.
Face à la menace d'un défaut de paiement grec qui ébranle la zone euro et les marchés, les responsables européens et du FMI ont cherché, mercredi 28 avril, à accélérer le déblocage de l'aide nécessaire à la Grèce, en mettant notamment l'Allemagne sous pression. Il y a une "absolue nécessité pour l'Allemagne de décider rapidement", a estimé le président de la Banque centrale européenne (BCE), ajoutant que les négociations devraient aboutir dans les prochains jours. "Parce que la Grèce fait partie de la zone euro, à cause du système de solidarité au sein de la zone euro, c'est la confiance dans la zone euro qui est en jeu". Le Monde
Face à la menace d'un défaut de paiement grec qui ébranle la zone euro et les marchés, les responsables européens et du FMI ont cherché, mercredi 28 avril, à accélérer le déblocage de l'aide nécessaire à la Grèce, en mettant notamment l'Allemagne sous pression. Il y a une "absolue nécessité pour l'Allemagne de décider rapidement", a estimé le président de la Banque centrale européenne (BCE), ajoutant que les négociations devraient aboutir dans les prochains jours. "Parce que la Grèce fait partie de la zone euro, à cause du système de solidarité au sein de la zone euro, c'est la confiance dans la zone euro qui est en jeu". Le Monde
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José Costa-Deitado
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