sexta-feira, 16 de março de 2007

Sampaio arriscou ficar com "cara de parvo"


A dissolução do Parlamento é um "poder exercido em dueto" entre o Presidente da República (PR) e o eleitorado, entende Jorge Sampaio. E se, em vez de estarem em sintonia, a votação confirmar a mesma maioria política de deputados na Assembleia da República (AR), então o Chefe do Estado "fica com cara de parvo, com vontade de se meter debaixo da mesa".

Na primeira das três aulas que vai ministrar na disciplina de Sistemas Políticos na Universidade Nova de Lisboa, o ex-presidente não só avançou, ontem, com este conceito de poder em dueto - da autoria de Jorge Novais, o professor de Direito Constitucional que foi seu consultor em Belém - como lembraria a angústia com que esperou até às 20.00 do dia 20 de Fevereiro de 2005 para saber os resultados.

Caso o veredicto popular tivesse sido distinto da análise que fizera da situação, admite que o resto do mandato teria sido completamente diferente. Mas os portugueses não reconfirmaram a maioria parlamentar ao PSD e CDS, que sustentava o Governo de Santana Lopes, antes optaram por dar uma maioria absoluta ao PS de Sócrates.

Apesar de ir abordar os poderes presidenciais "de grande impacto" só na última das lições, a dissolução serviu a Sampaio para ir explicando o figurino constitucional do nosso semipresidencialismo, esse conceito, popularizado por Maurice Durverger, que significa um modelo híbrido entre o presidencialismo e o parlamentarismo puros - e que autores como Gomes Canotilho e Vital Moreira designam por "sistema misto parlamentar-presidencial" ou "sistema misto com dominante parlamentar".

Voltando a centrar a sua intervenção no ano turbulento de 2004, quando se pedia a dissolução em Junho e se criticou a mesma decisão em Novembro, Jorge Sampaio estranhou que ninguém se lembrasse já da revisão constitucional de 1982. Desde essa altura, "não há responsabilidade política do Governo perante o PR"; enquanto "a dissolução da AR" é uma livre competência do Chefe do Estado.

E, para dar aos alunos de Ciência Política e Relações Internacionais uma nota pessoal, revelava que, consultando os seus arquivos, descobrira a declaração de voto que fizera na AR, contestando aquela diminuição de um poder presidencial - apesar de ter votado a favor, "por disciplina partidária".

De resto, lembrava que em 30 anos de Constituição, além do "movimento pendular entre a moda presidencialista e a moda decorativista" (o PR como uma "espécie de Rainha de Inglaterra ou notário do regime"), apenas houve três dissoluções - uma com Eanes, outra com Soares, a última com Sampaio. E não pode ser porque o PR "acorda maldisposto, há muitas nuvens no céu, que chega a Belém e resolve dissolver", ironizava.

Ao desenvolver o sumário da primeira aula, contrariava ainda três ideias correntes entre os analistas políticos: não subscreve a teoria de que a prática presidencial seja diferente do primeiro para o segundo mandato; contesta a ideia de coabitação entre Belém e S. Bento; rejeita a tese de que o sistema eleitoral português está esgotado.

No primeiro caso, as "muito controversas" leituras em que se dá conta que o PR tem mais cuidado no primeiro mandato porque quer ser reeleito baseiam-se, em seu entender, numa atitude quantitativa ("comparam-se números de vetos ou de mensagens"), em vez de atenderem "à diversidade dos factos" concretos em apreciação.

Depois, como a maioria presidencial se esgota no dia da votação e o vencedor assume um papel de árbitro "superpartes" - ao contrário do que sucede, por exemplo, em França -, mesmo se a família política que o elegeu é diferente da que sustenta o Governo, não faz sentido falar de "coabitação".

Por último, e quando se começa a falar em mudanças das leis eleitorais, Sampaio sustenta que o sistema não está esgotado, pois tem permitido todas as soluções governativas: maiorias absolutas, maiorias relativas, coligações. O que pode haver, acrescenta com a convicção de quem está agora a viver "uma reforma política divertida", é "esgotamento dos actores políticos".

