sexta-feira, 30 de novembro de 2012
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Um Estado social para que os avós sustentem os netos? Já estará a acontecer aqui ao lado, em Espanha.
Em Espanha, entre 2006 e
2011 ocorreu uma inversão significativa na estrutura das despesas das famílias
segundo a idade do principal angariador de rendimento. As
famílias em que este têm entre 16 e 29 anos viram a despesa média descer de
11814 € por ano para 10345 €. As famílias em que este têm 65 e mais anos
tiveram uma subida de 10157 € para 12093 € por ano.
Com estes movimentos, as
famílias sustentadas por idosos passaram a ter um nível de despesa superior às
famílias sustentadas por pessoas no primeiro terço da vida activa.
Provavelmente está a ocorrer uma redistribuição geracional de rendimento
inversa da de antigamente. Agora, transferindo de avós para filhos e netos, em
vez de filhos adultos para, simultaneamente, os seus pais e os seus filhos.
São sinais de um novo
tempo, em que o Estado social centrado nos idosos, incapaz de lidar com as
dificuldades do funcionamento do mercado de trabalho e moralmente enviesado
contra a protecção de pessoas em idade activa, deixa à família alargada o papel
de amortecer os efeitos da crise e, em particular, do desemprego. Mas é um movimento
pouco sustentável e pouco equitativo. É pouco equitativo porque as famílias com
mais recursos se protegerão melhor, agravando a desigualdade por lhes ser
entregue a função redistribuidora. É pouco sustentável porque, destroçadas as
carreiras contributivas dos jovens de hoje por uma inserção fragmentária do
mercado de trabalho, chegará o tempo em que, com os actuais mecanismos, os
idosos futuros deixarão de poder assegurar esta redistribuição.
Oxalá ninguém se confunda
quanto a que este amortecedor da crise é só um amortecedor. E, se assim é em
espanha, apesar de eu não ter dados para Portugal, é bem provável que não
esteja a ser diferente entre nós. por Paulo
Pedroso no Banco
Corrido
a manifestação do caldo verde
A
comunicação social fala da vigília dos militares e do sentimento de
insatisfação de milhares de militares. Vistas as imagens nem milhares e acho
que nem militares.por Rodrigo Moita de Deus no 31 da Armada
PETIÇÃO
Exmos(as)
Senhores(as)
Presidente da
República
Presidente da
Assembleia da República
Primeiro Ministro
Ministro de
Estado e das Finanças
Ministro da
Defesa Nacional
Ministro da
Educação e da Ciência
Restantes
ministros(as)
Representantes
do Governo português
O pretendido com esta petição não é mais do que salvaguardar um património
histórico e centenário português: a existência dos três estabelecimentos
militares de ensino. O Instituto dos Pupilos do Executo perfaz 101 anos, o
Instituto de Odivelas 112 anos e o Colégio Militar tem já 209 anos, sendo assim
o segundo estabelecimento de ensino mais antigo do país, a seguir à
Universidade de Coimbra. O Colégio Militar ostenta ainda o estandarte mais
condecorado do país. São dois estabelecimentos centenários e um outro já
bicentenário!
O nosso
objectivo é evitar a união destes três estabelecimentos, que terá como
consequência a extinção de dois deles (Instituto dos Pupilos do Exército e Instituto
de Odivelas) e também a extinção do método organizativo e tradicional dos três
estabelecimentos, destruindo assim as três casas e formando uma completamente
nova sem qualquer tipo de história, tradição ou mesmo valores que até hoje têm
norteado estas instituições, trazendo-lhes o sólido prestígio de que são
portadoras.
Apelamos a
que deixem sobreviver estas tão reconhecidas e condecoradas casas e que não
seja uma crise económica, que sabemos ser conjuntural, que leve à extinção de
tão valioso e único património nacional.
