"É
curioso notar como as forças revolucionárias que antes insistiam tanto na noção
de processo político,
tendo chegado a celebrizar a noção de processo revolucionário em curso, mais tarde trocaram completamente essa noção, dinâmica por
excelência, pela noção burguesa de "Constituição", aliás interpretada
rigidamente. É como se o processo político, antes infinitamente acelerado e
desperto, tivesse parado de súbito, ainda por cima de maneira quase completa e
definitiva.” Francisco
Lucas Pires in Comércio do Porto de 18 de Junho de 1980
quinta-feira, 22 de maio de 2014
uma noção burguesa de Constituição
quinta-feira, 8 de maio de 2014
para não esquecer
O que é
que o PS quer (ou diz que quer):
acabar
com isenção de IMI de fundos ...Imobiliários,
que
Banco de Portugal também suspenda ...pagamento dos subsídios de férias e de
Natal
saber
porque ainda não foi criado regime jurídico de salvaguarda dos interesses
nacionais nas privatizações
a ver
vamos
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José Costa-Deitado
domingo, 6 de abril de 2014
sexta-feira, 4 de abril de 2014
na democracia de Abril havia presunção de culpa…
… à tarde
fui, como os “mirones”, ver o que se estava a passar na Baixa. Lembro-me de um
tanque a descer a Rua Garrett. E, depois, gente a partir as montras de um
minimercado e a roubar as coisas. Democracia à portuguesa. Também achei curioso
e vergonhoso ver os locutores da RTP que, na véspera, glorificavam Tomás e
Caetana, a ler com renovado zelo e satisfação as notícias do dia…
quinta-feira, 3 de abril de 2014
É oficial: toda a França, governo socialista incluído, virou à direita
A
vantagem de Manuel Valls, o novo primeiro- -ministro francês, é que, ao
contrário de François Hollande, não engana ninguém. É o mais sincero dos
militantes do PS francês - há uns anos sugeriu a mudança de nome do partido
tendo em conta que havia pouco "socialismo" a difundir pelo PSF na
sociedade francesa e era preciso não assustar nem mercados nem capitalistas.
Martine Aubry, antiga presidente do PSF, respondeu-lhe que se não se sentisse
bem no partido o abandonasse, mas era impossível banir o socialismo do nome do
partido. Valls ficou e agora está a colher os frutos de ser o mais à direita
dos ministros de Hollande e de ter ocupado o topo das sondagens enquanto a
popularidade do presidente agonizava.
vantagem de Manuel Valls, o novo primeiro- -ministro francês, é que, ao
contrário de François Hollande, não engana ninguém. É o mais sincero dos
militantes do PS francês - há uns anos sugeriu a mudança de nome do partido
tendo em conta que havia pouco "socialismo" a difundir pelo PSF na
sociedade francesa e era preciso não assustar nem mercados nem capitalistas.
Martine Aubry, antiga presidente do PSF, respondeu-lhe que se não se sentisse
bem no partido o abandonasse, mas era impossível banir o socialismo do nome do
partido. Valls ficou e agora está a colher os frutos de ser o mais à direita
dos ministros de Hollande e de ter ocupado o topo das sondagens enquanto a
popularidade do presidente agonizava.
Manuel
Valls é filho de emigrantes - nasceu em Barcelona durante as férias dos pais,
que trabalhavam em França, porque o pai queria que o filho nascesse catalão -
mas tem uma linguagem contra os imigrantes mais dura que a de Sarkozy. Aliás,
enquanto ministro do Interior expulsou de França mais comunidades ciganas que
Sarkozy. Foi a este duro da direita do PSF - a quem a "Economist" já
chamou "o Sarkozy socialista" - que Hollande decidiu entregar o
governo depois do cataclismo de domingo passado, quando viu a direita ganhar as
eleições e a extrema-direita de Marine Le Pen obter um resultado histórico.