E, apesar de não ter tido tempo de abordar os "recados ao Governo", lembrava que extrairia exemplos e princípios das conversas de quinta-feira com o primeiro-ministro, mas sem nunca revelar o teor desses diálogos. "O sistema só funciona com lealdade institucional entre órgãos de soberania", pelo que jamais responderá a qualquer versão sobre essas conversas - numa alusão a Santana, inserida no raciocínio acerca da necessidade de haver uma "deontologia política".
DN Sexta, 16 de Março de 2007 Fernando Madaíl e Pedro Saraiva (imagem)

domingo, 11 de março de 2007

eleição dos Grandes Portugueses



JOSÉ MATOSO

É o autor do texto do abaixo-assinado contra a eleição dos Grandes Portugueses, na RTP. Embora não queira liderar uma campanha sobre o assunto, o historiador José Matoso só vê ra­zões para juntar a sua indignação à de mais 90 investigadores

O que fez o mundo acadé­mico vir a terreiro contra Os Grandes Portugueses?
O concurso poderia ter algum interesse, se levasse a uma reflexão sobre o que é ser um grande português. Em vez disso, resultou numa coisa deturpadora da relação que se deve ter com a História. O sistema de votação, a falta de qualidade dos conteúdos e a dicoto­mia usada para apresentar cada figura, como «bom rei ou mau filho?», tudo se conjugou para tomar o programa uma farsa.

Comecemos pela votação...
Há uma ausência total de controlo sobre ela. Quantos comunistas votaram por ordem do partido, para eleger Cunhal? Ou quantos fascistas se organizaram para que vença Salazar? Não existe qual­quer representatividade na votação.

E porque se queixa da qualidade?
Vi o pro­grama sobre D. Afonso Henriques e dava a impressão de que o maior contributo dele foi levar Portugal à final do Euro 2004. Comparar a batalha de Ourique a um jogo de futebol, como estava subjacente, é com­pletamente tonto. E o programa estava cheio de erros cronológicos, de aprecia­ções deturpadas, de imagens que nada ti­nham a ver com D. Afonso Henriques. Por exemplo, as armaduras da batalha eram do séc. XV, quando ela se deu no séc. XII.

Apesar de tudo, não pode ser uma forma de despertar o interesse pela História?
Não houve qualquer interesse pela História, que foi reduzida a um jogo, a uma com­petição entre Salazar e Cunhal, ou Vasco da Gama e Camões. Assim, o programa é contraproducente e só visa captar audiên­cias, a todo o preço. Não houve vontade de exibir coisas bem feitas, nem de ir buscar pessoas de qualidade.

Noutros países venceram figuras quase con­temporâneas, Churchill, em Inglaterra, ou De Gaulle, em França. A que atribui isso?
Chur­chill salvou a Inglaterra de uma derrota que ameaçava a sua própria existência e a percepção do público baseou-se nessa ideia simples. A votação em França terá ido também nesse sentido. Em Portugal, poderia ter-se feito uma reflexão sobre a questão de saber se houve alguém que tenha salvo o País de uma situação semelhante. Em vez disso, fez-se um jogo, com um vencedor e derrotados.

Como se poderia fazer um programa destes?
Isso com­petiria às pessoas da cultu­ra, em várias áreas. Há no teatro quem interprete bem os factos do passado, como Luís Miguel Cintra. Mas isto foi entregue, de pés e mãos, aos publicitários. Não sou contra o concurso, mas o modo como o fizeram. Acho degradante a RTP colaborar o num coisa que ridiculariza a nossa História.

A lista final dos dez eleitos surpreende-o, de alguma forma?
Talvez não me ocorresse que escolhessem Aristides de Sousa Mendes, embora me pareça muito justo. Assim como acho justa a eleição de Pessoa, não tanto por escrever a Mensagem, mas por ter uma poética muito expressiva do modo de ser português.