De todos
aqueles que amam e respeitam o Colégio Militar, o Instituto de Odivelas e o
Instituto dos Pupilos do Exército,
Os signatários
Lembrado por NRP Cacine
domingo, 25 de novembro de 2012
Homens do possível
A política portuguesa
"moderna" vive quase só de incidentes medíocres, de tagarelice
parola, de zangas comadreiras e de "protagonistas" sem história. Em
25 de Novembro de 1975, a coragem moral, política e física de alguns dos
melhores de nós - coisa de carácter que é uma qualidade com tendência a
perder-se - evitou uma "guerra civil" original, um híbrido a meio
caminho entre um festival de folclore e um tiroteio a sério. Naquele dia,
quando a aventura militar se declarou, de mãos dadas com a extrema-esquerda e a
complacência estratégica do dr. Cunhal - que se retirou a conselho de Costa
Gomes e mandou evacuar os "civis" das cercanias dos quartéis -,
emergiu um homem desconhecido, de ar duro e sombrio, com os olhos escondidos
atrás de uns óculos escuros. Liderou com sucesso o "contra-golpe" e
impôs-se, de seguida, como chefe incontestado de um exército desfeito, primeiro
pela guerra, depois pelas brincadeiras do PREC. Ramalho Eanes foi porventura a
criatura que mais poder concentrou nas suas mãos depois da
"revolução". Eleito presidente, em 1976, uns escassos sete meses após
a sua aparição na conturbada política nacional, era igualmente CEMGFA,
comandante supremo e presidente do Conselho da Revolução.
Nada disso impediu, antes
pelo contrário, que voltasse a disciplina à tropa e que a democracia se
institucionalizasse. Na noite de 25 para 26 de Novembro de 1975, na Amadora, o
poder representado pelo Presidente Costa Gomes e pelo Primeiro-Ministro
Pinheiro de Azevedo agradeceu publicamente a Eanes e a Jaime Neves, comandante
do Regimento de Comandos, aquele gesto refundador e patriótico. Orgulhemo-nos,
pois, destes homens sem os quais nada teria sido possível. por João Gonçalves no Portugal dos Pequeninos
Mas não ouvem mais ninguém?
No dia em que se celebra
o 25 de Novembro
o site da RTP foi ouvir Varela Gomes. Sendo Varela Gomes um dos
protagonistas desse dia faz todo o sentido ouvi-lo mas seria importante chegar
onde é que ele esteve, o que fez, que ordens deu… e já agora se não for muito
pedir podiam ouvir outros protagonistas. Mas enfim é nisto que estamos. por helenafmatos no Blasfemias
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
tornado...
Os
estragos causados pelos ventos fortes que atingiram hoje os concelhos de Lagoa
e Silves, no Algarve, provocaram dez feridos, dois deles em estado grave,
indicou à agência Lusa o INEM. Oito pessoas ficaram desalojadas, disse à
agência Lusa o vice-presidente da Câmara de Lagoa. dn
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José Costa-Deitado
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
terça-feira, 13 de novembro de 2012
RTP
O CDS-PP criticou, esta
terça-feira, a política salarial na RTP ,
nomeadamente os "salários milionários" que são pagos na estação de
televisão pública a "algumas estrelas que vivem muito acima das posses de
muitos portugueses".
cds?
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José Costa-Deitado
El Pais
Nem a greve de
três dias nem os protestos dos jornalistas do El País conseguiram travar
o processo de regulação de emprego imposto pela administração do diário
espanhol, que começou na segunda-feira a comunicar a 129 trabalhadores que
fazem parte da lista dos despedimentos.
domingo, 11 de novembro de 2012
onde nós não estivermos outros estarão por nós...
«O cálice»
«António José Seguro
tocou a corneta: eleições, sim, estamos preparados. Bravo! Mas como espera
Seguro conseguir eleições antecipadas? E, já agora, como tenciona ele promover
a renegociação (necessária) do programa de ajustamento? A resposta para estas
questões é básica: nada, rigorosamente nada, está nas suas mãos. Para começar,
a queda do governo pressupõe a falência da coligação para o ano. Um cenário possível,
admito, mas que depende exclusivamente da vontade de Portas. Ou de Passos. Ou
de ambos. Não do PS e da minoritária oposição parlamentar. Finalmente, é
imperioso renegociar juros e prazos? Afirmativo. Mas que teria Seguro para
propor se, alçado ao poder, os nossos parceiros internacionais não estivessem
para aí virados? Rasgar unilateralmente o acordo? Sair do euro? Processar a
sra. Merkel pelos danos causados? Seguro fala e fala e fala porque, no fundo,
ele sabe que ainda existe um abismo confortável entre o PS e o cálice
envenenado.» por João
Pereira Coutinho, no CM lido no Portugal dos Pequeninos
As coisas são o que são
António José Seguro anda
em "excursão" político-partidária pelo país. Foi a empresas, escolas,
universidades. Aparece na rua, dentro de casa, à porta de entrada ou de saída.
