segunda-feira, 31 de março de 2014

uma "má noticia"

O défice orçamental fixou-se nos 4,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE), na primeira notificação do ano enviada a Bruxelas ao abrigo do Procedimento dos Défices Excessivos.

que xatice!

sábado, 29 de março de 2014

portadaloja: A fonte luminosa do Norte

Em 1974-75 quem combateu eficazmente o comunismo? A pergunta é logo considerada pestilenta pelos comunistas porque pressupõe a natureza maléfica daquilo em que acreditam.

Em Portugal, esta lógica tem sido sempre assim: o partido comunista e o comunismo esquerdista em geral, aqueles que o PCP apoda de doentes infantis ( e que por isso lhes trataria da saúde logo que pudesse...) foram sempre acaparados pelos media, logo nos primeiros dias a seguir a 25 de Abril de 1974.



Vale a pena continuar a ler aqui:

portadaloja: A fonte luminosa do Norte

terça-feira, 11 de março de 2014

quer queiram, quer não!

A fúria de reescrever a história é tanta que até parece que o "11 de Março" de 1975 não existiu, para a imprensa a que temos direito!
Nem uma palavra nos jornais de referencia.


Mas existiu, quer queiram, quer não!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

o empenhozito...

…
e sabes Manel, o meu puto acabou agora o curso e está pendurado lá em casa. As notas não foram grande coisa e ninguém o quer! Lá pelo jornal não lhe arranjas um qualquer lugarzinho?
O dr. Antunes, mais que habituado a idênticos pedidos, acena com a cabeça e avança com “Claro João, claro que se arranja, és meu amigo desde o tempo de faculdade e olha que o teu filho tem a que sair, meu cábula! Vou andando prá redacção. Tenho que acabar um artigo sobre “estes corruptos”!
Já agora, a minha acaba pró ano. Vai lá guardando um lugar de assessora!”
…
-Ó faz favor, venha lá a conta, eu também pago a do sr. dr. Manuel Antunes!”
-O sr. engenhero quer factura?
-Factura? Eu? Tenha juízo! Acha que eu ando aqui pra sustentar aqueles ladrões?

(podem não acreditar mas faz pouco tempo que ouvi esta conversa no restaurante! Os nomes estão trocados mas o “artigozito” saiu hoje num “jornal a que temos direito”. Não sei é se o “empenhozito” já teve efeito…)


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

os deuses devem estar loucos…

depois de ser expulso do PSD, Capucho diz que “o Governo melhorou depois da crise de Julho” e que “o CDS é que manda no Governo" ?  

(acho que ele não se apercebeu do "elogio"!)

domingo, 2 de junho de 2013

Centenas ou Milhares de manifestantes exigem a queda do Governo

Centenas de pessoas estavam, pelas 16:30, concentradas junto à rotunda de Entrecampos, em Lisboa, para pedir a demissão do Governo num protesto comum a várias cidades europeias.
A manifestação, que vai fazer o percurso entre Entrecampos e a Alameda com passagem pelo escritório do Fundo Monetário Internacional (FMI), é promovida em Portugal pelo movimento "Que se lixe a Troika".
 

Milhares de manifestantes contra a Troika e o Governo
Milhares de manifestantes desfilaram desde Entrecampos até à Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa, para mostrar com o protesto "um cartão vermelho à política 'troikista'", segundo um manifesto lido no final do protesto por um dos signatários do movimento 'Que se Lixe a Troika', que dinamizou em Portugal a manifestação europeia.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Sabe o que é a recessão?

Não se preocupe, a maioria dos gajos da “opinião publicada” também não sabe mas vai falar à brava de recessão! Há que manter-nos, “idiotas úteis”, sob pressão e dar oportunidade aos péssimos “canhotos”, que por ai nos andam a poluir, de nos de atirar uns “bitaites” (a melhor tradução de “sound bites” que, um dia, alguém inventou) ”. Preocupe-se sim quando notar que a recessão japonesa começou oficialmente em 1992 e segundo alguns estudiosos ainda não acabou. Os mais optimistas dizem que o Japão está apenas estagnado! Ora, a crise japonesa começou de maneira idêntica à crise actual e, assustadoramente, as troikas e governos de hoje estão a promover exactamente as mesmas medidas, até à pouco, implementadas pelos governos do Japão. Correndo o risco de querer repartir uma teoria económica que partilho, penso que os mais curiosos destas coisas podem ficar a saber mais que os “especialistas em generalidades” (pagos a centenas de euros por ida às tv’s) se lerem um brilhante artigo de Benjamim Powell preparou para o Mises em http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=184.
Eventualmente ali irão descobrir onde é que os keynesianos meteram a “pata na poça” e perceberem a desgraça onde os governos, principalmente o anterior da “treta” e o actual da “troika”, nos meteram!

sábado, 27 de abril de 2013

Pozinhos de perlimpimpim

Afinal, a presença do druida Panoramix não passava de boato - o mesmo que as promessas de «croissance» do Presidente socialista francês François Hollande. Os serviços do Congresso socialista desmentem a sua presença, na Feira, logo à noite.