Quem seria o seu Grande Português?
Os dez mais votados são figuras impor­tantes. Mas uma nação é uma construção colectiva, com contributos de génios e de pessoas que nunca serão conhecidas. Por isso, se escolhesse alguém que deu a ideia de Portugal como uma epopeia colectiva, seria Camões. O contributo dele não é facilmente discutível. Os autores do séc. XIX concordavam nisso, os republicanos também e até o Estado Novo o manteve como figura nacional. Mas outra forma de construir a nação é a própria acção políti­ca. D. Afonso Henriques, D. João II ou até Salazar, quem teve mais importância na construção da nação? Ora aí estaria uma reflexão bem interessante.
Emilia Caetano Visão 1 de Março 2007-03-11

chegou 11 dias mais cedo

Primavera antecipada
A Primavera chegou 11 dias mais cedo este ano e ontem, com os termómetros acima dos 20º na costa portuguesa, foram muitos os que trocaram as voltas ao calendário e vestiram o fato de banho ainda no Inverno. As previsões do Instituto de Meteorologia para hoje indicam a continuação do bom tempo com a presença de nuvens altas e a manutenção de temperaturas máximas acima das normais para esta época do ano, sobretudo no Norte Litoral.
O céu limpo resulta do facto de o anticiclone dos Açores estar localizado a Noroeste da Península Ibérica. Para a subida dos termómetros contribuiu também a quase ausência de vento, que soprou fraco de Leste. As maiores diferenças de temperatura, face às médias obtidas nos últimos trinta anos, ocorreram no Minho e no Grande Porto. Habitualmente a temperatura máxima registada em Viana de Castelo é de 16,3º. O seu máximo histórico é de 26,5º e, ontem, foram atingidos os 24º.
Também em Lisboa as temperaturas normais para o início de Março são de 17º. Ontem, porém, os termómetros atingiram os 22º. Situação idêntica ocorreu no Algarve, com as temperaturas a subirem dos habituais 18º para os 22º em Faro.
Mariline Alves CM 2007-03-11 - 00:00:00

sábado, 10 de março de 2007

"Não é bom criar leis para não cumprir"

Cavaco em defesa de ex-combatentes

Cavaco Silva criticou ontem os governos que aprovam leis que depois são incapazes de cumprir. "Não é bom que o legislador crie leis que geram expectativas nas populações e depois constata-se que não consegue dar cumprimento àquilo que legislou", disse ontem Cavaco Silva, no Luxemburgo, depois de ter sido confrontado com uma manifestação pacífica de antigos combatentes do Ultramar que reclamavam pelo cumprimento da lei aprovada em 2002.Cavaco Silva deu razão aos protestos dos manifestantes: "É uma questão que se arrasta desde 2002 e que os sucessivos governos não têm sido capazes de resolver e o actual também tem tido dificuldades em chegar a uma solução", disse o Presidente da República aos jornalistas. Em 2002, recorde-se, era ministro da Defesa Nacional Paulo Portas. O actual Executivo já teve dois titulares da pasta: Luís Amado, primeiro, e Severiano Teixeira, o actual ministro.Cavaco Silva fez questão de sublinhar sempre que "o assunto é bem conhecido do actual Governo". Quando o Presidente da República apontou o dedo aos governos que aprovam legislação que depois não conseguem cumprir, muitos dos jornalistas presentes entenderam que a farpa era essencialmente dirigida sobretudo ao antigo ministro da Defesa, Paulo Portas (2002-2005).Paulo Portas foi um grande defensor da contagem do tempo de serviço dos militares que fizeram a guerra para efeitos de reforma, e o seu Ministério aprovou mesmo uma lei para que a situação fosse revista. O actual Governo argumenta que não tem dinheiro para conseguir cumprir os compromissos assumidos por Paulo Portas. DN Sábado, 10 de Março de 2007 Francisco Almeida Leite

domingo, 4 de março de 2007

... da Lua


Eclipse total da Lua atrai olhares para o céu
O eclipse total da Lua foi ontem à noite visível nas regiões do País com céu limpo, nomeadamente em Lisboa, no Observatório Astronómico da Tapada da Ajuda. CM 2007-03-04 - 00:08:00

Fortaleza de Valença



Troço da muralha da Fortaleza de Valença ruiu
Um troço com cerca de 15 metros de comprimento e seis de altura da muralha interior da Fortaleza de Valença ruiu hoje
Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara de Valença, José Luís Serra, disse que vai ser aberto um inquérito para apurar o que se passou, mas ressalvou que, neste momento, não se pode dizer que o desmoronamento tenha a ver com as obras. "Não há valas abertas naquele local", garantiu o autarca, adiantando que aquele ponto de muralha "não tem alicerces" e já tinha sido intervencionado em 2000 pela Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.
JN Domingo, 4 de Março de 2007

Contestação às medidas do Governo



Administração pública e Sector privado desfilam até São Bento
Sob o lema “Juntos pela mudança de políticas”, a CGTP convocou uma manifestação geral que juntou trabalhadores de todo o País.

