sábado, 7 de julho de 2007

Quinta-feira, 7 de Julho de 2005


terror em Londres
Dia de terror em Londres provoca pelo menos 38 mortos e 700 feridos
Quatro explosões em menos de uma hora. O atentado terrorista que há muito tempo se anunciava para Londres aconteceu ontem. Um grupo desconhecido ligado à Al-Qaeda reivindicou-o. Blair garante: "Não nos deixaremos aterrorizar."

sexta-feira, 6 de julho de 2007

SER JORNALISTA


Pergunte-se a qualquer jornalista com uns anitos de profissão o que pensa do jornalismo que se faz em Portugal. O mais certo é que fale da orientação superficial e sensacionalista dos media; da sua perspectiva cada vez mais dirigida para o lucro e menos para a seriedade da abordagem e a responsabilidade social; da juvenilização acelerada das redacções e da exploração dos estagiários; do progressivo alheamento dos jornalistas da definição do rumo dos órgãos para os quais trabalham, com os Conselhos de Redacção a serem reduzidos a verbos de encher ou não existindo sequer. Ficará a impressão de uma falta de lastro generalizada e de uma tendência para o pontapé na deontologia - que em alguns casos alcança a selvajaria.
Apesar de esta visão da actividade ser comum a muita da classe, os jornalistas nada fizeram para dirimir a situação. Não criaram ou propuseram qualquer estrutura profissional fiscalizadora, convivendo alegremente com o facto de restar a quem se considerasse afectado pela actividade jornalística o recurso aos tribunais, à Autoridade para a Comunicação Social ou ao Conselho Deontológico do Sindicato. Sendo que este órgão do sindicato só tem "jurisdição" sobre os jornalistas sindicalizados e mesmo a esses só pode "recomendar" ou "censurar"; sendo que a Alta Autoridade (substituída pela Entidade Reguladora) tinha apenas poder para decidir sobre recusas de direito de resposta e decretar a sua publicação, e censurar condutas - mas sem efeito prático para os jornalistas; sendo que os tribunais não se podem pronunciar sobre uma série de faltas deontológicas e quando o fazem levam os anos e anos da praxe.

...
Tudo isto me faz lembrar uma frase do jornalista e escritor sueco Stig Dagerman: "Ser jornalista é chegar atrasado assim que possível."

Contra mim falo, e aqui faço o meu mea culpa.

Espero pois poder ousar uma pergunta: estávamos à espera de quê? DN Sexta, 6 de Julho de 2007 Fernanda Câncio

A “superioridade” moral do PS


PS acusado de pactuar com deriva autoritária
Alberto Martins, líder parlamentar socialista, revelou dificuldades em defender-se das sucessivas acusações de toda a Oposição, ontem no Parlamento, a propósito de nomeações e exonerações na Administração Pública. Todos os partidos usaram da palavra para denunciarem a existência de uma "deriva autoritária" por parte do Governo com a "conivência" do PS, em particular, do grupo parlamentar.
"O PS não recebe lições de democracia de ninguém" - foi esta a frase que marcou o tom da resposta de Alberto Martins.
E quando Nuno Melo, do CDS-PP, lembrou as vozes socialistas que já se manifestaram contra a actuação do Governo, como Mário Soares, Jorge Coelho e Manuel Alegre, este deputado pediu a palavra para sublinhar que "o PS é fiel à sua História com divergências no interior de si mesmo". Lembrou que as primeiras críticas quanto a nomeações e exonerações na área da Saúde "partiram de socialistas". Nem todos os parlamentares terão entendido esta intervenção como uma "ajuda" a Alberto Martins porque as palmas socialistas foram escassas.
Num discurso com dados comparativos entre a declaração de princípios do PS e a prática do Governo, Nuno Melo, do CDS, foi o primeiro a acusar Sócrates de "deriva autoritária" para concluir com um pedido aos socialistas "Ponham a mão na consciência e recordem os seus princípios". Seguiu-se Zita Seabra, do PSD, a garantir que "vive-se hoje, com a conivência tácita do primeiro-ministro, um clima de asfixia e intolerância democrática".Para Bernardino Soares, do PCP, "há uma atitude de assalto do aparelho de Estado e à tentativa da sua subordinação aos critérios partidários". João Semedo, do BE, disse que "para o PS, governar é nomear, nomear é escolher, escolher é procurar nos ficheiros das federações".
Ao inviabilizar a audição do ministro Correia de Campos para explicar aos deputados as opções tomadas no centros de Saúde de Vieira do Minho e de Braga e no Hospital de S. João, a direcção do grupo parlamentar provocou a "indignação" da Oposição e contestação interna em linhas divergentes.
Ontem, na reunião do grupo parlamentar o deputado Ricardo Gonçalves, de Braga, que, na quarta-feira, na comissão parlamentar de Saúde se excedera, voltou a exaltar-se na defesa das opções tomadas, enquanto outros apelaram à moderação no seguidismo relativamente ao Governo. JN Sexta-feira, 6 de Julho de 2007Ana Paula Correia

