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domingo, 24 de julho de 2011

Finalmente um terrorista do qual não somos obrigados a ter pena.

Anders Behring Breivik afirma-se como "nacionalista" e "fundamentalista cristão". Abomina a "islamização" da Europa, que julga permitida pelo multiculturalismo, promovido pelo liberalismo, introduzido pelo marxismo. Acha que devia atacar o coração desse processo "degenerativo" - os marxistas e os seus filhos (os líderes eventuais de amanhã, reunidos em confraternização partidária) - e que seria sua missão dar um exemplo de violência redentora, que pudesse ser depois repetido por essa Europa fora. Produziu um documento com as razões circunstanciadas da sua revolta - uma declaração de guerra que responde, no mesmo tom, à que Bin Laden fez ao Ocidente nos anos 90, e um programa de acção do tipo Mein Kampf (já deve estar em todas as inboxes da extrema-direita, aposto que acompanhada de e-mails com doses cavalares de pontos de exclamação).

Apesar de ter pensado mais como Travis Bickle do que como líder de organização militarista, a sua actuação deve ser tratada, do ponto de vista de quem julga e condena o terrorismo, como fundamentalmente semelhante à de um franchisado da Al Qaeda.

No entanto, algo me diz que desta vez seremos poupado à lenga-lenga das "causas mais profundas do terrorismo". Ainda bem. A Justiça não será atrapalhada pelo arrependimento antropológico ocidental. por Francisco Mendes da Silva no 31 da Armada

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Fernando Nobre e Vale e Azevedo: uma equivalência possível mas inesperada



Com defensores destes, Fernando Nobre não precisa de adversários.
Um momento de inspiração de Carlos Abreu Amorim, deputado independente eleito nas listas do PSD:
Do lado do CDS, Ribeiro e Castro veio esta semana defender o nome de Mota Amaral para o cargo, em vez de Nobre.
Confrontado com esta posição, Carlos Abreu Amorim lembra que “Ribeiro e Castro trabalhou com Vale e Azevedo sem problema nenhum”. 

Realmente estes “independentes são muito imprevisíveis…


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Ah, o PSD.


O Henrique Raposo e o Alexandre Homem Cristo queixam-se da posição do PSD sobre o Código Contributivo, na sequência do anúncio da petição do CDS onde se critica o esbulho que vão sofrer, por exemplo, os jovens que ganham €1000 a recibos verdes. Parece, no entanto, que lamentam apenas uma omissão ou uma indefinição (o Henrique pergunta se "o PSD quer um desenho" e o Alexandre indaga, simplesmente, "e o PSD?"). Mas a posição do PSD é bem mais clara do que isso. Em 2010, o CDS tentou impedir a entrada em vigor do Código Contributivo por três vezes; por três vezes o PSD opôs-se ao CDS.

Uma das tragédias da direita portuguesa é a credulidade e a falta de exigência para com o PSD - um partido que quotidianamente faz questão de nos lembrar de que não podemos nele confiar a defesa dos valores das direitas. Desta vez, não só não se opôs como promoveu o confisco, o estatismo, a diminuição da liberdade, o desmerecimento dos valores do trabalho, do mérito e da mobilidade social.

Parece-vos preocupado? A mim também não.
publicado por Francisco Mendes da Silva em 31 da Armada