segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

“temos de mudar de vida”



Nos anos 80, tivemos transitoriamente de mostrar que éramos capazes de nos endividar mais. Agora já não nos podemos endividar mais”, afirmou hoje Teodora Cardoso
os programas de medidas atribuídas à pressão de entidade externas podem, como sucedeu com os programas de estabilização do FMI, resolver crises de financiamento no curto prazo”, mas não os problemas actuais, que combinam a “necessidade de reduzir o endividamento de todos os sectores da economia – não apenas do Estado – e fomentar o crescimento sustentado”.

A economista destaca ainda que um dos maiores riscos que Portugal corre é o de “desmotivar os jovens que andou a educar para tornar o país mais moderno e competitivo”. Para Teodora Cardoso, a fuga de jovens portugueses para o estrangeiro seria “a maior tragédia, pior que a da dívida externa

canalizador



Os portugueses não têm hábitos de estudo. É uma característica reservada à elite, não ao povo. A elite estuda e medita e proclama o saber ao povo. A transmissão do saber é feita de forma oral, não de forma escrita. E é feita em género de proclamação, não de diálogo. ...
As opiniões do português típico reflectem geralmente as opiniões faladas de alguém próximo, a quem ele reconhece autoridade, que pode ser o vizinho do lado, nunca são o fruto da leitura e da meditação, daquilo que noutros países se chama investigação. Estudar não é com ele. Deixou sempre isso para a elite, os especialistas, que foram tradicionalmente os padres. O clero estudava o Livro e comunicava-o oralmente aos outros, que aceitavam passivamente a sua autoridade.
Os debates são muito engraçados em Portugal e desvalorizam sempre quem estudou. Recentemente, no programa Prós-e-Contras discutia-se a situação económica da europa e o euro. Estavam vários economistas, jornalistas e políticos. Para comentar o tema a partir da Grécia estava o treinador de futebol Fernando Santos. A mensagem colateral era clara: "Para comentar essas questões da economia e do euro, até um treinador de futebol é capaz. Portanto, eu, que sou canalizador, também sou capaz". A falta de julgamento é total. A depreciação dos economistas presentes não podia ser maior. Publicada por Pedro Arroja em
portugal contemporâneo

O Inimputável



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O CDS precisa de definir muito claramente a sua missão. Ou não acredita que poderá ser no futuro uma força natural de governo em situação de maioria, e aí opta por estratégias de “piscar de olhos” ao PSD. Este é o CDS de Paulo Portas. Isso já aconteceu e está de novo na calha. Paulo Portas até se comportou bem na aliança com o PSD no passado, ao invés do PSD que teve um comportamento político deplorável ao fornecer um Primeiro Ministro que fugiu e ao escolher um substituto com um perfil inacreditável.
...
Não é esta liderança a melhor para enfrentar os novos tempos que aí vêm. Esses tempos exigem uma resposta totalmente não-socialista. Tem que ser outra liderança que acredite nessa visão. Para isso há que pensar como no futuro se deverão construir governos, como construir um núcleo duro no partido pensante numa lógica diferente da actual, produzir uma liderança, e elaborar programa de governo independente e baseado em soluções concretas para Portugal assentes num modelo liberal de responsabilidade individual e colectiva.
Publicada por Pedro Bazaliza n' O Inimputável

noticias do paraiso


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

POIS


O nosso Marinheiro do Detalhe pergunta-me se o Presidente abdicou do vencimento ou teve de abdicar!!!!Parece que não teve , mas teria, i.e. , a partir de 9 de Março inicia novo mandato, nova missão, pelo que então entra na lei que impossibilita a acumulação de vencimentos de Estado e pensões, também de Estado.
Então, diz o nosso Marinheiro, prescindir do salário agora, 2 meses, foi show off!!!!
Pois não sei, digo eu! Publicada por Manel em NRP CACINE

Director da Administração Eleitoral propôs aviso aos eleitores...

