
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Ah, o PSD.

Uma das tragédias da direita portuguesa é a credulidade e a falta de exigência para com o PSD - um partido que quotidianamente faz questão de nos lembrar de que não podemos nele confiar a defesa dos valores das direitas. Desta vez, não só não se opôs como promoveu o confisco, o estatismo, a diminuição da liberdade, o desmerecimento dos valores do trabalho, do mérito e da mobilidade social.
Parece-vos preocupado? A mim também não.
publicado por Francisco Mendes da Silva em 31 da Armada
domingo, 9 de janeiro de 2011
Alegre e Pyongyang

Pergunto-me o que aconteceria se uma notícia semelhante aparecesse sobre uma visita pessoal de um político de centro-direita a uma ditadura como o Chile de Pinochet na década de 70. Qual o escândalo que não haveria no panorama mediático? E será que a Coreia do Norte não é uma das ditaduras mais horríveis das últimas décadas? Claro que a resposta é simples: os critérios duplos que determinam o nível de indignação e choque na sociedade portuguesa. Se um político de esquerda tiver sido apoiante activo no passado de um regime totalitário não há problema. Se um político de direita comete o erro de dizer, sequer, uma palavra simpática para um regime ditatorial de direita, é imediatamente crucificado.
Para que não fiquem dúvidas, a minha opinião é, neste caso, a mesma que seria em situações semelhantes com outros políticos: Manuel Alegre foi a Pyongyang em 1969 apoiar o Grande Líder Kim Il Sung e clamar contra o imperialismo americano. Felizmente evoluiu para uma posição ideológica diferente e afastou-se de ideologias totalitárias. Não tem relevância para a campanha eleitoral em curso. Publicada por Nuno Gouveia em O Cachimbo de Magritte
E o PSD?

"De que é que vale trabalhar num país onde um jovem que começa a sua vida laboral é sacrificado por impostos, contribuições e taxas que já não são imposto, são confisco", afirmou o presidente do CDS, em Coimbra.
Segundo Paulo Portas, "um jovem que esteja a recibo verde, como tantos milhares estão, e que ganhe cerca de mil euros, pagava de contribuições cerca de 159 euros", mas este mês "passa a pagar 237 euros e para o ano cerca de 290 euros".
"Onde é que fica a mobilidade social, ou seja, o direito de um jovem, pelo seu trabalho e pelo seu mérito, subir legitimamente na vida?", perguntou. Publicada por Alexandre Homem Cristo em O Cachimbo de Magritte
JUST TO KNOW

“ (…) De facto (o comandante militar de Angola) mandou-me, sob prisão militar, de regresso a Lisboa, onde estive com residência fixa. Cheguei a Lisboa em Dezembro de 1963. Mais tarde, em Maio de 1964, fui informado de que iria ser preso e enviado para Angola, para ser julgado em tribunal militar. (…) passei á clandestinidade.”
“(…) Fui convidado para trabalhar na Rádio Argel e acabei por lá ficar. Quem dirigiu primeiro a rádio foi o Tito de Morais e depois passei a ser eu, durante dez anos, de 1964 a 1974. Entrevistei muita gente, e praticamente todos os líderes dos movimentos de libertação.”
“(…) A Argélia teve um grande papel no que respeita às ex-colónias portuguesas, porque a maior parte dos seus dirigentes, os primeiros quadros foi ali que receberam instrução militar, nomeadamente o Samora Machel.
VERSÃO DE MANUEL ALEGRE, EM MARÇO 2010
(in DN -27-3-2010)
“Eu não sou desertor, nem nunca fui. Eu estive na guerra; estive em Mafra, nos Açores e Angola. Sou até dos candidatos presidenciais o único que entrou em combate. Depois estive envolvido numa conspiração em Angola, pela qual fui preso e passado á disponibilidade (1). Fui-me embora para não ser preso pela PIDE por razões políticas.
“Eu não tenho juízo moral nenhum sobre aqueles que desertaram, até porque, naquela altura, muita gente achava legítimo fazê-lo. Mas eu não desertei e não quis desertar; quis viver a experiência da guerra e vivi a situação de combate no pior momento da guerra em Angola, que foi em 1962-63, com as minas a rebentar em Nambuangongo e Quipedro, que era a capital da guerra. E não me arrependo dessa experiência (…)”. Publicada por Manel em NRP CACINE
sábado, 8 de janeiro de 2011
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
A comparação impossível

Mas há algumas perguntas que se podem colocar:
Pedro Passos Coelho anda distraído?

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
MALANGATANA (1936-2011)

big brother...

o governo português reflecte,
o pedido será satisfeito.
Na Assembleia da República já está o acordo bilateral, prontinho para ratificar.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
despesismo na Saúde

No documento do Tribunal de Contas pode ainda ler-se que situações destas contribuíram para a deterioração da situação económico-financeira do Serviço de Utilização Comum dos Hospitais que apresentou resultados líquidos negativos de 4,4 milhões de euros em 2008 e de 5 milhões em 2009 e ainda, vamos ver, quanto é que despesaram em 2010...
Este serviço foi criado pelo Estado Novo em 1966 para obter o melhor rendimento económico dos hospitais... e, velho de 45 anos, está a precisar de maiores cuidados de saúde!
domingo, 2 de janeiro de 2011
Falharam a vida, meninos

…
Contudo creio que a geração de 60 nunca admitirá que falhou. Está-lhes na génese culpar os outros por tudo o que acontece: primeiro culparam os pais porque tinham perpetuado um modelo de família que achavam caduco e baseado na mentira. E quando eles mesmos amaram, odiaram, traíram e fizeram compromissos, como acontece a todo o Sapiens sapiens desde que o mundo é mundo, culparam o pai e sobretudo a mãe porque muitos anos antes não lhes tinham dito as palavras que eles achavam certas. Depois culparam o sistema das guerras e o capitalismo da pobreza. Enfim, no quotidiano, fosse ele o sexo ou a economia, havia sempre uma culpa que tudo explicava. Quanto ao mundo, havia essa culpa original do homem branco que estava sempre por trás dos massacres e das fomes. E ela, a tal geração de 60, assumiu-se como a apontadora de culpas." O texto completo de helenafmatos pode ser lido aqui em Falharam a vida, meninos
Engana-se a autora. Assumo que falhei!
De Direita lamento ter perdoado no 25 de Novembro. Católico, bato no peito em penitencia. Porque, demasiado velho, já não sei fazer revoluções, mesmo aquelas que “á portuguesa” saiem da ponta do voto.
Acredite! Tive uma vida difícil mas boa e, dia a dia, lamento não a poder passar a filhos e netos.








