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domingo, 8 de fevereiro de 2026
para ver se era verdade!
domingo, 11 de novembro de 2012
onde nós não estivermos outros estarão por nós...
«O cálice»
«António José Seguro
tocou a corneta: eleições, sim, estamos preparados. Bravo! Mas como espera
Seguro conseguir eleições antecipadas? E, já agora, como tenciona ele promover
a renegociação (necessária) do programa de ajustamento? A resposta para estas
questões é básica: nada, rigorosamente nada, está nas suas mãos. Para começar,
a queda do governo pressupõe a falência da coligação para o ano. Um cenário possível,
admito, mas que depende exclusivamente da vontade de Portas. Ou de Passos. Ou
de ambos. Não do PS e da minoritária oposição parlamentar. Finalmente, é
imperioso renegociar juros e prazos? Afirmativo. Mas que teria Seguro para
propor se, alçado ao poder, os nossos parceiros internacionais não estivessem
para aí virados? Rasgar unilateralmente o acordo? Sair do euro? Processar a
sra. Merkel pelos danos causados? Seguro fala e fala e fala porque, no fundo,
ele sabe que ainda existe um abismo confortável entre o PS e o cálice
envenenado.» por João
Pereira Coutinho, no CM lido no Portugal dos Pequeninos
As coisas são o que são
António José Seguro anda
em "excursão" político-partidária pelo país. Foi a empresas, escolas,
universidades. Aparece na rua, dentro de casa, à porta de entrada ou de saída.
Vê-se em púlpitos verdejantes. Os media dão-lhe corda. Não tenho a certeza que
o "povo" lhe dê a mesma corda. Todavia, as coisas são sempre como, há
muitos anos e num contexto político naquele momento muito difícil (Soares
"passar" à segunda volta das presidenciais em 1986), me dizia o
saudoso José Ribeiro da Fonte: onde nós não estivermos outros estarão por nós. por
João Gonçalves no Portugal dos Pequeninos
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José Costa-Deitado
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segunda-feira, 9 de julho de 2012
país de doidos
Perscruta-se a comunicação social e é-se confrontado com o Jerónimo de Sousa a querer nacionalizar a banca, o Louçã a defender que não se paguem os juros à troika e o António José Seguro a dizer que a troika tem de prestar contas. Pelo meio, a súcia de socialistas socráticos que nos levou à bancarrota e o bloco aplaudem alegre e entusiasticamente o acórdão mais caro da História.
Com gente desta a pulular por aqui, é simplesmente extraordinário constatar que ainda estamos de pé. Curvados e cheios de doidos, mas de pé. por Vasco Lobo Xavier no Corta Fitas
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José Costa-Deitado
quinta-feira, 5 de julho de 2012
ainda faltam muitos e isto "ou comem todos, ou...!"
Mais na Lusófona, menos na Lusiada, mas tudo legal!
Quantos politicos e de que partidos?
Quem foi que "lançou" a lei AVL, quem foi?
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José Costa-Deitado
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sábado, 9 de junho de 2012
com António Costa...
Chama-se Corrente de Opinião Mobilizadora de uma Alternativa e Construção, isto é, ‘Com AC’ – uma forma subtil de evocar o nome de António Costa.
O movimento não tem problemas em assumir que tem como objectivo substituir o António José Seguro pelo actual autarca de Lisboa....coitado do "TóZé das Feiras e Mercados"
terça-feira, 1 de maio de 2012
Seguro quer mais emprego
AJSeguro desafia Governo a aceitar proposta socialista sobre emprego enquanto Passos Coelho espera nos próximos anos desemprego “a que não estávamos habituados”
Numa mensagem divulgada a propósito do Dia do Trabalhador, que hoje se assinala, António José Seguro, o secretário-geral do Partido Socialista, saudou "todos os trabalhadores que, em Portugal, dão o melhor de si para o desenvolvimento e para o bem-estar do país", e lembrou os que estão desempregados, reiterando que o PS tem como prioridade o crescimento e o emprego.