A ideia que corre, agora, insistentemente entre os observadores bem informados é a de que a alternativa socialista será apresentada, a seguir ao jantar, por António José Seguro, em modo Peter Pan, e Maria de Belém, trajando de Sininho, que deslumbrarão Portugal inteiro, incluindo o Palácio de Belém, com o segredo alternativo do PS: pozinhos de perlimpimpim.

Fonte privilegiada obteve mesmo o que assegura ser a gravação do ensaio geral desse "momento mágico". António José Seguro e Maria de Belém terão feito este teste, no Largo do Rato, no passado dia 25 de Abril, depois das cerimónias parlamentares em que Cavaco Silva proferiu um discurso indigesto. Antecipamos esse "momento mágico" em rigoroso exclusivo:


 
Acrescente-se, para os
mal-intencionados, que tudo isto é SCUT, isto é, rigorosamente sem custos para
o utilizador. Segundo nos informam, os trajes de um e de outro (Peter Pan e
Sininho) terão sido postos graciosamente à disposição da Comissão Organizadora
do Congresso pelos promotores do Carnaval de Ovar.
por José Ribeiro e Castro no Avenida da Liberdade

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Vão cortar à bruta...

No dia em que a troika regressa a Portugal para terminar a sétima avaliação do programa de ajustamento português, Silva Lopes disse à Rádio Renascença, que os responsáveis internacionais “vêm cá dizer que nós temos de arranjar maneira de pôr o défice dentro do nível” que estava a acordado, “ou seja, que temos de cortar despesas em grande quantidade para compensar a perda que resultou da decisão do Tribunal Constitucional.”
“Vai ser complicado. Vão cortar à bruta”, salientou Silva Lopes. “Acho que a decisão do Tribunal Constitucional vai custar-nos muito, muito caro”, acrescentou Silva Lopes

ana bela da sic...

...
Agora vou citar-vos o que preocupa a reportagem de Anabela Neves, da Sic, em Bogotá, Colômbia: diz Anabela Neves que este presidente da República, que tanto aconselhou convergência e diálogo político no ataque à crise, poderia querer comentar um convite de Passos Coelho a Seguro, mas que não, Cavaco Silva nada respondeu sobre isto às inquirições da repórter. Ou seja, a repórter inculca que Cavaco deveria pronunciar-se durante uma visita a Bogotá sobre uma minudência acontecida em Lisboa, uma convicção absurda; Cavaco não cai no absurdo de pronunciar-se; e a notícia acaba por ser o facto de o presidente não ter agido como só poderia imaginar a pobre cabecinha da repórter. E é assim: quando o nosso mundo é muito pequenino, a gente nunca viaja realmente. por José Mendonça da Cruz no Corta Fitas

domingo, 14 de abril de 2013

retrato de um democrata...



com tantos comentadores que por ai andam a poluir-nos é estranho que nenhum tenha reparado na comparação com o penúltimo rei!
mas começo a perceber o sentido das arruadas que alguns energúmenos fazem às deslocações do actual presidente…

domingo, 7 de abril de 2013

A lata


por MANUEL MARIA CARRILHO

O contrato com Sócrates para ser comentador semanal no canal público de televisão teve de partir, ou de passar, por Relvas. Isso é óbvio. E só a imagem do que terá sido essa negociação a dois dá uma ideia arrepiante, mas bem clara, do estado de degradação extrema a que chegou o regime.

É uma contratação que infelizmente não surpreende porque, na verdade, José Sócrates e Miguel Relvas são políticos siameses. Se olharmos bem para o perfil e para o percurso de um e de outro, a conclusão impõe-se como evidente. E muitas coisas estranhas se tornam, de repente, claras e compreensíveis.