Vê-se em púlpitos verdejantes. Os media dão-lhe corda. Não tenho a certeza que
o "povo" lhe dê a mesma corda. Todavia, as coisas são sempre como, há
muitos anos e num contexto político naquele momento muito difícil (Soares
"passar" à segunda volta das presidenciais em 1986), me dizia o
saudoso José Ribeiro da Fonte: onde nós não estivermos outros estarão por nós. por
João Gonçalves no Portugal dos Pequeninos
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José Costa-Deitado
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Grande guerra
Ontem, na "Mairie" de
Lillers, no norte da França, tive o gosto de inaugurar uma placa que assinala a
memória dos muitos portugueses que perderam a vida na 1ª guerra mundial. Fi-lo
a convite do "maire" da localidade e de Félicia Assunção, a orgulhosa
filha de um combatente português que, depois do conflito, por lá ficou e cuja
larga família hoje cultiva, com grande empenhamento, essa memória.
Hoje, na fria manhã de Paris,
assisti à cerimónia em que o presidente François Hollande prestou homenagem aos
mortos franceses em combate, nesta que é a data que celebra o armistício que
pôs termo a primeira guerra mundial.
Dentro de pouco mais de um ano,
iniciar-se-ão, em vários países, as celebrações da guerra de 1914-1918. Só
posso esperar que, em Portugal, haja vontade e capacidade de organização para
participar com dignidade, ao lado dos nossos aliados de então, no sublinhar
dessa nossa valorosa participação para a liberdade do continente. Por nossa
exclusiva culpa, Portugal fica muitas vezes fora do "retrato" dos
vencedores do primeiro grande conflito mundial. É necessário aproveitar as
comemorações que aí vêm para retificar essa persistente falha e a França é o
lugar certo para isso se fazer. por Francisco Seixas da Costa no Duas ou Três
Coisas (Embaixador de Portugal em França)
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José Costa-Deitado
Ich bin anderer Meinung
Percebe-se a raiva que os
adeptos das doutrinas marxistas manifestam em relação à chanceler Merkel. Foi
afinal na Alemanha da segunda metade do séc. XX que estiveram em confronto os
dois modelos antagónicos de organização política, económica e social. A queda
do muro de Berlim tornou evidente a todo o mundo e sobretudo aos alemães os
resultados da aplicação dos dois sistemas: De um lado, um povo livre e dos mais
prósperos e desenvolvidos do mundo; do outro – o da doutrina dos “louçãs” -
milhões de pessoas oprimidas pela tirania comunista e a viver na miséria.
O sucesso da Alemanha livre
foi de tal ordem, que os seus excedentes, conjugados com a determinação e o
esforço colectivos permitiram, em apenas duas décadas, reintegrar os
martirizados irmãos do leste e trazê-los ao alto nível de desenvolvimento
humano que hoje se observa neste grande país. Foi uma obra formidável.
Congratulo-me, pois, com a
visita da chanceler da República Federal da Alemanha - Estado amigo de Portugal
e nosso parceiro na União Europeia – com cujo contributo contamos para nos
ajudar a sair da enorme crise em que resolvemos entrar de motu proprio.
Hertzlich willkommen, Frau
Bundeskanzlerin!
por João Ferreira do Amaral
no 31 da Armada
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
…dizer mal do meu sucessor!
“Ele realmente teve a ideia
de falar e teve a ideia peregrina de ir falar a um hotel de luxo, também não é
o sítio onde deve falar, afirmou Mário Soares, em Lisboa, durante uma
apresentação do seu livro “Crónica de um tempo difícil”.
“Eu não posso falar do
Presidente da República, porque me fica mal falar de uma pessoa que me sucedeu.
Portanto, é muito desagradável, quando uma pessoa começa a dizer mal do seu
sucessor parece que tem ciúmes dele e não é o caso, nunca tive”, começou por
dizer o Soares.
“O Presidente da República, enfim, tem estado muito calado. Tem havido jornais que dizem “perdeu a fala o senhor Presidente da República”. Há jornais que dizem isso, eu vi um artigo de fundo num jornal que diz isso e achei graça”, lê-se no copy/paste do Público à notícia da Lusa.
“O Presidente da República, enfim, tem estado muito calado. Tem havido jornais que dizem “perdeu a fala o senhor Presidente da República”. Há jornais que dizem isso, eu vi um artigo de fundo num jornal que diz isso e achei graça”, lê-se no copy/paste do Público à notícia da Lusa.
sábado, 3 de novembro de 2012
A nossa "troika" refundada
O Governo PSD/CDS está obrigado a
cumprir o programa de ajustamento negociado pelo anterior Governo PS que, no
íntimo, já sabia que não iria executá-lo.