Juntas médicas


A legislação que gere as juntas médicas poderá mesmo vir a ser alterada, de forma a torná-las "mais rigorosas", dar-lhes "sensibilidade em relação às questões que analisam" e evitar situações como as que envolveram recentemente dois professores com cancro. Com reforma antecipada recusada, os dois docentes acabaram por falecer no activo, o que, juntamente com outros casos, levou a Ordem dos Médicos (OM) a defender formação específica para os profissionais que compõem as juntas médicas.


A revisão da legislação foi ontem admitida pelo grupo parlamentar do PS, encabeçado pela deputada Maria de Belém Roseira. A mesma que anteontem dissera não ser necessária qualquer alteração à lei, remetendo a questão para um problema de formação específica. Ontem, após uma reunião com a OM, os deputados prometeram fazer um levantamento da legislação.




Para o bastonário dos médicos, a solução passa por impor na lei que as juntas médicas sejam efectivamente compostas apenas de médicos e que estes tenham uma formação específica para a qual a OM prepara a competência de Medicina da Segurança Social e Seguros. E se o facto de as juntas médicas com pessoal não médico serem só algumas (as das polícias e dos militares - ver caixa), a falta de formação é comum a todas elas. JN Sexta-feira, 6 de Julho de 2007 Ivete Carneiro




Arderam 500 hectares


Cerca de 500 hectares do Parque Natural do Vale do Guadiana (PNVG) arderam com o incêndio que lavrou desde quinta-feira no concelho alentejano de Mértola, destruindo zonas de azinheiras, pinheiros bravos e vegetação ribeirinha.
Toda a área ardida durante o incêndio, que deflagrou às 16:26 de quinta-feira e foi extinto ao início da manhã de hoje, está incluída no PNVG e abrange áreas do Perímetro Florestal e de duas reservas de caça de Mértola, uma municipal e outra associativa.

137 bombeiros apoiados por 44 veículos e cinco máquinas de rasto estiveram no terreno. JN Sexta-feira, 6 de Julho de 2007

quinta-feira, 5 de julho de 2007

imigrantes


lei com críticas e dúvidas
A nova Lei da Imigração (Lei n.º 23/2007), que vem substituir a anterior legislação, da autoria do Governo PSD-CDS / PP, foi ontem recebida por críticas e dúvidas das associações de imigrantes que publicamente lamentaram as “expectativas defraudadas”. Também o CDS, partido que votou contra a lei (aprovada pelo PS e PSD, abstenção da CDU e votos contra do CDS e BE), pela voz do deputado Nuno Magalhães, defendeu ao CM que “o que a Lei tem de bom resulta das directivas comunitárias”.CM 2007-07-05 - 00:00:00

10 hectares ardem...