Perto de cem mil trabalhadores da administração pública e do sector privado desfilaram hoje por algumas das principais artérias de Lisboa em direcção à Assembleia da República. O objectivo foi mostrar ao executivo de José Sócrates o desagrado contra as medidas do Governo para o sector.
Expresso sexta-feira, 02 MAR 0718:21 Pedro Chaveca

Oficiais da GNR revoltados


O projectado Sistema Integrado de Segurança Interna está a causar polémica no sector e nas Forças Armadas.

Oitenta oficiais, tenentes e capitães reuniram-se secretamente esta semana para manifestar o seu protesto contra a reestruturação prevista na Guarda Nacional Republicana no âmbito da reforma da segurança interna, anunciada na quarta-feira pelo primeiro-ministro José Sócrates.
Os oficiais, todos formados na Academia Militar (há cerca de 300 ao todo na GNR com esta formação), estão em ruptura com a tutela, desligaram-se da existente Associação de Oficiais da Guarda e querem criar uma outra nova. O comunicado elaborado na reunião diz que a tutela "quer aniquilar a instituição" e que a reforma é "incoerente".
Por sua vez, nove oficiais-generais da GNR foram recebidos pelo Chefe de Estado-maior do Exército para lhe manifestar a sua disponibilidade de regressar à sua arma, "uma vez que se alterou o quadro no âmbito do qual foram para a Guarda".
A reforma da segurança interna, para dar lugar a um Sistema Integrado de Segurança Interna (SISI), tem também potenciais implicações para as Forças Armadas, que colocam algumas questões.
Está em causa a formação dos oficiais da GNR e da PSP que o Governo pretende que seja a mesma, bem como a posssibilidade das forças de segurança interna virem a realizar missões de interesse público, até agora cometidas às FA.
Expresso sexta-feira, 02 MAR 0718:00 Luísa Meireles e Valentina Marcelino

GNR reforçou meios para evitar confrontos


Antifascistas são recebidos com vivas ao ditador
Petição dirigida à Assembleia da República
Na origem de todos estes acontecimentos está a ideia da câmara municipal de Santa Comba Dão em criar um museu dedicado a António Oliveira Salazar e ao Estado Novo.
A URAP numa demonstração contra este projecto organizou uma sessão de esclarecimento e repúdio, tendo colocado a circular uma petição, classificando a ideia da autarquia de “pólo de saudosismo do regime fascista, ilegal e opressor derrubado a 25 de Abril de 1974".A petição dirigida à Assembleia da República (AR), refere-se à hipótese da criação do museu como “absurda e inadmissível” e deixa claro que “não será um pólo de desenvolvimento do concelho de Santa Comba Dão”.
Os autores da petição afirmam ainda que “o museu seria centrado na propaganda do regime corporativo-fascista do Estado Novo e do ditador Salazar” o que iria constituir “uma afronta a todos os portugueses que se identificam com a democracia e o seu acto fundador de 25 de Abril de 1974”. O pedido termina com um apelo à AR para que “condene politicamente o processo em curso e que tome as medidas adequadas para impedir esse intento”.
Expresso sábado, 03 MAR 0718:13 Pedro Chaveca

um museu...


População defende Salazar
De um lado empunharam-se cravos vermelhos, proferiram-se palavras de ordem antifascistas e cantou-se a ‘Grândola Vila Morena’. Do outro, entoou-se o Hino Nacional, fizeram-se saudações fascistas e gritou-se ‘Viva Salazar’. A dividir os dois grupos de manifestantes, que se concentraram ontem à tarde em Santa Comba Dão, esteve um cordão policial que não deixou espaço da manobra para eventuais confrontos físicos. CM 2007-03-04 - 00:00:00