O aviso interno foi feito com bastante antecedência, em Agosto: a Direcção-Geral da Administração Interna (DGAI) deveria enviar aos detentores do cartão de cidadão um aviso com o novo número de eleitor e a freguesia onde deveriam votar nas presidenciais de domingo. Mas tal não foi feito e as eleições ficaram marcadas por casos de eleitores que não puderam votar.
Seguindo o exemplo do que a DGAI e a Secretaria de Estado da Modernização Administrativa fizeram em 2009, que enviaram avisos individuais aos novos portadores do cartão, Jorge Miguéis propôs no Verão ao director-geral da Administração Interna que se voltasse a fazer o mesmo. Paulo Machado encaminhou a proposta para a secretária de Estado da Administração Interna, Dalila Araújo, que a despachou favoravelmente, como contou anteontem no Parlamento. Mas nada mais se terá feito. O inquérito pedido pelo MAI à Universidade do Minho irá esclarecer onde o processo parou e quem é o responsável.
Dalila Araújo acaba de revelar na TSF que deu ordem para que fossem informados os novos utentes do Cartão de Cidadão, que mudaram de freguesia, do seu novo número de eleitor.
Nada disse quanto aos que não mudaram, nem de residência e, obviamente, de freguesia e viram alterados o seus números de eleitor.
AGUARDAMOS. Talvez a culpa não morra virgem...

noticias do "paraiso"


A realidade nacional


Este texto de Moisés Espirito Santo merece ser difundido, pois reflecte bem o povo que somos e está adequado ao periodo pós eleitoral.

Dinheiros públicos (e miséria privada)
A grande massa dos portugueses, que vota nos governantes esbanjadores e apoia obras públicas caras e ostentatórias, não tem, no quotidiano, a noção reflectida donde procedem os «dinheiros públicos». Essa massa de ignorantes não pensa nisso; fica-se com a ideia de um cofre inesgotável, dum banco anónimo, dum tesouro mágico. É como se fossem dinheiros alheios ou de «ninguém» que se podem esbanjar e que não carecem de controle popular (nem de prestação de contas).
Será necessário dizer, incessantemente, que os «dinheiros públicos» provêm exclusivamente dos impostos, das licenças, matrículas, multas e outras cobranças, ou extorsões, aos cidadãos. Não são um tesouro mágico. São como a tesouraria duma colectividade. Se os dinheiros partem em auto-estradas, TGVs, aeroportos, submarinos, automóveis de serviço, jantaradas oficiais, compra de bancos falidos, estádios, piscinas, polidesportivos, rotundas e arranjos urbanos para-saloio-ver (isto é, para o currículo dos políticos), e em pensões milionárias (duplicadas e triplicadas) dos gestores públicos e dos políticos, vai faltar dinheiro para os salários, os incentivos ao trabalho e à produção, para os subsídios de desemprego, a saúde, a educação, as pensões, a assistência aos pobres e os abonos de família. Tão verdade como eu estar aqui.
Esta ignorância, irreflexão ou distracção alimenta a corrupção e a fraude.

«Dinheiros públicos» são como dinheiros de «ninguém», como os caminhos de que cada um se pode servir desde que tenha acesso a eles. Podem ser vistos como «dinheiros do Estado». Ora, como a grande massa de gente confunde o Estado com o Governo, e como o Governo se pode assemelhar a uma camarilha de malfeitores, «ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de perdão». Fraudar até pode ser uma garantia de reeleição democrática («Ele rouba mas faz», «É esperto...»). Esta tolerância popular com a corrupção e a fraude aumentou com a democracia. Constituiu um traço do parasitismo, uma forte componente da mentalidade portuguesa. lido e recortado do Força Emergente mais aqui

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Nossa Senhora da Boa Hora...


Nossa Senhora da Boa Hora velou por nós
quando fez com que Manuela Ferreira Leite perdesse as últimas legislativas.
Alguém supõe o tumulto que iria gente neste país caso MFL fosse primeira-ministra e no dia da eleição presidencial tivesse acontecido algo de vagamente semelhante ao que ocorreu neste Domingo com pessoas por todo o país sem poderem votar?
A esta hora Manuel Alegre já não se distinguia de Humberto Delgado, sobre Cavaco Silva cairia a irremediável suspeita de ter ganho graças a tal apagão e Manuela Ferreira Leite estaria a ser pressionada para se demitir.
No Porto, o pianista Burmester já estaria amarrado ao Bolhão e o Abrunhosa liderava uma manif em frente à câmara.
Em Lisboa, o BE convocava manifes por sms e o dom Januário convocava vigílias para a capela do Rato.
Enfim, como Deus se lembrou desta terra humilde e boa, livrou-nos dessa tentação do demo e ganhou quem devia ganhar.
A esse momento nunca por demais celebrado da derrota do PSD devemos o não estarmos em levantamento de indignação e com o resultados das presidenciais impugnados. por helenafmatos no BLASFÉMIAS