Arrábida
Um descuido deverá estar na causa de um incêndio – o primeiro na Península de Setúbal nesta época de fogos – que consumiu perto de dez hectares da Serra de São Luís, no Parque Natural da Arrábida.No combate estiveram envolvidos 91 homens de 15 corporações – entre as quais Setúbal, Moita, Águas de Moura, Alcochete e Sesimbra – dois helicópteros e 26 viaturas.

S. JOÃO DA PESQUEIRA
Um helicóptero e 22 bombeiros combateram ontem um incêndio em Riodades, em São João da Pesqueira.

BARREIRO
Um incêndio deflagrou ontem na mata da Machada, no Barreiro. No combate estiveram 19 Voluntários do Barreiro, seis veículos e um helicóptero. CM 2007-07-05 - 00:00:00



quarta-feira, 4 de julho de 2007

FCP


Autarcas em tribunal
O Tribunal da Relação deu como provado que o município do Porto foi lesado em 25 milhões de euros, na negociação feita com o FC Porto no âmbito do Plano de Pormenor das Antas. A conclusão consta da fundamentação de um acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, onde o actual presidente da Câmara e o seu antecessor se degladiam. Nuno Cardoso diz que Rio o difamou e Rio acusa-o do mesmo. CM 2007-07-04 - 00:23:00


Imposto sobre Veículos

Finanças travam descida nos carros
Comprar carro poderia ficar entre 1,26 e 7 por cento mais barato se o Estado prescindisse das receitas do IVA cobrado sobre o Imposto Sobre Veículos (ISV), que no primeiro dia do mês substituiu o Imposto Automóvel (IA). As contas foram feitas pela Associação Nacional das Empresas do Comércio e da Reparação Automóvel (ANECRA) depois de a Comissão Europeia ter instado Portugal a pôr fim à cobrança de um imposto sobre outro imposto. CM 2007-07-04 - 00:00:00


Deco pondera acções judiciais
O Estado devia interromper de imediato a dupla tributação sobre os automóveis, seguindo a recomendação da Comissão Europeia, e reembolsar os contribuintes nos valores já cobrados e com os respectivos juros. Esta é a exigência da Deco, que na próxima semana irá decidir o que vai fazer na defesa dos consumidores. CM 2007-07-05 - 00:00:00 foto Manuel Moreira

as origens da quebra de popularidade do Governo...

Abertura de cartas não é crime ?

A delegação do Sindicato da Função Pública em Castelo Branco exigiu ontem a revogação da decisão da coordenadora da Sub-Região de Saúde local de abrir as cartas endereçadas aos funcionários daquele serviço. A nota da sub-região foi divulgada a 20 de Junho e pode, segundo considera o advogado António Marinho, configurar um crime de violação de correspondência. "Penso que esta nota vai ser revogada, até porque é por demais evidente que ela está ferida. Só com ordem de um tribunal se pode abrir correspondência [de terceiros]. De outra maneira, isto é crime", sustentou a dirigente sindical Cristina Hipólito. Face à polémica crescente, a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) emitiu ontem um comunicado esclarecendo que a indicação para abertura de cartas de funcionários "visou, exclusivamente, introduzir rigor no procedimento organizativo da recepção e registo da correspondência oficial". O comunicado da ARSC detalha que, no seguimento da nota interna, "a correspondência dirigida em nome individual aos funcionários é aberta pelo respectivo destinatário, que determina o registo dessa mesma correspondência". Em contrapartida, conclui o comunicado, "a correspondência dirigida aos serviços, mas com conhecimento aos respectivos funcionários, é aberta, registada e encaminhada para o serviço em causa". JN Terça-feira, 3 de Julho de 2007