Saude


Só metade dos centros de saúde avançou com novo modelo
As paredes do futuro Centro de Saúde de Paço de Arcos (Oeiras) tinham sido pintadas há pouco, o espaço novo era amplo e luminoso. José João Mendonça, um dos médicos que acompanharam, em Agosto do ano passado, a visita do ministro da Saúde, Correia de Campos, ao local continua à espera de começar a trabalhar de acordo com o modelo de centro de saúde. A primeira unidade de saúde familiar (USF) arrancou faz hoje seis meses. Há atrasos e nem metade das 100 unidades previstas para 2006 estão a funcionar; há cerca de 64 mil portugueses que ganharam médico de família, um número muito abaixo dos 225 mil prometidos inicialmente pelo Governo.
"Continuo a acreditar no modelo, mas continuo à espera. É muito ingrata a indefinição", desabafa o médico de família José João Mendonça. A equipa de oito clínicos, oito enfermeiros e cinco administrativos que se candidataram consigo à USF de Paço de Arcos são uma das 26 candidaturas aprovadas que continuam à espera de avançar.
As USF são pequenos grupos de médicos, enfermeiros e administrativos que se juntam voluntariamente para, funcionando dentro de um centro de saúde de forma autónoma, gerirem os seus doentes. Um dos objectivos é que os clínicos alarguem a sua lista de utentes, fazendo diminuir as pessoas sem médico de família. Os profissionais passam, para isso, a receber incentivos remuneratórios ao seu desempenho, que só anteontem foram aprovados em Conselho de Ministros.
Publico 04.03.2007 - 10h19 Catarina Gomes

sábado, 3 de março de 2007

Ai, Timor !!!



Timor-Leste: começou ataque australiano a Alfredo Reinado
As tropas australianas lançaram o ataque contra Alfredo Reinado e ocuparam cerca das 2h00 de domingo (17h00 de sábado em Lisboa) o antigo mercado no centro de Same, afirmou à Lusa o deputado Leandro Isaac. Publico 3 Março 2007 - 20h20

... do Estado!

Serviços externos custam 956 milhões
Despesa - Estudos, consultadoria, seminários, exposições
O Governo orçamentou para este ano 956 milhões de euros para despesas com a aquisição de serviços a entidades privadas. A verba, destinada a gastos com estudos, consultadoria, seminários, pareceres, limpeza de instalações, publicidade e comunicações, regista um aumento de 19 por cento, correspondente a 153,2 milhões de euros. Só o Ministério do Ambiente, de Nunes Correia, tem uma subida orçamental de 137 por cento. CM 2007-03-03 - 00:00:00

Estado chumba Belmiro
Belmiro de Azevedo perdeu ontem a guerra da OPA sobre a PT na assembleia geral. O chumbo da desblindagem aprovada por 51,5% contra 48,5% dos votos expressos acabou com a OPA. O Estado aprovou a decisão e os votos da Caixa Geral de Depósitos foram decisivos. O CM assistiu à reunião. CM 2007-03-03 - 13:00:00

Publicidade enganosa!
José Sócrates faz as pazes com Câncio
O primeiro-ministro voltou para os braços da ‘ex’
José Sócrates não resistiu à paixão pela sua amada, a jornalista Fernanda Câncio – de quem estava separado desde o Natal –, e voltou a cair nos seus braços.
CM 2007-03-03 - 13:00:00

Museu polémico




As Memórias de Salazar
O Museu de Salazar, criado pela Câmara de Santa Comba Dão com a colaboração do sobrinho-neto do ditador, Rui Salazar de Lucena, está a dividir opiniões. Enquanto uns justificam a preservação da memória de uma figura central da História do século XX, outros dizem tratar-se do “branqueamento de um período negro”.

Está assente em tijolos o velho Chevrolet Stylemaster preto que transportava António Oliveira Salazar, nas curtas deslocações pelas Beiras, entre a aldeia do Vimieiro, Santa Comba Dão, e o Caramulo ou Viseu. O automóvel é considerado uma relíquia, mas permanece ao abandono. Tal como a casa, a adega, a escola ou o jardim que serviram de refúgio ao estadista que mandou em Portugal durante quatro décadas. Dos edifícios, em ruínas, só se salvou algum do seu espólio pessoal, que agora se pretende reabilitar e expor ao público num Centro de Estudos e Museu do Estado Novo.

