quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Um Estado social para que os avós sustentem os netos? Já estará a acontecer aqui ao lado, em Espanha.


Em Espanha, entre 2006 e 2011 ocorreu uma inversão significativa na estrutura das despesas das famílias segundo a idade do principal angariador de rendimento. As famílias em que este têm entre 16 e 29 anos viram a despesa média descer de 11814 € por ano para 10345 €. As famílias em que este têm 65 e mais anos tiveram uma subida de 10157 € para 12093 € por ano. 
Com estes movimentos, as famílias sustentadas por idosos passaram a ter um nível de despesa superior às famílias sustentadas por pessoas no primeiro terço da vida activa. Provavelmente está a ocorrer uma redistribuição geracional de rendimento inversa da de antigamente. Agora, transferindo de avós para filhos e netos, em vez de filhos adultos para, simultaneamente, os seus pais e os seus filhos.
São sinais de um novo tempo, em que o Estado social centrado nos idosos, incapaz de lidar com as dificuldades do funcionamento do mercado de trabalho e moralmente enviesado contra a protecção de pessoas em idade activa, deixa à família alargada o papel de amortecer os efeitos da crise e, em particular, do desemprego. Mas é um movimento pouco sustentável e pouco equitativo. É pouco equitativo porque as famílias com mais recursos se protegerão melhor, agravando a desigualdade por lhes ser entregue a função redistribuidora. É pouco sustentável porque, destroçadas as carreiras contributivas dos jovens de hoje por uma inserção fragmentária do mercado de trabalho, chegará o tempo em que, com os actuais mecanismos, os idosos futuros deixarão de poder assegurar esta redistribuição.
Oxalá ninguém se confunda quanto a que este amortecedor da crise é só um amortecedor. E, se assim é em espanha, apesar de eu não ter dados para Portugal, é bem provável que não esteja a ser diferente entre nós. por Paulo Pedroso no Banco Corrido

a manifestação do caldo verde


A comunicação social fala da vigília dos militares e do sentimento de insatisfação de milhares de militares. Vistas as imagens nem milhares e acho que nem militares.por Rodrigo Moita de Deus no 31 da Armada

PETIÇÃO


 
Exmos(as) Senhores(as)
 
Presidente da República
Presidente da Assembleia da República
 
Primeiro Ministro
Ministro de Estado e das Finanças
Ministro da Defesa Nacional
Ministro da Educação e da Ciência
Restantes ministros(as)
Representantes do Governo português
 
O pretendido com esta petição não é mais do que salvaguardar um património histórico e centenário português: a existência dos três estabelecimentos militares de ensino. O Instituto dos Pupilos do Executo perfaz 101 anos, o Instituto de Odivelas 112 anos e o Colégio Militar tem já 209 anos, sendo assim o segundo estabelecimento de ensino mais antigo do país, a seguir à Universidade de Coimbra. O Colégio Militar ostenta ainda o estandarte mais condecorado do país. São dois estabelecimentos centenários e um outro já bicentenário!
 
O nosso objectivo é evitar a união destes três estabelecimentos, que terá como consequência a extinção de dois deles (Instituto dos Pupilos do Exército e Instituto de Odivelas) e também a extinção do método organizativo e tradicional dos três estabelecimentos, destruindo assim as três casas e formando uma completamente nova sem qualquer tipo de história, tradição ou mesmo valores que até hoje têm norteado estas instituições, trazendo-lhes o sólido prestígio de que são portadoras.
 
Apelamos a que deixem sobreviver estas tão reconhecidas e condecoradas casas e que não seja uma crise económica, que sabemos ser conjuntural, que leve à extinção de tão valioso e único património nacional.
De todos aqueles que amam e respeitam o Colégio Militar, o Instituto de Odivelas e o Instituto dos Pupilos do Exército,
Os signatários
Lembrado por NRP Cacine