Casos na Função Pública penalizam o Governo ?
Na origem da quebra de popularidade do Governo poderá estar a sucessão dos mais recentes casos de afastamento ou de penalização de funcionários públicos no local de trabalho, analisou ontem o socialista Eduardo Vera Jardim no programa da Rádio Renascença "Falar Claro". "São casos que afectaram a imagem do Governo", sustentou o deputado. O também ex-ministro da Justiça sustenta que as denúncias podem surgir do próprio aparelho partidário do PS, designadamente ao nível local. "A verdade é que há uma reacção pouco sã dos aparelhos partidários a nomeações com as quais eles próprios não estão de acordo, e isso pode criar perigos, mas não são incitados pelo Governo".Vera Jardim que partilha com a social-democrata Manuela Ferreira Leite o espaço de debate moderado pelo jornalista Paulo Magalhães, sublinhou mesmo que "estes casos não são bons para o Governo" e declarou que os últimos números das sondagens, revelados pelo Diário de Notícias, "são o reflexo dessas situações negativas para a governação". JN Terça-feira, 3 de Julho de 2007 Isabel Teixeira da Mota foto Alfredo Cunha

Ministro sob fogo!

O direito à Saúde e a forma como está a ser feita a regulação do papel dos profissionais do sector é o tema do colóquio que hoje se realiza na Assembleia da República. Uma iniciativa do presidente do Parlamento que surge no dia seguinte ao PCP ter formulado a audição urgente do ministro Correia de Campos para esclarecer, na Assembleia, as razões da exoneração da directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho. Os comunistas consideram haver uma "deriva autoritária" por a exoneração estar relacionada com a não retirada de um cartaz, contendo um comentário "jocoso" a declarações do ministro. Aliás, também para hoje, o BE promete revelar que este não é caso único no sector da Saúde. JN Terça-feira, 3 de Julho de 2007

o PREC já acabou ?
PS rejeita ida de Correia de Campos ao Parlamento
O PCP formalizou ontem a entrega de um pedido de audição urgente do ministro da Saúde na Assembleia da República, para dar explicações sobre a exoneração da directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho. Mas alguns deputados socialistas da Comissão de Saúde mostram-se contrários à ida de Correia de Campos ao Parlamento. Ao DN, Victor Baptista assume: "Eu voto contra, não alimento coisas dessa natureza. Ouvir o ministro por causa dessa senhora? O tempo do PREC [Processo Revolucionário Em Curso] já acabou".

Para Manuel Pizarro, outro deputado do PS, também membro da Comissão de Saúde, "se o motivo da audiência é esse, é um não-motivo, parece-me que a oposição está a empolar o assunto". O líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, e outros deputados comunistas querem tentar apurar a verdade sobre a exoneração, em Janeiro, da directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho, Maria Celeste Cardoso, que alegadamente se terá recusado a retirar um cartaz afixado nas instalações e que teria frases jocosas contra o ministro. DN Terça-feira, 3 de Julho de 2007 FRANCISCO ALMEIDA LEITE

dar aulas... sem voz
O caso foi avaliado por uma junta médica, a 18 de Abril de 2006, sem que o paciente tivesse sido convocado. A 9 de Maio – e apesar do que consta da Tabela Nacional de Incapacidades – o professor recebeu o veredicto de que nada o impedia de exercer as suas funções.
Artur Silva apresentou-se na escola e só ficou livre de actividade lectiva porque o ano já se encontrava no fim. No início do ano lectivo “ainda participou nas reuniões preparatórias, mas as suas dificuldades eram óbvias”, reconhece a presidente do conselho executivo, Manuela Gomes.Artur Silva ainda escreveu uma carta ao director da Caixa Geral de Aposentações, em Setembro, mas o pedido voltou a ser indeferido. Três meses e meio depois morreu.

Este é o segundo caso conhecido de uma aposentação negada a um professor doente. Em Junho, uma professora de Aveiro, de 63 anos, a quem tinha sido diagnosticada uma leucemia, morreu sem que lhe tenha sido concedida a reforma.