Tal bastaria para que a
"troika" dos 3 partidos funcionasse no essencial, apesar da
coreografia inerente a ser governo ou estar na oposição.
Se, no início, tudo pareceu andar
bem, a deterioração veio-se acentuando.
Por um lado, no respeito pela
memória. Não era o então PM Sócrates que, há pouco mais de um ano, ainda falava
em TGV, Aeroportos, auto-estradas e outras megalomanias de betão? Ou que, em
anteriores vésperas eleitorais, aumentou os funcionários em 2,9% com a inflação
negativa e o défice a atingir os dois dígitos? Ou que, entre 2005 e 2010,
duplicou o valor da dívida pública?
Mas, o Governo também tem
contribuído pelo estilo, método e medidas para pulverizar o capital da lusa
"troika". Tudo começou na abortada TSU e
continuou em medidas pré, durante e pós-orçamentais anunciadas
fragmentariamente. Assim foram oferecidos argumentos ao PS para o
distanciamento e desresponsabilização. E assim se vêm branqueando as causas e
demonizando as consequências da crise. Ao mesmo tempo enfraqueceu-se a UGT e
lançou-se o protesto sindical nos braços da CGTP.
Face à severa situação do País, o
certo é que não se pode desbaratar uma base alargada de entendimento político e
social.
Por isso, apreciei os apelos dos
líderes da maioria para uma maior articulação com o PS na reforma das reformas
- a redução estrutural da despesa pública - e no benefício que pode advir de
uma maior abertura dos credores.
Mas, por favor, não percam tempo
com a semântica da "refundação". Com o País em estado de necessidade,
dispensam-se jogos florais na discussão parlamentar do OE e pede-se mais
responsabilidade a todos. António Bagão Felix no Jornal de Negócios aos 01 Novembro 2012 | 23:30
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José Costa-Deitado
domingo, 28 de outubro de 2012
ELITES
por António Borges de Carvalho no Irritado
Não sei o que aconteceu ao
Regulamento de Disciplina Militar, aos Tribunais Militares e a outros produtos
que, de uma forma ou outra, vigoraram em Portugal até à III República. Presumo
que tudo tenha sido revisto, que os militares, como todos nós, tenham ganho em
cidadania e em benefícios do “Estado Social”. Como presumo que, como todos nós,
no caso dos benefícios, estejam a perder.
Na questão da cidadania
parece-me haver algumas confusões.
Quando se vê a tropa
reunida em “associações” que, evidentemente, são sindicatos como quaisquer
outros, tão reivindicativos e tão politicamente manobristas como os demais,
parece evidente que qualquer coisa está mal.
Quando ouvimos o topo da
hierarquia militar dizer, com evidente, demagógica e politiquíssima intenção,
que os militares têm alma, família, etc., parece evidente que qualquer coisa
está muito, muito mal.
E quando o mesmo senhor
vem, de forma sibilina e ameaçadora, dizer que os militares não são
“submissos”, então já não há palavras que cheguem.
Nem nos tempos da II
República se pedia aos militares que fossem “submissos”! Exigia-se-lhes
obediência hierárquica, que nada tem a ver com submissão. Vir, aqui e agora,
sublinhar o conceito, tem, como é evidente, a intenção de justificar a
insubmissão dos militares, ou seja, uma coisa a que, militarmente, se chamava,
e pode ser que ainda se chame, “insubordinação”.
O resultado está à vista.
Os militares passaram a ter os mesmos limites dos cidadãos comuns. Por isso
querem, por bem ou por mal, proceder como eles. Mas, se ser como eles
significar partilhar com eles os sacrifícios, então já são diferentes. É a
“condição militar”, coisa óptima para ter certas vantagens, mas improcedente
quando se tratar do contrário.
Pior do que o espectáculo
das reuniões reivindicativas, das manifestações de rua, da diária presença dos
amotinados na televisão pública, é o olhar benevolente como são toleradas, e
até incentivadas, pela hierarquia. Ao mesmo tempo que o cidadão comum se
prepara para ver reduzidas as mais diversas protecções estatais, saúde,
educação, reforma, desemprego, etc., vê também o orçamento militar ser não
pouco aumentado. Talvez seja explicável, talvez seja indispensável, talvez seja
justo, sério e inevitável. Mas é muito difícil de “engolir”. E, pelos vistos,
não tem efeitos "sociais".