A história da licenciatura de Relvas foi o primeiro sinal de uma semelhança que se revela bem mais funda: o mesmo fascínio pelo mundo dos negócios, o mesmo desprezo pela cultura e pelo mérito, o mesmo tipo de relação com a comunicação social, o mesmo apego sem princípios ao poder e, acima de tudo, a mesma lata, uma gigantesca lata! Só falta mesmo ver também Sócrates a trautear a "Grândola, Vila Morena", mas por este andar lá chegaremos...

O contrato com a RTP vem, de resto, acentuar mais uma convergência entre Sócrates e Relvas, e num ponto político extremamente sensível, que é o da conceção de serviço público de televisão. Porque, com este contrato, Sócrates aparece a cobrir inteiramente a devastação feita por Relvas no sector, e a bloquear tudo o que o PS pretenda dizer ou propor sobre o assunto. E quem cauciona o que Relvas fez aqui, cauciona tudo.

O que Sócrates deve fazer é assumir as suas responsabilidades na crise, e pedir desculpa aos portugueses - e para isso basta uma entrevista pontual, sóbria, esclarecedora e responsável. É isso que os Portugueses merecem, é disso que a nossa democracia precisa, e é a isso que o Partido Socialista tem direito. Ficar a pastar nos comentários, pelo contrário, é puro circo político, e do pior: é usar o horário nobre do serviço público de televisão para jogadas de baixa política e de pura revanche política pessoal.

Como já há tempos afirmei, Sócrates e Relvas são sem dúvida os dois políticos que mais contribuíram para a crise moral, e de confiança, que o País atravessa. Uma crise que veio agudizar todas as suspeitas com que os cidadãos olham para as suas elites dirigentes e para o continuado fracasso da sua ação.

São casos que a radical mediatização dos nossos dias facilita. Nomeadamente, porque ela abriu as portas à irrupção de um novo tipo de político, que trocou o retrato de cidadão esforçado, reservado e responsável de outros tempos, por um perfil em que o traço dominante é, simplesmente, o da lata.

E essa lata, é o quê? É sobretudo a expressão de uma afirmação pessoal sem limites de qualquer ordem, que tudo arrasa no seu caminho, num júbilo mais ou menos histérico que dispensa qualificações ou convicções que não sejam de ordem psicológica ou comunicacional. Daí, naturalmente, a excitação voluntarista e a encenação estridente que sempre a acompanham.

A lata não é certamente um exclusivo dos políticos, mas tem neles um terreno de exceção. Ela aparece hoje como um traço específico do que alguns autores têm diagnosticado como a "nova economia psíquica" do nosso tempo. É isso que leva muita gente a ver neles verdadeiros mutantes, e a lamentar nostalgicamente que, na política, tenham desaparecido os verdadeiros líderes...

Mas seja ou não de mutantes que se trata, é preciso reconhecer que os "políticos de lata" estão em sintonia com muitas transformações do mundo contemporâneo, e que é por isso que eles suscitam inegáveis apoios e vivas controvérsias. Figuras maiores, bem ilustrativas deste fenómeno, são Sílvio Berlusconi ou Nicolas Sarkozy.

São sempre criaturas mitómanas, destituídas de superego e, portanto, de sentido de culpa ou de responsabilidade. Revelam uma contumaz incapacidade de lidar com a frustração, que é, como Freud bem ensinou, onde começam todas as patologias verdadeiramente graves.

Com eles, tudo se dissolve num narcisismo amoral, quase delinquente, que vive entre a alucinação de todos os possíveis e a rejeição de quaisquer limites. Eles estão pois muito em linha com o paradigma do ilimitado que tem anestesiado e minado o mundo nas últimas décadas.

A lata tornou-se, deste modo, num traço político muito frequente, que anima os mais variados, e lamentáveis, tipos de voluntarismo. Não admira pois que os políticos de lata se singularizem, não pela sua dedicação a causas ou a convicções, mas pelos intermináveis casos em que se envolvem e são envolvidos.

É também por isso que eles têm sempre que tentar voltar - foi assim com Berlusconi, é o que se tem visto com Sarkozy, chegou a vez de José Sócrates. Não resistem... e todos encenam, para disfarçar a sua doentia obsessão com o poder, umas travessias do deserto mais ou menos culturais... Berlusconi com a música, Sarkozy com a literatura e o teatro, Sócrates com a filosofia.

Mas o seu compulsivo "comeback" acaba sempre por se impor, porque ele é o tributo que eles têm que pagar à sua tão vazia como ilimitada mitomania. Com consequências, atenção, que já conduziram várias sociedades e diversos países às piores tragédias. Esperemos que não seja esse, desta vez, o caso - mas o aviso aqui fica!...