"noticias do paraiso"


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

topicos para uma CRÓNICA NOTÁVEL (a melhor do pós eleições)


novidades eleitorais
 Na sede de Manuel Alegre, no hotel Altis, houve mau perder. Reinou o silêncio e a sala vazia.
 Cavaco venceu na terra de Alegre, Aveiro.
 No bastião comunista de Beja Cavaco ganhou.
 Alegre não ganhou no Círculo de Sócrates, Castelo Branco.
 Na cidade da cultura - Coimbra -, Alegre ficou muito triste por perder para Cavaco.
 Évora socialista votou Cavaco.
 Fernando Nobre consegue três segundos lugares em concelhos algarvios.
 Nobre perde para Alegre em Leiria por apenas 240 votos.
 Em Lisboa foi onde houve mais dispersão de votos.
 Cavaco voltou a perder em Avis e Campo Maior (Alentejo)
 Nobre surpreende no Porto com 15%.
 Em Santarém só Alpiarça derrotou Cavaco.
 O comunistão Setúbal virou cavaquistão.
 Defensor Moura nem em casa (Viana do Castelo) conseguiu melhor que o terceiro.
 Cavaco obteve o melhor resultado (65,4%) em Vila Real.
 Viseu continua fielíssimo a Cavaco com 64,9%.
 Carlos César foi dos mais derrotados com Cavaco a obter nos Açores mais do dobro de Alegre.
 Coelho derrota Jardim tirando a maioria absoluta a Cavaco.
 O Cartão do Cidadão mandou muita gente para casa sem votar.
por joão eduardo severino
Pau Para Toda A Obra

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domingo, 23 de janeiro de 2011

a culpa vai morrer solteira nas eleições PR 2011


O director-geral da Administração Interna rejeita qualquer responsabilidade pelo aumento da taxa de abstenção. Paulo Machado admite, no entanto, que o sistema informático entupiu com o aumento anormal de acessos à página da Internet e ao sistema de sms. rtp
a culpa vai morrer solteira... mas fica a fotografia!

as bichas eleitorais


Cidadãos em vários pontos de Lisboa não estão a conseguir votar com o cartão de cidadão porque o número de eleitor pertence ao caderno eleitoral de outra residência. Há juntas de freguesia cheias de gente que quer resolver o problema para poder votar. publico
As várias ferramentas que o Governo disponibilizou para os eleitores conhecerem o seu local de voto têm estado bloqueadas.
Na página desta rede social com o nome 'Em Portugal Votar é fácil', já se admitiu que "o sistema informático se encontra mais lento devido ao grande fluxo de pedidos de informação".
sol
A Comissão Nacional de Eleições admitiu esta tarde que os problemas que se estão a verificar em mesas de voto por todo o país e o bloqueio do portal do cidadão e do serviço SMS 3838 vão “aumentar com certeza a abstenção” nas presidenciais. publico
Até às 16:00 horas deste domingo, dia de eleições presidenciais, tinham votado 35,16 por cento dos eleitores, segundo dados da Comissão Nacional de Eleições.
A participação tem sido condicionada por vários problemas informáticos.
tsf
Confrontado sobre se esta situação iria aumentar a abstenção, o porta-voz da CNE, Nuno Godinho de Matos, disse que «é claro que vai aumentar, ninguém pode dizer quanto é que vai aumentar de forma científica, mas claro que aumenta».
«Ainda por cima [os problemas] têm um efeito de descontentamento genérico, as pessoas ficam revoltadas e zangadas, dizem que é tudo a mesma choldra, isto não presta, nada funciona», lamentou Godinho de Matos.
sol

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república: uma boa imagem no Diário de Noticias