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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

“só acredito em cortes quando os vir”

O economista João César da Neves não acredita, neste momento, que o Governo introduza cortes significativos na despesa, argumentando que, em Portugal, “quem paga a crise são sempre os pobres”.
“Todas as vezes que houve alarme financeiro aumentámos impostos, mas esquecemo-nos da despesa”.
“Nas primeiras vezes caí, mas agora só acredito quando vir”. João César da Neves

domingo, 19 de dezembro de 2010

"A entrada do FMI seria um problema para os 'lobbies'..."


"Em Abril, ou Maio, houve um Conselho Europeu e o eng. Sócrates voltou, com um puxão de orelhas da Merkel, dizendo: os alemães disseram 'Portugal tem de fazer coisas!'
Nos dias seguintes foram anunciadas duas medidas.
Primeira, cortes no subsídio de emprego e no rendimento social de inserção; Depois, manutenção do TGV para o futuro.
E eu percebi... Um Governo socialista vai cortar o subsídio de desemprego e o rendimento social de inserção, mas não consegue enfrentar quem o suporta, quem lhe paga, que são as construtoras...
Esse facto despertou-me a atenção para o nível a que estes grupos instalados estão, de facto, a controlar a política
". Refere
João César das Neves ao DN e que segue com o diagnóstico:
"Esta é a quarta austeridade consecutiva!
Tivemos uma austeridade com Guterres em 2001, depois saiu.
A seguir, o Durão Barroso. O País estava de tanga, mais austeridade.
Depois, José Sócrates apareceu em 2005 com austeridade.
Esta é a segunda austeridade de Sócrates,
a quarta austeridade em dez anos!
(mas) É a mesma!
Sobre cada uma delas sempre se disse que era a última - "isto agora faz-se e resolve-se" -, mas é a mesma e nunca tivemos de facto o problema resolvido."
E avança soluções:
"Temos de fazer reformas. É preciso alterar as regras de maneira justa! E não cair mais sobre os pobres. Isso é que é difícil, claro. Ainda por cima, estamos a ser injustos. De facto, há muitos salários extraordinários, há muitas regalias, pessoas que chegaram ao topo da carreira, que já não fazem nenhum e estão a receber imenso dinheiro.
O problema a que nós chegámos tem que ver com o facto de os ministérios terem sido capturados pelos lobbies, pelos grupos que deviam regular! O Ministério da Saúde tem como problema fundamental os médicos, não os doentes. O Ministério da Educação tem como problema fundamental os professores, não os alunos! Isto é assim em todos os ministérios
!"
Assustador! Teremos um País sem futuro?

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

condicionar a opinião pública

um
"Hoje em dia haverá 2.500 a três mil pessoas cuja função, no aparelho de Estado, é organizar a informação e fazer a agenda política. Na televisão, nos jornais, na rádio, há uma verdadeira agenda política feita à volta do Governo, pelas agências e gabinetes de comunicação. Isto chama-se condicionar a opinião pública".
...
No entanto, na opinião de António Barreto, a liberdade de expressão em Portugal não está em causa, " vivemos num país em que reina a liberdade de expressão".
António Barreto em entrevista à agência Lusa.
mais»»
dois
Assistimos a um grande embate entre Governo e imprensa, onde os políticos estão a perder em toda a linha. Mas se as irregularidades governamentais são muito graves, é bom não perder de vista também as culpas do outro lado. Os políticos corromperam os valores, mas é verdade que as escutas e o jornalismo de buraco de fechadura são péssimos. Os jornais apresentam-se como juízes nacionais e garantes da moral pública, mas acabam envolvidos na sujidade que dizem limpar. Um caricato exemplo recente, alheio à controvérsia, mostra-o bem.
…
O principal mal dos escândalos nacionais é que desmoralizam o País. Quando os líderes são arrastados na lama os cidadãos sentem-se mergulhados em maldade. O exemplo público da corrupção propaga a mediocridade em todas as actividades. Até naquela que o denuncia.
João César das Neves in
destak