"Há muitos meses que temos vindo a apresentar propostas concretas de apoio à economia, de apoio às nossas empresas para que estas criem riqueza e postos de trabalho", afirmou e aproveitou para desafiar o primeiro-ministro a "aceitar a proposta do PS para a criação de emprego e crescimento económico".económico
Seguro refere-se uma proposta que o PS apresentou no mês passado no parlamento para introduzir uma adenda ao Tratado Europeu. Isto é, pretende que Passos Coelho (PPE ) imponha à União Europeia uma proposta que nem sequer é dele, é do PSE. Quem é que o entende?
domingo, 15 de janeiro de 2012
Comentador Seguro
"Se eu fosse primeiro-ministro de Portugal neste momento teria um relacionamento com a Madeira completamente diferente daquele que o actual primeiro-ministro tem tido até este momento".
«Esta é a quarta vez que, em seis meses, estou na Madeira e isto faz toda a diferença em relação ao primeiro-ministro», afirmou e logo comentou:
«eu sei que a política está cheia de palavras que perdem conteúdo e significado. Por isso, para testemunhar a veracidade desta minha convicção e destas minhas palavras, quero chamar à atenção para o facto de esta ser a terceira vez que estou na Madeira como líder do PS».
Seguro que falava, na sessão de encerramento do Congresso Regional, nas vésperas da assinatura do Programa de Assistência à Região Autónoma sustentou:
"Eu quero dizer, aqui e de uma forma bastante clara, que desejo rapidamente que seja assinado o acordo de assistência financeira à Madeira, não um programa qualquer, mas um programa que tenha como objectivo principal ajudar a recuperar a credibilidade da Madeira, que ajude a Madeira a pagar a divida mas que o faça em condições de exequibilidade, que o faça com sensibilidade social".
AJSeguro continua a repetir, em todos os jantares, presépios e encerramentos, “aqui e de uma forma bastante clara” que “se eu fosse primeiro-ministro de Portugal".
Depois descobrimos que não será “primeiro-ministro”, nem “claro” e muito menos “seguro” enquanto comentador a posteriori porque aquilo que precisamos são soluções a priori...
Será que esta táctica, já usada por Passos Coelho, vai de novo enganar os votantes? Duvido!
Não se entende a referencia “esta é a quarta vez que, em seis meses, estou na Madeira” quando o resultado das três primeiras foi uma descida de quase 15% nos resultados eleitorais, menos 3 deputados e a passagem a 3º partido regional....
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Comentador Seguro
Seguro, hoje em Lardosa, garantiu hoje que o Partido Socialista vai estar "muito atento" à privatização da EDP, considerando ser "muito importante" que a empresa "mantenha a capacidade estratégica no nosso país".
Analisou a saída da CGTP da reunião da Concertação Social considerando que aquela foi o resultado "da inabilidade e falta de convicção que este Governo tem no relacionamento com os parceiros sociais" e comentou a notícia do Semanário SOL segundo o qual o défice público admitido pelo governo para 2012 é de 5,2 por cento e as condições de financiamento externo poderão ser aligeiradas.
Aproveitou os jornalistas presentes para afirmar que está "muito preocupado com o que têm sido notícias sucessivas em relação ao défice e ao relacionamento com a troika" e reafirmou que "Portugal precisa de mais um ano para fazer a consolidação.
Seguro continua a comentar a posteriori as notícias que são veiculadas pelo jornalismo que temos sem qualquer ideia nova e, muito menos, inovadora…
Desta vez o jornalista de serviço escreveu “à margem de uma visita” como noutras havia escrito “à margem de um Jantar, ou “à margem de etc.”. Isto é, comenta “à margem”!
Convenhamos que até o “comentador” Miranda Relvas faz melhor!
Que falta nos faz ouvir Francisco de Assis que nunca comentava "à margem...".
