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domingo, 26 de junho de 2011

As palavras mágicas: Tagus Park

O negócio é difícil de perceber e está a causar polémica. O prédio que servia de sede ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), em Lisboa, foi vendido há dois anos e o dinheiro canalizado para o Estado. Depois, o pessoal que lá trabalhava foi enviado para um edifício no Tagus Park, em Oeiras, alugado por uma renda anual de 1,250 milhões de euros e onde se gastou outro milhão em obras de adaptação.

Mas como a nova morada não tem características para acolher algum do equipamento informático, aquela polícia viu-se obrigada a alugar parte do imóvel - caves e rés-do-chão - que vendeu. por Filipe Tourais n’ o País do Burro

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Perguntar não ofende...

Na semana que findou caíram duas notícias nos jornais que não tiveram uma ampla divulgação e, muito menos, qualquer comentário.
O julgamento do caso Taguspark, onde o ex-administrador Rui Pedro Soares e outros dois dirigentes são acusados de corrupção, foi marcado para 11 de Janeiro de 2012. Se tivermos em conta os habituais procedimentos, esclarecimentos, requerimentos, recursos, etc., já adivinharam que este julgamento vai "caminhar" lá para as calendas gregas.
A outra discreta notícia foi o arrolamento do primeiro Ministro, José Sócrates Pinto de Sousa, como testemunha (para 19 de Outubro) no julgamento do caso da Central de Compostagem da Cova da Beira. Este processo, que a gente da Covilhã e do Fundão conhece bem, é aguardado com alguma curiosidade. Primeiro pela coincidência de António Morais, antigo professor de Sócrates (na Universidade Independente), estar acusado de corrupção e, em segundo lugar, na expectativa dos beirões ficaram, de vez, a saberem as razões porque a obra adjudicada (a lixeira da Cova da Beira, em Alcaria - Fundão) levou à desistência do construtor e, no 2º. concurso, o preço da obra subiu a valores muito superioras ao da primeira adjudicação.
Será que o Tribunal irá aprofundar estas questões ou ficará, somente, em querer saber os destinos de tanto dinheiro ? publicada por Lobo da Gardunha n' O Andarilho

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Quem tem medo do voto? Chamem o Figo!


Quem tem medo do voto?
Uma estranha aliança surgiu: os fiéis de Sócrates, os inimigos de Pedro Passos Coelho e a corte do costume. Esta santa aliança, que no passado apenas tinham outras moscas com outros nomes, desataram a vociferar contra a moção de censura apresentada pelo Bloco de Esquerda, esquecendo que o país não aguenta mais esta governação de ilusões e mais negociatas de Estado.
Uns não querem perder o poder e as benesses; outros têm medo que o poder caia nas mãos de quem já os conhece de ginjeira; por último, os parasitas do costume querem evitar quaisquer mudanças que os coloquem em risco.
Por tudo isto, a opção política de Francisco Louçã teve três vantagens: não agradou a esta espécie de PS; incomodou o tacitismo da nova liderança do PSD; e agitou o chiqueiro em que a estabilidade está transformada.
por RCP no
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Chamem o Figo
Apesar de Rui Pedro Soares, João Carlos Silva e Américo Tomati já não poderem dar uma mãozinha, e da PT e do Taguspark terem sido obrigados a operações mais cuidadosas, a situação complicou-se para o primeiro-ministro. Quase que apetece ironizar: Será que vamos ter, em breve, mais um pequeno almoço entre José Sócrates e Luís Figo? por RCP no
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Corrupção passiva no apoio de Figo a Sócrates


Rui Pedro Soares, Américo Thomati e João Carlos Silva, ex-administradores do Taguspark, vão ser julgados pelo crime de corrupção passiva para acto ilícito.
Em causa, o contrato de 750 mil euros pagos pela empresa de capitais públicos para que o ex-futebolista associasse a sua imagem ao parque tecnológico de Oeiras.
A juíza considerou tratar-se de um "expediente" para conseguir o apoio de Luís Figo para as legislativas de 2009 e salientou o facto de, no mesmo dia em que assinou o contrato, Figo ter tomado o pequeno-almoço com o primeiro-ministro.

domingo, 18 de abril de 2010

apoio de Figo custou-nos dois milhões


Os números constam da acusação do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, aberta na sequência de uma certidão extraída do processo Face Oculta, onde foram escutados alguns dos intervenientes no caso e que relaciona essas contrapartidas com o apoio eleitoral ao PS.
O apoio foi demonstrado numa entrevista ao Diário Económico, publicada em Agosto passado, e num pequeno-almoço com o também líder do PS no último dia da campanha eleitoral, em Setembro.
A contrapartida que mais se tem falado é um contrato de cedência da imagem do ex-futebolista à Taguspark, por um período de três anos, a troco de 350 mil euros no primeiro ano e de duas parcelas de 200 mil euros a ser pagos nos dois anos seguintes, num total de 750 mil euros.
Mas essa não foi a contrapartida mais valiosa. Em Julho de 2009, o Taguspark assinou um contrato proporcionando a uma das empresas de que Figo é sócio, a Dream Factory Network, instalação gratuita no parque por três anos, além de serviços de secretaria telefónica gratuitos.
Rui Pedro Soares, administrador do parque tecnológico e da operadora de telecomunicações, já tinha conseguido alojamento do site do projecto de comunicações, tudo oferecido pela PT durante três anos, um serviço cujo custo estimado por um funcionário da PT, Orlindo Soares, era de 1,3 milhões de euros.
O somatório dos dois contratos totaliza 2.050.000 euros, não tendo o Ministério Público contabilizado o valor da instalação e secretaria telefónica disponibilizada gratuitamente pelo Taguspark.
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