Certas classes sociais e
profissionais não podem, ou não deviam poder, ter estatuto igual aos do cidadão
comum. Assim o escolheram, assim o aceitaram. Estão neste número os militares e
os magistrados. Uns e outros, desde sempre, constituiram elites que se
prestigiavam, pela função, é certo, mas muito mais pela forma como entendiam e
exerciam tal função.
Hoje, são tão elites como
os estivadores – fascistas e comunistas, a mesma luta! – os maquinistas da CP,
os privilegiados da Carris e tantas outras classes, tão impantes de “direitos”
e de exigências quanto indiferentes aos problemas dos demais.
Talvez este problema seja
tão grave como os da crise. Terá solução?
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José Costa-Deitado
A metamorfose de Paulo Portas
A liderança de Passos Coelho tem
tais características que fez de Paulo Portas um homem de Estado, o único na
coligação capaz de dizer que o país deve ser proactivo para com a troika e que
o Governo deve procurar entendimentos alargados sobre as saídas da crise.
Que pode fazer a Portugal quem é
capaz de dar a Portas espaço para tal metamorfose? por Paulo
Pedroso no Banco
Corrido
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Bolonha
A
propósito do sistema educativo, lembro - me das conversas que tive, em 2004 -
2005, com a "minha" Ministra do Ensino Superior, Graça Carvalho,
sobre o processo de Bolonha.
Nunca
gostei de tais alterações que sempre tresandaram a asneira. E asneira a vários
títulos: pouco tempo na formação universitária, confusão entre graus, entradas
precoces em mercado de trabalho.
Bolonha
veio confundir licenciaturas com bacharelatos, por um lado, e com mestrados,
pelo outro. Cada vez é mais frequente ouvir Universitários dizerem: "
acabo o curso este ano " e provocarem surpresa pela rapidez. Mas, logo a
seguir, retorquem: " Mas vou fazer o mestrado!!...".
Fazer
o mestrado é bom mas não como substituto de metade da licenciatura. Um mestrado
é um aprofundamento, uma especialização, por vezes uma especificação, da
formação geral recebida na licenciatura.
Tenho
um Filho em Direito e dois em Gestão ( uma na Nova, outro no ISEG). Vou, pois,
acompanhando, para além do meu contato regular com a Universidade. É muita
matéria em 4 anos e as matérias necessárias são cada vez mais.
É
preciso não ter receio de pôr em debate, para decisão, a substituição do quadro
traçado por esse acordo internacional. As pessoas precisam de sentir que se
aprende com os erros e que se trabalha para pôr em ordem aquilo que não provou.
Há dias, Jorge Miranda falou muito bem sobre os erros de Bolonha.por
Pedro Santana
Lopes
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José Costa-Deitado
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A propósito de "um orçamento medonho"
Concordo totalmente que não devemos pagar aos credores! NÃO
PAGAMOS, NÃO PAGAMOS!
Nem
tenho muita pena que no mês seguinte os funcionários públicos não recebam
ordenado... Assim como assim, recebiam por hora trabalhada mais 77% do que os
trabalhadores do sector privado... i online
Tenho
pena é que no mês a seguir fechem hospitais e que o Estado deixe de pagar todo
o tipo de subsídios sociais, bem como as pensões.
Mas
pelo menos continuaremos a ter aeroporto em Beja e montes de auto-estradas e
barragens que para nada servem. E temos os magníficos estádios do Euro 2004!
Mas como 99,5% das pessoas concordaram e não reclamaram na altura devida, tudo
bem!
E
defendamos intransigentemente
a Constituição! Mantenhamos tudo exactamente como está, porque está na
Constituição! O que seria deste país sem coisas como Ministros da República
para as Regiões Autónomas (só custam 560 milhões de euros por ano)? E sem 230
deputados na AR? E sem carros topo de gama para todas as bancadas? E sem alguns
portugueses de primeira se poderem reformar ao fim de poucos anos de trabalho
enquanto outros, de segunda, têm de esperar pelo menos pelos 65 anos? E o que
seria de Portugal se impedissem alguns (nomeadamente motoristas de comboios da
CP e estivadores) com ordenados médios de 5.000 euros de fazer greves tornando
todo um país refém dos seus privilégios?
Mais
uma vez repito o que digo há algum tempo: os portugueses têm o que merecem!
Chegou a altura de pagar os desvarios dos últimos 20 anos! por
João Carvalho Fernandes n’A
REVOLTA
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