Que falta nos faz ouvir Francisco de Assis que nunca comentava "à margem...".
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José Costa-Deitado
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
uma mensagem de natal
Antonio J. Seguro diz ter plena consciência dos sacrifícios que os portugueses estão a passar e diz que os “desempregados, os mais desfavorecidos e os mais desprotegidos”, estão na primeira linha das suas preocupações e da sua acção política e diz haver outro caminho para sair da crise, diferente daquele que está a ser levado a cabo pelo Governo e avança as velhas ideias sampaístas de que “são necessárias políticas que olhem para além do défice. Criando riqueza em vez de ficarmos mais pobres. Apostando no crescimento económico, no emprego e mobilizando os portugueses. Apoiando as nossas empresas e estimulando a nossa capacidade empreendedora. Só o emprego e o crescimento da economia garantem o futuro, a sustentabilidade das políticas sociais e a coesão nacional.” na “mensagem de Natal” divulgada no site do PS
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Horta não fala a Seguro
O antigo presidente da AICEP, Basílio Horta - agora deputado independente mas eleito pelo PS -, que negociou, como se fossem " bananas ", o “memorando” que levou o ex-primeiro ministro a inaugurar a fabrica em Fevereiro, considerou que «a Nissan está a fazer o seu papel» ao invocar razões de negócios para suspender a fábrica em Aveiro e afirmou que «foi determinante o abandono da política de mobilidade eléctrica».
António José Seguro, no final de um a vista hoje efectuada a fábricas de moldes localizadas na Marinha Grande, admitiu que não conhece o dossiê em concreto, mas entende que há explicações que devem ser dadas: «Desde Junho, data que tomou posse, o que fez o Governo nesse relacionamento com a administração da Nissan? Ou ficou á espera que lhe dessa notícia?».
O Secretário Geral Socialista comentou ainda que, num período de dificuldade como aquele em que o país vive, custa-lhe acreditar que o governo chefiado por Pedro Passos Coelho «possa ter um comportamento tão passivo em relação a esta decisão». adpt da noticia da tsf
se ele fosse primeiro-ministro...
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Comentador Seguro (agora também à Segunda-Feira...)
«Como julga que a maioria absoluta resolve os problemas todos do país, o Governo enfraquece o diálogo, que agora se manifesta em termos sociais. Há um isolamento da parte do Governo, o que é grave para o país».
«O Governo decidiu de forma unilateral aumentar o horário de trabalho em Portugal. Consideramos que se trata de uma machadada muito forte na concertação social e significa que, para o Governo, o diálogo social não é importante», afirmou o líder socialista. Lusa/Sol
Porque para o PS, «o diálogo social é importante» e a concertação social «é extremamente relevante, sobretudo no momento que o país atravessa». «Com todas as letras e de uma forma muito clara, somos contra esta medida», comentou o secretário-geral do PS.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Comentador Seguro
«Na reunião com o primeiro-ministro, hoje, tenho alguma curiosidade em saber o que está em cima da mesa em termos de propostas concretas, mas, até ao momento, com as informações que são veiculadas pelos jornais, com as declarações do presidente [Nicolas] Sarkozy e da chanceler [Ângela] Merkel, não há boas notícias para a Europa», declarou o líder socialista.
«Sinceramente, eu não estou a gostar mesmo nada, mas absolutamente nada, do modo como está a decorrer a preparação deste próximo Conselho Europeu. Não vejo iniciativa de instituições europeias e, pelo contrário, vejo dois países [Alemanha e França], uma vez mais, a quererem impor uma vontade aos restantes Estados-membros», sustentou.
«Considero que a Alemanha e França estão no caminho errado e a prestar uma mau serviço à União Europeia, mas gostaria que o primeiro-ministro de Portugal tivesse iniciativa e se juntasse com outros chefes de Governo no sentido de apresentarem uma proposta comum», acrescentou. tsf
…nem Rebelo de Sousa o diria melhor… e é (bem) pago para isso!