domingo, 25 de novembro de 2012

Homens do possível

A política portuguesa "moderna" vive quase só de incidentes medíocres, de tagarelice parola, de zangas comadreiras e de "protagonistas" sem história. Em 25 de Novembro de 1975, a coragem moral, política e física de alguns dos melhores de nós - coisa de carácter que é uma qualidade com tendência a perder-se - evitou uma "guerra civil" original, um híbrido a meio caminho entre um festival de folclore e um tiroteio a sério. Naquele dia, quando a aventura militar se declarou, de mãos dadas com a extrema-esquerda e a complacência estratégica do dr. Cunhal - que se retirou a conselho de Costa Gomes e mandou evacuar os "civis" das cercanias dos quartéis -, emergiu um homem desconhecido, de ar duro e sombrio, com os olhos escondidos atrás de uns óculos escuros. Liderou com sucesso o "contra-golpe" e impôs-se, de seguida, como chefe incontestado de um exército desfeito, primeiro pela guerra, depois pelas brincadeiras do PREC. Ramalho Eanes foi porventura a criatura que mais poder concentrou nas suas mãos depois da "revolução". Eleito presidente, em 1976, uns escassos sete meses após a sua aparição na conturbada política nacional, era igualmente CEMGFA, comandante supremo e presidente do Conselho da Revolução.
Nada disso impediu, antes pelo contrário, que voltasse a disciplina à tropa e que a democracia se institucionalizasse. Na noite de 25 para 26 de Novembro de 1975, na Amadora, o poder representado pelo Presidente Costa Gomes e pelo Primeiro-Ministro Pinheiro de Azevedo agradeceu publicamente a Eanes e a Jaime Neves, comandante do Regimento de Comandos, aquele gesto refundador e patriótico. Orgulhemo-nos, pois, destes homens sem os quais nada teria sido possível. por João Gonçalves no Portugal dos Pequeninos
 

Mas não ouvem mais ninguém?


 
No dia em que se celebra o 25 de Novembro o site da RTP foi ouvir Varela Gomes. Sendo Varela Gomes um dos protagonistas desse dia faz todo o sentido ouvi-lo mas seria importante chegar onde é que ele esteve, o que fez, que ordens deu… e já agora se não for muito pedir podiam ouvir outros protagonistas. Mas enfim é nisto que estamos. por helenafmatos no Blasfemias

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Portugal no seu melhor!


 
 
mil voluntários puseram mãos à obra para limpar Silves deixando a cidade praticamente limpa

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

tornado...

Os estragos causados pelos ventos fortes que atingiram hoje os concelhos de Lagoa e Silves, no Algarve, provocaram dez feridos, dois deles em estado grave, indicou à agência Lusa o INEM. Oito pessoas ficaram desalojadas, disse à agência Lusa o vice-presidente da Câmara de Lagoa. dn
 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

GREVE GERAL


 
"Dia de greve geral. A rua está calma. E a imprensa está numa verdadeira agitação." Rui Costa Pinto

terça-feira, 13 de novembro de 2012

RTP


O CDS-PP criticou, esta terça-feira, a política salarial na RTP, nomeadamente os "salários milionários" que são pagos na estação de televisão pública a "algumas estrelas que vivem muito acima das posses de muitos portugueses".

cds?

El Pais


Nem a greve de três dias nem os protestos dos jornalistas do El País conseguiram travar o processo de regulação de emprego imposto pela administração do diário espanhol, que começou na segunda-feira a comunicar a 129 trabalhadores que fazem parte da lista dos despedimentos.

domingo, 11 de novembro de 2012

onde nós não estivermos outros estarão por nós...


«O cálice»
«António José Seguro tocou a corneta: eleições, sim, estamos preparados. Bravo! Mas como espera Seguro conseguir eleições antecipadas? E, já agora, como tenciona ele promover a renegociação (necessária) do programa de ajustamento? A resposta para estas questões é básica: nada, rigorosamente nada, está nas suas mãos. Para começar, a queda do governo pressupõe a falência da coligação para o ano. Um cenário possível, admito, mas que depende exclusivamente da vontade de Portas. Ou de Passos. Ou de ambos. Não do PS e da minoritária oposição parlamentar. Finalmente, é imperioso renegociar juros e prazos? Afirmativo. Mas que teria Seguro para propor se, alçado ao poder, os nossos parceiros internacionais não estivessem para aí virados? Rasgar unilateralmente o acordo? Sair do euro? Processar a sra. Merkel pelos danos causados? Seguro fala e fala e fala porque, no fundo, ele sabe que ainda existe um abismo confortável entre o PS e o cálice envenenado.» por João Pereira Coutinho, no CM lido no Portugal dos Pequeninos
 