O homem que liderou uma das mais longas ditaduras do Mundo, nasceu a 28 de Abril de 1889. Tomou posse como ministro das Finanças em 1928 e assumiu a presidência do Conselho de Ministros em 1932. Governou o País com mão--de-ferro durante 42 anos, mas nunca se afastou por muito tempo da casa onde cresceu. Os fins-de-semana e as férias eram passados na tranquilidade da quinta que foi acrescentando com parcelas de terreno compradas ao longo dos anos – hoje cortada a meio pelo IP3.Quando se levantava, manhã cedo, abria a janela e fixava os olhos na famosa cameleira oferecida pela jornalista Christine Garnier. A francesa escreveu o livro ‘Férias com Salazar’, publicado em 1952, na sequência de uma entrevista que, para alguns biógrafos, se transformou num idílio, com a loura e sofisticada visitante a dar a volta à cabeça do ditador sexagenário.Depois, Salazar pegava numa pequena cana-da-Índia e partia sozinho em longas caminhadas pelo campo, ao longo da linha férrea da Beira Alta. Os momentos de reflexão eram passados à sombra de um carvalho centenário, que dizia ser “a árvore sagrada dos Druidas”.

Além do velho Chevrolet, com 74 103 quilómetros, seguiram no espólio centenas de livros, manuscritos, documentos, condecorações, garrafas de vinho com a sua chancela (Quinta das Ladeiras), a mala de viagem, o estojo de barbear, a cama onde morreu – no palacete de S. Bento, em Lisboa, a residência oficial do chefe do Governo, a 27 de Julho de 1970 – e alguns dos crucifixos que o ditador foi coleccionando ao longo da vida. A trilogia que proclamou – Deus, Pátria e Família – está bem representada na casa do Vimieiro.
CM 2007-03-03 - 00:00:00

População de Santa Comba revoltada com protesto
A manifestação da União de Resistentes Antifascistas (URA) contra a criação do Museu de Salazar, na aldeia do Vimeiro, já terminou, tendo os manifestantes sido acompanhados pela GNR até ao autocarro, devido ao sentimento de revolta instalado entre os populares.

..., o receio de ocorrerem conflitos entre os elementos dos dois grupos, foi rapidamente substituído pela revolta da população com a manifestação anti-fascista na cidade, que queria que o protesto do URA fosse realizado noutro local.
A troca de acusações entre os habitantes e os manifestantes levou a GNR, a meio da tarde, a formar um cordão de segurança à volta do edifício onde a URA estava reunida. Este cordão foi mantido até os resistentes anti-fascistas terem abandonado o local.
CM 2007-03-03 - 13:00:00

Manifestação na Alemanha contra centro de formação neonazi
Cerca de duas mil pessoas manifestaram-se hoje à tarde em Gonzerath, uma pequena aldeia na Alemanha ocidental, contra o projecto do partido neonazi NPD de implantar nesta comuna um centro de formação para os seus quadros. Publico 3 Março 2007 - 20h20

sexta-feira, 2 de março de 2007

paulo portas


O factor instabilidade
paulo portas encenou o seu regresso, como encenou o pseudo--afastamento durante estes anos, como encenou a crise do partido. olhando para a história do cds nestes anos, restam poucas dúvidas: portas foi o verdadeiro factor de instabilidade. o pai da crise, do conflito e da intriga.
ribeiro e castro ajudou. não conseguiu manter o élan que o elevou a líder em abril de 2005, fez-se reeleger em directas dois meses depois e, outra vez, em congresso em 2006, já empurrado pela oposição de portas. mas nunca marcou a agenda política, em parte ofuscado pelo primeiro--ministro, em parte porque jamais abdicou das regalias de bruxelas para se dedicar ao país.
Publico 02.03.2007, Leonete Botelho

Continuamos desatentos!