Mas não preciso de comentários e ainda menos que dê conselhos, queria que dissesse o que faria “se fosse primeiro-ministro”.
Queria saber o que é que propôs na recente reunião dos Socialistas Europeus, em que esteve presente, porque aquilo que este primeiro-ministro (não) propõe já se conhece!
Já agora, apesar do aspecto, deixe de tratar a Merkel pelo masculino "chanceler". Berlusconi fazia-o... mas era intencional.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Oposição Responsável
O Partido Socialista vai defender um ajustamento dos prazos de Portugal para o cumprimento do programa de assistência financeira, afirmou, A.J.Seguro, em entrevista à TVI.
O secretário-geral do PS referiu que o seu partido foi contactado pela troika, através do Governo, para uma reunião e que, “eventualmente”, também está disponível para defender junto da troika um alargamento do programa de consolidação orçamental até 2015
Foi o governo minoritário do PS que assinou o memorando de entendimento com a troika que está a ser executado pelo actual governo de maioria do PPD /PSD – CDS/PP, por tal, esta tomada de posição de José Seguro, assumindo as responsabilidades do seu partido, é, mais que entendível, uma atitude de estado.
domingo, 23 de outubro de 2011
esforço adicional de "austeridade inteligente"…
As subvenções vitalícias dos antigos titulares de cargos políticos vão ser poupadas ao esforço adicional de austeridade imposto pelo Orçamento de Estado, informa, entre outros, o Diário de Noticias.
O rol inclui Manuel Alegre, Santana Lopes, Almeida Santos, Carlos Melancia, Luísa Mesquita, Armando Vara, Odete Santos, João Cravinho, Luís Marques Mendes, Anacoreta Correia ou Luís Mira Amaral.
Deve se a isto a que A.J.Seguro se refere quando fala em “austeridade inteligente”, mas não seria melhor que um “antónio josé inteligente” exigisse um “seguro de austeridade”?
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Sócrates, os crimes e a verdade

Sócrates, os 'crimes' e a verdade
Vera Jardim, João Cravinho, António José Seguro e Ana Gomes são apenas quatro dos militantes socialistas que vieram dizer que é necessário esclarecer a participação de José Sócrates no negócio da TVI.
Têm razão. Há muito que esse esclarecimento é necessário.
Quando o Expresso noticiou, em Junho do ano passado, que ao contrário do que o primeiro-ministro dissera no Parlamento, a possibilidade de a PT comprar a TVI era conhecida de José Sócrates desde Janeiro (foi manchete neste jornal), acusámos o chefe do Governo de ter mentido à Assembleia da República. Na mesma ocasião, dissemos que Sócrates discutira o assunto com Zapatero numa cimeira em Zamora, em Janeiro de 2009.
A mentira, que em qualquer latitude democrática seria considerada uma falta grave, ficou, por cá, sem consequências. Ainda havia maioria absoluta no Parlamento e qualquer inquérito seria vetado. Um pouco depois, Manuela Ferreira Leite chamaria, com todas a letras, 'mentiroso' a José Sócrates, numa entrevista à televisão, mas ninguém pareceu incomodado com isso.
Concorrência desleal. O negócio da PT foi desfeito, mas uns accionistas daquela empresa, especialistas em compras na Comunicação Social, a Ongoing, avançou para a compra da TVI (depois de beneficiar de um financiamento polémico do Fundo de Pensões da PT) e cumpriu à risca o plano que havia sido delineado: puseram José Eduardo Moniz numa prateleira dourada, retiraram Manuela Moura Guedes do ar e alteraram o perfil do canal.