Três meses e meio depois morreu!!! CM Terça-feira, 3 de Julho de 2007

Oh Costa! Portugal não está a arder...

Balanço positivo, com a ajuda de São Pedro

São Pedro deu uma ajuda e a chuva que caiu em Junho contribuiu para resultados positivos no combate a incêndios na Fase Bravo, que decorreu entre 15 de Maio e sábado, a área ardida equivaleu a menos de um décimo da média desde 2001 e o número de ocorrências ficou em cerca de metade. Desde o início do ano, arderam 1166 hectares e registou-se um total de 3190 fogos.Reconhecendo que o mês de Junho foi particularmente favorável (o 11.º mais chuvoso desde 1931), o secretário de Estado da Protecção Civil, Ascenso Simões, lembrou que os próximos meses devem ser encarados com "preocupação acrescida". A chuva faz aumentar os combustíveis finos e já para esta semana está previsto um aumento de temperatura - embora, como reconheceu o coordenador nacional JN Terça-feira, 3 de Julho de 2007 Fernando Timóteo

incêndio na Mata Nacional de Leiria

Fogo deflagrou perto de PortelaUm jovem de 19 anos de idade foi identificado como sendo o autor de um incêndio que deflagrou na Mata Nacional de Leiria, perto da Marinha Grande, anunciou hoje o Comando Distrital da PSP de Leiria.
Um pneu a arder foi encontrado pelos bombeiros chamados a combater o incêndio, que deflagrou por volta das 11h00 de ontem perto da localidade de Portela, junto à Marinha Grande
. Publico 03.07.2007 - 16h42 foto de Luís Efigénio

Silly Season


Fisco deixou escapar 500 milhões de euros em dívidas
A prescrição de dívidas fiscais atingiu, no ano passado, mais de 500 milhões de euros, de acordo com a Conta Geral do Estado de 2006, entregue pelo Ministério das Finanças à Assembleia da República. Trata-se de uma verba que já não será recuperada, uma vez que o direito a recebê-la já caducou, mas o Governo alega que tal não terá impacto nas contas públicas, já que são sobretudo dívidas que foram titularizadas por Manuela Ferreira Leite (vendidas ao Citigroup) JN Terça-feira, 3 de Julho de 2007

Mais de 1,2 mil milhões de euros não entraram nos cofres do Estado
O relatório mostra que mais 500 milhões de euros de dívidas fiscais acabaram por prescrever, enquanto mais de 700 milhões de euros de cobranças tiveram de ser restituídos aos contribuinte em virtude de reclamações, declarações de substituição e por decisões dos tribunais. CM Terça-feira, 3 de Julho de 2007

Estado já recebeu 33 milhões em 2007
... Até Maio, os cofres do Estado tinham arrecadado 33,1 milhões de euros resultantes de infracções ao Código da Estrada – mais 11,5 milhões do que em igual período do ano passado. Estes números representam um aumento de 53,2 por cento que, a manter- - se até final do ano, fazem antever uma receita de 91,4 milhões de euros, muito acima do máximo alcançado em 2004, ano em que a Direcção-Geral do Orçamento registou receitas de 66,7 milhões de euros resultantes de multas por infracções de trânsito (ver infografia). O dinheiro das multas é distribuído por três entidades: 60% revertem para o Estado; 20% para a DGV; e 20 % para a entidade autuante. CM Terça-feira, 3 de Julho de 2007

Silly Season


Dieta à moda do Paleolítico...
... para controlar níveis de açúcar no sangue

Estudo da Universidade de Lund Publico 03.07.2007 - 14h29 Andréia Azevedo Soares

Silly Season

Watergate
A sede do PSD/Porto, instalada na Rua de Guerra Junqueiro, foi assaltada, ontem, por um número indeterminado de indivíduos, tendo sido furtado o computador central que continha a base de dados do partido. Foi um funcionário quem deu conta do assalto, às 8.30 horas, tendo-se apercebido ainda de ruídos suspeitos, pelo que se admite que a investida tenha ocorrido momentos antes. JN Terça-feira, 3 de Julho de 2007 Carla Soares e Nuno Silva

Silly Season

disse Guterres ?

