Mostrar mensagens com a etiqueta nrp cacine. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta nrp cacine. Mostrar todas as mensagens

domingo, 15 de julho de 2012

QUE FORÇAS ARMADAS?

Desde há muito que se conhece a expressão 'DIVIDIR PARA REINAR', que nunca tinha pensado um dia ter de a ver aplicada às Forças Armadas Portuguesas... ou ao que delas resta.
Quando os 'manda-chuva', que regem os destinos deste País por eles reduzido a cacos, começaram a delapidar as Armas das suas mais-valias, como sejam as Unidades mais prestigiadas, ou as Forças Especiais existentes em alguns dos Ramos, logo tive a premonição de que o caos estava a surgir e dentro em pouco a 'Tropa' estava à bofetada uma à outra, em sentido figurado, entenda-se, ou seria atirada contra as chamadas Forças de Segurança, com a concessão a estas de condições jamais concedidas às Forças Armadas... ainda que apenas no papel.
Pegou-se no RDM e atirou-se com este para o WC mais próximo, 'fabricando-se' uma versão mais próxima dos desígnios que tinham sido estabelecidos para a 'Tropa'. Mas para vingar a ideia de destruição da Instituição Militar, havia que extinguir o Tribunal Militar, passando-se a sujeitar aqueles que até aí estavam 'nas mãos' de alguém que conhecia o meio castrense, à pseudo-Justiça ministrada pelos Tribunais comuns, onde uma juíza ou um juiz, que até nunca passaram uma Porta d'Armas nem sabem o que é a Disciplina Militar, o espírito de corpo, a camaradagem, a deontologia que rege as Forças Armadas em qualquer contingência em que se encontre...
Depois, continuando a destruição do 'sistema militar vigente', deu-se por findo o Serviço Militar Obrigatório... passando os candidatos às Forças de Segurança a ser admitidos directamente na PSP e GNR... porque também a Guarda-fiscal foi à vida, tal como a Polícia de Viação e Trânsito.
Acabou-se com o Corpo de Polícia Aérea, porque este estava a tomar algum ascendente nas forças especiais e os Páras tinham um Corpo de Tropas que precisava de ser defendido, tal como o Corpo de Fuzileiros.
Acabaram os Comandos, mas estes tornaram-se desejados pela opinião pública, graças à acção da sua Associação.
Fechou a Base Aérea nº. 3, em Tancos, que foi entregue ao Exército para aí ser lançada a tão desejada 'Cavalaria Aérea' do Exército Português. A antiga Base Aérea nº. 7, depois de ter passado a Aeródromo e Base de Tropas Paraquedistas.., também se viu transformado em Unidade do Exército... como quartel de Páras, que passaram a fazer parte dos quadros do Exército.
Entregou-se o Campo de Tiro de Alcochete à Força Aérea, que o modernizou... talvez para o voltar a entregar ao Exército ou até à GNR, porque não?
A 'Tropa' bateu no fundo! Um pseudo-Ministro da Defesa pretende criar mais um posto de Oficial - o Brigadeiro General - mas não define quem é quem nas Unidades. Será que os Soldados são para extinguir? Parece! Para tanto, mais uma redução nos efectivos, desta vez de cerca de 3 mil militares. Para quê? As Forças de Segurança continuam a aumentar os quadros... talvez porque sendo estas detentoras de efectivos superiores às Forças Armadas, a classe política pode dormir descansada, sem medo de um novo 25 de Abril. Será por isso? por Victor Elias no Asas nos Céus via NRP Cacine

domingo, 9 de janeiro de 2011

JUST TO KNOW


A VERSÃO DE MANUEL ALEGRE, EM 1995
(in “Guerra de África (…)” de José Freire Antunes (Extractos).
“ (…) De facto (o comandante militar de Angola) mandou-me, sob prisão militar, de regresso a Lisboa, onde estive com residência fixa. Cheguei a Lisboa em Dezembro de 1963. Mais tarde, em Maio de 1964, fui informado de que iria ser preso e enviado para Angola, para ser julgado em tribunal militar. (…) passei á clandestinidade.”
“(…) Fui convidado para trabalhar na Rádio Argel e acabei por lá ficar. Quem dirigiu primeiro a rádio foi o Tito de Morais e depois passei a ser eu, durante dez anos, de 1964 a 1974. Entrevistei muita gente, e praticamente todos os líderes dos movimentos de libertação.”
“(…) A Argélia teve um grande papel no que respeita às ex-colónias portuguesas, porque a maior parte dos seus dirigentes, os primeiros quadros foi ali que receberam instrução militar, nomeadamente o Samora Machel.

VERSÃO DE MANUEL ALEGRE, EM MARÇO 2010
(in DN -27-3-2010)
“Eu não sou desertor, nem nunca fui. Eu estive na guerra; estive em Mafra, nos Açores e Angola. Sou até dos candidatos presidenciais o único que entrou em combate. Depois estive envolvido numa conspiração em Angola, pela qual fui preso e passado á disponibilidade (1). Fui-me embora para não ser preso pela PIDE por razões políticas.
Eu não tenho juízo moral nenhum sobre aqueles que desertaram, até porque, naquela altura, muita gente achava legítimo fazê-lo. Mas eu não desertei e não quis desertar; quis viver a experiência da guerra e vivi a situação de combate no pior momento da guerra em Angola, que foi em 1962-63, com as minas a rebentar em Nambuangongo e Quipedro, que era a capital da guerra. E não me arrependo dessa experiência (…)”. Publicada por Manel em
NRP CACINE