As coisas são o que são
António José Seguro anda em "excursão" político-partidária pelo país. Foi a empresas, escolas, universidades. Aparece na rua, dentro de casa, à porta de entrada ou de saída. Vê-se em púlpitos verdejantes. Os media dão-lhe corda. Não tenho a certeza que o "povo" lhe dê a mesma corda. Todavia, as coisas são sempre como, há muitos anos e num contexto político naquele momento muito difícil (Soares "passar" à segunda volta das presidenciais em 1986), me dizia o saudoso José Ribeiro da Fonte: onde nós não estivermos outros estarão por nós. por João Gonçalves no Portugal dos Pequeninos

Grande guerra


Ontem, na "Mairie" de Lillers, no norte da França, tive o gosto de inaugurar uma placa que assinala a memória dos muitos portugueses que perderam a vida na 1ª guerra mundial. Fi-lo a convite do "maire" da localidade e de Félicia Assunção, a orgulhosa filha de um combatente português que, depois do conflito, por lá ficou e cuja larga família hoje cultiva, com grande empenhamento, essa memória.
Hoje, na fria manhã de Paris, assisti à cerimónia em que o presidente François Hollande prestou homenagem aos mortos franceses em combate, nesta que é a data que celebra o armistício que pôs termo a primeira guerra mundial.
 
Dentro de pouco mais de um ano, iniciar-se-ão, em vários países, as celebrações da guerra de 1914-1918. Só posso esperar que, em Portugal, haja vontade e capacidade de organização para participar com dignidade, ao lado dos nossos aliados de então, no sublinhar dessa nossa valorosa participação para a liberdade do continente. Por nossa exclusiva culpa, Portugal fica muitas vezes fora do "retrato" dos vencedores do primeiro grande conflito mundial. É necessário aproveitar as comemorações que aí vêm para retificar essa persistente falha e a França é o lugar certo para isso se fazer. por Francisco Seixas da Costa no Duas ou Três Coisas (Embaixador de Portugal em França)

Ich bin anderer Meinung


Percebe-se a raiva que os adeptos das doutrinas marxistas manifestam em relação à chanceler Merkel. Foi afinal na Alemanha da segunda metade do séc. XX que estiveram em confronto os dois modelos antagónicos de organização política, económica e social. A queda do muro de Berlim tornou evidente a todo o mundo e sobretudo aos alemães os resultados da aplicação dos dois sistemas: De um lado, um povo livre e dos mais prósperos e desenvolvidos do mundo; do outro – o da doutrina dos “louçãs” - milhões de pessoas oprimidas pela tirania comunista e a viver na miséria.
O sucesso da Alemanha livre foi de tal ordem, que os seus excedentes, conjugados com a determinação e o esforço colectivos permitiram, em apenas duas décadas, reintegrar os martirizados irmãos do leste e trazê-los ao alto nível de desenvolvimento humano que hoje se observa neste grande país. Foi uma obra formidável.
Congratulo-me, pois, com a visita da chanceler da República Federal da Alemanha - Estado amigo de Portugal e nosso parceiro na União Europeia – com cujo contributo contamos para nos ajudar a sair da enorme crise em que resolvemos entrar de motu proprio.
Hertzlich willkommen, Frau Bundeskanzlerin!
por João Ferreira do Amaral no 31 da Armada

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

…dizer mal do meu sucessor!


“Ele realmente teve a ideia de falar e teve a ideia peregrina de ir falar a um hotel de luxo, também não é o sítio onde deve falar, afirmou Mário Soares, em Lisboa, durante uma apresentação do seu livro “Crónica de um tempo difícil”.
“Eu não posso falar do Presidente da República, porque me fica mal falar de uma pessoa que me sucedeu. Portanto, é muito desagradável, quando uma pessoa começa a dizer mal do seu sucessor parece que tem ciúmes dele e não é o caso, nunca tive”, começou por dizer o Soares.
“O Presidente da República, enfim, tem estado muito calado. Tem havido jornais que dizem “perdeu a fala o senhor Presidente da República”. Há jornais que dizem isso, eu vi um artigo de fundo num jornal que diz isso e achei graça”, lê-se no copy/paste do Público à notícia da Lusa.
 