Entretanto, nos meios da finança e da Comunicação Social afirmava-se que a Cofina não conseguira obter o financiamento necessário para comprar a estação de Queluz de Baixo. O mistério adensava-se: como era possível que a Ongoing, cujo endividamento é enorme e cujos activos na Comunicação Social se resumem ao pequeno e deficitário 'Diário Económico' e a 23 por cento do Grupo Impresa (proprietário do Expresso), conseguisse um financiamento que é recusado à Cofina que detém o maior e mais lucrativo diário do país, o 'Correio da Manhã' e ainda a revista 'Sábado' e o jornal 'Record' entre os seus principais activos?
Ou seja, o que se passa neste mundo de jornais, rádios e televisões não é claro, nada claro. Neste momento, o grupo Impresa e o Grupo Cofina estão no mercado a lutar por audiências e por lucros gerados por essas audiências, defrontando-se com outros grupos para os quais o lucro não interessa, pois os objectivos sociais das empresas não está na comunicação, mas sim na influência que pode gerar essa comunicação. A Entidade Reguladora, sempre tão preocupada com pequenas coisas, bem se podia preocupar com isto. Se há concorrência desleal, é aqui.
Interferências políticas. Se a situação já era suficientemente má sem existirem interferências políticas, imaginem como fica quando elas são sentidas de modo claro. O gabinete do primeiro-ministro teve sempre por estratégia secar completamente a informação aos grupos e jornais que não domina, privilegiando descaradamente os jornais 'amigos'. Recordo, para aqueles que acham isto 'normal' que a informação disponível do Estado deve ser prestada em condições de igualdade e que o direito a ser informado é um imperativo constitucional.
Aqui no Expresso qualquer passo para saber algo sobre iniciativas do Governo foi, em muitos momentos, penoso. Depois do caso da licenciatura do primeiro-ministro, assistimos a um boicote claro na informação a este jornal e, em particular, a uma hostilidade total do primeiro-ministro. Mais: José Sócrates chegou a mentir sobre títulos que teriam sido feitos neste jornal, dando-os publicamente como exemplo de mau jornalismo. Mas, quando lhe foi demonstrado que esses títulos que ele publicamente citara eram mentira, jamais se dispôs a corrigir. À má vontade, juntou-se a má fé.
A actuação do núcleo duro do Governo em relação a jornais independentes, tem sido a de tentar colocá-los em locais em que eles não devem estar: há uma séria tentativa de identificar certos jornais com a Oposição ao PS e ao Governo. Essa estratégia, dada a ausência ou fraqueza da Oposição política teve os seus frutos. Infelizmente, nalguns casos os objectivos do centro de decisão do Governo foram conseguidos, uma vez que jornais e jornalistas mostraram (a meu ver) hostilidade excessiva e falta de frieza em relação ao Governo. Porém, em casos que conheço de perto, foram reflexos da brutalidade com que, por vezes, o poder os tratou.
A tentativa de colocar os jornais num lado ou de outro do sistema partidário, a exemplo do que se passa com os jornais desportivos, que todos sabem ser, cada um deles, ligados a um dos três grandes clubes, foi uma das grandes apostas de quem esteve com o Governo nesta guerra. Assim, aqueles que não eram controlados, eram tidos por estar ao serviço de forças políticas hostis - nada que Chávez não tivesse feito...
Em notícias como as da licenciatura, Cova da Beira, Freeport, ou agora Face Oculta as pressões foram sempre muitas. Ainda que isso possa ser considerado 'ossos do ofício', Sócrates chegou a pontos inéditos, como aqui já referi. Mais: em jornais debilitados economicamente a mão do Governo faz-se sentir e/ou houve tentativas para os domesticar. Não sei que credibilidade merecem as declarações de directores do 'Sol', mas seguramente merecem investigação.
O legado do PS. Confundir a actuação do núcleo político do Governo, ou seja de José Sócrates, Augusto Santos Silva, Pedro Silva Pereira e seus assessores e amigos, como aquele solícito e jovem administrador da PT referido nas escutas que o 'Sol' publicou, com o conjunto do Governo ou com o PS, é um erro. Neste e no Governo anterior há ministros e secretários de Estado com actuações perfeitamente salutares e democráticas; o PS tem um património de defesa da liberdade de expressão inesquecível.