Querem a direita? Então tomem lá, decidiu Hollande. E desde segunda-feira é
oficial: toda a França, incluindo o governo socialista - de que já se
auto-excluíram os Verdes - virou totalmente à direita. Hollande e todo o seu
projecto de acabar com a austeridade, etc., suicidaram-se. Não existe nenhuma
aldeia gaulesa capaz de resistir ao consenso invasor de Bruxelas, Berlim e
Frankfurt, quando todos os partidos socialistas e social-democratas são
cúmplices da via única traçada que nos promete austeridade para o resto das
nossas vidas. Infelizmente, até agora também não surgiu uma alternativa
consistente vinda de outros lados.
Valls é filho de emigrantes - nasceu em Barcelona durante as férias dos pais,
que trabalhavam em França, porque o pai queria que o filho nascesse catalão -
mas tem uma linguagem contra os imigrantes mais dura que a de Sarkozy. Aliás,
enquanto ministro do Interior expulsou de França mais comunidades ciganas que
Sarkozy. Foi a este duro da direita do PSF - a quem a "Economist" já
chamou "o Sarkozy socialista" - que Hollande decidiu entregar o
governo depois do cataclismo de domingo passado, quando viu a direita ganhar as
eleições e a extrema-direita de Marine Le Pen obter um resultado histórico.
Querem a direita? Então tomem lá, decidiu Hollande. E desde segunda-feira é
oficial: toda a França, incluindo o governo socialista - de que já se
auto-excluíram os Verdes - virou totalmente à direita. Hollande e todo o seu
projecto de acabar com a austeridade, etc., suicidaram-se. Não existe nenhuma
aldeia gaulesa capaz de resistir ao consenso invasor de Bruxelas, Berlim e
Frankfurt, quando todos os partidos socialistas e social-democratas são
cúmplices da via única traçada que nos promete austeridade para o resto das
nossas vidas. Infelizmente, até agora também não surgiu uma alternativa
consistente vinda de outros lados.
A
nomeação de Valls - impossível de dissociar do choque provocado entre os
socialistas pela ascensão de Marine Le Pen - é a assunção desta tragédia. Claro
que Valls é mediático, é especialista em política de comunicação e tem aquilo a
que se chama "boa imprensa". Mas a entrega do Palácio de Matignon a
um duro da direita do partido que não gosta do nome "socialista"
simboliza o suicídio de François Hollande e, de certa maneira, a capitulação de
toda a social-democracia europeia.
nomeação de Valls - impossível de dissociar do choque provocado entre os
socialistas pela ascensão de Marine Le Pen - é a assunção desta tragédia. Claro
que Valls é mediático, é especialista em política de comunicação e tem aquilo a
que se chama "boa imprensa". Mas a entrega do Palácio de Matignon a
um duro da direita do partido que não gosta do nome "socialista"
simboliza o suicídio de François Hollande e, de certa maneira, a capitulação de
toda a social-democracia europeia.
por Ana Sá Gomes Hollande suicida-se (agora, sim,foi de vez) |in iOnline
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José Costa-Deitado
segunda-feira, 31 de março de 2014
uma "má noticia"
O défice orçamental fixou-se nos 4,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE), na primeira notificação do ano enviada a Bruxelas ao abrigo do Procedimento dos Défices Excessivos.
que xatice!
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José Costa-Deitado
sábado, 29 de março de 2014
portadaloja: A fonte luminosa do Norte
Em 1974-75 quem combateu eficazmente o comunismo? A pergunta é logo considerada pestilenta pelos comunistas porque pressupõe a natureza maléfica daquilo em que acreditam.
Em Portugal, esta lógica tem sido sempre assim: o partido comunista e o comunismo esquerdista em geral, aqueles que o PCP apoda de doentes infantis ( e que por isso lhes trataria da saúde logo que pudesse...) foram sempre acaparados pelos media, logo nos primeiros dias a seguir a 25 de Abril de 1974.
Vale a pena continuar a ler aqui:
portadaloja: A fonte luminosa do Norte
Em Portugal, esta lógica tem sido sempre assim: o partido comunista e o comunismo esquerdista em geral, aqueles que o PCP apoda de doentes infantis ( e que por isso lhes trataria da saúde logo que pudesse...) foram sempre acaparados pelos media, logo nos primeiros dias a seguir a 25 de Abril de 1974.