 

sábado, 3 de novembro de 2012

A nossa "troika" refundada


O Governo PSD/CDS está obrigado a cumprir o programa de ajustamento negociado pelo anterior Governo PS que, no íntimo, já sabia que não iria executá-lo.

Tal bastaria para que a "troika" dos 3 partidos funcionasse no essencial, apesar da coreografia inerente a ser governo ou estar na oposição.

Se, no início, tudo pareceu andar bem, a deterioração veio-se acentuando.

Por um lado, no respeito pela memória. Não era o então PM Sócrates que, há pouco mais de um ano, ainda falava em TGV, Aeroportos, auto-estradas e outras megalomanias de betão? Ou que, em anteriores vésperas eleitorais, aumentou os funcionários em 2,9% com a inflação negativa e o défice a atingir os dois dígitos? Ou que, entre 2005 e 2010, duplicou o valor da dívida pública?

Mas, o Governo também tem contribuído pelo estilo, método e medidas para pulverizar o capital da lusa "troika". Tudo começou na abortada TSU e continuou em medidas pré, durante e pós-orçamentais anunciadas fragmentariamente. Assim foram oferecidos argumentos ao PS para o distanciamento e desresponsabilização. E assim se vêm branqueando as causas e demonizando as consequências da crise. Ao mesmo tempo enfraqueceu-se a UGT e lançou-se o protesto sindical nos braços da CGTP.

Face à severa situação do País, o certo é que não se pode desbaratar uma base alargada de entendimento político e social.

Por isso, apreciei os apelos dos líderes da maioria para uma maior articulação com o PS na reforma das reformas - a redução estrutural da despesa pública - e no benefício que pode advir de uma maior abertura dos credores.

Mas, por favor, não percam tempo com a semântica da "refundação". Com o País em estado de necessidade, dispensam-se jogos florais na discussão parlamentar do OE e pede-se mais responsabilidade a todos. António Bagão Felix no Jornal de Negócios aos 01 Novembro 2012 | 23:30

domingo, 28 de outubro de 2012

ELITES

por António Borges de Carvalho no Irritado
Não sei o que aconteceu ao Regulamento de Disciplina Militar, aos Tribunais Militares e a outros produtos que, de uma forma ou outra, vigoraram em Portugal até à III República. Presumo que tudo tenha sido revisto, que os militares, como todos nós, tenham ganho em cidadania e em benefícios do “Estado Social”. Como presumo que, como todos nós, no caso dos benefícios, estejam a perder.

Na questão da cidadania parece-me haver algumas confusões.

Quando se vê a tropa reunida em “associações” que, evidentemente, são sindicatos como quaisquer outros, tão reivindicativos e tão politicamente manobristas como os demais, parece evidente que qualquer coisa está mal.

Quando ouvimos o topo da hierarquia militar dizer, com evidente, demagógica e politiquíssima intenção, que os militares têm alma, família, etc., parece evidente que qualquer coisa está muito, muito mal.

E quando o mesmo senhor vem, de forma sibilina e ameaçadora, dizer que os militares não são “submissos”, então já não há palavras que cheguem.

Nem nos tempos da II República se pedia aos militares que fossem “submissos”! Exigia-se-lhes obediência hierárquica, que nada tem a ver com submissão. Vir, aqui e agora, sublinhar o conceito, tem, como é evidente, a intenção de justificar a insubmissão dos militares, ou seja, uma coisa a que, militarmente, se chamava, e pode ser que ainda se chame, “insubordinação”.

O resultado está à vista. Os militares passaram a ter os mesmos limites dos cidadãos comuns. Por isso querem, por bem ou por mal, proceder como eles. Mas, se ser como eles significar partilhar com eles os sacrifícios, então já são diferentes. É a “condição militar”, coisa óptima para ter certas vantagens, mas improcedente quando se tratar do contrário.

Pior do que o espectáculo das reuniões reivindicativas, das manifestações de rua, da diária presença dos amotinados na televisão pública, é o olhar benevolente como são toleradas, e até incentivadas, pela hierarquia. Ao mesmo tempo que o cidadão comum se prepara para ver reduzidas as mais diversas protecções estatais, saúde, educação, reforma, desemprego, etc., vê também o orçamento militar ser não pouco aumentado. Talvez seja explicável, talvez seja indispensável, talvez seja justo, sério e inevitável. Mas é muito difícil de “engolir”. E, pelos vistos, não tem efeitos "sociais".