Mas doravante, todos - ministros, deputados, dirigentes do PS - devem estar mais atentos ao que fazem alguns dos seus dirigentes. Se não actuam, compactuam. E não vale a pena fixarem-se no crime de divulgação das escutas ou em minudências do género, como fez José Sócrates: a verdade vale mais do que a formalidade e, embora os fins não justifiquem os meios, convenhamos que o valor público do que veio a lume releva largamente o valor privado a proteger.
Por isso, volto ao modo como iniciei - Vera Jardim, João Cravinho, António José Seguro, Ana Gomes e outros destacados membros do PS querem esclarecer o assunto. Fazem bem. Todos devem contribuir para esclarecer o que deve ser esclarecido.
Por mim, contei o que sei. Henrique Monteiro in Sócrates, os crimes e a verdade - Expresso.pt
notável... para mais tarde recordar.
Vera Jardim, João Cravinho, António José Seguro e Ana Gomes são apenas quatro dos militantes socialistas que vieram dizer que é necessário esclarecer a participação de José Sócrates no negócio da TVI.
Têm razão. Há muito que esse esclarecimento é necessário.
Quando o Expresso noticiou, em Junho do ano passado, que ao contrário do que o primeiro-ministro dissera no Parlamento, a possibilidade de a PT comprar a TVI era conhecida de José Sócrates desde Janeiro (foi manchete neste jornal), acusámos o chefe do Governo de ter mentido à Assembleia da República. Na mesma ocasião, dissemos que Sócrates discutira o assunto com Zapatero numa cimeira em Zamora, em Janeiro de 2009.
A mentira, que em qualquer latitude democrática seria considerada uma falta grave, ficou, por cá, sem consequências. Ainda havia maioria absoluta no Parlamento e qualquer inquérito seria vetado. Um pouco depois, Manuela Ferreira Leite chamaria, com todas a letras, 'mentiroso' a José Sócrates, numa entrevista à televisão, mas ninguém pareceu incomodado com isso.
Concorrência desleal. O negócio da PT foi desfeito, mas uns accionistas daquela empresa, especialistas em compras na Comunicação Social, a Ongoing, avançou para a compra da TVI (depois de beneficiar de um financiamento polémico do Fundo de Pensões da PT) e cumpriu à risca o plano que havia sido delineado: puseram José Eduardo Moniz numa prateleira dourada, retiraram Manuela Moura Guedes do ar e alteraram o perfil do canal.
Entretanto, nos meios da finança e da Comunicação Social afirmava-se que a Cofina não conseguira obter o financiamento necessário para comprar a estação de Queluz de Baixo. O mistério adensava-se: como era possível que a Ongoing, cujo endividamento é enorme e cujos activos na Comunicação Social se resumem ao pequeno e deficitário 'Diário Económico' e a 23 por cento do Grupo Impresa (proprietário do Expresso), conseguisse um financiamento que é recusado à Cofina que detém o maior e mais lucrativo diário do país, o 'Correio da Manhã' e ainda a revista 'Sábado' e o jornal 'Record' entre os seus principais activos?
Ou seja, o que se passa neste mundo de jornais, rádios e televisões não é claro, nada claro. Neste momento, o grupo Impresa e o Grupo Cofina estão no mercado a lutar por audiências e por lucros gerados por essas audiências, defrontando-se com outros grupos para os quais o lucro não interessa, pois os objectivos sociais das empresas não está na comunicação, mas sim na influência que pode gerar essa comunicação. A Entidade Reguladora, sempre tão preocupada com pequenas coisas, bem se podia preocupar com isto. Se há concorrência desleal, é aqui.
