terça-feira, 29 de setembro de 2026

a Guerra das Laranjas: A Espanha come Olivença e a França 20 milhões de libras...

 29 de Setembro de 1801 - Tratado de Madrid entre Portugal e a França. Passam hoje 225 anos. Este tratado veio na sequência da última guerra entre Portugal e Espanha, chamada a “Guerra das Laranjas”, em Maio de 1801, que foi um prenúncio das invasões francesas.

A 8 de Junho de 1801, em Badajoz, foram assinados dois tratados de paz, um com Espanha e outro com a França (ambos levarão a data de 6 de Junho). No acordo com Espanha foi decidido que no território de Portugal continental, a Espanha restituía as praças conquistadas, à excepção de Olivença e que Portugal fechava os portos aos navios ingleses. Este tratado foi ratificado pelos respectivos governantes (Príncipe Regente D. João e Carlos IV de Espanha). Já o segundo tratado com a França, negociado pelo irmão de Napoleão, Luciano Bonaparte, foi rejeitado por Napoleão, tendo que se fazer novas negociações que levaram ao tratado que hoje evocamos, de 29 de Setembro, conhecido por Tratado de Madrid, e que agravou as condições para o lado de Portugal, como foi o caso da indemnização a França ter aumentado de 15 para 20 milhões de libras.
Em 1807, a França de Napoleão Bonaparte invadiu Portugal, dando início à Primeira Invasão Francesa e arrastando o país para a Guerra Peninsular. Em 1808, já instalado no Brasil, o Príncipe Regente D. João, futuro D. João VI, declara a nulidade por "justa causa" dos referidos Tratados de Badajoz e de Madrid - eram tratados de paz, assinados em 1801, e França e Espanha voltaram, em 1807, a fazer guerra a Portugal e pactuaram conquistar e dividir o território continental português. Mais tarde, em 1815, no âmbito do Congresso de Viena, ficou estabelecido na acta final que Olivença fazia parte integrante do território português, devendo esta praça ser restituída a Portugal. Em 1817 Espanha assinou e ratificou a Acta Final do Congresso de Viena.
Na imagem, sátira sobre o modo como o mediador do tratado, Manuel Godoy, conduziu Portugal à sua assinatura.