Certas classes sociais e profissionais não podem, ou não deviam poder, ter estatuto igual aos do cidadão comum. Assim o escolheram, assim o aceitaram. Estão neste número os militares e os magistrados. Uns e outros, desde sempre, constituiram elites que se prestigiavam, pela função, é certo, mas muito mais pela forma como entendiam e exerciam tal função.

Hoje, são tão elites como os estivadores – fascistas e comunistas, a mesma luta! – os maquinistas da CP, os privilegiados da Carris e tantas outras classes, tão impantes de “direitos” e de exigências quanto indiferentes aos problemas dos demais.

Talvez este problema seja tão grave como os da crise. Terá solução?

A metamorfose de Paulo Portas


A liderança de Passos Coelho tem tais características que fez de Paulo Portas um homem de Estado, o único na coligação capaz de dizer que o país deve ser proactivo para com a troika e que o Governo deve procurar entendimentos alargados sobre as saídas da crise.
Que pode fazer a Portugal quem é capaz de dar a Portas espaço para tal metamorfose? por Paulo Pedroso no Banco Corrido

Bolonha


A propósito do sistema educativo, lembro - me das conversas que tive, em 2004 - 2005, com a "minha" Ministra do Ensino Superior, Graça Carvalho, sobre o processo de Bolonha.
Nunca gostei de tais alterações que sempre tresandaram a asneira. E asneira a vários títulos: pouco tempo na formação universitária, confusão entre graus, entradas precoces em mercado de trabalho.
Bolonha veio confundir licenciaturas com bacharelatos, por um lado, e com mestrados, pelo outro. Cada vez é mais frequente ouvir Universitários dizerem: " acabo o curso este ano " e provocarem surpresa pela rapidez. Mas, logo a seguir, retorquem: " Mas vou fazer o mestrado!!...".
Fazer o mestrado é bom mas não como substituto de metade da licenciatura. Um mestrado é um aprofundamento, uma especialização, por vezes uma especificação, da formação geral recebida na licenciatura.
Tenho um Filho em Direito e dois em Gestão ( uma na Nova, outro no ISEG). Vou, pois, acompanhando, para além do meu contato regular com a Universidade. É muita matéria em 4 anos e as matérias necessárias são cada vez mais.
É preciso não ter receio de pôr em debate, para decisão, a substituição do quadro traçado por esse acordo internacional. As pessoas precisam de sentir que se aprende com os erros e que se trabalha para pôr em ordem aquilo que não provou. Há dias, Jorge Miranda falou muito bem sobre os erros de Bolonha.por Pedro Santana Lopes

A propósito de "um orçamento medonho"

Concordo totalmente que não devemos pagar aos credores! NÃO PAGAMOS, NÃO PAGAMOS!
Nem tenho muita pena que no mês seguinte os funcionários públicos não recebam ordenado... Assim como assim, recebiam por hora trabalhada mais 77% do que os trabalhadores do sector privado... i online
 
Tenho pena é que no mês a seguir fechem hospitais e que o Estado deixe de pagar todo o tipo de subsídios sociais, bem como as pensões.
 
Mas pelo menos continuaremos a ter aeroporto em Beja e montes de auto-estradas e barragens que para nada servem. E temos os magníficos estádios do Euro 2004! Mas como 99,5% das pessoas concordaram e não reclamaram na altura devida, tudo bem!
 
E defendamos intransigentemente a Constituição! Mantenhamos tudo exactamente como está, porque está na Constituição! O que seria deste país sem coisas como Ministros da República para as Regiões Autónomas (só custam 560 milhões de euros por ano)? E sem 230 deputados na AR? E sem carros topo de gama para todas as bancadas? E sem alguns portugueses de primeira se poderem reformar ao fim de poucos anos de trabalho enquanto outros, de segunda, têm de esperar pelo menos pelos 65 anos? E o que seria de Portugal se impedissem alguns (nomeadamente motoristas de comboios da CP e estivadores) com ordenados médios de 5.000 euros de fazer greves tornando todo um país refém dos seus privilégios?
 
Mais uma vez repito o que digo há algum tempo: os portugueses têm o que merecem! Chegou a altura de pagar os desvarios dos últimos 20 anos!