Interferências políticas. Se a situação já era suficientemente má sem existirem interferências políticas, imaginem como fica quando elas são sentidas de modo claro. O gabinete do primeiro-ministro teve sempre por estratégia secar completamente a informação aos grupos e jornais que não domina, privilegiando descaradamente os jornais 'amigos'. Recordo, para aqueles que acham isto 'normal' que a informação disponível do Estado deve ser prestada em condições de igualdade e que o direito a ser informado é um imperativo constitucional.
Aqui no Expresso qualquer passo para saber algo sobre iniciativas do Governo foi, em muitos momentos, penoso. Depois do caso da licenciatura do primeiro-ministro, assistimos a um boicote claro na informação a este jornal e, em particular, a uma hostilidade total do primeiro-ministro. Mais: José Sócrates chegou a mentir sobre títulos que teriam sido feitos neste jornal, dando-os publicamente como exemplo de mau jornalismo. Mas, quando lhe foi demonstrado que esses títulos que ele publicamente citara eram mentira, jamais se dispôs a corrigir. À má vontade, juntou-se a má fé.
A actuação do núcleo duro do Governo em relação a jornais independentes, tem sido a de tentar colocá-los em locais em que eles não devem estar: há uma séria tentativa de identificar certos jornais com a Oposição ao PS e ao Governo. Essa estratégia, dada a ausência ou fraqueza da Oposição política teve os seus frutos. Infelizmente, nalguns casos os objectivos do centro de decisão do Governo foram conseguidos, uma vez que jornais e jornalistas mostraram (a meu ver) hostilidade excessiva e falta de frieza em relação ao Governo. Porém, em casos que conheço de perto, foram reflexos da brutalidade com que, por vezes, o poder os tratou.
A tentativa de colocar os jornais num lado ou de outro do sistema partidário, a exemplo do que se passa com os jornais desportivos, que todos sabem ser, cada um deles, ligados a um dos três grandes clubes, foi uma das grandes apostas de quem esteve com o Governo nesta guerra. Assim, aqueles que não eram controlados, eram tidos por estar ao serviço de forças políticas hostis - nada que Chávez não tivesse feito...
Em notícias como as da licenciatura, Cova da Beira, Freeport, ou agora Face Oculta as pressões foram sempre muitas. Ainda que isso possa ser considerado 'ossos do ofício', Sócrates chegou a pontos inéditos, como aqui já referi. Mais: em jornais debilitados economicamente a mão do Governo faz-se sentir e/ou houve tentativas para os domesticar. Não sei que credibilidade merecem as declarações de directores do 'Sol', mas seguramente merecem investigação.
O legado do PS. Confundir a actuação do núcleo político do Governo, ou seja de José Sócrates, Augusto Santos Silva, Pedro Silva Pereira e seus assessores e amigos, como aquele solícito e jovem administrador da PT referido nas escutas que o 'Sol' publicou, com o conjunto do Governo ou com o PS, é um erro. Neste e no Governo anterior há ministros e secretários de Estado com actuações perfeitamente salutares e democráticas; o PS tem um património de defesa da liberdade de expressão inesquecível.
Mas doravante, todos - ministros, deputados, dirigentes do PS - devem estar mais atentos ao que fazem alguns dos seus dirigentes. Se não actuam, compactuam. E não vale a pena fixarem-se no crime de divulgação das escutas ou em minudências do género, como fez José Sócrates: a verdade vale mais do que a formalidade e, embora os fins não justifiquem os meios, convenhamos que o valor público do que veio a lume releva largamente o valor privado a proteger.
Por isso, volto ao modo como iniciei - Vera Jardim, João Cravinho, António José Seguro, Ana Gomes e outros destacados membros do PS querem esclarecer o assunto. Fazem bem. Todos devem contribuir para esclarecer o que deve ser esclarecido.
Por mim, contei o que sei. Henrique Monteiro in Sócrates, os crimes e a verdade - Expresso.pt
notável... para mais tarde recordar.
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