Detido líder Talibã
Antigo ministro da Defesa é considerado um dos principais líderes da rebelião no Afeganistão
Foi detido o mais importante líder dos Talibã desde os atentados de 2001 e da queda do regime islâmico do Afeganistão. O mullah Obaidullah Akhund, ex-ministro da Defesa, é considerado um dos organizadores da recente rebelião no sul do Afeganistão contra as tropas da NATO e o novo governo em Cabul.
Oficialmente, não está ainda confirmado pelo governo do Paquistão e os representantes talibã continuam a negar, mas fontes dos serviços de segurança paquistaneses garantem que O mullah Obaidullah Akhund foi preso no início desta semana.
Obaidullah Akhund, ex-ministro da Defesa do regime Talibã, foi detido num hotel da cidade paquistanesa de Quetta, perto da fronteira afegã, no mesmo dia em que o vice-presidente dos Estados Unidos Dick Cheney iniciou uma visita à região.
Cinco anos e meio depois dos ataques do 11 de Setembro nos Estados Unidos continuam a monte os principais líderes do regime Talibã e da Al-Qaeda.
SIC Expresso 11:54 02 MAR 07
Link: http://www.youtube.com:80/watch?v=K20he8cs_qU

em contramão... a culpa será só deles?


... em contramão na A23

A BT-GNR interceptou ontem dois condutores em contramão na Auto-Estrada da Beira Interior (A23), no espaço de sete horas: um homem, de 51 anos, andou no sentido errado durante 20 quilómetros, entre os nós de Castelo Branco e Lardosa, e apresentava uma taxa de alcoolemia de 1,74 gr/l. Uma mulher, de 44 anos, fez o mesmo durante 16 quilómetros, entre o nó do Entroncamento e a A1, provocando o despiste de outro veículo, de que resultaram apenas danos materiais. CM 2007-03-02 - 00:00:00

tabagismos e fundamentalismos!!!


Confederação contra tabagismo congratula-se com lei "equilibrada e completa"
A Confederação Portuguesa de Prevenção do Tabagismo (CPPT) manifestou-se hoje "agradada" com a aprovação da nova lei que limita o fumo em restaurantes e bares, considerada "equilibrada, ampla e completa".
"Apesar de não conhecermos em detalhe o conteúdo da legislação aprovada em Conselho de Ministros, pelo anúncio do ministro da Saúde tudo indica que a lei vai no bom caminho e ao encontro das propostas da confederação", disse à Lusa Luís Rebelo, presidente da CPPT.


Proprietários temem perda de clientes e aumento dos conflitos
A lei do tabaco é contestada pelos proprietários de bares e discotecas, que consideram que as novas regras levarão ao afastamento da clientela e aumentarão os conflitos nestes locais.Os responsáveis contactados defendem que o fumo deveria continuar a ser permitido em alguns estabelecimentos, determinando-se a proibição para outros. "Deveríamos seguir a lei espanhola", que permite aos clientes optar por estabelecimentos com ou sem fumo, defendeu Francisco Tadeu, director executivo da Associação Nacional de Discotecas. 02.03.2007 - 11h46 Lusa

Universidade Independente


Em defesa dos interesses dos alunos e professores
Associação do ensino privado disponível para mediar crise na Independente
A Associação Portuguesa do Ensino Superior Privado (APESP) manifestou-se hoje disponível para colaborar como mediador na crise instalada na Universidade Independente, em defesa dos interesses dos alunos e professores.
Publico 01.03.2007 Lusa

A propósito do escândalo da Universidade Independente (U.I.), onde na troca de acusações entre os envolvidos já foi aflorado que há pessoas que nela compraram diplomas,
NÃO ESQUECER:
Foi esta que passou o diploma de licenciatura ao "Eng," Sócrates, quando este estava no governo de Guterres.
Foi esta que passou o diploma de licenciado ao "Dr." Armando Vara, dias antes de este ser nomeado administrador da Caixa Geral de Depósitos.
Vamos ver como ficam as coisas ....

Received: from exch01smtp01.hdi.tvcabo ([10.137.34.1]) by VS53.hdi.tvcabo with Microsoft SMTPSVC(6.0.3790.1830)

para mais tarde relembrar!


Morreu o ex-guarda-redes do Benfica Manuel Bento
O ex-guarda-redes do Benfica Manuel Bento morreu hoje, aos 58 anos, depois de ter sofrido um enfarte fulminante, tendo chegado já sem vida ao hospital do Barreiro, às 14h00, confirmaram ao PÚBLICO fontes do clube da Luz e daquele estabelecimento de saúde. Publico 01.03.2007