"É o Guterres que está ali,não é?". Num local ermo, guardado pela igreja que vela as gentes de Massarelos, Maria Leopoldina Sousa, 65 anos, observava o movimento nas imediações do imponente edifício da Alfândega. Os nomes dos políticos já a confundem, confessa. Ali, naquele bairro velho e típico do Porto, "o povo o que precisa é de casas para viver, não é de polícias e presidentes"."Tem a certeza de que viu o Guterres?". Maria Leopoldina coça a cabeça, mas havia de dizer que sim, que era ele. "Não seria o Sócrates?". Pensa outra vez. E outra. "Ah, sim, pois, era esse e o Guterres", acaba por concluir, iludida. JN Terça-feira, 3 de Julho de 2007 j. paulo coutinho

Angola/TAAG 1


disponivel ...
O ministro da Obras Públicas, Mário Lino, afirmou hoje que Portugal está disponível para colaborar com Angola na resolução dos problemas que poderão levar a transportadora aérea TAAG a ser incluída na lista negra da Comissão Europeia.
"Já manifestei ao governo de Angola a disponibilidade de Portugal para dar todo o apoio" para que as "eventuais dificuldades possam ser superadas", afirmou Mário Lino num encontro com jornalistas.
A inclusão da Transportadora Aérea Angolana (TAAG) na lista de companhias proibidas de voar no espaço aéreo europeu será adoptada pela Comissão Europeia esta quarta-feira e entrará em vigor na sexta, afirmou à agência Lusa fonte comunitária.
O gabinete do comissário europeu dos Transportes, Jacques Barrot, indicou que as actualizações à "lista negra" - entre as quais, a inclusão da TAAG -, que já mereceram o parecer favorável do comité de segurança aéreo da Comissão, serão formalmente adoptadas pelo executivo comunitário na habitual reunião de quarta-feira em Bruxelas
. Expresso terça-feira, 03 JUL 07

Angola/TAAG 2

Associação preocupada
A Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) está preocupada com a possibilidade de os voos da TAP para Angola serem cancelados, o que prejudicaria cerca de dois mil pessoas por semana.

A TAP foi notificada "verbalmente" de que, juntamente com outras companhias aéreas europeias, terá suspensos os seus voos para Luanda, a confirmar-se a interdição da TAAG na União Europeia.

"Na eventualidade de Bruxelas sancionar a recomendação dos peritos [do Comité de Segurança Aérea, na quarta-feira], Angola deverá aplicar a partir de sexta-feira uma medida idêntica que vai atingir sobremaneira a TAP, que efectua 7 voos por semana para Luanda", escreve hoje o Jornal de Angola citando a Rádio Voz da América. Expresso terça-feira, 03 JUL 07

terça-feira, 3 de julho de 2007

A origem da quebra de popularidade do Governo?


Abertura de cartas pode constituir crime

A delegação do Sindicato da Função Pública em Castelo Branco exigiu ontem a revogação da decisão da coordenadora da Sub-Região de Saúde local de abrir as cartas endereçadas aos funcionários daquele serviço. A nota da sub-região foi divulgada a 20 de Junho e pode, segundo considera o advogado António Marinho, configurar um crime de violação de correspondência. "Penso que esta nota vai ser revogada, até porque é por demais evidente que ela está ferida. Só com ordem de um tribunal se pode abrir correspondência [de terceiros]. De outra maneira, isto é crime", sustentou a dirigente sindical Cristina Hipólito. Face à polémica crescente, a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) emitiu ontem um comunicado esclarecendo que a indicação para abertura de cartas de funcionários "visou, exclusivamente, introduzir rigor no procedimento organizativo da recepção e registo da correspondência oficial". O comunicado da ARSC detalha que, no seguimento da nota interna, "a correspondência dirigida em nome individual aos funcionários é aberta pelo respectivo destinatário, que determina o registo dessa mesma correspondência". Em contrapartida, conclui o comunicado, "a correspondência dirigida aos serviços, mas com conhecimento aos respectivos funcionários, é aberta, registada e encaminhada para o serviço em causa". JN Terça-feira, 3 de Julho de 2007