Vale a pena continuar a ler aqui:
portadaloja: A fonte luminosa do Norte
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José Costa-Deitado
terça-feira, 25 de março de 2014
segunda-feira, 17 de março de 2014
terça-feira, 11 de março de 2014
quer queiram, quer não!
A fúria de reescrever a
história é tanta que até parece que o "11 de Março" de 1975 não
existiu, para a imprensa a que temos direito!
Nem uma palavra nos jornais
de referencia.
Mas existiu, quer queiram, quer não!
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
o empenhozito...
…
e sabes Manel, o meu puto
acabou agora o curso e está pendurado lá em casa. As notas não foram grande
coisa e ninguém o quer! Lá pelo jornal não lhe arranjas um qualquer lugarzinho?
O dr. Antunes, mais
que habituado a idênticos pedidos, acena com a cabeça e avança com “Claro João,
claro que se arranja, és meu amigo desde o tempo de faculdade e olha que o teu
filho tem a que sair, meu cábula! Vou andando prá redacção. Tenho que acabar um
artigo sobre “estes corruptos”!
Já agora, a minha acaba
pró ano. Vai lá guardando um lugar de assessora!”
…
-Ó faz favor, venha lá
a conta, eu também pago a do sr. dr. Manuel Antunes!”
-O sr. engenhero quer
factura?
-Factura? Eu? Tenha juízo!
Acha que eu ando aqui pra sustentar aqueles ladrões?
(podem não acreditar mas faz pouco
tempo que ouvi esta conversa no restaurante! Os nomes estão trocados mas o “artigozito”
saiu hoje num “jornal a que temos direito”. Não sei é se o “empenhozito” já teve
efeito…)
domingo, 16 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
os deuses devem estar loucos…
depois de ser expulso do
PSD, Capucho diz que “o Governo melhorou depois da crise de Julho” e que “o CDS é que manda no Governo" ?
(acho que
ele não se apercebeu do "elogio"!)
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
domingo, 2 de junho de 2013
Centenas ou Milhares de manifestantes exigem a queda do Governo
Centenas de pessoas estavam, pelas 16:30, concentradas junto à rotunda de Entrecampos, em Lisboa, para pedir a demissão do Governo num protesto comum a várias cidades europeias.
A manifestação, que vai fazer o percurso entre Entrecampos e a Alameda com passagem pelo escritório do Fundo Monetário Internacional (FMI), é promovida em Portugal pelo movimento "Que se lixe a Troika".
Milhares de manifestantes contra a Troika e o GovernoMilhares de manifestantes desfilaram desde Entrecampos até à Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa, para mostrar com o protesto "um cartão vermelho à política 'troikista'", segundo um manifesto lido no final do protesto por um dos signatários do movimento 'Que se Lixe a Troika', que dinamizou em Portugal a manifestação europeia.
terça-feira, 21 de maio de 2013
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Sabe o que é a recessão?
Não se preocupe, a maioria dos gajos da “opinião publicada” também não sabe mas vai falar à brava de recessão! Há que manter-nos, “idiotas úteis”, sob pressão e dar oportunidade aos péssimos “canhotos”, que por ai nos andam a poluir, de nos de atirar uns “bitaites” (a melhor tradução de “sound bites” que, um dia, alguém inventou) ”.
Preocupe-se sim quando notar que a recessão japonesa começou oficialmente em 1992 e segundo alguns estudiosos ainda não acabou. Os mais optimistas dizem que o Japão está apenas estagnado!
Ora, a crise japonesa começou de maneira idêntica à crise actual e, assustadoramente, as troikas e governos de hoje estão a promover exactamente as mesmas medidas, até à pouco, implementadas pelos governos do Japão.
Correndo o risco de querer repartir uma teoria económica que partilho, penso que os mais curiosos destas coisas podem ficar a saber mais que os “especialistas em generalidades” (pagos a centenas de euros por ida às tv’s) se lerem um brilhante artigo de Benjamim Powell preparou para o Mises em http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=184.
Eventualmente ali irão descobrir onde é que os keynesianos meteram a “pata na poça” e perceberem a desgraça onde os governos, principalmente o anterior da “treta” e o actual da “troika”, nos meteram!
Posted by
José Costa-Deitado
quarta-feira, 1 de maio de 2013
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