Casos na Função Pública penalizam o Governo... diz PS
Na origem da quebra de popularidade do Governo poderá estar a sucessão dos mais recentes casos de afastamento ou de penalização de funcionários públicos no local de trabalho, analisou ontem o socialista Eduardo Vera Jardim no programa da Rádio Renascença "Falar Claro". "São casos que afectaram a imagem do Governo", sustentou o deputado. O também ex-ministro da Justiça sustenta que as denúncias podem surgir do próprio aparelho partidário do PS, designadamente ao nível local. "A verdade é que há uma reacção pouco sã dos aparelhos partidários a nomeações com as quais eles próprios não estão de acordo, e isso pode criar perigos, mas não são incitados pelo Governo".Vera Jardim que partilha com a social-democrata Manuela Ferreira Leite o espaço de debate moderado pelo jornalista Paulo Magalhães, sublinhou mesmo que "estes casos não são bons para o Governo" e declarou que os últimos números das sondagens, revelados pelo Diário de Notícias, "são o reflexo dessas situações negativas para a governação". JN Terça-feira, 3 de Julho de 2007 Isabel Teixeira da Mota foto Alfredo Cunha

o PREC já acabou?


PS rejeita ida de Correia de Campos ao Parlamento
O PCP formalizou ontem a entrega de um pedido de audição urgente do ministro da Saúde na Assembleia da República, para dar explicações sobre a exoneração da directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho. Mas alguns deputados socialistas da Comissão de Saúde mostram-se contrários à ida de Correia de Campos ao Parlamento. Ao DN, Victor Baptista assume: "Eu voto contra, não alimento coisas dessa natureza. Ouvir o ministro por causa dessa senhora? O tempo do PREC [Processo Revolucionário Em Curso] já acabou".

Para Manuel Pizarro, outro deputado do PS, também membro da Comissão de Saúde, "se o motivo da audiência é esse, é um não-motivo, parece-me que a oposição está a empolar o assunto". O líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, e outros deputados comunistas querem tentar apurar a verdade sobre a exoneração, em Janeiro, da directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho, Maria Celeste Cardoso, que alegadamente se terá recusado a retirar um cartaz afixado nas instalações e que teria frases jocosas contra o ministro. DN Terça-feira, 3 de Julho de 2007 FRANCISCO ALMEIDA LEITE
foi mandado dar aulas... sem voz
Três meses e meio depois morreu!!!

O caso foi avaliado por uma junta médica, a 18 de Abril de 2006, sem que o paciente tivesse sido convocado. A 9 de Maio – e apesar do que consta da Tabela Nacional de Incapacidades – o professor recebeu o veredicto de que nada o impedia de exercer as suas funções.


Artur Silva apresentou-se na escola e só ficou livre de actividade lectiva porque o ano já se encontrava no fim. No início do ano lectivo “ainda participou nas reuniões preparatórias, mas as suas dificuldades eram óbvias”, reconhece a presidente do conselho executivo, Manuela Gomes. Artur Silva ainda escreveu uma carta ao director da Caixa Geral de Aposentações, em Setembro, mas o pedido voltou a ser indeferido. Três meses e meio depois morreu.



Este é o segundo caso conhecido de uma aposentação negada a um professor doente. Em Junho, uma professora de Aveiro, de 63 anos, a quem tinha sido diagnosticada uma leucemia, morreu sem que lhe tenha sido concedida a reforma. CM Terça-feira, 3 de Julho de 2007